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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Facebook é uma 'empresa de vigilância', diz hacker que colaborou no WikiLeaks

Num painel cheio de convidados engravatados, bem em linha com a formalidade e a seriedade do tema proposto ("Privacidade e Proteção de Dados On-line: Como Empresas, Governos e Usuários Podem Promover a Privacidade On-line"), um dos participantes chamava atenção por seu visual (bermuda, tênis, tatuagens): era Jacob Appelbaum, um dos líderes do Tor Project (software que permite aos internautas se comunicar de forma anônima na rede), ex-porta-voz do WikiLeaks e especialista em informática da Universidade de Washington. ■'Smartphone é acordo com o diabo', diz super-hacker ■Rio RightsCon começa com discussões sobre progresso tecnológico e seus desdobramentos Mas foi quando começou a falar que Appelbaum realmente roubou a cena, transformando-se numa das principais atrações do primeiro dia da Rio RightsCon e fazendo jus à alcunha de "o homem mais perigoso do ciberespaço", que a revista "Rolling Stone" lhe deu em um longo perfil. Com um discurso fluido e engajado, o americano atacou todas as formas de controle on-line instituídas por governos e empresas, afirmou que nem questões de segurança nacional deveriam servir como argumento para restrições e vigilância na rede e ainda atacou dois dos patrocinadores da conferência, o Facebook e o Skype. Wikimedia Commons Jacob Appelbaum é um dos líderes do projeto Tor, rede que permite usar a internet com mais privacidade "O Facebook é basicamente uma empresa de vigilância. Eu o chamo de 'Stasibook' [em referência à Stasi, a polícia política da extinta Alemanha Oriental], porque você está sempre espionando e delatando seus amigos." Para Appelbaum, o principal problema é que empresas como o Facebook e o Skype limitam propositalmente a segurança e a privacidade de seus usuários, seja porque lucram com seus dados ou porque cumprem exigências governamentais. "Sob pretexto de segurança nacional, são criadas backdoors nos sistemas [para que os usuários possam ser rastreados] que podem ser usadas por outras pessoas. Os usuários estão sendo colocados em risco pelo próprio governo. Não deveríamos enfraquecer o sistema por causa da segurança pública." Por causa desse acesso governamental aos dados dos cidadãos, o americano disse que "cada vez que você liga para seus amigos via Skype, está colocando-os em risco." "Deveríamos rejeitar essas empresas que comprometem nossa segurança e usar outros mecanismos, como os que permitem ligações encriptadas de ponta a ponta, trocas de mensagens seguras." Acostumado à vigilância do governo americano (desde que foram divulgadas suas ligações com o WikiLeaks) e às críticas que recebe por conta do Tor Project (que, por tornar os usuários quase irrastreáveis, acaba sendo usado também para venda de drogas e outras atividades ilegais), Appelbaum tem respostas prontas para os ataques mais comuns: "Maus elementos podem usar o Tor assim como usam celulares, estradas. Censurar a internet não é a forma de lidar com isso. A causa da pornografia infantil não é a internet, são as pessoas que cometem esse crime. Restringir a privacidade on-line não vai acabar com os estupradores de crianças". "Essa é uma decisão que precisamos tomar como sociedade: é melhor todos estarmos seguros [ao usarmos tecnologias de comunicação], incluindo alguns dos vilões, do que ficarmos todos inseguros. Cada vez que alguém diz que devemos abrir exceções em direitos fundamentais por questões de segurança, devemos desafiar essa noção. A internet mudou a maneira como lidamos com segurança nacional. Não são apenas os provedores que podem violar a segurança, mas qualquer um com US$ 1.000."

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sony anuncia dois smartphones Xperia à prova d'água

Sony anunciou, nesta quarta-feira (30), dois novos modelos de smartphone da linha Xperia. Batizados de Xperia go e Xperia acro S, ambos são à prova d'água e resistentes a poeira. Além disso, segundo a Sony, os aparelhos possuem vidro reforçado contra arranhões. De acordo com a empresa, ambos os aparelhos serão lançados no terceiro trimestre deste ano. Os preços não foram divulgados. Novos modelos de celular da Sony, o Xperia go e o Xperia acro S, resistentes a água e poeira O Xperia acro S contará com tela de 4,3 polegadas (resolução de 1.280x720 pixels), câmera de 12,1 megapixels e processador de núcleo duplo de 1,5 GHz. O aparelho será lançado com o sistema Android 4.0. O Xperia go terá tela de 3,5 polegadas, câmera de 5 megapixels e processador de núcleo duplo de 1 GHz. O celular será lançado com Android 2.3, mas a Sony garante que o usuário poderá atualizá-lo para a versão 4.0.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Samsung lança primeiro Chromebox, desktop portátil com sistema do Google

Com uma nova linha de notebooks leves desenvolvidos pela Samsung, o Google vai tentar angariar mais adeptos para um computador cujo sistema operacional gira em torno de seu popular navegador, o Chrome. O lançamento de uma nova geração de Chromebooks, que ocorreu nesta terça-feira, dá ao Google e à Samsung uma nova oportunidade de convencer consumidores e empresas a comprar esse computador pouco convencional, em vez de optar por máquinas com os sistemas da Microsoft e da Apple. A geração inclui uma versão nova do Chromebook, cujo primeiro modelo foi lançado no ano passado, e o inédito Chromebox, uma versão compacta, em formato de caixa, do Chromebook, que pode ser conectada a um monitor maior para exibir o mesmo sistema. Divulgação O inédito Chromebox (à esq.) e a nova versão do Chromebook (à dir.) Diferentemente de computadores convencionais do mesmo tipo, os Chromebooks não têm disco rígido. Eles funcionam como terminais dependentes de uma conexão à internet. O laptop vem com 16 Gbytes de memória flash -o mesmo tipo de memória encontrado em smartphones, tablets e alguns iPods. Duas portas USB permitem conectar HDs externos e outros dispositivos. Os Chromebooks tiveram uma recepção inicial fria quando foram lançados no ano passado. "Eles tinham menos a oferecer do que tablets, então eles não foram tão interessantes para o consumidor", diz Mika Kitagawa, analista do Gartner. O Google diz que sempre teve a intenção de ir devagar com os Chromebooks, dando a seus engenheiros o tempo necessário para entender os meandros dessas máquinas e fazer as melhorias necessárias. A nova versão do Chromebook, o Samsung Series 5 550, é 2,5 vezes mais rápida que a anterior e suporta vídeos em alta definição. Outra novidade é que ele permite editar documentos offline. Há também mais integração com a loja de aplicativos do Chrome, a Chrome Web Store. A tela, como a da versão anterior, tem 12,1 polegadas. O notebook só ficará à venda on-line. Nos EUA, os preços são de US$ 449 para as máquinas só com conexão Wi-Fi e de US$ 549 para as com conexão Wi-Fi e 3G. O preço do Chromebox é de US$ 329.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sucesso na TV, série "The Walking Dead" vira game

Sucesso na TV dos EUA e com fãs também no Brasil, a série de zumbis "The Walking Dead" rendeu um bom fruto para o mundo dos games. "The Walking Dead: a New Day", para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, tem na história o seu maior trunfo. O roteiro é de Robert Kirkman, criador da HQ que também serviu de base para a série de televisão. Em "A New Day", capítulo inicial de um total de cinco, o jogador é Lee Everet, um ex-detento que, com a garotinha Clementine, luta para sobreviver nos arredores de Atlanta. A jornada, que dura cerca de duas horas, faz diversas referências ao seriado e passa por locações familiares. Um dos maiores trunfos do jogo é ir além de colocar o jogador para "apenas" matar zumbis. "A New Day" é um game de escolhas, em que frequentemente o jogador é colocado em posições difíceis, como escolher a quem salvar numa situação extrema. O game é uma combinação de sequências de ação, quebra-cabeças e exploração do cenário. Há também um foco nos diálogos, momentos nos quais o jogador é confrontado com várias alternativas de perguntas ou respostas. CÂMERA BIZARRA A "New Day" não escapa de alguns probleminhas, especialmente em relação à câmera, que às vezes escolhe ângulos improváveis e até confusos, limitando a visão do cenário e dificultando a movimentação do personagem principal. "The Walking Dead: a New Day" é comercializado apenas via download, seja no site oficial, no caso da versão para PC, ou nas redes on-line de PlayStation 3 e de Xbox 360. O preço pelo pacote de cinco capítulos é de, em média, US$ 25.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Google mostra novo motor de mapas em evento em São Paulo

O Google vai aproveitar o maior evento corporativo de geotecnologia da América Latina para anunciar seu mais novo produto ao mercado local: o Google Maps Engine. "O Google Maps Engine é a combinação de vários serviços", diz Francisco Gioielli, gerente de vendas dos produtos de geolocalização da empresa para o Mercosul. "Ele permite, de uma maneira muito simples, armazenar mapas e arquivos cartográficos na nuvem", diz Gioielli. "Além de armazenar arquivos, ele permite visualizá-los em camadas e compartilhá-los em tempo real." Reprodução Imagem da avenida Paulista, em São Paulo, no Google Street View Para falar sobre o potencial da ferramenta, ele cita dois acordos fechados recentemente pelo Google com empresas brasileiras. "Acabamos de assinar [contrato] com a Petrobras e a Light." Ele diz que a Light foi a primeira empresa a aproveitar o serviço no país. "Ela colocou toda a sua rede na plataforma. Agora, os funcionários podem 'levá-la' a campo, com auxílio de tablets e smartphones, e atualizar as mudanças direto da rua." A empresa vai apresentar seu case durante o evento. INVESTIMENTO Para aproveitar o crescimento do mercado latino de geotecnologia, e estimulado pelo desempenho dos países da região acima da média mundial, o Google decidiu participar em peso do MundoGEO Connect Latin America 2012, que acontece de amanhã a quinta no shopping Frei Caneca, em São Paulo. "Estaremos de forma bastante agressiva no MundoGEO", diz Francisco. "Seremos oito pessoas, sendo três estrangeiros, e teremos três iniciativas: um estande, um seminário e um workshop para desenvolvedores." Entre os presentes, estará Clinton Libbey, diretor de mapas do Google nos EUA. O workshop para desenvolvedores será ministrado por dois funcionários da empresa nos EUA, que virão ao Brasil só para o evento. Eles ensinarão como trabalhar com os serviços de geolocalização da empresa -Maps, Street View e Earth. São 200 vagas, ainda não preenchidas, e a palestra terá tradução simultânea. "Dependendo da demanda, vamos tentar disponibilizar mais espaço", diz Gioielli. COMO PARTICIPAR A inscrição é gratuita para os workshops e para visitar a exposição de produtos e serviços do MundoGEO Connect LatinAmerica 2012. Para participar de seminários, fóruns e cursos, a inscrição custa de R$ 500 a R$ 980. A programação pode ser vista em aqui.

