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domingo, 2 de setembro de 2012
Button vê rivais se chocarem na largada e vence de ponta a ponta na Bélgica; Massa é o 5º
O inglês Jenson Button cumpriu seu objetivo de fechar o fim de semana mais próximo da briga pelo título do Mundial de pilotos. Largando na pole position, o piloto da McLaren liderou de ponta a ponta para vencer o Grande Prêmio da Bélgica e ainda contou com o abandono de vários de seus concorrentes diretos na disputa pelo campeonato.
CLASSIFICAÇÃO FINAL DO GP DA BÉLGICA
1- Jenson Button (GBR/McLaren)
1h29min08s530
2- Sebastian Vettel (ALE/Red Bull)
a 13s624
3- Kimi Raikkonen (FIN/Lotus)
a 25s334
4- N. Hulkenberg (ALE/F. Índia)
a 27s843
5- Felipe Massa (BRA/Ferrari)
a 29s845
12- Bruno Senna (BRA/Williams)
a 1min11s529
CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DO GP DA BÉLGICA
FELIPE MASSA COMEMORA A QUINTA COLOCAÇÃO
Com o resultado, Button chega aos 101 pontos, ainda na sexta posição no Mundial, mas mantém vivo o sonho do título. Líder do Mundial com 164 pontos, o espanhol Fernando Alonso não passou da primeira curva, vítima de um acidente provocado pelo francês Romain Grosjean e que também tirou o inglês Lewis Hamilton, quatro no campeonato, da corrida.
Após treino de classificação frustrante, a Red Bull foi a grande beneficiada pela confusão na largada. O alemão Sebastian Vettel, que largou em 10º, terminou na segunda colocação e colou em Alonso na briga pelo campeonato. O australiano Mark Webber foi o sexto e também se aproximou do espanhol na disputa do título.
O brasileiro Felipe Massa também teve um bom desempenho no GP da Bélgica. O piloto da Ferrari largou 14º e terminou a prova na quinta posição. Já Bruno Senna sofreu com tática de uma parada escolhida pela Williams, precisou mudar a estratégia no fim da corrida e foi apenas o 12º.
Veja Álbum de fotos
A corrida
A largada foi marcada por diversas confusões. Romain Grosjean forçou ultrapassagem e provocou um grande acidente logo na primeira curva. O francês acertou o carro de Lewis Hamilton, decolou por cima do carro de Fernando Alonso e tirou os dois candidatos ao título da corrida, além do mexicano Sergio Perez.
O venezuelano Pastor Maldonado, que havia perdido três posições no grid devido a manobra irregular no treino classificatório, voltou a aprontar. Queimou a largada, pulou para a segunda posição, mas na sequência se envolveu em um acidente e deixou a prova.
A Sauber, grande sensação do dia anterior, teve um início de prova desastroso. Além de perder Perez no acidente com Grosjean, viu o japonês Kamui Kobayashi ter problemas mecânicos na largada e cair da segunda para a última colocação.
FÁBIO SEIXAS ANALISA O GP DA BÉLGICA
"Não faltaram emoções e lances controversos na prova". Leia mais
Os incidentes, que provocaram a entrada do safety car na pista por cinco voltas, favoreceram os brasileiros. Bruno Senna teve largada impressionante e pulou da 17ª colocação para o oitavo lugar. Felipe Massa ganhou três posições e subiu de 14º para 11º. O maior beneficiado, porém, foi o alemão Nico Hulkenberg, que largou em 11º e terminou a primeira volta em terceiro.
Schumacher também entrou na briga pelas primeiras colocações e, após ultrapassagem sobre Raikkonen, pulou para a segunda posição antes da primeira parada para troca de pneus. Button se manteve na pole com tranquilidade, longe das confusões, enquanto Vettel aproveitou para atacar, deixou Mark Webber e Bruno Senna para trás, e subiu para quinto na 14ª volta.
Button e Vettel foram os últimos pilotos a irem para os boxes, apostando na tática de apenas uma parada. Com grande vantagem na liderança, o inglês ainda retornou para a pista na liderança, seguido por Raikkonen, Hulkenberg, Webber e Massa. Após ultrapassagens, Senna caiu para o 11º lugar.
A estratégia de realizar apenas uma parada mostrou-se eficiente após a segunda sessão para trocas de pneus. Button e Vettel dispararam na frente e se mantiveram sem serem ameaçados até o fim da prova. Raikkonen e Schumacher, que pararam nos boxes para a troca, voltaram respectivamente na terceira e quarta colocações e protagonizaram uma bela briga por posição, com alternância de ultrapassagens e triunfo do finlandês no fim. Com pneus desgastados, o alemão terminou apenas no sétimo lugar. Massa também atacou nas últimas voltas, deixou Webber para trás e garantiu o quinto lugar.
sábado, 1 de setembro de 2012
São Paulo se anima com "não" de Ganso ao Santos e pode pagar parte do rival na multa
recusa do meia Paulo Henrique Ganso a mais uma proposta do Santos de renovação contratual animou o São Paulo. O UOL Esporte apurou que o Tricolor trabalha com a possibilidade de subir a segunda proposta e pagar a parte que cabe ao Peixe na multa contratual para ficar com o jogador.
A multa estipulada por Ganso e Santos prevê que para o meia deixar a Vila Belmiro o time brasileiro interessado terá que depositar o valor aproximado de R$ 53 milhões.
Só que como o Santos só tem direito a 45% do valor total, o São Paulo trabalha com a possibilidade de pagar os R$ 23,7 milhões a que o rival tem direito para que o jogador seja liberado, já que a cúpula tricolor conta com a anuência da DIS (detentora dos outros 55%) na negociação. A tendência é que a proporção 45%/55% seja mantida entre São Paulo e DIS caso Ganso seja contratado.
Porém, para que a estratégia dê certo, o São Paulo terá que convencer o Santos a aceitar essa manobra na negociação, já que os dirigentes do Peixe haviam dito anteriormente que querem receber o valor integral da multa para ceder Ganso ao Tricolor.
Oficialmente, o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, alega que as negociações diminuíram o ritmo graças ao entrevero recente entre as partes. Na última quinta, ao recusar a segunda proposta do Tricolor por Ganso, o Santos criticou a postura do dirigente por dizer na quarta que havia desistido do negócio, fato que foi negado pelo são-paulino e gerou um mal-estar entre as partes.
Adalberto ainda acusou Pedro Luiz Conceição, membro do comitê gestor do Santos que intermedeia a negociação com o São Paulo, de ter mentido ao falar com o presidente do time alvinegro, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que o Tricolor havia desistido do negócio. A versão que corre na Vila Belmiro é que quando explicou que não pagaria a multa rescisória por Ganso, o dirigente são-paulino deu a entender que a negociação estava encerrada.