domingo, 27 de maio de 2012

Telas interativas em forma de 'papel de parede' são o futuro da TV

Você acha que seu televisor de tela plana é grande? Pois ainda não viu nada. A maneira pela qual assistimos TV deve mudar significativamente no futuro. Um "papel de parede" modular, com funções de TV, dominará a sala de estar com telas que circundam o espectador e utilizam sua visão periférica para criar uma experiência de verdadeira imersão. Além disso, será possível usar parte da tela para programas, filmes, páginas da web ou mensagens no Twitter. Como o telespectador poderá organizar tudo isso em sua gigantesca tela de imersão? É o tipo de pergunta que a NDS (New Digital Systems), criadora de tecnologia de transmissão para TV paga, diz que as redes de mídia eletrônica precisarão se perguntar na próxima década --quando os televisores do tamanho da parede se tornarem realidade prática, que vá além das imagens de baixa resolução oferecidas pelos projetores ou das grandes telas planas de alto consumo de eletricidade. "É espantosa a precisão com que a ficção científica previu o avanço da tecnologia televisiva", diz Simon Parnall, vice-presidente de tecnologia da NDS, em Staines, Reino Unido. OLED VS. LCD A mais recente ideia da companhia, Surfaces, toma por base o fato que a próxima geração de televisores de telas planas, baseados em OLED (diodos orgânicos emissores de luz), vai baixar de preço consideravelmente nos próximos cinco a dez anos. As telas OLED tem uma grande vantagem: diferentemente das telas LCD, não precisam de iluminação lateral, e por isso a área de imagem pode se estender até a borda da tela. Isso significa que podem ser montadas lado a lado para criar uma superfície de exibição contínua. "A tecnologia de telas OLED poderá ser modular, e os módulos poderão ser montados em qualquer formato desejado, não apenas em formações retangulares", disse Parnall, durante o Future World Symposium, realizado em abril em Londres. DE R$ 25 MIL A R$ 3 MIL Os primeiros televisores OLED, com tela de 1,4 metro, chegarão ao mercado ainda este ano pelas sulcoreanas LG Electronics e Samsung. É provável que seu preço inicial seja de oito mil libras (cerca de R$ 25 mil), diz John Kempner, comprador de TV e vídeo da cadeia de varejo britânica John Lewis Partnership. Ele também acredita que a tendência seja de "deflação bastante rápida de preços", e antecipa que o custo deve cair abaixo das três mil libras (menos de R$ 10 mil) em dois anos. Modelos custando mil libras ou menos (aproximadamente R$ 3 mil) devem estar disponíveis dentro de cinco a dez anos. PAPEL DE PAREDE Usando seis painéis OLED, a NDS construiu um protótipo de tela de 3,6 metros por 1,4 metro, que quando não está em uso exibe a imagem da parede por trás dela. "É ambiente", diz Parnall. Um servidor de vídeo encaminha conteúdo à tela sob o controle de um navegador comum no celular inteligente ou computador do usuário, e também permite que este selecione em que porção da tela deseja ver seus vídeos, a web, páginas de mídia social ou Skype. Alguns televisores atuais já podem ser controlados por meio de um aplicativo, e não só de um controle remoto, segundo Kempner. O protótipo está exibindo o programa de talentos "X Factor" no centro da tela, com conteúdo de internet sobre os participantes na direita, um widget para votação abaixo e páginas de Twitter mostrando a reação dos espectadores à esquerda. GRAU DE IMERSÃO Um aspecto central da experiência está em determinar o grau de imersão que os usuários desejam. Uma família que esteja assistindo a um filme pode optar por imersão profunda, e fazer com que o filme cubra a maior parte da tela --talvez apenas com uma faixa para comentários de mídia social, abaixo. Para menor imersão, notícias podem ser exibidas no centro, em companhia de notificações no Skype ou nas redes sociais, com conteúdo da web na periferia. Canais de som separados podem ser transmitidos ao celular ou fone de ouvido de cada usuário. INFINITO LATERAL Não é só a NDS que está trabalhando para mudar a maneira pela qual assistimos TV. Daniel Novy e Michael Bove, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), estão desenvolvendo um sistema de imersão chamado Infinity-by-Nine --uma referência ao formato de tela 16:9 que se tornou padrão nos televisores modernos. "Tiramos vantagem de alguns truques de percepção", disse Bove. "A visão periférica não é sensível a detalhes, mas o é a movimentos, e o cérebro realmente deseja criar uma explicação coerente sobre aquilo que sua visão periférica e sua visão central, ou foveal, veem". Eles empregam software de visão mecânica para analisar um filme, por exemplo, e depois gerar em tempo real um padrão móvel, de baixa resolução, que se assemelha à imagem da tela. O padrão é projetado nas paredes adjacentes e no teto. "O espectador não contempla diretamente as imagens adicionais, mas sua presença aprofunda o senso de imersão naquilo que a tela oferece", diz Bove. O método funciona porque, embora a percepção de cores e detalhes seja menor em nossa visão periférica, a sensibilidade a movimentos nessas fímbrias visuais continua forte. Assim, o Infinity-by-Nine precisa apenas mover o padrão de baixa resolução com a mesma velocidade da imagem principal, a fim de reforçar a sensação de imersão espacial dos espectadores. "Embora o efeito possa ser mais forte para aqueles que ocupam uma posição central ao assistir, também é poderoso para os ocupantes de outras posições. Temos diversos sofás na sala de teste e, quando deixamos um filme passando muitos vezes, voltamos e encontramos todos eles ocupados --e pessoas sentadas até no chão", diz Bove. DISPERSÃO E CONTROLE Mas o excesso de informação pode distrair --e até incomodar-- alguns espectadores. É por isso que Valentin Heun, também do MIT, está experimentando um sistema chamado FocalSpace, que usa as câmeras de profundidade do Microsoft Kinect. O sistema usa o aparelho da Microsoft para perceber em que direção o espectador está olhando e reforçar dinamicamente o contraste e a cor das imagens nesse ponto, tornando aquela porção da tela mais clara e facilitando a concentração. O Kinect e outros sistemas parecidos também poderiam controlar o sistema NDS, talvez oferecendo grau de controle superior ao de um aplicativo. A Samsung já permite controle de gestos e voz no seu modelo inteligente ES8000, recém-lançado. "Os gestos são uma forma mais natural de fazer esse tipo de coisa", diz Chris Wild, vice-presidente de tecnologia na produtora de software interativo Altran Praxis, de Bath, Reino Unido. "Movimentos de mão e olhos oferecem escopo mais amplo e uma gramática mais completa para o controle fino de telas grandes, se comparados aos controles de tela de um celular inteligente."

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Facebook lança aplicativo concorrente ao Instagram para celulares

mês e meio após comprar o Instagram por US$ 1 bilhão, o Facebook lançou nesta quinta-feira (24) o Facebook Camera, aplicativo da rede social para aplicar filtros a fotos e compartilhá-las. Segundo um porta-voz da empresa, pode haver uma "competição saudável" entre ambos os aplicativos. Como no Instagram, o Facebook Camera possui uma linha do tempo própria e permite aos usuários do Facebook compartilhar imagens e aplicar diferentes filtros a elas. Divulgação Aplicativo Facebook Camera, do Facebook, que compartilha imagens de maneira semelhante ao Instagram DIFERENÇAS Há algumas particularidades em relação ao Instagram. O Facebook Camera tem 14 filtros, consegue fazer o upload de várias imagens simultaneamente e possui forte integração ao Facebook, com ferramentas que permitem marcar amigos e publicar as fotos diretamente na rede social. Já o Instagram, que conta com mais de 50 milhões de usuários, tem 17 filtros, ferramentas de ajuste de briho e possibilidade de compartilhar apenas uma imagem por vez. Reprodução Montagem compara as timelines dos aplicativos Facebook Camera (à esq.) e Instagram, ambos do Facebook APENAS PARA IOS Por enquanto, o novo aplicativo do Facebook está disponível apenas em países de língua inglesa e somente na App Store, loja de aplicativos da Apple. De acordo com o site "The Verge", o Facebook ainda não comentou o lançamento do aplicativo em outras plataformas, como Android e Windows Phone. CONCORRÊNCIA Segundo o site "TechCrunch", um porta-voz do Facebook disse que a empresa está comprometida em desenvolver o Instagram de forma independente, e que ambos devem ter uma "competição saudável". A aquisição do Instagram pelo Facebook ainda está sendo investigada pelo FTC (Comissão Federal do Comércio, na sigla em inglês) e, portanto, a compra ainda não está completamente concluída. LIGHTBOX No último mês, o Facebook também contratou a equipe de desenvolvedores do Lightbox, outro aplicativo para compartilhamento de imagens. Em um post oficial, os desenvolvedores do Lightbox revelaram que estavam "unindo forças" com o Facebook para criarem novos produtos. No mesmo post, anunciaram que o aplicativo será completamente descontinuado dia 15 de junho deste ano.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

'Diablo 3' bate recorde com 3,5 milhões de cópias vendidas em 24h

game "Diablo 3" é o jogo de PC que vendeu mais rápido na história, de acordo com a Blizzard, produtora da franquia. A empresa afirma que, só nas primeiras 24 horas, foram vendidas 3,5 milhões de cópias do título. O jogo foi lançado mundialmente em 15 de maio. ■'Diablo 3' é ótimo, mas tropeça ao depender demais da internet ■Servidores de 'Diablo 3' falham no dia de lançamento do jogo ■Blizzard divulga carta pedindo desculpas por falhas nos servidores de 'Diablo 3' O número ainda não considera os mais de 1,2 milhão de participantes da promoção "World of Warcraft Annual Pass", que garantiu uma cópia de "Diablo 3" a quem assinasse um ano de outro game da empresa, o "World of Warcraft". A Blizzard afirma que, de acordo com registros internos da empresa e relatório de parceiros-chave de distribuição, na primeira semana o jogo alcançou 6,3 milhões de vendas. Reprodução "Diablo 3", jogo de RPG de ação da Blizzard "Nós ficamos definitivamente espantados com a quantidade de pessoas ao redor do mundo empolgadas para pegar sua cópia de 'Diablo 3' e jogar assim que o game foi lançado", afirmou Mike Morhaime, executivo-chefe e cofundador da Blizzard. "Nós também nos lamentamos por nossas preparações, que não foram suficientes para garantir a todos uma experiência ininterrupta", disse Morhaine, se referindo às falhas de conexão que também marcaram a estreia do jogo. O cofundador da Blizzard ainda reafirmou o compromisso da empresa em garantir estabilidade no game. CONTAS HACKEADAS Na última semana, alguns jogadores começaram a reportar à Blizzard problemas com hackers dentro do game. Entre as vítimas, muitas reclamaram que tiveram seu "ouro" (moeda virtual do jogo) roubado. Em resposta, a Blizzard afirmou que já está investigando as acusações e apurando os fatos. "Nós estamos levando a situação extremamente a sério desde o início e estamos fazendo tudo o que é possível para verificar como e em que circunstâncias esses comprometimentos estão acontecendo", disse a empresa em resposta oficial. As preocupações com hackers precederam o lançamento, ocorrido nesta terça (22), do sistema da Casa de Leilões do game, que permite a jogadores venderem entre si itens do jogo, inclusive com dinheiro real. No Brasil, o sistema possibilita aos jogadores negociarem apenas com o dinheiro virtual de "Diablo 3".

quarta-feira, 23 de maio de 2012

SAP compra empresa de computação na nuvem por US$ 4,3 bilhões

A SAP, gigante dos software corportativos, comprou por US$ 4,3 bilhões a Ariba, empresa californiana de plataformas para o comércio eletrônico. A aquisição vai possibilitar à empresa alemã criar novas soluções em computação na nuvem para manter distância da rival Oracle. "A compra da Ariba criará uma rede de negócios do futuro, direcionando valor diretamente aos nossos clientes e fornecendo ferramentas sólidas para impulsionar o crescimento da SAP na nuvem", declararam em comunicado os co-diretores-executivos da SAP, Bill McDermott e Jim Hagemann Snabe. A Ariba teve receita de US$ 444 milhões em 2011. A empresa desenvolve tecnologia para auxiliar empresas de comércio a negociarem por meio da internet. No ano passado, a SAP já havia dado um passo rumo à nuvem, com a compra da SucessFactors por US$ 3,4 bilhões. Em 2010, reforçou sua capacidade de fornecer infraestrutura de rede com a aquisição da Sybase, por US$ 5,8 bilhões.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Google lançará cinco dispositivos da linha Nexus em 2012, diz jornal

Google planeja lançar a nova versão do seu sistema operacional móvel em cinco dispositivos com a marca proprietária Nexus, entre smartphones e tablets, segundo uma reportagem do "Wall Street Journal". Isadora Brant - 27.mar.12/Folhapress Samsung Galaxy X, atualmente o topo de linha entre os smartphones da linha Nexus, do Google A reportagem não identifica as fontes, mas diz que elas estariam "familiarizadas com o assunto". Os aparelhos estariam disponíveis no mercado americano até o dia de Ação de Graças, cuja data neste ano é 22 de novembro. A empresa teria planos de vender os aparelhos desbloqueados e por meio de sua loja virtual, a Google Play. Todos os aparelhos seriam dotados do sistema Android 5, de codinome Jelly Bean ("jujuba"). A estratégia é diferente da adotada com os outros aparelhos da linha, como o Samsung Galaxy X e o HTC Nexus One, que foram lançados em diferentes momentos, com a exclusividade da etiqueta do Google --ao menos temporariamente. As atuais parceiras do Google são Motorola (adquirida pela empresa de buscas no ano passado), Samsung, HTC, Sony e Asus --que, segundo rumores, está desenvolvendo um tablet da linha Nexus. A ampliação da linha Nexus teria interesse comercial. Ao vender um aparelho desbloqueado (e com o sistema Android sem modificações), o Google pode evitar que operadoras bloqueiem ou insiram aplicativos no smartphone antes que ele chegue ao consumidor. Atualmente, a Verizon Wireless impede que os smartphones com Android que comercializa tenham o aplicativo de pagamento digital Google Wallet. Uma das fontes da reportagem também afirma que, através de parcerias entre o Google e as fabricantes, os aparelhos podem chegar às prateleiras mais rapidamente --o que ajudaria na briga por participação no mercado de dispositivos portáteis contra a Apple.

domingo, 20 de maio de 2012

ShopAfrica53, uma empresa com ambições continentais

Alto e forte, alegre, aparentemente indolente, esse homem a quem todos apresentam como o Bill Gates africano tem mais um trunfo guardado na manga, como seria de esperar. Depois de ter conquistado fama graças a uma companhia de software para empresas, esse empresário ganense está mudando de registro e vai lançar uma empresa nova com objetivo duplo: ajudar as pequenas e médias companhias do continente a vender seus produtos no mundo e, ao mesmo tempo, contribuir mais do que qualquer programa de assistência poderia para o desenvolvimento africano. Herman Chinery-Hesse criou a SoftTribe.com em 1990, logo depois de concluir seus estudos nos Estados Unidos e de deixar seu primeiro emprego no Reino Unido. Formado em engenharia, ele já então havia compreendido que era possível fazer muitas coisas úteis com computadores e, depois de uma aposta em noite de carteado, decidiu convencer as companhias de Acra, sua cidade natal, de que contratá-lo para facilitar seu ingresso na era da informática seria bom negócio. Mas em uma economia 70% controlada pelo governo, o mercado é sempre limitado. Ainda mais quando o objetivo é conseguir um importante contrato tradicional... em lugares onde as multinacionais contam com os mecanismos de pressão necessários para influenciar aqueles que tomam as decisões, e com isso obtêm bons resultados. Chinery-Hesse encontrou situações parecidas em outros mercados africanos nos quais tentou ingressar. Por isso, decidiu buscar novos clientes com um modelo de negócios diferenciado e tecnologia adaptada às circunstâncias. Os programas da SoftTribe agora estão disponíveis em nuvem e podem ser baixados mesmo por quem disponha de banda muito limitada. Para conquistar as pequenas e médias empresas, ele desistiu de contratos anuais e optou por receber apenas uma comissão mínima por transação realizada --no caso de uma frota de ônibus, apenas 1% sobre cada bilhete vendido. Os ganhos de sua companhia crescem à medida que cresce a venda de passagens. A evolução é o início de uma nova estratégia. "Para mudar a África, é precisa mudar a maioria dos africanos, afetar a base da pirâmide", ao menos a porção dela constituída pelas pequenas e médias empresas, diz Chinery-Hesse. O projeto mais importante que ele tem no momento é o ShopAfrica53.com, um site ao estilo do eBay cujo objetivo é "servir como intermediário às pequenas empresas", ele me explicou, na varanda de sua casa. Sites em diversos países africanos permitirão que vendedores anunciem e compradores procurem produtos. As transações serão realizadas via mensagens de texto. A falta de uma rede bancária para realizar compras e vendas online tornou necessário criar um sistema que Chinery-Hesse batizou de African Liberty Card, um cartão de raspadinha que a ShopAfrica53 produz e colocou em circulação. O cartão permite carregar dinheiro instantaneamente em um celular, e com isso realizar compras. Um exemplo perfeito da necessidade de criar infraestrutura, com a qual se deparam todos os empresários africanos, a exemplo de Bright Simmons, que falou do assunto na semana passada (artigo de 18 de novembro). A logística cabe inteiramente a empresas convencionais de courier, como a DHL, FedEx e outras. "Elas sabem como retirar um pacote em um morro qualquer e entregá-lo em Zaragoza, Toulouse ou Miami", explicou Chinery-Hesse. "Não preciso me preocupar com esse assunto". O custo é financiado "pela diferença entre os salários da África e os da Europa e Estados Unidos". O empresário reconhece que seu projeto precisará de certo tempo para se impor --talvez cinco anos. "Mas será mais efetivoa que qualquer assistência externa que possamos receber no período. Não conheço país algum que se tenha desenvolvido por força de assistência externa. É uma cortina de fumaça. Nós faremos melhor, e acima de tudo com dignidade".

sábado, 19 de maio de 2012

Ações do Facebook sobem menos de 1% no dia da estreia

Em um dia de forte volatilidade, as ações do Facebook chegaram a anular os ganhos perto do fechamento do pregão e terminaram o primeiro dia de negociações na Bolsa com ganho inferior a 1%. A companhia estreou no pregão eletrônico da Nasdaq nesta sexta-feira, com um salto de 10,52% em seu preço inicial, a US$ 42 (R$ 84). Facebook prevê risco para investidor com anúncios, apps e processos Facebook levanta US$ 16 bilhões com oferta de ações Conheça sete fatos curiosos sobre o Facebook Minutos após a abertura, o preço recuou um pouco e passou a pairar em torno de US$ 40,50 (alta de 6,57%), até retornar ao patamar de US$ 38 puxada por queda acentudada (13%) das ações da empresa de jogos Zynga, que tem no plataforma. Analistas especulam que a companhia tenha sido alvo de movimentos especulativos, em que os investidores aplicaram na Zynga como uma transição até o início das negociações do Facebook. Os papéis da rede social de Marck Zuckerberg fecharam em US$ 38,23, uma alta de 0,6%, frustando as expectativas dos investidores de uma valorização superior a 10% na estreia. A elevação era esperada, dado o apetite mostrado pelos investidores e o interesse da mídia na abertura de capital. Ao todo, a empresa e seus acionistas antigos, que investiram no site nos seus primeiros anos de vida, colocou a venda 421,2 milhões de papéis --a maior parte dos quais havia sido reservada com corretoras por grandes investidores institucionais. O investidor que adquirir papéis da companhia vai se deparar com ações de uma empresa que depende essencialmente de anunciantes para lucrar, mas espera perder parte deles ao focar suas forças nas plataformas móveis. A rede social ainda não achou a fórmula para converter em dinheiro seus 901 milhões de usuários ativos, coleciona processos e depende quase exclusivamente de seu fundador, Zuckerberg, para definir seu rumo em um cenário ultracompetitivo. Riscos como esses e outros não estão só em análises de consultorias nem no ceticismo da concorrência: o próprio Facebook afirma que pode ser "prejudicado significativamente" por eles. "Nosso negócio está sujeito a inúmeros riscos, e é preciso levá-los em conta cuidadosamente antes de decidir investir", escreve a empresa no documento de registro na SEC, a reguladora americana.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Conheça a Zynga, a 'fantástica fábrica de games' que quer conectar 1 bilhão de pessoas

Entrar na sede da Zynga em San Francisco é como entrar em um dos jogos que a companhia desenvolve para redes sociais. A recepção é uma cabana de troncos inspirada por uma edificação virtual de "FrontierVille". Há até caveiras de bois e lanternas antigas como decoração. Ao passar por essa fronteira, os convidados percorrem um túnel iluminado e chegam ao enorme saguão principal. Sede da empresa Zynga, em San Francisco Ver em tamanho maior » AnteriorPróxima David Paul Morris/Bloomberg AnteriorPróxima Funcionários da Zynga assistem fazem aula de desenho na sede da companhia, em San Francisco (EUA) Leia mais Jeff Chiu - 11.out.2011/Associated Press Mark Pincus, CEO da Zynga Olhando para cima, é possível ver os pisos superiores do edifício, como se fossem níveis de jogo a superar --e cada piso significa um jogo em que a empresa trabalha. O presidente-executivo, Mark Pincus, me espera à porta. Ele é uma espécie de guia de parque de diversões em minha visita. "Eu me vejo como um Willy Wonka", diz, meio brincando, apontando para a fábrica de jogos que criou, em vez da fábrica de chocolates do personagem da literatura e do cinema. "Esse saguão era imenso, silencioso e horrível. Decidimos fazer dele um espaço lúdico e comunitário." Agora a área abriga uma Winnebago, casa sobre rodas decorada com imagens associadas à Zynga, uma área para jogar basquete, uma quadra com grama artificial para esportes e um minipalco decorado por 13 pôsteres de cachorros de funcionários. AMOR AOS CÃES A nome da empresa é uma homenagem a Zinga, um buldogue que Pincus teve. Enquanto conversamos, passam por nós cachorros de todos os tamanhos e formas, conduzidos pelos donos -200 animais de estimação têm crachás personalizados da Zynga para acesso ao edifício. Pincus, 46, trabalhava de jeans e camiseta em um banco de investimento antes de se tornar empresário no setor de tecnologia. Seria possível afirmar que o edifício de sua empresa, com 62 mil metros quadrados, representa o florescimento da criatividade que Pincus tinha de sufocar em sua carreira precedente. Ele tem planos ambiciosos para a conversão de um grande saguão na ponta oposta do edifício. "Estou pensando em criar um parque coberto --quero que a sensação seja a de estar no Central Park [de Nova York], com bancos, uma pista para que os cachorros possam correr, áreas tranquilas. Creio que podemos criar um espaço ao mesmo tempo espetacular e íntimo." DIVERSÃO E TRABALHO O plano tem muito de "CityVille", o jogo social mais popular da Zynga, no qual os participantes constroem a cidade de seus sonhos. A sede da empresa tenta encarnar esse espírito, com café da manhã, almoço e jantar gratuitos, happy hours, bar esportivo, academias de ioga e de ginástica e cinema. Os funcionários são estimulados a decorar o espaço de trabalho. "Gosto de dizer que estamos tentando construir uma casa na qual desejamos viver." Dessa forma é possível compreender o caos organizado da empresa: combinar real e virtual, diversão e trabalho, escritório e residência. Além dos cachorros por toda parte, Carmen e Georgia, as filhas gêmeas do fundador, vão ao escritório duas vezes por semana e participam das reuniões da empresa desde um mês de idade. E todo mundo tem a chance de representar outros papéis --Pincus deseja que todos os funcionários saibam o que é ser o presidente. Por isso, uma nova empresa, com equipe autônoma, é criada para cada jogo planejado. FORÇA DO FACEBOOK Pincus fundou a Zynga em 2007, após participar da criação de outras três empresas de tecnologia. O crescimento da nova empresa vem sendo fenomenal, ajudado pela popularidade das redes sociais. Ela tem 290 milhões de usuários ativos de seus jogos no Facebook, mais de seis vezes o total combinado de seus rivais. A Zynga abriu capital em dezembro, conquistando avaliação de US$ 7 bilhões. Mas o preço das ações da empresa tem oscilado --a abertura iminente do capital do Facebook motiva altas, e dúvidas quanto à capacidade do grupo para continuar criando sucessos como "FarmVille" e "Words with Friends" resultam em baixas. COMPRA INFELIZ? Também surgiram dúvidas quanto à aquisição da OMGPOP por US$ 200 milhões em fevereiro. A companhia criou o jogo "Draw Something", que teve 35 milhões de downloads nas sete primeiras semanas de lançamento, mas que já dá sinais de ter sido só uma moda passageira. "Talvez não tenhamos grande resultado no primeiro trimestre, mas os investidores podem esperar que no futuro ela [OMGPOP] influencie positivamente nossos resultados e nossa estratégia." A estratégia tem por base a ideia que "brincar" --o termo que Pincus usa para se referir aos jogos sociais-- é uma nova mídia, da mesma forma que a TV foi um dia. A Zynga quer conectar 1 bilhão de pessoas para que elas brinquem em todas as categorias de jogos, da mesma forma que a TV cobre todos os tipos de programa.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Brasil tem 33% das moradias com internet

Brasil ocupa a 63ª posição no ranking de 154 países que mais têm domicílios com acesso à internet, segundo novo mapa da inclusão digital divulgado nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). De acordo com o levantamento, 33% das moradias brasileiras contam com acesso à rede munidial. O país fica atrás do vizinho Uruguai (57ª) e do Chile (53ª), e à frente do México (89ª), África do Sul (108ª) e Índia (126ª). Os quatro primeiros países com mais moradias com acesso à rede mundial são Suécia, Islândia, Dinamarca e Holanda. Lá, mais de 90% dos domicílios têm acesso à internet. A Suécia, melhor colocada, tem 97% das casas com internet. Ainda não há comparativo do Brasil no ranking porque os dados foram coletados pela primeira vez no Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o responsável pelo levantamento, o pesquisador Marcelo Neri, o Brasil está em cima da média mundial de acesso à rede mundial.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fotos de Dieckmann nua tiveram 8 milhões de acessos; saiba como proteger as suas