Adalberto procurou Laor para esclarecer a polêmica que foi criada e ficou uma hora no telefone com o santista, segundo contou aos repórteres em coletiva nesta sexta-feira no São Paulo. Ele procurou apagar o incêndio e restabelecer a boa relação entre as partes. “Se preciso for, posso até sair da negociação. Tem gente mais capacitada do que eu no São Paulo para lidar com isso”, justificou o dirigente.
Paralelamente a briga com o São Paulo, o Santos procurou novamente Ganso para oferecer o mesmo salário que havia proposto na última conversa entre as partes: R$ 300 mil fixos + R$ 120 mil de acordos publicitários, sendo que 30% dos direitos de imagem ficariam com o clube. O meia saiu desanimado do encontro e reiterou a vontade de deixar o Peixe, fato que animou ao São Paulo.
Apesar de o São Paulo alegar que irá esperar a poeira baixar, o clube segue levantando as possibilidades para contratar Ganso, até para dar uma satisfação para a sua torcida, que se animou com a possibilidade de ter o camisa 10 santista. E mesmo com a lesão do jogador, a chance é de que haja um desfecho da novela já na próxima semana.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
"Phelps brasileiro", Daniel Dias faz melhor tempo e avança à final dos 50m livres S5
O nadador brasileiro Daniel Dias não decepcionou na sua primeira prova nos Jogos Paraolímpicos de Londres e avançou à final dos 50m livres na categoria S5 (para nadadores com limitações físico-motoras) com o melhor tempo das eliminatórias. O atleta cravou 33s02 na segunda bateria na manhã desta quinta-feira.
Clodoaldo Silva, um dos principais nomes do país em Paraolimpíadas com 13 medalhas na competição, também competiu a prova vencida por Daniel, que já soma nove pódios, e conseguiu o quinto melhor tempo no geral ao cravar 35s23. Já Francisco Avelino não fez a 15ª melhor marca e está fora da briga por medalhas. A final da prova será na tarde desta quinta.
Outra grande esperança de medalhas para o Brasil é o nadador André Brasil. O atleta nadou os 200m medley SM 10 (para nadadores com limitações físico-motoras) em 2min16s25, a terceira melhor marca das eliminatórias.
O Brasil também conseguiu bom resultado entre as mulheres. Joana Silva fez 38s73 nos 50m livres na categoria S5 e avançou à final com o terceiro melhor tempo.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Em um ano, 5,8 milhões de brasileiros ganharam acesso à internet
O número de pessoas com acesso à internet no Brasil cresceu 7% em relação ao ano passado, chegando a 83,5 milhões de conectados à rede mundial de computadores no segundo trimestre, segundo um estudo do instituto Ibope divulgado nesta quarta (29).
Carlos Cecconello - 26.jun.11/Folhapress
Lan-houses ainda representam boa parte dos acessos à internet no Brasil
O número, que considera acesso em casa, no trabalho e em outros lugares também apresenta crescimento em relação ao primeiro trimestre do ano, quando 77,8 milhões de pessoas usavam a rede em qualquer um desses ambientes (incremento de 1,1%).
Durante o período, 68 milhões de brasileiros entraram na internet de casa ou do trabalho --o restante o fez em escolas e lan-houses, por exemplo.
Os gêneros de sites que mais cresceram no período foram os de esportes, provavelmente puxados pela Olimpíada, fotografias, previsão do tempo, destinos de viagem e venda de passagens rodoviárias.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Índios bloqueiam estradas em Mato Grosso em protesto contra portaria da AGU
Um mês após a AGU (Advocacia-Geral da União) suspender por 60 dias a entrada em vigor da Portaria nº 303 que trata sobre a demarcação de terras indígenas, índios de várias partes do país continuam protestando contra a norma. Publicada em 17 de julho deste ano, a portaria estende para todos os processos demarcatórios de terras indígenas as condições estabelecidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para aprovar, em 2009, a manutenção da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em terras contínuas.
Em Mato Grosso, índios de várias etnias estão desde a madrugada de segunda-feira (27) bloqueando trechos de duas rodovias federais, a BR-174 e a BR-364. Com troncos de árvores e pneus em chamas, os índios impedem a passagem de veículos, com exceção de ambulâncias e carros oficiais.
Representantes do movimento informam que cerca de 1.200 pessoas chegaram a participar dos bloqueios. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), no entanto, fala em 800 índios nos dois pontos bloqueados. Segundo a PRF, na BR-364, o bloqueio acontece no km 360, na região da Serra de São Vicente, em Cuiabá. O trecho, acidentado, é rota usual de caminhões e carretas e considerado perigoso. Devido ao protesto, o congestionamento chegou a 90 km de extensão nesta manhã, o que motivou os índios a liberarem parcialmente o tráfego nos dois sentidos da rodovia, por cerca de uma hora.
Na BR-174, os índios interromperam o tráfego próximo à cidade de Comodoro, a cerca de 680 quilômetros da capital Cuiabá. Nos dois pontos, policiais rodoviários controlam o trânsito e orientam os motoristas sobre como contornar os bloqueios, usando rotas alternativas. Ainda segundo a Polícia Rodoviária Federal, nenhuma ocorrência (acidente, conflitos) foi registrada até o momento, embora muitos motoristas, parados há mais de 24 horas na estrada, já demonstrem sinais de nervosismo.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
PRF vai recusar proposta de reajuste oferecida pelo governo; PF avalia se continua com greve
Policiais rodoviários federais em greve deverão recusar a proposta do governo federal para o fim da paralisação, nesta segunda-feira (27), em reunião marcada para as 16h no Ministério do Planejamento. O governo ofereceu o percentual de 15,8% de reposição, escalonado em três anos, a exemplo do que já foi feito a outras categorias do funcionalismo público federal.
Segundo o diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf), Jorge Falcão, a proposta do governo “é vazia”, uma vez que não contempla a reestruturação de carreira requerida pela categoria.
“A proposta do governo não corrige nem de perto as distorções dos últimos anos. Nossas perdas estão em cerca de 40%, mas precisamos da reestruturação e da atribuição de nível superior aos cargos --por um equívoco de uma lei de 2008, ele é intermediário”, disse Falcão.
domingo, 26 de agosto de 2012
Maioria em SP aprova horário eleitoral
horário eleitoral na TV e no rádio deve ser mantido, diz a maioria dos entrevistados de pesquisa Datafolha realizada na semana passada, em São Paulo. Mais da metade dos que apoiam a propaganda política, entretanto, acha preciso rever o formato.