Em cinco dias, as fotos vazadas na internet em que a atriz Carolina Dieckmann aparece nua tiveram pelo menos 8 milhões de acessos únicos. A estimativa, um alerta sobre como é preciso saber proteger os arquivos mais íntimos, foi feita pela ONG Safernet, em uma pesquisa divulgada à Folha. ■Especialistas dão dicas para evitar 'efeito Carolina Dieckmann' ■Apple está dez anos atrás da Microsoft em segurança, diz especialista ■Leitor diz que Carolina Dieckmann quer se promover com fotos ■Polícia identifica hackers que divulgaram fotos da atriz O estudo foi realizado para dimensionar a capacidade de propagação de imagens na rede e fez medições entre a noite do último dia 4 (data em que as imagens vazaram) e a tarde do dia 8. INTIMIDADE NA REDE Fotos de Carolina Dieckmann nua tiveram 8 milhões de acessos; saiba como proteger as suas Processo para remover dados pessoais armazenados em sites é lento e caro Ronaldo Lemos: Somos todos Carolina Dieckmann; não existem mais dispositivos 'pessoais' O número é 35 vezes a tiragem da revista "Playboy" no Brasil, que publica 228 mil exemplares por mês. O estudo da Safernet constatou ainda que o pacote inicial de 36 fotos virou um conjunto de pelo menos 50 mil imagens, que, ao longo do período de monitoramento, se espalharam na rede por 211 domínios em 113 provedores de internet, localizados em 23 países. "Os dados são desanimadores. Essas fotos vão se eternizar na rede. Não tem como tirá-las de lá", diz Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da ONG Safernet, que monitora casos de crimes cibernéticos no Brasil. Os números podem ser maiores. A pesquisa foi feita só na web, sem contar fotos compartilhadas por e-mail e serviços P2P, como o BitTorrent. Também ficaram de fora mídias físicas, como CDs e DVDs, pen drives e HDs externos para os quais as imagens podem ter sido copiadas. Para chegar aos dados, a Safernet procurou pelo nome original dos arquivos em buscadores como o Google e em mecanismos de pesquisa dentro de sites. Além disso, usou programas que varrem a internet à procura de imagens digitalmente similares. "Casos assim são emblemáticos e têm um caráter pedagógico. Eles servem para alertar sobre os cuidados que temos que ter com informações privadas", diz Oliveira. PRECAUÇÕES Mas que cuidados são esses? O que fazer para que textos, fotos e vídeos íntimos fiquem bem guardados? "A única forma de proteger seus arquivos sensíveis é a criptografia", diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil. Programas que fazem isso embaralham o conteúdo de arquivos, que só se tornam compreensíveis por meio de senha. Outra coisa que pouca gente sabe: apenas arrastar um arquivo para a lixeira não o apaga do disco. Para isso é necessário um software do tipo triturador, que escreve informações sobre o bloco do HD que abrigava o dado. "Se você quer guardar dados sensíveis no computador, precisa seguir algumas práticas importantes de segurança", diz Fábio Assolini, analista da Kaspersky Lab.

domingo, 13 de maio de 2012

Preparativos para fabricação de TV da Apple estão em andamento, diz Foxconn

Na inauguração de uma fábrica da Foxconn em Xangai nesta semana, Terry Gou, presidente da empresa, afirmou que a companhia está se preparando para o lançamento de uma TV da Apple. A informação é do jornal "China Daily", que esteve no evento. No discurso, Gou ainda disse que as recentes parcerias da Foxconn com a japonesa Sharp, que produz televisões, fazem parte dos preparativos para o lançamento do novo aparelho. Reprodução/Cult of Mac Ilustração de como seria a TV da Apple. Imagem feita pelo designer Dan Draper para o site "Cult of Mac" O jornal diz que, segundo relatos, a TV de alta definição será construída com alumínio e contará com recursos como o FaceTime, aplicativo da Apple para conversas em vídeo, e o Siri, assistente com reconhecimento de voz. A Foxconn é uma das principais fabricantes de produtos da Apple. Rumores sobre o televisor da Apple já haviam sido levantados por Walter Isaacson, biógrafo de Steve Jobs, cofundador da marca. Segundo o autor, Jobs estava trabalhando em um modelo de televisão que integrasse os serviços da empresa.

sábado, 12 de maio de 2012

Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos

Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de raio-X. O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia. O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens. Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga. A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de raios-X, montando uma imagem em 3D. Foi assim que os cientistas compreenderam o mecanismo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Preparativos para fabricação de TV da Apple estão em andamento, diz Foxconn

Na inauguração de uma fábrica da Foxconn em Xangai nesta semana, Terry Gou, presidente da empresa, afirmou que a companhia está se preparando para o lançamento de uma TV da Apple. A informação é do jornal "China Daily", que esteve no evento. No discurso, Gou ainda disse que as recentes parcerias da Foxconn com a japonesa Sharp, que produz televisões, fazem parte dos preparativos para o lançamento do novo aparelho. Reprodução/Cult of Mac Ilustração de como seria a TV da Apple. Imagem feita pelo designer Dan Draper para o site "Cult of Mac" O jornal diz que, segundo relatos, a TV de alta definição será construída com alumínio e contará com recursos como o FaceTime, aplicativo da Apple para conversas em vídeo, e o Siri, assistente com reconhecimento de voz. A Foxconn é uma das principais fabricantes de produtos da Apple. Rumores sobre o televisor da Apple já haviam sido levantados por Walter Isaacson, biógrafo de Steve Jobs, cofundador da marca. Segundo o autor, Jobs estava trabalhando em um modelo de televisão que integrasse os serviços da empresa.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

EUA querem radiação baixa em teste infantil

FDA (agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) está pressionando fabricantes de dispositivos para exames de tomografia computadorizada, raios-X e similares a produzir equipamentos que minimizem a exposição de crianças e jovens à radiação. Além disso, o órgão publicou na internet uma orientação a pais e responsáveis, incentivando-os a perguntar aos médicos se existem opções de exames que não usem radiação. A agência pede também que a família fique atenta às doses de radiação que as crianças recebem. O crescimento da exposição à radiação é uma preocupação crescente, especialmente entre os mais jovens, uma vez que isso pode aumentar as chances de desenvolver câncer no futuro. Especialistas americanos elogiaram a medida. "Exames por imagem são muito valiosos, mas nós provavelmente podemos fazê-los com menos radiação", disse Dorothy Bulas, do Centro Nacional de Medicina Infantil. Embora esses exames sejam essenciais para diversos diagnósticos, alguns especialistas alertam que pode estar havendo um certo exagero na hora de prescrevê-los. Em muitos casos, a tomografia e o raio-X poderiam ser substituídos por testes sem radiação, por exemplo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Um terço dos brasileiros acessa o Facebook pelo celular

Apenas 32% dos brasileiros que estão no Facebook acessam a rede social por smartphones. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo site socialbakers.com, 15,1 dos 43,6 milhões de usuários do país usam dispositivos móveis entrar no site. O Brasil é o sexto colocado em acessos móveis absolutos no mundo, mas em números relativos está bastante abaixo da média. Dos 901 milhões de usuários ativos no Facebook, 488 milhões (54% do total) entram na rede social via celular. Reprodução Aplicativo do Facebook para smartphones com Android O país está atrás de EUA (105,9 milhões), Indonésia (28,8 milhões), Índia (23,4 milhões), Reino Unido (20,6 milhões) e México (15,9 milhões) em conexões móveis. Em número de usuários, perde só para os Estados Unidos (que têm 157,2 milhões de cadastrados). Depois do Brasil, completam as dez primeiras posições Alemanha (12,4 milhões), França e Turquia (12 milhões) e Canadá (10,2 milhões). DOMÍNIO AFRICANO E ASIÁTICO Se considerada a proporção de usuários que utilizam a rede social por celular em relação ao total de usuários do país, o Brasil está muito longe dos primeiros colocados. Enquanto um terço dos brasileiros acessam o site em aparelhos móveis, na Nigéria essa proporção chega a 81,2% dos usuários. Completam a lista, dominada por países asiáticos e africanos, Brunei (80,8%), África do Sul (80,5%), Malawi e Papua-Nova Guiné (78,3%), Namíbia (76,7%), Botswana (75,4%), Zâmbia (73,9%), Japão (72,1%) e Cingapura (71,8%). Divulgação Tela do aplicativo do Facebook para iPad POR SISTEMA OPERACIONAL Segundo o socialbackers.com, o iOS é o sistema operacional mais utilizado para acessar o Facebook via smartphones. Pouco menos de um quarto dos usuários (24%) que entram na rede social têm celulares ou tablets com o sistema --19% via iPhones e 5% via iPads. O Android aparece na segunda posição (com 19%), seguido de celulares que têm recursos limitados de navegação na internet (17%), telefones BlackBerry (8%) e outros (32%). USUÁRIOS ATIVOS No mês passado, o Brasil ultrapassou a Índia e se tornou o segundo país em número de usuários. Completam o "top 10" Índia (45,8 milhões), Indonésia (42,2 milhões), México (33 milhões), Reino Unido (30,8 milhões), Turquia (30,7 milhões), Filipinas (27,2 milhões), França (24,3 milhões) e Alemanha (23,5 milhões).

terça-feira, 8 de maio de 2012

Lenovo lança TV inteligente na China

O que não é capaz de mudar ao longo de quase 50 anos? Foi por volta de 1965 que expressões como ""máquina de fazer loucos" e "caixinha de idiotices" foram cunhadas para descrever os pequenos televisores de tubos de raios catódicos e o conteúdo que veiculavam, tido por muitos como estúpido. Em 2012, porém, estamos na era da "televisão inteligente", um modelo de tela LED plana esguio, elegante e grande que permite conexão com a internet e que o usuário baixe filmes, jogue videogames e converse pelo Skype. As televisões inteligentes são o mais recente motivo de briga entre gigantes da eletrônica como Apple, Samsung Electronics e Lenovo; todos se esforçam por capturar o interesse e o dinheiro de consumidores ávidos por conteúdo 3D e em telas de alta definição sem precisar sair de casa. O mais recente lançamento desse mercado foi feito pelo Lenovo em Pequim na terça-feira. A segunda maior fabricante mundial de computadores exibiu seu televisor inteligente K91, com tela de 55 polegadas; os convidados puderam ler microblogs, jogar partidas simuladas de tênis e assistir ao filme ""A Origem". Embora relativamente bem estabelecidos em outros mercados, os televisores inteligentes estão demorando a ganhar impulso na China devido às restrições ao conteúdo e porque o conceito é relativamente novo. A série K será a primeira linha de televisores inteligentes do Lenovo, e a companhia decidiu lançá-la em seu mercado de origem porque afirmou que é mais fácil negociar acordos de conteúdo na China. ""Estivemos muito ocupados, nas últimas semanas, semeando o futuro", disse Yang Yuanqing, presidente-executivo e do conselho do Lenovo. "Nossa companhia quer ser não só um importante fornecedor de computadores como líder mundial no fornecimento de aparelhos para acesso a Internet aos consumidores". A companhia talvez precise lutar para recuperar o atraso diante de concorrentes fortes como a Samsung e a Apple, que estão apresentando produtos nessa categoria. Outra companhia sul-coreana, a LG Electronics, segunda maior fabricante mundial de televisores, pretende lançar TVs com acesso à internet nos Estados Unidos este mês, usando a plataforma Google TV.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rio+20 é teste para novo centro de defesa cibernética; leia entrevista com general

entrevista abaixo, o general José Carlos dos Santos, comandante do CDCiber (Centro de Defesa Cibernética), detalha a implantação do novo órgão, que faz sua estreia na Rio+20, a Conferência da ONU para Desenvolvimento Sustentado, a partir de 20 de junho, reunindo cerca de uma centena de chefes de Estado e governo. * Folha - Vejo que o sr. está com "Cyber War", de Richard Clarke. Acabou de ler? José Carlos dos Santos - Estou no finalzinho. Às vezes uso até como fonte de consulta, porque apresenta muitos conceitos doutrinários e mesmo históricos, sobre o que ele considera que já começou, que é a guerra cibernética, embora eu não concorde. Até a questão do termo, ele é mais impactante... É bom para vender livro. É. Mas o que nós temos, na realidade, é uma nova arma, a arma cibernética. É uma arma de guerra, mas essa é bem diferente das demais, principalmente porque não tem fronteiras, há dificuldade de identificar o atacante. Realmente é um novo campo de batalha. Clarke diz que um episódio de derrubada de energia no Brasil teria sido um ataque. Ele cita, sim, um apagão no Brasil, mas não entra em muitos detalhes. Cita vários casos semelhantes nos Estados Unidos. É uma vulnerabilidade. É uma ameaça, sim, porque, com a automação dos sistemas, a telemetria pela internet está sendo cada vez mais comum. Hoje, a distribuição de energia é baseada em uma central de controle, em que você pode ligar, desconectar, desviar, pode redistribuir, tudo por uma rede de computadores. O sistema mais conhecido para controle industrial é o Escada, da Siemens, que permite o controle de hardware por meio de um software, de forma reduzida é isso. Como todo software pode ser alvo de um ataque cibernético, nós consideramos, sim, no futuro, essa possibilidade. Mas imaginarmos que haverá um ataque ao país, derrubando sistema elétrico, eu acho uma hipótese um pouco distante. Nós teríamos de estar num contexto de guerra, em que houvesse interesses adversários tentando paralisar nossa produção industrial paralisando nossa distribuição de energia elétrica. Mas teoricamente é possível, sim, causar um dano grande a um sistema de distribuição elétrica, principalmente pela automação e pelo uso intensivo, cada vez maior, das redes de computadores para controlar sistemas industriais, energia, tráfego aéreo. Outro dia mesmo, como cliente, eu sofri o problema de uma companhia, cujo sistema caiu. Alguém pode até dizer, "ah, foi um ataque hacker". É possível, é possível. A partir do momento em que a gente fica dependente das redes de computadores, tudo é possível. Isso leva as empresas, as agências governamentais, as Forças Armadas a ficarem atentas e buscar maneiras de nos precavermos contra essa hipótese. Mais recentemente, Clarke afirmou que o episódio Stuxnet, o vírus que atacou no Irã, foi a abertura da caixa de Pandora. É. E outras coisas piores virão. Márcio Neves/Folhapress O general José Carlos dos Santos, comandante do CDCiber (Centro de Defesa Cibernética) Aquele vírus focava... Especificamente o sistema Escada. Exatamente. O Brasil tem usinas nucleares desenvolvidas em projetos com a Alemanha. É uma das coisas que o sr. estuda hoje? Nós estamos começando a estudar o assunto. O assunto é totalmente transversal, interessa não só à Defesa, mas à sociedade como um todo. Não conheço o sistema que controla Angra, mas, de qualquer forma, a distribuição da energia passa por esse sistema Escada. Então esse assunto está se tornando, sim, um assunto de preocupação de várias agências. Nós estivemos recentemente, no ano passado, na Eletrobrás para conversar sobre o assunto. Fizemos uma visita também ao sistema financeiro, no caso, a área de segurança do Banco do Brasil, trocando ideias sobre isso. E temos já algum trabalho, do próprio Rafael Mandarino, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), alertando para essa hipótese e a necessidade de conscientizarmos gerentes de TI, empresas, agências, para que seja tomada alguma medida de proteção desses sistemas. O Exército hoje trabalha por projetos. Ele tem alguns projetos denominados estratégicos. O setor cibernético é um deles; o Proteger, que trata exatamente da proteção das infraestruturas críticas, aquela preocupação com a segurança física, proteção das hidrelétricas, dos gasodutos, torres de transmissão, é outro; o Sistema de Proteção de Fronteiras, Sisfron, é um outro projeto estratégico; a viatura blindada Guarani, que implica no reequipamento de toda a força terrestre, um produto nacional. Enfim, temos sete projetos estratégicos e somos um deles. Eles se entrelaçam, a partir do momento em que esses sistemas de transmissão, de telemetria, de controle e monitoramento passam pelo setor cibernético. Como monitorar de forma segura? Como não termos esses nossos sistemas invadidos por pessoas não autorizadas? É uma preocupação inicialmente no aspecto gerencial, de que há necessidade de prover essa segurança. Então, eu acredito que, na evolução, nós teremos uma integração de todos os sistemas, em alguma central, vamos supor, do Ministério da Defesa para os sistemas militares e de alguma agência civil voltada para essa estrutura. Nessa estrutura, em que parte entra o CDCiber? O CDCiber é o dever de casa do Exército. Porque, com a Estratégia Nacional de Defesa, os setores cibernético, nuclear e aeroespacial foram colocados no mesmo patamar de importância estratégica para o país. E no prosseguimento dos estudos sobre o assunto o Exército recebeu a incumbência de integrar e coordenar, no âmbito das Forças Armadas. O CDCiber foi uma dedução, do Comando do Exército, de uma missão que ele tinha que cumprir. E vai ser integrado com Aeronáutica e Marinha? O Ministério da Defesa ainda não decidiu como isso vai ser feito, apenas definiu que o Exército é responsável pela integração e coordenação no âmbito das Forças Armadas. Da mesma forma que a Marinha o é para o setor nuclear, e a Força Aérea Brasileira, para o setor espacial. Dividiu as tarefas. Nosso Ministério da Defesa é relativamente novo. Ele distribuiu as tarefas como uma forma de otimizar os procedimentos, de melhor aproveitar os recursos. E o que estamos fazendo, em termos de coordenação e integração, é estudar o modelo de outros países, procurando as fontes de consulta que temos a respeito. Temos diversos modelos, mas todos eles apontam para uma necessidade de integração de Forças Armadas, e essa é a intenção do Ministério da Defesa: que no futuro possamos ter um setor cibernético integrado. E esse papel de sugerir medidas, propor ações, elaborar projetos, é do Exército. A primeira preocupação nossa foi adquirir expertise, então em 2010 foi ativado o Núcleo do Centro de Defesa Cibernética. O Exército, para criar um novo órgão, precisa modificar a sua estrutura regimental, e isso só é feito mediante uma chancela presidencial. Foi feita uma proposta de criação do Centro de Defesa Cibernética, atualmente essa proposta está no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que logicamente estuda as implicações orçamentárias e de planejamento integrado do governo, e de lá vai para a Casa Civil, para a sanção presidencial. É um processo um pouco longo, começou em 2010 e ele não se concluiu ainda. Nós estamos aguardando. Independente desse decreto, o Exército ativou um núcleo em 2010 e esse núcleo começou a elaborar um programa para a implementação. Esse programa inicial era constituído de oito macro-projetos, bastante ambiciosos, mas necessários. Na parte inicial, de capacitação, começamentos já em 2010 a capacitar o nosso pessoal, realizando cursos. No IME (Instituto Militar de Engenharia)? Em várias instituições. Por exemplo, o GSI há três anos tem promovido um curso de gestão de segurança de informação e comunicações, que é oferecido às agências governamentais e ao Ministério da Defesa. É um curso de especialização, com duração de cerca de 400 horas, feito em parceria com a Universidade de Brasília. Tivemos a formação da terceira turma neste ano, para gestores de alto nível, 180 profissionais. Também alguns cursos de nível técnico, inclusive com empresas estrangeiras. No ano passado, por exemplo, a Offensive Security ministrou um curso aqui para militares das três forças, para segurança ofensiva. O que é segurança ofensiva? Você tem que conhecer as técnicas de ataque, para poder melhor defender as suas redes. Atacar redes não é essa a nossa política. A nossa política é de defesa, até coerente com a postura do país. Então nós formamos um núcleo de cerca de 30 militares, nas operações de segurança de rede, conhecendo os instrumentos de ataque. Também um curso voltado para defesa cibernética/guerra cibernética. Aí usamos o termo guerra porque é voltado para operações militares. Essa parte de capacitação é um dos grandes projetos. Outro é de defesa cibernética. Os primeiros investimentos do Exército foram no sentido de incrementar, melhorar a capacidade de defesa das nossas redes corporativas. E como isso pode ser feito? Adquirindo, por exemplo, produtos na prateleira, "on the shelves". O Centro Integrado de Telemática do Exército, que é um órgão central, é o responsável pela instalação, exploração e manutenção de uma rede de telemática que permeia todo o território nacional, ligando mais de 600 organizações militares. Nós temos as nossas redes corporativas que precisam de uma certa confidencialidade e mesmo de segurança de que os ativos de informação terão o acesso dificultado a pessoas não autorizadas. E isso é feito capacitando nosso pessoal, comprando produtos de prateleira. Um dos mais conhecidos, para defesa de rede, é o IPS ou sistema de prevenção de intrusão. É um produto que está aí à venda e tem sido adquirido para a proteção das nossas redes. Por exemplo, uma página do Exército hospedada numa empresa terceirizada é menos segura do que uma página hospedada no nosso sistema interno. Uma empresa privada normalmente não tem investido tanto, até por uma questão de custo-benefício, como nós temos investido em segurança da informação. Nós inclusive temos sofrido alguns ataques de hackers, paralisando nossa página, e assim que possível essa página do Exército vai migrar para as nossas redes corporativas. Uma vez a cada dois, três meses, ela é paralisada por um ataque simples de se fazer. Como é feito o ataque? Um servidor tem uma determinada capacidade de atendimento de requisições. É o acesso à página, quando você digita o endereço ele vai acessar aquele servidor. Se esse servidor tem uma grande capacidade, ele logicamente vai resistir por mais tempo ao ataque. Mas, com as técnicas hoje de ataque bastante simples, uma delas é o que se chama de negação de serviço distribuído, os hackers conseguem espalhar em computadores de usuários um programinha que, sem o usuário saber, quando ele se conecta, começa a rodar e fazer requisições de acesso à página atacada. Com as botnets, redes de robôs, você consegue fazer milhares e milhares de requisições simultâneas, inundando o provedor, até que ele paralisa. Isso já foi feito e é quase inevitável nas maiores empresas do mundo. As agências de segurança, inclusive NSA, FBI, CIA, já sofreram esse tipo de ataque. A Sony. Do PlayStation. O famoso ataque do ano retrasado, do PlayStation. Instituições bancárias, no Brasil. Senado. Esse ataque praticamente não tem limites. E para que a gente consiga algum sucesso temos que investir. Então os investimentos iniciais do Exército foram nesse sentido, de aumentar a segurança das nossas redes. E vocês fizeram uma licitação, compraram um antivírus da BluePex. Isso. Ainda na parte de capacitação, para a experimentação doutrinária um dos equipamentos utilizados para treinar o nosso pessoal são os simuladores. Já temos um simulador israelense, da Elbit, que está sendo utilizado e preparado para os cursos que vão ser realizados ainda neste ano. Só que esse é um produto crítico. Então foi feita uma licitação e uma empresa nacional, a Decatron, foi a vencedora para desenvolver um simulador nacional. É uma das tecnologias que consideramos críticas e que devemos dominar. A outra, certamente, é o antivírus. Outra companhia brasileira já começou o desenvolvimento do antivírus nacional, que deve receber o nome de DefesaBR, para a defesa das nossa redes. Não só as redes de tempo de paz, as redes corporativas, mas também visando um emprego militar no futuro, na defesa das redes estabelecidas para uma campanha militar. Por que o antivírus é crítico? Porque ele permeia todo o software da máquina. Você tem que ter a certeza de que não tem nenhuma backdoor, nenhum instrumento de captação de ativo de informação. É a mesma preocupação, por exemplo, de quando foi montada a nossa urna eletrônica. Ele tem que passar por um processo de auditoria, para ver seus componentes, se o programa que vai rodar não tem nenhuma backdor ou trapdoor, que são formas de se alterar dados ou capturar dados não autorizados. Então, são dois produtos, mas estão sendo considerados críticos e nós procuramos parceiros para desenvolvê-los. Falei de capacitação e defesa cibernética, agora a parte de inteligência. Existem hoje ferramentas que nos permitem monitorar uma rede. "Ah, isso é ilegal." Não, você vai monitorar as informações que estão disponíveis na grande rede. Existem hoje ferramentas que indicam tendências. Monitorando as redes sociais, você pode identificar alguma tendência que traga informação importante para a defesa, como nós tivemos um exemplo nas ocorrências da Primavera Árabe. Geralmente em busca de palavras, palavras-chaves. Palavras-chaves. São ferramentas de inteligência em que também investimos. A própria parte de inteligência nos levou a investir na instalação de uma sala-cofre, que provê a segurança lógica e física de ativos de informação. Por exemplo, nossos backups estão física e logicamente protegidos numa sala-cofre. Foi feito