De acordo com o levantamento, 64% da população pensa que a publicidade eleitoral deve continuar de algum modo. Esse índice se divide entre os 30% que avaliam que ela deve ficar como está e os 34% que afirmam que o modelo deve ser repensado. Outros 32% sugerem que o espaço seja extinto.
A pesquisa mostra ainda que 57% dos ouvidos declaram que assistirão ao programa. A maioria (62%) diz que o horário eleitoral influenciará na definição de seu voto.
Entre os mais ricos (renda familiar acima de dez salários mínimos), a impressão de que a propaganda eleitoral deveria ser abolida atinge seu índice mais alto (43%). É nesse mesmo grupo que a influência do horário eleitoral sobre o voto é menor -64% dizem que não é "nada importante".
Especialistas ouvidos pela Folha se dividem sobre a relevância da propaganda e propõem alternativas distintas para oxigenar o formato.
Carlos Ranulfo, professor do departamento de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais, acha que, na disputa para cargos do Executivo, a propaganda é "fonte de informação valiosa", dado o baixo grau de informação do eleitorado.
"Os entrevistados podem até dizer que são contra [a publicidade], mas a veem, e isso altera o voto delas", diz Ranulfo, que faz ressalvas à forma como é utilizado o espaço dos candidatos ao Legislativo. "As pessoas assistem para rir. Ninguém tem tempo para dizer nada. Poderia haver debates no lugar."
LEGENDAS DE ALUGUEL
O publicitário Paulo de Tarso Santos, que trabalhou nas campanhas de Lula em 1989 e 1994 e na de Marina Silva em 2010, também defende o modelo brasileiro, composto por comercias e programas em horários fixos.
Mas acredita que o acesso ao horário eleitoral deveria ser reconsiderado, com mudanças no sistema de representatividade. "É preciso acabar com as legendas de aluguel, criadas para ganhar tempo de TV", diz, pontuando que o excesso de partidos atulha o espaço e favorece a ascensão de tipos folclóricos.
O cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, veterano de 85 campanhas, discorda. Para ele, bastaria veicular inserções. "Elas surpreendem o eleitor desinteressado do processo político, que não assiste ou ouve o programa e que é quem eventualmente define a eleição."
Outra solução aventada por Lavareda seria tornar semanal o horário eleitoral ou promover um rodízio de veiculação entre as emissoras.
Nem isso seria suficiente, na opinião do diretor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), Geraldo Tadeu Monteiro, para quem o horário político deveria ser extinto.
As emissoras, explica ele, deveriam ser orientadas por lei a promover debates e entrevistas com os candidatos. A divisão da exposição de cada um seria proporcional ao tamanho dos partidos. Nas eleições proporcionais, como não haveria tempo para sabatinar todos, cada partido indicaria um representante.
sábado, 25 de agosto de 2012
Adriano tem 1º contato com bola após retorno e é festejado por torcedores do Fla
torcedores que foram à Gávea na manhã deste sábado viram o primeiro contato de Adriano com a bola após o Flamengo oficializar o seu retorno. Além de trabalhar na academia, o Imperador fez trabalho individual no gramado após rachão de seus companheiros, que fizeram a última atividade antes do clássico contra o Botafogo, às 16h deste domingo. O camisa 10 rubro-negro foi muito festejado e retribuiu o carinho durante o seu treinamento.
SALÁRIO DE R$ 50 MIL PARA O IMPERADOR
Com um contrato de risco baseado em sua produtividade nos próximos meses, Adriano terá vencimentos bem modestos para um Imperador no Flamengo. Além do bônus de aproximadamente R$ 75 mil por partida disputada, o atacante terá um salário fixo mensal de R$ 50 mil em seu novo vínculo com o rubro-negro.
Cercado de desconfianças e questionamentos em relação ao seu real estado físico, o jogador aceitou um valor bem abaixo do mercado após as duas cirurgias consecutivas no tendão calcâneo do pé esquerdo. O valor representa aproximadamente 11% do salário que recebia em 2009, quando foi campeão brasileiro no clube - cerca de R$ 400 mil.
LEIA MAIS SOBRE O CONTRATO DE RISCO DE ADRIANO
Observado pelo preparador físico Marcos Lima, Adriano mostrou boa movimentação e domínio de bola, além de ter dado arrancadas. O trabalho deste sábado foi só o início de uma programação cheia para o Imperador no final de semana.
O atacante também trabalhará no domingo, no hotel que serve de concentração para os jogadores do Flamengo. O atacante ficará hospedado juntamente com os companheiros na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.
Apesar da animação da torcida e da entrega de Adriano aos treinamentos, o retorno não será tão rápido. O técnico Dorival Júnior pediu cautela aos rubro-negros na sexta-feira e ressaltou que a estreia do Imperador não é tão fácil como muitos imaginam.
Segundo o treinador, o retorno de Adriano aos campos é um processo lento e doloroso, visto as condições atuais do jogador. Dorival "adiou" a data da primeira partida e disse que dificilmente o Imperador estará em campo em um mês.
Enquanto Adriano inicia o seu processo de preparação para retornar ao futebol após cirurgia no tendão calcâneo do pé esquerdo, o time do Flamengo se concentra em jogo importante pelo Brasileiro. O Rubro-Negro pega o Botafogo no Engenhão, pela última rodada do primeiro turno do torneio.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
MEC reafirma que está encerrada a negociação com professores
MEC (Ministério da Educação) reafirmou hoje (24), por meio de nota, que as negociações com os professores das instituições federais de ensino estão encerradas.
Professores em greve
Para sindicato de docentes de única federal que não parou, sociedade está "cansada de tanta greve"
A presidente do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Marinalva Oliveira, protocolou, ontem (23), pedido de reabertura das negociações. Foi ao MEC e ao Ministério do Planejamento. Hoje, protocolou o mesmo documento na Presidência da República.
Na resposta, o MEC afirma que o acordo assinado com a Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior), que representa parte dos professores, "busca a valorização da dedicação exclusiva e da titulação dos docentes".
De acordo com a nota, as entidades que não aderiram ao acordo - Andes-SN e Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) - podem fazê-lo a qualquer momento. A oferta do governo prevê reajuste mínimo de 25% e máximo de 40% para os professores.
MEC reafirma que está encerrada a negociação com professores
MEC (Ministério da Educação) reafirmou hoje (24), por meio de nota, que as negociações com os professores das instituições federais de ensino estão encerradas.
Professores em greve
Para sindicato de docentes de única federal que não parou, sociedade está "cansada de tanta greve"
A presidente do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Marinalva Oliveira, protocolou, ontem (23), pedido de reabertura das negociações. Foi ao MEC e ao Ministério do Planejamento. Hoje, protocolou o mesmo documento na Presidência da República.