um investimento nesse sentido. E, como eu disse, podemos adquirir ferramentas que nos permitem monitorar o que está acontecendo na rede. Ferramentas que nos dizem, "olha, o acesso está crescendo, não é normal tal nível de acesso". Aí nós vamos convocar nossos técnicos e ver, "daqui a uma hora nossa rede vai cair, a não ser que a gente tome alguma medida para evitar, selecionando os acessos". E já existe o equipamento? Já existe, sim. O próprio IPS, que faz de forma automática uma análise de rede e começa a selecionar as requisições. Eu cito até o exemplo do Richard Clarke, na questão da Geórgia. Por ocasião da penetração militar russa, em 2008, houve simultaneamente uma paralisação das páginas governamentais da Geórgia, de modo a impedir talvez uma repercussão do que estava acontecendo, mundo afora, diminuindo protestos etc. Foram alvos selecionados. Os georgianos, a partir do momento em que perceberam, tentaram migrar para outros provedores, baseados fora da Geórgia. Nos Estados Unidos. Estados Unidos, ele cita. Então, algumas medidas podem ser tomadas. Isso na parte de inteligência. Na parte de apoio tecnológico, nós temos o Centro de Desenvolvimento de Sistemas. Quando vamos desenvolver um determinado projeto, é lá que vamos contar com engenheiros militares, que vão desenvolver as linhas códigos de acordo com os padrões que podemos estabelecer, de acordo com os requisitos operacionais, técnicos, para um determinado sistema. É um parceiro nos nossos projetos. Na parte de pesquisa, que você perguntou, entra o Instituto Militar de Engenharia. Ele faz pesquisa elegendo temas para os formandos, na área de mestrado, doutorado. Por exemplo, aí avulta de importância o domínio das técnicas de criptografia. São assuntos que interessam diretamente ao setor cibernético. O IME deve fazer uma parceria com a UnB, de modo a que possamos desenvolver projetos que atendam não só aos militares mas também às agências de governo. Como eu disse, é um assunto que permeia toda a sociedade. Temos outros projetos, um deles é a própria construção do Centro de Defesa Cibernética, o espaço físico. Estamos ocupando, nos próximos dias, o espaço de uma unidade que está sendo extinta, o Centro de Documentação do Exército, numa questão de racionalização interna, que está passando todo o seu acervo para o Arquivo Histórico do Exército, lá no Rio. O espaço foi disponibilizado no final do ano passado e estamos já com as obras bastante adiantadas para ocupar, aqui no próprio QG. Esse é um outro projeto, que é a estruturação do CDCiber. Como a construção de uma sede requer recursos e tempo, essa sede provisória acreditamos que, até a construção do centro, vai nos atender plenamente, até porque ainda não atingimos 40% do efetivo previsto. E qual é o efetivo que vocês buscam? Imaginamos um núcleo, porque no nosso modelo de setor cibernético não atuamos sozinhos. No centro propriamente dito, em torno de 130, 140 pessoas. No final, quando estiver implantado. No final, quando estiver totalmente implantado. Já estou com 35 e aos poucos estamos crescendo. Todos militares do Exército, ainda não tem... É, este é o Centro de Defesa Cibernética, por enquanto, do Exército. Se no futuro o Ministério da Defesa decidir que vamos exercer também o papel de Centro de Defesa Cibernética das Forças Armadas, é perfeitamente viável e até consta das diretrizes do Ministério da Defesa que tenhamos, nesse centro, militares da Marinha e da Força Aérea, como acontece com o Centro de Treinamento para Operações de Paz, no Rio. Hoje no Rio temos uma unidade que prepara militares para missões externas. Da ONU. Da ONU. Onde trabalham instrutores e monitores das três forças. E é uma organização do Exército lá no Rio. Imaginamos que isso venha a acontecer também conosco. Isso vai de encontro ao modelo que observamos no exterior. Estive recentemente na Inglaterra, onde fui convidado a fazer uma palestra sobre os nossos projetos na Conferência de Defesa Cibernética e Segurança de Redes, no final de janeiro, e tivemos a oportunidade de fazer uma visita ao ministério britânico da defesa e ao órgão operacional de defesa cibernética, a cerca de três horas de Londres, onde vimos esse ambiente, em que militares das três forças estavam trabalhando em conjunto, mais civis de empresas contratadas. A infraestrutura de telemática é uma coisa em que hoje as empresas estão totalmente envolvidas. Imagina-se que algo semelhante deva ocorrer no futuro, em que teríamos militares das três forças trabalhando em conjunto, e serviços prestados por empresas habilitadas. O Cyber Command americano está sendo implantado... Já está implantado. Sim, mas eles também estão construindo um prédio, que ainda estaria para ser terminado. É, o Cyber Command é de 2009 e eles foram colocados no comando estratégico americano. Na estrutura militar lá, eles têm o comando estratégico e um dos órgãos subordinados é o comando cibernético. Esse comando cibernético tem ascendência sobre os órgãos das quatro forças, porque além de Exército, Marinha e Aeronáutica eles têm lá também os marines, que lá é como se fosse uma quarta força armada. Mas aí a NSA (Agência Nacional de Segurança) também participa. Plenamente. O comandante da defesa cibernética americana é o diretor da NSA. É o general Keith Alexander. Ele acumula a função de diretor da NSA e comandante da defesa cibernética. Houve uma série de discussões sobre os papéis civil e militar na defesa cibernética americana. Ainda existe isso e me parece que os americanos estão atualmente dando ao DHS, o Departamento de Segurança Interna, a responsabilidade da difusão das práticas de defesa de redes no meio civil, não só as agências governamentais, mas também no setor produtivo americano. Grande parte dos serviços públicos lá são providos por empresas. Na distribuição de energia elétrica, no Brasil, nós temos a Eletrobrás. O nível de privatização nos Estados Unidos é maior, então há uma preocupação de que haja alguma legislação que obrigue as empresas privadas a obedecer requisitos mínimos de segurança. O Richard Clarke expressa bem essa preocupação. Mas isso passa por uma grande discussão política: até que ponto as empresas privadas têm que se submeter às regras impostas pelo governo na segurança cibernética, uma vez que isso requer investimentos de grande porte? Vamos passar esse custo, aumentando os impostos? Há uma discussão grande, lá também, a respeito disso. Mas me parece que está bem definido quem é o encarregado de conduzir o assunto fora das Forças Armadas, seria o DHS, Homeland Security. No Brasil, esse papel institucional é do GSI, mas, como somos uma iniciativa pioneira, a partir do momento em que o Exército criou o Centro de Defesa Cibernética algumas coisas, principalmente de caráter operacional, o GSI está dividindo conosco. Já estamos colaborando, por exemplo, para o aperfeiçoamento do curso que está sob a gestão do GSI. Estamos em conjunto com a UnB discutindo esse curso, adaptando, aperfeiçoando. A nossa interação com o GSI é grande. Outro exemplo dessa interação é a rede de segurança da informação e criptografia. É uma rede acadêmica que estava sob a coordenação, a supervisão do GSI. O Exército está recebendo a gestão dessa rede, que reúne pesquisadores, universidades, institutos de pesquisa. É uma rede bastante consolidada no meio acadêmico e que pode servir como instrumento de integração do meio militar com o meio civil. Márcio Neves/Folhapress Operador realiza testes no Centro de Consciência Situacional, a "sala de crise" do CDCiber E o papel do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)? O Serpro é um prestador de serviços para várias agências do governo, principalmente na infraestrutura de redes. Assim como o Exército tem seu próprio órgão, que é o Centro Integrado de Telemática, o Serpro o é para alguns órgãos governamentais. Mas não tem integração? Porque eles cuidam de sites que são atacados. As coisas estão acontecendo. Por exemplo, na Rio+20 o órgão encarregado da especificação da rede foi o Serpro, mas nós conversamos bastante antes. Então, estamos trabalhando, tenho recebido aqui o pessoal do Serpro, temos ido ao Serpro e trocado ideias, informações. E vamos estar juntos na Rio+20. O CNO (Comitê Nacional de Organização) da Rio+20 fez uma licitação e uma empresa privada é que vai montar a estrutura de telecomunicações. Nós estamos colaborando na especificação de requisitos de segurança, exercendo uma coordenação dos órgãos. Sob a coordenação nossa, temos o Serpro, a Polícia Federal, temos os órgãos estaduais e municipais. Então, quando se fala em coordenação de redes, um centro de coordenação, a responsabilidade é nossa. É a nossa primeira experiência real, de colaboração com uma agência civil, no caso específico o MRE, responsável pela organização da Rio+20. É um modelo. O Ministério das Relações Exteriores. É, o Itamaraty é o organizador e nós estamos colaborando com a segurança cibernética. Sugerimos o modelo de monitoração da rede, baseado até num modelo utilizado nos Jogos de Inverno de Vancouver, de 2010. Partindo daquele modelo, montamos uma estrutura física e lógica, de modo a colaborar com a segurança. A Rio+20 é tida como uma espécie de teste de infraestrutura para a Copa do Mundo e os Jogos. E eu diria que, em termos de repercussão, ele é tão importante quanto a Copa e os Jogos. Talvez até, em termos de participação mundial, seja mais crítica do que os outros eventos. Porque vai reunir cerca de cem chefes de Estado e governo, presidentes e primeiros-ministros, então tem uma representatividade mundial muito grande. Tem o aspecto de segurança da rede, porque certamente os governos usarão essa rede para trocar informação com suas bases, nos seus países. Os aspectos de segurança da informação e até de disponibilidade dessa rede serão críticos para o sucesso da Rio+20. Estamos procurando colaborar com a organização, sugerindo um modelo de monitoração e até algumas medidas que constaram do edital para a contratação de uma companhia que vai prover a estrutura de telemática. Por exemplo, a estrutura deverá contar com sistemas de prevenção de intrusão. Isso tudo estamos acompanhando. O chefe do Estado Maior das Forças Armadas americanas esteve no Brasil e, no retorno, mencionou como uma das esperanças de cooperação exatamente a defesa cibernética. Como é que está sendo feito esse encaminhamento, não só com os Estados Unidos, mas com outros países? Além de o setor cibernético exigir uma integração no nível nacional, para que uma defesa seja efetiva há necessidade de integração entre países, porque os tipos de ataques vão se repetir. Os ataques que hoje são feitos às redes americanas ou de qualquer outro país deverão ser os mesmos tipos ou semelhantes. O setor cibernético não tem fronteira. O movimento hacktivista tem até uma nuance filosófica, como os anarquistas no início do século 20, combatendo o controle de governos. Isso hoje passa pela internet também. No movimento hacktivista, os mais conhecidos advogam que a internet deve ser um espaço livre de controle governamental, um espaço de troca de ideias e que qualquer controle governamental vai restringir as liberdades individuais. Essa discussão é comum no Brasil, nos Estados Unidos. Hoje a Pipa e a Sopa, dois projetos de lei, são uma discussão muito grande nos Estados Unidos, como no Brasil está sendo feita uma discussão em relação ao marco civil da internet, que basicamente diz o seguinte, "primeiro temos que cuidar dos direitos do cidadão". E tem o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que busca proteção para as redes, para os sistemas bancários, procurando responsabilizar não só autores de ataques mas também as prestadoras de serviço. A partir do momento em que se discute se elas serão obrigadas a manter os registros de acesso durante três anos, isso já é encarado, pelos que defendem total liberdade, como uma forma de monitorar o cidadão. É uma discussão filosófica, política. Que está em andamento. Está em andamento. A solução vai ter que passar pelo Congresso, porque interfere realmente na vida dos cidadãos, na vida das empresas até, porque manter registro durante anos tem um custo. Tudo isso ainda é motivo de discussão na sociedade. Nós temos, logicamente, acompanhado tudo isso, porque tem implicações diretas na formulação das nossas políticas. Mas de maneira geral a nossa política é de defesa cibernética. É de defesa, de modo a podermos preservar nossos ativos e, numa situação de guerra, evitarmos que as nossas redes caiam, num tipo de ataque que já se teve, negação de serviço, ou mesmo de expropriação de dados confidenciais, numa operação de guerra, que dariam vantagem para o adversário. Vamos ao CDCiber? Eu só esclareço que estamos em obras, realmente obras civis. Mas já temos alguma coisa para mostrar. E a primeira delas, que inclusive esperamos ter já em funcionamento na Rio+20, é justamente dar aqui, ao Comando do Exército, condições de verificar em tempo real o que está acontecendo na Rio+20, em termos de monitoramento de rede. Estamos terminando a montagem do chamado Centro de Consciência Situacional, que é um centro de decisão ou, por enquanto, de acompanhamento do que se passa na Rio+20. O primeiro emprego dele é daqui a daqui a menos de dois meses. + Blog de Tec ■Steve Jobs ataca IBM em vídeo de 1984 ■Jornalista de tecnologia tentará viver um ano sem usar internet ■Assine o feed do Blog de Tec + Canais ■Acompanhe a Folha Tec no Twitter ■Acompanhe a Folha no Twitter ■Conheça a página da Folha Tec no Facebook ■Conheça a página da Folha no Facebook Livraria ■Web 2.0 retomou conceito grego de democracia, diz pesquisadora ■Descubra como cibercriminosos se camuflam na internet ■Coleção de idiomas "15 Minutos" ganha desconto de 30% ■Dicionário Houaiss de R$ 269,00 por R$ 193,00; economize!

domingo, 6 de maio de 2012

Ativistas do Greenpeace protestam em shopping em São Paulo

Alguns ativistas do Greenpeace fizeram um protesto pacifico, na manhã deste sábado, na frente de uma loja que vende produtos da Apple segundo piso do Shopping Eldorado, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo). O protesto é contra o uso do carvão na matriz energética da empresa e durou poucos minutos. Uma moça segurava um cartaz com a frase "Apple, limpe a minha nuvem". O gerente da loja teria pedido que os ativistas se retirassem. Ação do Greenpeace no Shopping Eldorado em frente à loja da Apple Há duas semanas, o Greenpeace Internacional publicou o relatório "How Clean is Your Cloud?" (O quão limpa é a sua nuvem?, em português) que avaliou a Apple e outras 13 empresas de tecnologia sobre as medidas que estão adotando para reduzir o uso de energia suja utilizada para alimentar seus datacenters.

sábado, 5 de maio de 2012

2012 vai ser o ano dos smartphones na América Latina, diz Google

2012 "vai ser o ano dos smartphones" não apenas no Brasil mas em toda a América Latina, disse Hugo Barra, diretor de produtos para Android do Google, durante o "Google Press Summit 5.0", evento realizado pela empresa em Santiago (Chile). O executivo destacou que, no Brasil, no último ano, o número de ativações Android (sistema operacional para celulares e tablets desenvolvido pelo Google) cresceu 400%-- sem revelar o total. "Existe uma mudança radical nos planos de dados disponíveis para contratação. É possível hoje encontrar planos especiais muito baratos para usuários pré-pagos", disse. O executivo destacou que 80% dos usuários de celular da América Latina têm planos pré-pagos. De acordo com a consultoria McKinsey, cerca de 30% das conexões à internet nos países emergentes (ou 310 milhões delas) são feitas por dispositivos móveis. Ainda segundo projeções da consultoria, esse tipo de acesso à rede deve crescer no mundo todo nos próximos anos, chegando, em 2016, a 81% do total das conexões. A McKinsey informou ainda que, nos países emergentes, 72% dos usuários de smartphones têm menos de 35 anos. Nas economias desenvolvidas, essa fatia cai para 60%. "Para nós [do Android], a América Latina vai se transformar em um dos principais mercados para a tecnologia que fazemos.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

BB anuncia corte de mais de 50% em juros do cheque especial

O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira (4) novos cortes nas taxas de juros para financiamentos à pessoa física, com destaque para cheque especial e crédito pessoal. A medida já havia sido antecipada na quarta-feira (2), após o banco divulgar o balanço do 1º trimestre, no qual teve lucro de R$ 2,502 bilhões (14,7% menor na comparação com igual período de 2011). A taxa do cheque especial para clientes que tenham conta-salário no banco e aderiram ao programa "Bom Pra Todos" caiu da máxima de 8,31% para a taxa única de 3,94% ao mês. A redução nesse caso é de 52,6%. Dentro do mesmo programa, a linha de crédito pessoal automática caiu da máxima de 5,79% para o teto de 3,94% (queda de 31,9%). Essas novas taxas, segundo a instituição, entram em vigor no próximo dia 7. Instituição facilita portabilidade O banco também anunciou medidas para facilitar a transferência de financiamentos de veículos contratados em outros bancos, a chamada portabilidade. "Percebemos que os outros bancos nos seguiram depois que cortamos nossas taxas no mês passado, por isso decidimos avançar um pouco mais", disse a jornalistas o vice-presidente de negócios de varejo do BB, Alexandre Abreu. O BB criou ainda uma linha de crédito para não clientes, mas que estejam dispostos a oferecer um imóvel como garantia. Para essa linha, o juro será de 1,52% a 1,60% ao mês. A linha vale para quem tem renda mensal a partir de R$ 6 mil. Para aqueles que não tenham imóvel ou tenham renda inferior a esse patamar será possível oferecer um veículo usado como garantia e financiar o equivalente a até 70% do valor do veículo. O prazo de financiamento é de até 58 meses. "Enxergamos oportunidade de trazer clientes da concorrência", disse Abreu, revelando que o principal objetivo das medidas anunciadas nesta sexta-feira é tirar clientes de outros bancos, por meio da transferência de dívidas. Essas medidas adicionais estarão todas em vigor até o dia 27 deste mês. Outros bancos já fizeram cortes O BB foi o primeiro banco a anunciar queda nas taxas de juros, em 4 de abril. Após essa medida, vários bancos também cortaram as taxas, entre eles Caixa, Bradesco, Itaú, Santander, HSBC e Citibank. Nesta segunda-feira (30), a presidente Dilma Rousseff elevou o tom na guerra do governo para que bancos privados reduzam os juros cobrados aos consumidores. Em pronunciamento na TV, Dilma pressionou as instituições a seguir o movimento de cortes anunciado pelos concorrentes públicos e disse ser inadmissível que o Brasil continue com uma das taxas mais altas do mundo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Novo iPad chegará ao Brasil no dia 11 de maio

TIM anunciou nesta quarta-feira (2) que venderá no Brasil a terceira versão do tablet da Apple, o novo iPad, a partir do dia 11 de maio. A operadora, que afirmou ter exclusividade sobre a venda do produto, não divulgou o preço de lançamento. Funcionários da Foxconn ameaçam saltar de prédio durante protesto na China Brasileiro de 15 anos cria gerenciador de janelas para o iPad Conforme o anúncio, realizado por meio de sua assessoria de imprensa, a companhia iniciará a venda da nova versão do iPad estrategicamente antecipando em dois dias o dia das mães (13 de maio). Lee Jin-man/Associated Press Consumidor festeja ao comprar o novo iPad na Coreia do Sul, onde o tablet está disponível desde 20 de abril A venda ocorrerá somente em lojas físicas da TIM. Divulgação O novo iPad, cuja tela tem 2048x1536 pixels de resolução Procurada, a Claro disse já estar em negociação para comercializar o produto. A Vivo informou não ter novidade sobre o assunto e a Oi ainda não divulgou sua posição sobre o lançamento do produto. A relações públicas da Apple para o Brasil, Maria Parra Rodriguez, limitou-se a dizer que a empresa não fez nenhum anúncio sobre o novo iPad no país. Atualmente, a TIM vende o iPad de segunda geração por R$ 1.789 (16 Gbytes), R$ 2.029 (32 Gbytes) e R$ 2.389 (64 Gbytes). A terceira geração do tablet, cujas vendas começaram em 16 de março nos dez principais mercados da Apple, tem a tela de altíssima resolução como a mudança mais significativa em relação ao iPad 2. O dispositivo vendeu 3 milhões de unidades só no primeiro final de semana. No dia 27 de abril, a Apple passou a vender oficialmente o novo iPad em 31 países, entre os quais estão os vizinhos brasileiros Colômbia e Uruguai.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Facebook incentiva usuário a sinalizar se é doador de órgãos

Cansado de uma longa espera por um novo rim, o consultor de marketing de videogames Michael Shelling, 50, decidiu assumir um papel mais ativo em sua busca. Cerca de três meses atrás, ele decidiu usar sua rede social, por meio de uma página no Facebook, para avisar a seus amigos -- e os contatos deles -- que precisa de um novo rim e que seu tipo sanguíneo é O. A procura pode ter valido a pena. Um potencial doador está realizando testes para saber se ambos são compatíveis Mark Zuckerberg durante entrevista na sede do Facebook para o programa "Good Morning America" Esse é o tipo de cenário que o Facebook espera promover. O cofundador Mark Zuckerberg e a vice-presidente de operações Sheryl Sandberg enviaram mensagens nesta terça-feira (1º) encorajando os usuários da rede social --mais de 900 milhões-- a dizer se são doadores de órgãos e a exibir a informação em suas páginas pessoais. "Nós achamos que as pessoas realmente podem contribuir para difundir a doação de órgãos e que elas querem participar disso com seus amigos. Pensamos que isso pode ser uma grande ajuda para resolver a crise", disse Zuckerberg no programa de TV da ABC "Good Morning America" nesta terça-feira.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Brizola Neto (PDT-RJ) é o novo ministro do Trabalho do governo Dilma

deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) é o novo titular do Ministério do Trabalho, anunciou nesta segunda-feira (30) a Presidência da República, em nota oficial. A posse deve ser na quinta-feira, às 11h. "A presidenta manifestou confiança de que Brizola Neto, ex-secretário de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, ex-vereador e deputado federal pelo PDT, prestará grande contribuição ao país", diz o texto Brizola Neto é o mais novo entre todos os ministros: aos 33 anos, assume o cargo deixado pelo presidente de seu partido, Carlos Lupi, afastado após uma série de denúncias de corrupção na pasta. A decisão foi tomada na véspera do 1º de maio, para resolver um impasse que se estendia desde o fim do ano passado. Antes de convidar Brizola Neto, Dilma conversou com o Lupi e acertou a nomeação. O novo ministro foi convidado pela presidente Dilma apesar de resistências dentro de sua própria legenda, além da Força Sindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Até mesmo o antecessor no cargo, Paulo Roberto dos Santos Pinto, cogitava não aceitar retornar ao posto de secretário-executivo do Ministério sob o comando do neto de Leonel Brizola (1922-2004). Apesar de ter sido eleito pelo Rio de Janeiro, ele é mais um membro da ampla cota gaúcha no governo. É o oitavo nascido no Rio Grande do Sul entre 41 integrantes com status de ministro. São Paulo, mesmo incluindo ministros com carreira fora do Estado, como Paulo Bernardo (Comunicações) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), tem sete no primeiro escalão. Brizola Neto está em seu segundo mandato de deputado federal e ganhou a atenção da presidente por sua capacidade de mobilização com os jovens – em especial graças a seu blog “Tijolaço”. Depois de trabalhar como secretário do avô, conseguiu seu primeiro mandato em 2004, como vereador no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Daniel Alves comemora gol com dança, é repreendido e pede desculpas

DANIEL ALVES E THIAGO ALCÂNTARA DANÇAM E SÃO REPREENDIDOSSe no Brasil são comuns as dancinhas na hora de comemorar gols, o mesmo não se pode dizer da Espanha. No domingo, o lateral-direito Daniel Alves, do Barcelona, foi repreendido pelo zagueiro Puyol e pelo técnico Pep Guardiola após celebrar desta forma um gol na goleada por 7 a 0 sobre o Rayo Vallecano. O lance aconteceu quando o Barça marcou seu quinto tento na partida. Daniel Alves cruzou para Thiago Alcantara fazer. Na hora de comemorar, os dois fizeram a coreografia da música “Tchu, tchã”, que ficou famosa graças ao santista Neymar. Descontente com a celebração, o capitão Puyol tratou de acabar com a brincadeira e puxou seus companheiros de volta a seu campo. Mais tarde, na entrevista coletiva, Guardiola lamentou o ocorrido. “Pedimos desculpas aos torcedores do Rayo pela celebração de Thiago e Dani Alves. É uma atitude que não voltará a acontecer e não é própria de jogadores do Barcelona”, disparou o treinador. Barcelona goleira fora de casa e adia festa do Real Madrid Depois da bronca, coube a Daniel Alves se redimir publicamente, mas não sem também se mostrar contrariado. “Quero pedir perdão aos torcedores do Rayo que se sentiram ofendidos com a dança. Em nenhum momento quis ofender ninguém, somente me sentir bem”, falou o brasileiro. “Me disseram uma vez quando criança que o futebol era para se divertir.”

domingo, 29 de abril de 2012

Vendas de serviços digitais podem impulsionar margens da Amazon

Os ótimos resultados trimestrais da Amazon.com estão ajudando a convencer os céticos nos mercados americanos de que vale a pena comprar papeis da varejista da internet, que está tentando se transformar em uma empresa de tecnologia. As ações da Amazon saltaram 15% nesta sexta-feira depois que a empresa apresentou os resultados do primeiro trimestre e margens bem acima das expectativas, adicionando US$ 10 bilhões em valor de mercado e marcando a maior alta diária desde outubro de 2009. O presidente-executivo, Jeff Bezos, tentou convencer investidores a ficarem na companhia no longo prazo quando flertava com prejuízos nos trimestres recentes. Ele está tentando transformar a Amazon de uma versão online de uma grande varejista, como o Wal-Mart, em um provedora de serviços de tecnologia. Alguns investidores argumentam que sua valorização de mais de 70 vezes acima dos lucros - superando empresas como a Apple Inc e Google Inc que produzem resultados recordes - se justifica porque a Amazon está a caminho de uma enorme expansão de margem. A companhia se expande para serviços mais lucrativos como a hospedagem de websites em nuvem para fornecer um ambiente online conectando compradores e vendedores. "Estes serviços vão se tornar uma parte crescentemente importante dos negócios totais da Amazon e será um guia para a lucratividade futura", disse o analista Carlos Kirjner, da Bernstein Research, em relatório. A Amazon está tentando ser "nem uma livraria ou uma varejista, mas uma companhia que usa tecnologia e sua escala para transformar cadeias de valores" do varejo à distribuição editorial e de vídeo.