Na resposta, o MEC afirma que o acordo assinado com a Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior), que representa parte dos professores, "busca a valorização da dedicação exclusiva e da titulação dos docentes".
De acordo com a nota, as entidades que não aderiram ao acordo - Andes-SN e Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) - podem fazê-lo a qualquer momento. A oferta do governo prevê reajuste mínimo de 25% e máximo de 40% para os professores.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Casino assume oficialmente o controle do Grupo Pão de Açúcar
O Casino assumiu oficialmente nesta quarta-feira (22) o controle do grupo Pão de Açúcar (PCAR4.SA). A família Diniz exerceu a opção de venda de um milhão de ações com direito a voto da Wilkes, empresa que controla a maior rede varejista brasileira, segundo informou o grupo francês nesta quinta-feira (23), em comunicado.
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Controladora do Pão de Açúcar terá mudanças no conselho
Diniz venderá 2,4% da Wilkes ao Casino por US$ 10,5 mi
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Casino exerce opção para assumir o controle do Grupo Pão de Açúcar
Abilio Diniz diz que união com Carrefour era boa para consumidor
Entenda a polêmica proposta de fusão entre o Pão de Açúcar e o Carrefour
O empresário Abilio Diniz anunciou no começo do mês que venderia 2,4% do capital acionário da Wilkes ao Casino. O valor da operação foi avaliado em US$ 10,5 milhões.
Com o exercício desta primeira opção de venda por Diniz, conforme previsto em acordo de acionistas assinado em 2006, o grupo francês elevará sua participação acionária na Wilkes para 52,4%, passando a ser o sócio majoritário da companhia e concluindo o processo de transferência de controle iniciado em 22 de junho.
O empresário brasileiro ficará com os 47,6% restantes, além de seguir como presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar.
A segunda opção de venda poderá ser exercida no prazo de oito anos a partir de junho de 2014.
Em 22 de junho, o presidente-executivo e do conselho do Casino, o francês Jean-Charles Naouri, foi eleito como novo chairman da Wilkes, ocupando a posição antes pertencente a Diniz.
Troca de comando era esperada desde 2006
Essa mudança de comando já era esperada desde 2006, quando o Casino comprou o controle do Grupo Pão de Açúcar, e foi definido que o comando seria transferido ao grupo francês em junho de 2012. O Casino investiu pela primeira vez no Pão de Açúcar em 1999, quando resgatou o grupo de dificuldades.
Porém, a disputa pelo controle da rede varejista ganhou os holofotes no ano passado: Abilio Diniz tentou romper o acordo ao propor uma fusão da companhia brasileira com o arquirrival do Casino, o Carrefour. O Casino, como esperado, vetou o negócio.
Em março, o Casino já tinha anunciado que pretendia usar os mecanismos necessários para assumir o controle exclusivo do grupo. Em maio, o Casino anunciou oficialmente que exerceu a opção que permite assumir o controle da companhia.
Proposta de fusão com Carrefour fracassou
No ano passado, o Pão de Açúcar foi objeto de uma intensa batalha entre o grupo Casino e Abilio Diniz, que tentou se aliar ao Carrefour, concorrente direto do Casino. A ofensiva da parte brasileira terminou em fracasso.
O plano de fusão, revelado em 28 de junho, previa a união dos dois maiores grupos de distribuição brasileiros --o Pão de Açúcar e o Carrefour Brasil-- para criar um gigante avaliado em US$ 41,899 bilhões.
Em julho de 2011, os administradores do Casino rejeitaram o projeto de aliança de sua filial brasileira com o seu grande rival Carrefour.
Ao rejeitar a aliança, o Casino explicou, em comunicado, que os membros de seu conselho, à exceção de Abílio Diniz, consideram a fusão "contrária" a seus interesses e aos de sua filial brasileira.
Além disso, a qualificaram de "hostil e ilegal" e encarregaram seu presidente, Jean-Charles Naouri, de fazer valer essa posição "por todos os meios necessários", também no conselho de administração da Wilkes.
Atualmente o Brasil é o segundo maior mercado para o Casino no mundo depois da França e é um pilar importante na expansão do grupo francês em mercados emergentes em um momento de fraqueza na Europa.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
'Pessoas se animam sobre qualquer coisa da Apple', diz criador de boato sobre parafuso
"Um amigo meu tirou uma foto um tempo atrás naquela empresa da fruta. Eles obviamente estão criando até seus próprios parafusos."
■Nelson de Sá: Cobertura da Apple, mais que acrítica, é torcida organizada
Publicada em 8 de agosto pelo usuário thrownawayyesok no site social de notícias Reddit, essa era a legenda de uma foto que mostrava uma mensagem de e-mail supostamente trocada por funcionários da Apple sobre um esquisito parafuso assimétrico, que impediria a abertura de iPhones e iPads com ferramentas comuns.
Editoria de Arte/Folhapress
Com ressalvas sobre a autenticidade da imagem, o "Cult of Mac" foi o primeiro site a tratar do assunto, menos de 12 horas depois.
"Apple pode estar trabalhando em um parafuso assimétrico para trancar você para fora dos seus dispositivos para sempre", escreveu o veículo especializado na Apple.
No mesmo dia, o relato se espalhou por dezenas de outros sites noticiosos, como "Wired", "Boy Genius Report" e "MacWorld".
O "Cult of Mac" e a "Wired" procuraram até Kyle Wiens, cofundador da iFixit, que defende o direito dos consumidores de abrirem seus aparelhos para conserto, para comentar o assunto --em 2011, sua empresa relatou que a Apple estava substituindo os parafusos de iPhones por modelos novos que dificultavam a abertura.
Cinco dias depois, a verdade veio à tona: era tudo invenção da agência sueca de design Day4, que queria "testar quão fácil é espalhar informação errada", como escreveu seu diretor, Lukasz Lindell, no post que revelava a farsa no blog da empresa.
Desculpando-se com as pessoas que se sentiram enganadas, Lindell contou que o parafuso havia sido criado em um programa de desenho 3D.
Bastou enviar a imagem para si mesmo por e-mail, fotografar a tela, publicar a imagem no Reddit e esperar.
"Para nós, isso aumenta a preocupação sobre como consumimos informação hoje", escreveu Lindell.
Embora os sites noticiosos tivessem relatado o rumor com ceticismo, as dúvidas começaram a se dissipar nos comentários dos leitores e simplesmente desapareceram nas redes sociais, onde o rumor foi promovido a verdade, segundo Lindell.
"Em qual segmento você obtém informação, e qual deles afeta mais as pessoas?", perguntou o diretor da Day4.