sábado, 28 de abril de 2012

Apple negocia com Hollywood conteúdo para ser exibido em sua futura TV

Apple deu início a negociações a fim de realizar exibições do tipo streaming de filmes de propriedade da EPIX, empresa controlada por três importantes estúdios de cinema. De acordo com fontes, os filmes seriam exibidos em dispositivos que incluem o tão aguardado aparelho de TV de marca Apple. A empresa deu início a negociações com a EPIX, companhia que existe há três anos e que foi criada conjuntamente pelos estúdios Lions Gate, MGM e Paramound Pictures. A Apple já vende a Apple TV --uma set-top box, dispositivo que funciona como se fosse um decodificador de sinal-- pelo valor de US$ 99. Ligada a um televisor, a Apple TV permite que usuários façam streaming de conteúdo da Netflix e do canal da MLB (liga de beisebol norte-americana). Uma das fontes disse à Reuters que todas as negociações dizem respeito tanto à atual Apple TV quanto a dispositivos que ainda estão por vir. Éber Evangelista Concepção artística de como seria a TV da Apple Acredita-se que a Apple deva lançar um novo produto de TV entre este ano e o começo de 2013, o que deve alimentar sua próxima fase de crescimento e causar mudanças significativas no mercado. A Apple foi incapaz de assegurar os direitos de transmissão do conteúdo de Hollywood ao longo de boa parte do ano passado. As negociações com a EPIX estão em estágios preliminares, e nenhum acordo é previsto a curto prazo, disse a fonte. A empresa pode ver as negociações dificultadas por um acordo de 2010 que envolve a EPIX e a Netflix, empresa que paga US$ 200 milhões por ano para ter o direito de transmissão exclusiva dos filmes da EPIX. O contrato de exclusividade que tem a Netflix sobre o conteúdo da EPIX dura até setembro --antes da suposta divulgação do novo produto televisivo da Apple.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Coca-Cola perde processo para Ambev pela exclusividade da marca "zero"

Em um processo envolvendo duas gigantes da indústria de bebidas, a Coca-Cola e a Ambev, a Justiça entendeu que a Coca-Cola não tem direito exclusivo sobre a marca "zero", presente em diversos alimentos, principalmente em refrigerantes, para indicar que o produto não possui adição de açúcar. Até o momento, a Coca-Cola não comentou se irá recorrer da decisão. A Coca-Cola foi à Justiça alegando que foi a primeira empresa a registrar a marca “zero” junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ainda em 2004. Acusou ainda, a sua principal concorrente, Ambev (fabricante do refrigerante Pepsi), de concorrência desleal e parasitismo, pois ao colocar a marca “zero” em seus produtos poderia levar os consumidores a confundir os produtos da Coca-Cola com os dela. Mas estes argumentos não convenceram o Tribunal de Justiça de São Paulo. Eles acolheram a tese da Ambev de que a palavra "zero" não constitui marca e, sim, mero descritivo do produto, assim como ocorre com as palavras "light" e "diet". Ao desconsiderar a exclusividade do termo "zero", o tribunal, por consequência, não aceitou as outras acusações feitas pela Coca-Cola à AmBev. O relator do processo, desembargador Francisco Loureiro, citou a Lei de Propriedade Intelectual que estipula que o vocábulo meramente descritivo é insuscetível de registro. Ele ainda considerou que não era possível haver confusão entre os produtos das duas empresas, pois as embalagens da Coca-Cola são bem diferentes das da Ambev. De acordo com o desembargador, já existe até mesmo um ato administrativo do Ministério da Saúde autorizando o uso do vocábulo "zero" para indicar alimentos e bebidas que não possuem determinada substância, como o açúcar, por exemplo. Por fim, considerou Francisco Loureiro, que atender ao pedido da Coca-Cola era "conceder exclusividade ao que não é exclusivo".

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Em busca de negócios atípicos na internet, investidores apostam no Brasil

A Atomico partiu em nova direção na hora de investir no Brasil, e não só em termos geográficos. No ano passado, Haroldo Korte, sócio dessa empresa de capital de risco, dirigiu 480 km pelo interior paulista para encontrar Paulo Biancalana, um empreendedor local que havia transformado uma loja de autopeças em uma próspera empresa na internet. Trabalhando num imóvel caindo aos pedaços, ele se tornou o maior vendedor brasileiro do site Mercado Livre e criou a Connect Parts --juntas, as duas coisas lhe rendem um faturamento anual de US$ 10 milhões. Biancalana inicialmente ficou desconfiado dos investidores estrangeiros. Após meia dúzia de reuniões, a Atomico investiu US$ 7,5 milhões na start-up, que agora também está sendo cortejada por outras firmas de investimentos. "Todas as condições estavam contra ele", disse Korte. "Então eu disse: temos alguém e alguma coisa especiais aqui." Olivier Hoslet/Efe O cofundador do Skype Niklas Zennström em 2006, ano em que criou a empresa de capital de risco Atomico Com o aquecimento da concorrência entre empresas da internet, a Atomico --criada em 2006 por um cofundador do Skype, Niklas Zennstrom-- procura investimentos atípicos. A firma londrina valoriza empreendedores que tiveram sucesso fora do Vale do Silício, na Califórnia. Três quartos das empresas da Atomico ficam fora dos EUA, incluindo a 6Wunderkinder, desenvolvedora de aplicativos de Berlim, e a finlandesa Rovio, criadora de "Angry Birds" e de outros games. Ela já investiu na Argentina e no Uruguai. A Atomico procura start-ups lucrativas e enxutas, que ainda não tenham atraído capital de risco. "Passamos bastante tempo na China, mas já vimos muitos investidores ocidentais por lá", disse Zennstrom. Em 2010, a Atomico abriu uma filial em São Paulo e contratou Korte e Carlos Pires, que antes haviam dirigido o Skype no Brasil. Um sócio da Atomico, Geoffrey Prentice, primeiro funcionário do Skype, também se instalou lá. A Atomico concorre com grandalhões do Vale do Silício, que têm mais dinheiro e histórico de investimentos. A Atomico captou apenas US$ 165 milhões para o seu segundo fundo global, bem menos do que sua meta de US$ 266 milhões. Em dezembro, a empresa investiu US$ 3 milhões na paulistana Bebê Store, apostando na forte demanda on-line por produtos para bebês. "Eu não queria investidor nenhum", disse Leonardo Simão, que criou a Bebê Store em 2009, com a mulher. Ele queria "ter o controle" para manter um crescimento confortável, sem interferências. Recentemente, a Atomico incentivou Simão a ampliar agressivamente seu negócio, por causa da crescente concorrência. Simão "já havia escutado muitas vezes para ser conservador e não perder dinheiro", disse Prentice. "Ninguém tinha lhe dado a confiança de que ele podia [assumir o risco]", acrescentou. "É isso que levamos de importante para a mesa."

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Google lança Drive, serviço de armazenamento de arquivos na nuvem

O Google lançou nesta terça-feira (24) um serviço de armazenamento de arquivos na nuvem. Batizada de Google Drive, a ferramenta oferece 5 Gbytes de espaço gratuito. Quem estiver disposto a pagar por mais espaço pode investir até US$ 49,99 por mês para ter 1 Tbyte. Divulgação Google Drive, serviço de armazenamento de arquivos do Google, em diferentes plataformas "O Google Drive acompanha você em qualquer lugar: na web, em casa, no escritório e em outros lugares. Não importa onde você esteja, suas coisas estão sempre disponíveis. Prontas para usar e para compartilhar", diz o site oficial do serviço. A iniciativa baterá de frente com um mercado dominado atualmente por serviços como Dropbox, SkyDrive, Box e CX. O serviço ainda não está liberado para todos. Você pode manifestar interesse no próprio site do Drive para ser avisado por e-mail assim quando a ferramenta estiver disponível. Por enquanto, o Google Drive está disponível para PCs com Windows, Macs e celulares com Android. Aplicativos para iPad e iPhone serão lançados em breve, segundo a companhia.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Facebook paga US$ 550 milhões a Microsoft por patentes da AOL

Facebook pagará à Microsoft US$ 550 milhões por centenas de patentes originárias da AOL, incrementando seu arsenal de propriedade intelectual. O acordo cede à rede social 650 patentes e aplicações e licencia outras 275 patentes e aplicações. O Facebook deve realizar a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da história do Vale do Silício nas próximas semanas. Paul Sakuma/Associated Press Placa na sede do Facebook, na Califórnia; no mês passado, empresa comprou patentes da IBM Patentes se tornaram uma prioridade para empresas do setor de tecnologia. Muitas delas, incluindo o Google e a Apple, envolveram-se em disputas legais envolvendo patentes. As patentes que a Microsoft comprou neste ano da AOL envolvem um amplo escopo de tecnologia, incluindo serviços móveis, handsets de celulares, anúncios e comércio virtual, disse uma fonte próxima à questão. A Microsoft superou a Amazon, o eBay e outras empresas de tecnologia neste mês com sua compra avaliada em mais de US$ 1 bilhão por boa parte do portfólio de patentes da AOL. Precificar patentes é um processo complexo, e não ficou claro se a Microsoft obteve lucro no acordo com o Facebook. O conselheiro-geral da Microsoft, Brad Smith, disse em nota nesta segunda-feira (23) que o acordo com o Facebook permite à empresa "recuperar mais de metade de nossos gastos, ao mesmo tempo atingindo metas que tínhamos em mente no leilão da AOL". O leilão incluiu direitos de tecnologia de negócios atuais e antigos da AOL, variando do browser Netscape e do serviço de mensagens instantâneas ICQ ao MapQuest e ao serviço on-line CompuServe, disse uma fonte --sob condição de anonimato, pois a informação não é pública. O acordo aumenta a propriedade intelectual do Facebook, que comprou 750 patentes da IBM no mês passado. A empresa busca defesa para ação movida pelo Yahoo!. O Yahoo! processou o Facebook no início deste ano, alegando que a rede social infringe dez patentes --incluindo algumas sobre tecnologia de publicidade on-line. O Facebook rebateu a ação em abril, alegando que a companhia era quem violava dez patentes do Facebook.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nova versão do iPad deve chegar às lojas brasileiras em maio

terceira versão do tablet da Apple, lançada nos Estados Unidos no início de março, chegará às lojas brasileiras entre a segunda e terceira semana de maio. ■Primeiras resenhas do novo iPad: entediantes e previsíveis ■No Brasil, 4G do novo iPad só serve de enfeite ■Chinês tem insuficiência renal após vender rim para comprar iPad A estreia do novo iPad (que tem tela e câmera de melhor definição) foi confirmada à Folha por representantes de redes de varejo nacionais e regionais, que pediram para não ser identificados. O primeiro lote distribuído às lojas deve ser inteiramente importado. Há a possibilidade, porém, de que nos lotes seguintes parte dos tablets venha da fábrica da Foxconn em Jundiaí (SP). A empresa taiwanesa produz os equipamentos da Apple no mundo. Divulgação Novo iPad, que deve chegar às lojas brasileiras em maio Na sexta-feira passada, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) liberou a venda do novo iPad no país e incluiu a fábrica brasileira no documento de homologação. Com isso, a Apple está autorizada a vender no Brasil os tablets produzidos lá. Já a documentação para o iPad 2, que a empresa produz no Brasil há dois meses, ainda está pendente de aprovação na agência reguladora. O preço do modelo de entrada, com 16 Gbytes de armazenamento e apenas Wi-Fi, ficará em torno de R$ 1.649 --mesmo valor cobrado no lançamento do iPad 2, em maio do ano passado. Em uma preparação à chegada da terceira geração do tablet, a Apple reduziu, em março, os preços da versão mais básica do iPad 2 em R$ 250, para R$ 1.399. DEPOIS DO CHIPRE Com o lançamento em maio, o Brasil receberá o novo produto depois de países como Chipre, Brunei e El Salvador, incluídos em uma lista de 21 países que, segundo a empresa, iniciarão a venda do aparelho ainda neste mês. Em maio, segundo antecipou a Folha, o presidente mundial da Foxconn deverá vir ao Brasil anunciar novos investimentos e a venda dos dispositivos produzidos na fábrica de Jundiaí. Procurada, a empresa não se pronunciou.