Mas por que inventar um boato sobre um parafuso e não, por exemplo, sobre a suposta versão menor do iPad ou o sobre o sucessor do iPhone, que devem ser apresentados no início de setembro?
"Quando se trata de certas empresas --nesse caso, a Apple--, as pessoas ficam animadas sobre qualquer coisa, não importa quão pequena", respondeu Lindell à Folha. "Boatos menores podem ser mais fáceis de espalhar. Muitos rumores de tecnologia são técnicos demais. Sobre o do parafuso, entretanto, qualquer um pode ter uma opinião."
sábado, 18 de agosto de 2012
Depoimentos confirmam participação de Dirceu no mensalão, diz Gurgel
Em um novo documento enviado a todos os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, afirma que os depoimentos colhidos no processo confirmam o envolvimento de José Dirceu no esquema do mensalão, ao contrário do que disse a defesa do petista.
Gurgel enviou o memorial anteontem numa estratégia silenciosa de rebater os principais pontos levantados pela defesa dos réus no plenário.
Editorial: Sem cartas marcadas
Análise: Decisão de fatiar votação pode alterar resultado
Data Venia: Entenda o vocabulário usado durante o julgamento do mensalão
Mudança no rito do julgamento põe voto de Peluso em dúvida
Após voto do relator, defesa de Valério diz que ministros são independentes
O advogado de Dirceu, José Luís Oliveira Lima havia rebatido, também por meio de memorial, as acusações do procurador. No documento, Oliveira Lima apontou 49 "omissões", incluindo trechos de depoimentos de integrantes do primeiro escalão do governo Dilma.
Além de reafirmar o envolvimento de Dirceu, o procurador rebate a tese, também propalada em plenário, de que o dinheiro era para caixa dois de campanha.
Veja fotos do julgamento
A Folha teve acesso ao documento. Gurgel menciona uma série de depoimentos em juízo que, segundo ele, "demonstra a procedência da acusação" contra Dirceu.
"A prova que sustenta a acusação, notadamente a prova testemunhal, não se resume, como quer a defesa, a elementos probatórios não submetidos ao crivo do contraditório", diz o procurador sobre Dirceu.
Entre os depoentes citados no memorial está o deputado cassado e também réu Roberto Jefferson (PTB). Diz Gurgel: "Ao contrário do que afirmou a defesa de José Dirceu, tudo o que Roberto Jefferson declarou em seus depoimentos na fase extrajudicial foi confirmado em juízo --'Excelência, reitero, confirmo, ratifico todas as informações que dei no passado'".
Segundo o procurador, a declaração de Jefferson "confere aos depoimentos a mesma eficácia do testemunho judicial, constituindo prova direta dos fatos".
Gurgel incluiu ainda depoimentos de Marcos Valério, dos ex-deputados Pedro Corrêa, Virgílio Guimarães, entre outras pessoas. "Muito embora o Ministério Público tenha se referido a depoimentos colhidos na fase de investigação, todos foram confirmados na instrução da ação penal", afirma o procurador.
TESE CONTESTADA
Gurgel ainda contesta a tese reafirmada pela defesa dos réus no STF de que o dinheiro foi destinado ao pagamento de contas eleitorais. Segundo ele, os advogados tentaram "desqualificar a acusação".
"No entanto, não explicaram por que os acordos e a obtenção do dinheiro foram feitos por intermédio de empresário vinculado a esquema de desvio de dinheiro", afirma Gurgel. "E, também, por que procedeu-se à distribuição do dinheiro aos beneficiários mediante técnicas próprias de lavagem de capitais".
O procurador ainda aproveitou para defender a acusação de formação de quadrilha e justificar o uso de perícias como prova no processo.
Também insiste, no caso dos dirigentes do Banco Rural, que eles não comunicaram aos órgãos de controle --Banco Central e Coaf-- a distribuição de dinheiro em espécie a agentes políticos.
No memorial, Gurgel diz que houve tentativa de uma "verdadeira cortina de fumaça" no debate sobre desvios no Banco do Brasil.
Segundo o procurador, as circunstâncias "absolutamente aleatórias" de algumas votações que envolveram negociações ilícitas não terem ocorrido como pretendia o grupo "criminoso" são "irrelevantes para a caracterização do crime".
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Aluno do ensino médio na escola pública sabe menos que o do fundamental na particular
Alunos de colégios particulares, mesmo tendo estudado menos anos, sabem mais que os estudantes de escolas públicas em séries superiores.
Ideb 2011
Clique no mapa e veja o Ideb por Estado em 2011
Os conhecimentos de matemática e português de um aluno no 9º ano do ensino fundamental (antigo ginásio) em colégio particular são maiores que os de estudantes do ensino médio (ex-colegial) em escola pública.
É o que demonstram os dados da Prova Brasil de 2011, cujos dados foram divulgados na terça-feira (14) pelo MEC (Ministério da Educação).
Um aluno da rede privada sai dos anos finais do ensino fundamental (9º ano) com pontuação 298,42 em matemática enquanto um aluno da rede pública termina o ensino médio com conhecimento de 265,38 pontos na escala Saeb, que vai de 0 a 500.
Em português acontece o mesmo: na escola particular, o aluno do 9º ano tem proficiência de 282,25. Já o estudante da rede pública alcança ao final do ensino médio com 261,38 em português.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Gol e TAM têm prejuízos bilionários com queda nas viagens a trabalho
A reestruturação da Gol no início do ano, com cortes de 1.500 funcionários e eliminação de 130 voos deficitários, não foi suficiente para reverter o resultado da companhia.
No segundo trimestre, a Gol obteve um prejuízo líquido de R$ 715 milhões --equivalente ao prejuízo acumulado em 2011 (R$ 710 milhões).
Na segunda-feira, a TAM havia divulgado prejuízo ainda maior, de R$ 928 milhões no trimestre.
Os números refletem diretamente o impacto da desvalorização do real (de 23% no segundo trimestre ante igual período do ano passado) e a alta do querosene de aviação nos custos das empresas.
Mas a dificuldade em reverter o prejuízo reflete um possível esgotamento do modelo de negócios das duas maiores companhias, que operam aviões grandes, de mais de 160 lugares, conectando grandes centros.
Estudo do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) mostra que o movimento nos aeroportos que as duas companhias priorizam, como Congonhas (SP), Brasília e Santos Dumont (RJ), cresceu bem abaixo da média do país, de 8% no semestre.
No caso de Congonhas, principal fonte de lucratividade para as duas empresas, o movimento ficou negativo em 0,93%. Brasília cresceu 3,45%, e Santos Dumont, 4,57%. "A variação negativa em Congonhas indica um possível esgotamento da capacidade (de crescimento) desse aeroporto", diz o Snea no estudo.
Já Campinas, Confins e Galeão cresceram cerca de 20% no primeiro semestre. Campinas (alta de 22%) é justamente a base da Azul e da Trip. Galeão concentra voos da Webjet, empresa que pertence à Gol e que teve um desempenho operacional melhor que a própria Gol.
Com uma malha mais espalhada pelo interior do país, a Azul e a Trip têm se beneficiado do crescimento do interior do país.
Já TAM e Gol dependem do passageiro de negócios, principalmente da Ponte Aérea Rio São Paulo, uma das mais caras ligações aéreas do mundo. Com o desaquecimento da economia e os cortes nas viagens a negócio, as empresas aéreas têm pouca margem para elevar preços e recuperar o aumento de custos.
"Não temos perspectiva de número positivo para o ano", afirmou o novo presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff. "O segundo semestre ainda será desafiador."
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Preço de banana de joguinhos para celulares e tablets não coíbe a pirataria
jogo de tiro em primeira pessoa "Dead Trigger" custava US$ 0,99 na App Store e no Google Play. Mesmo assim, no Android, 80% dos jogadores usavam versões piratas; no iOS, 65%. A Madfinger, fabricante do jogo, decidiu torná-lo gratuito.
Hits de games casuais somem rápido do mapa, e produtoras não conseguem repetir sucessos
"Primeiro, queríamos levá-lo ao máximo possível de pessoas --por isso ele custava US$ 0,99. Mas, mesmo por esse preço, a taxa de pirataria era tão grande que decidimos oferecê-lo gratuitamente", diz Anna Porizkova, gerente de vendas da empresa.
Segundo ela, no Brasil, a taxa de pirataria era de cerca de 65% tanto para iOS como para Android.
"Shadowgun", carro-chefe da empresa, que custa US$ 4,99 no Google Play e na App Store, chegou a 90% de pirataria nas duas plataformas em todo o mundo.
Marek Rabas, executivo-chefe da Madfinger, escreveu um texto para o site "GameZebo" expondo sua insatisfação com o mercado e sugerindo que a pirataria põe em prejuízo a qualidade dos games.
Segundo Rabas, os jogos de empresas que costumam adotar o modelo "freemium" --em que o app é gratuito, mas oferece elementos extras pagos-- lucram muito mais do que os da Madfinger, mesmo que tenham qualidade semelhante ou pior.
"É melhor produzir seis jogos 'freemium' por ano ou fazer dois 'Shadowgun'?", questiona ele. "O que você faria se tivesse que se preocupar com a sua família e os seus funcionários?"
O nível de pirataria do jogo "Football Manager", em que o usuário gerencia equipes de futebol, chegou a ser maior no Android do que no PC, segundo Miles Jacobson, diretor de estúdio da Sports Interactive, que criou o game.
Em entrevista concedida em abril ao site "Eurogamer", Jacobson afirmou que a versão 2009 para PC --a última de que a empresa tem estatísticas- teve cinco cópias pirateadas para cada original.
Na primeira versão para Android, de 2012, nove usuários tinham o software pirata para cada um que comprava o aplicativo, vendido a US$ 9,99 no Google Play.
Apesar da facilidade de piratear aplicativos no Android, Jacobson disse que não tinha planos de remover "Football Manager" da loja do Google. O jogo continua sendo vendido a US$ 9,99.
O criador do jogo "SongPop", Mathieu Nouzareth, defende a adoção do modelo "freemium" como solução para a pirataria.
"Para evitar que as pessoas pirateiem, disponibilizamos os jogos gratuitamente e oferecemos recursos extras pagos dentro do jogo. É até possível piratear esse recursos, mas muito mais difícil."
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Forbes ironiza preços da Chrysler no Brasil e quem busca status em carro caro
Um jornalista da versão online da revista americana Forbes, especializada em finanças e muito conhecida por compilar listas das maiores fortunas do mundo, escreveu um artigo em que ataca o preço excessivo cobrado no Brasil por modelos da Chrysler. Especificamente, citou o Jeep Grand Cherokee, já à venda no país, e antecipou crítica ao futuro preço do Dodge Durango, que só deve ser mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.
Jeep e Dodge são marcas do grupo Chrysler, hoje controlado pela Fiat.
"Alguém pode imaginar que pagar US$ 80 mil por um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem equipado com grades folheadas a ouro e asas. Mas no Brasil esse é o preço de um básico".
É assim, em tradução literal, que começa o texto de Kenneth Rapoza, jornalista que cobre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) para a Forbes. O título original é "Brazil's ridiculous $80,000 Jeep Grand Cherokee", que, vertido ao pé da letra, fica "O Jeep Grand Cherokee brasileiro de ridículos US$ 80 mil". O termo ridiculous, quando usado em frases construídas assim, serve para sublinhar o exagero daquilo a que se refere (no caso, o preço), em vez de simplesmente significar "ridículo". Mas a crítica continua duríssima.
Rapoza centra sua argumentação nos modelos da Chrysler e não comenta, por exemplo, que mesmo os carros fabricados no Brasil também são relativamente caros. O jornalista aponta os culpados de sempre pelos preços inflados (ele prevê o Durango a R$ 190 mil): impostos sobre importados e outras taxas aplicáveis a produtos industriais. "Com os R$ 179 mil que paga por um único Grand Cherokee, um brasileiro poderia comprar três, se vivesse em Miami", escreve Rapoza. O valor é o da versão Laredo; a Limited custa R$ 204,9 mil.
Mas a questão principal, para ele, é mostrar que o brasileiro que gasta esse dinheiro todo num modelo Jeep não deveria acreditar que está comprando um produto que lhe dê status. "Sorry, Brazukas" (sic), escreve Rapoza. "Não há status em comprar Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Cherokee ou Dodge Durango; não se deixe enganar pelo preço cobrado".
O jornalista acrescenta que "um professor de escola primária pública no Bronx [bairro de Nova York]" pode comprar um Grand Cherokee pouco rodado, enquanto no Brasil trata-se de carro de bacana. A citação de Civic e Corolla é importante porque, nos Estados Unidos, estes são considerados carros baratos, de entrada -- mas no Brasil, mesmo fabricados localmente, custam mais de R$ 60 mil (cerca de US$ 30 mil).
SE É CARO, É MELHOR
O que Kenneth Rapoza diz, no fundo, é que o consumidor brasileiro confunde preço alto com qualidade, e/ou atribui status a qualquer coisa que seja cara. O jornalista reconhece que vê esse "valor de imagem" em carros de Audi, BMW, Mercedes-Benz e grifes esportivas italianas, mas jamais em modelos do grupo Chrysler.
Essa tese é explicada exaustivamente por Rapoza nas respostas aos comentários de leitores, que, até a publicação desta reportagem, eram 88 -- muitos deles postados por pessoas usando nomes brasileiros.
Ali, o próprio Rapoza arrisca algumas palavras em português. Em seu perfil no site da Forbes, o jornalista relata que cobriu o país "pré-Lula e pós-Lula", sendo que nos últimos cinco anos trabalhou como correspondente aqui para o Wall Street Journal e a agência Dow Jones. Agora está baseado em Nova York.
domingo, 12 de agosto de 2012
Maioria quer punição dos réus do mensalão, mas acha que ninguém vai preso
A maioria dos brasileiros defende a condenação dos principais réus do mensalão, mas só um em cada dez acredita que eles serão presos ao fim do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo pesquisa Datafolha, 73% da população acha que os acusados de participar do escândalo devem ser mandados para a cadeia. No entanto, só 11% dizem acreditar que isso acontecerá.
Os números se invertem em relação à hipótese de absolvição dos réus. Apenas 5% torcem para que eles sejam inocentados, mas 43% estão convictos de que este será o resultado do julgamento.
Saiba quem são os acusados
Veja o perfil dos juízes do STF
Entenda o caminho do dinheiro
Leia as defesas dos réus
Outros 14% defendem que os réus sejam condenados, mas não recebam pena de prisão. Este resultado é esperado por 37% dos entrevistados.
Se o tribunal julgar que os acusados são culpados pelos crimes apontados na denúncia, eles correm risco de prisão. Entretanto, o STF pode condená-los a penas mais brandas, como a prestação de serviços comunitários.
Em outra hipótese, os réus podem ser condenados à prisão e permanecer em liberdade, caso os crimes já estejam prescritos. Isso ocorrerá se a corte aplicar penas mínimas, de até dois anos de cadeia.
De acordo com o levantamento, quatro em cada cinco brasileiros (82%) acreditam que o mensalão foi um caso de corrupção que envolveu o uso de dinheiro público para comprar votos no Congresso.
Isso demonstra amplo apoio popular à tese sustentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Só 7% dizem confiar na linha de defesa dos réus, que negam a prática de corrupção e sustentam que houve apenas caixa dois de campanha.
Metade dos entrevistados afirma que o julgamento não terá influência na definição do seu voto para prefeito nas eleições deste ano. Outros 41% dizem que o resultado terá influência, seja grande (21%) ou pequena (20%).
A pesquisa também mediu o nível de informação sobre o caso. A maioria (81%) diz que tomou conhecimento do mensalão, mas só 18% se consideram bem informados. A fatia que está a par do julgamento no STF é de 75%.
A opinião sobre a cobertura da imprensa está dividida: 45% a consideram completa, e 42%, incompleta. Para 46%, o trabalho dos meios de comunicação é parcial. Para outros 39%, é imparcial. A cobertura é "séria" para 46% e "sensacionalista" para 38%.
O Datafolha entrevistou 2.562 pessoas na quinta. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
sábado, 11 de agosto de 2012
Seleção do Brasil vale R$ 640 mi a mais que a do México, diz estudo
Brasil e México estão bem próximos da medalha de ouro da Olimpíada. Enfrentam-se neste sábado, às 11h, na final do torneio masculino de futebol. Iguais no sonho, mas totalmente diferentes quando o assunto é o valor de cada elenco.
■Confira o quadro de medalhas
O grupo da seleção, que tem nomes de peso como Thiago Silva, Oscar e Neymar, é avaliado em cerca de R$ 720 milhões, de acordo com dados do site Transfermarkt.
Já o da seleção mexicana não passa dos R$ 80 milhões. Uma diferença de R$ 640 mi.
Ou seja, o Brasil vale oito vezes mais no mercado de transferências que os mexicanos.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Onda de greves se alastra e desafia governo Dilma
greve dos servidores federais ganhou ontem a adesão de policiais rodoviários e ameaça se tornar a paralisação mais ampla do funcionalismo desde o começo do governo Lula (2003-2010), desafiando a gestão da presidente Dilma Rousseff.
PF faz operação-padrão em portos e aeroportos
Polícia Rodoviária ameaça ampliar operação-padrão
Os números oficiais e do movimento não batem. Nas contas sindicais, ao menos 27 órgãos federais foram diretamente afetados, entre greves, suspensão temporária de trabalho ou operações-padrão.
Veja imagens de greves e protestos
As paralisações já prejudicam o cotidiano da população. Ontem, pelo menos oito estradas ficaram congestionadas por causa de uma fiscalização intensa de veículos. Aeroportos e até a área da saúde, com a retenção de remédios importados em depósitos, estão sendo afetados. Universidades federais estão paradas há quase três meses.
Ontem, em Brasília, grevistas tentaram subir a rampa do Palácio do Planalto, mas foram contidos por policiais.
Até agora, o governo negocia apenas com funcionários de universidades federais.
VAIAS
O ministro responsável por negociar com movimentos sociais, Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), foi vaiado e chamado de traidor em um congresso por manifestantes da CUT, tradicional braço sindical do petismo.
"Traidor, traidor", ouviu. "A greve continua. Dilma a culpa é sua!". Carvalho discutiu aos gritos com a plateia.
Ao fim, o presidente da CUT, Vagner Freitas, comentou: "Se eu fosse presidente, destituía o ministro."
"Houve greves grandes, mas eram concentradas em um setor. Essa tende a se ampliar", disse Artur Henrique, dirigente da CUT.
Protestos
A decisão do governo de punir grevistas com descontos e não conceder reajustes acirrou os ânimos. Outra medida que desagradou servidores foi um decreto, de julho, facilitando a troca de grevistas por funcionários estaduais e municipais.
Para os sindicatos, há mais de 300 mil funcionários parados entre os 573 mil servidores. O Ministério do Planejamento diz que isso é irreal. "Se fosse tal como é dito, teríamos o serviço totalmente comprometido, e não está. Há pouquinha gente parada e muita fazendo barulho", disse o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça.
Ele refuta o status de pior greve dos últimos anos e lembra paralisações nos governos Lula e FHC, mas o governo diz não saber quantos servidores estão parados. O país "enfrentou momentos difíceis" com greves antes, disse.
Também repercutiu mal entre sindicalistas e setores do governo a afirmação do secretário do Tesouro, Arno Agustin, dizendo que a greve acabaria no dia 31, com o envio do Orçamento de 2013 para o Congresso, o que encerraria a possibilidade de negociação salarial.
"Nós entendemos que a crise [internacional] é grave. Mas, diante da crise, tem que flexibilizar o superávit primário [economia para pagar juros da dívida] e recuperar carreiras", disse Artur Henrique.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Ministro diz que há possibilidade de aumento da gasolina neste ano
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quarta-feira (8) que há possibilidade de um novo aumento no preço da gasolina neste ano, mas que a decisão ainda não está tomada.
"Existe a possibilidade, não existe a decisão", disse o ministro a jornalistas, e acrescentou que a Petrobras (PETR4) precisa do aumento. Como a estatal compra combustível com preço mais alto do que o de revenda, a defasagem de preços é um dos fatores responsáveis pelo prejuízo de R$ 1,3 bilhão da companhia no segundo trimestre em 2012.
Em 22 de junho, a Petrobras anunciou um reajuste de 7,83% nos preços da gasolina e de 3,94% no do diesel. No mesmo dia, o governo zerou tributos sobre os combustíveis para evitar que o aumento chegasse às distribuidoras e aos consumidores.
Menos de um mês depois, em 12 de julho, a estatal anunciou nova alta no preço do diesel, com aumento de 4% na bomba para o consumidor final.
Um novo aumento de preços ainda não está definido e está sendo discutido pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério de Minas e Energia, segundo Lobão, para que primeiro se chegue a um número antes de se tomar a decisão.
Segundo o ministro, o aumento o preço da gasolina em junho não chegou ao consumidor em função da redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mas essa medida não compensa a defasagem que a Petrobras tem em relação aos preços internacionais.
Preço da gasolina x prejuízo da Petrobras
A presidente da Petrobras, Graça Foster, defendeu na última segunda-feira (6) novo reajuste no preço da gasolina e do diesel no mercado interno.
Graça Foster assegurou que, "de forma sistemática", tem falado do problema com o conselho de administração da empresa. Os últimos reajustes devem puxar para cima os próximos balanços. Os ajustes, no entanto, não foram suficientes para garantir a paridade entre os preços externo e interno.
"Conversamos sobre o reajustamento de preços, sim, na busca de 100% da paridade", afirmou à Graça Foster à imprensa.
"Tenho que acreditar sempre que haverá reajustes e demonstrar com fatos e dados que, periodicamente - não instantaneamente, porque a política é de médio e longo prazo - [há necessidade de que] façamos correções."
terça-feira, 7 de agosto de 2012
TIM derruba sinal de propósito, diz Anatel
Relatório da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acusa a TIM de interromper de propósito chamadas feitas no plano Infinity, no qual o usuário é cobrado por ligação, e não por tempo.
Outro lado: operadora diz que rede está sendo ampliada
Comissão vai pedir suspensão de venda da TIM no Paraná
Cliente sofre mais com celular nas capitais
Anatel poderia ser multada se não punisse operadoras
A agência monitorou todas as ligações no período, em todo o Brasil, e comparou as quedas das ligações de usuários Infinity e "não Infinity".
A conclusão foi que a TIM "continua 'derrubando' de forma proposital as chamadas de usuários do plano Infinity". O documento apontou índice de queda de ligações quatro vezes superior ao dos demais usuários no plano Infinity -que entrou em vigor em março de 2009 e atraiu milhares de clientes.
O relatório, feito entre março e maio, foi entregue ao Ministério Público do Paraná.
"Sob os pontos de vista técnico e lógico, não existe explicação para a assimetria da taxa de crescimento de desligamentos [quedas de ligações] entre duas modalidades de planos", diz o relatório.
O documento ainda faz um cálculo de quanto os usuários gastaram com as quedas de ligações em um dia: no dia 8 de março deste ano, afirma o relatório, a operadora "derrubou" 8,1 milhões de ligações, o que gerou faturamento extra de R$ 4,3 milhões.
Durante as investigações, a TIM relatou ao Ministério Público que a instabilidade de sinal era "pontual" e "momentânea".
A operadora citou dados fornecidos à Anatel para mostrar que houve redução, e não aumento, das quedas de chamadas -as informações, no entanto, foram contestadas no relatório da agência.
A Anatel afirma que a TIM adulterou a base de cálculos e excluiu do universo de ligações milhares de usuários com problemas, para informar à agência reguladora que seus indicadores estavam dentro do exigido.
A agência afirma, por exemplo, que a operadora considerou completadas ligações que não conseguiram linha e cujos usuários, depois, receberam mensagem de texto informando que o celular discado já estava disponível.
NOVA PROIBIÇÃO
Com base nos dados, o Ministério Público do Paraná pede a proibição de vendas de novos chips pela TIM no Estado, o ressarcimento de consumidores do plano Infinity no Paraná por gastos indevidos e o pagamento, pela empresa, de indenização por dano moral coletivo.
A TIM já havia sido suspensa no Estado no final de julho, quando a Anatel proibiu as vendas de novos planos das operadoras com maior índice de reclamação em cada Estado. Além do Paraná, onde o índice era de 26,1 reclamações a cada 100 mil clientes, a operadora obteve o pior resultado em 18 unidades federativas.
domingo, 5 de agosto de 2012
Defesa vai explorar recuos e contradições da Procuradoria
Advogados de alguns dos principais réus do mensalão vão explorar nesta semana diferenças entre os dois principais documentos da acusação que constam do processo, com o objetivo de apontar contradições e omissões.
Saiba quem são os acusados
Veja o perfil dos juízes do STF
Entenda o caminho do dinheiro
Leia as defesas dos réus
Eles começarão amanhã a expor os argumentos da defesa dos réus no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal). Cada acusado terá direito a uma hora para falar.
Os defensores dos réus vão comparar trechos da denúncia, formulada em 2006 pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando Souza e acolhida em 2007, e as alegações finais, entregues em 2011 pelo atual ocupante do cargo, Roberto Gurgel.
Os advogados vão enfatizar para o STF elementos que foram incluídos na denúncia e que acabaram sendo descartados após a fase de instrução do processo, em que o STF recolheu provas e tomou centenas de depoimentos.
Quando o Ministério Público apresenta uma denúncia ao Judiciário, aponta indícios de crimes devem ser esclarecidos no processo penal. As alegações finais representam um balanço do que foi possível concluir com o processo.
"A denúncia foi diferente da alegação final. Para caracterizar o tipo penal de meu cliente, mudaram a conversa", diz o advogado do deputado Pedro Henry (PP-MT), José Antonio Duarte Alvares.
Na denúncia, a Procuradoria diz que Henry recebeu dinheiro do mensalão para obter "apoio político do PP" em votações de interesse do governo no Congresso. No final, a argumentação é que Henry foi "cooptado" pela "perspectiva do voto parlamentar".
Ou seja, a primeira peça diz que o PP foi comprado pelo mensalão e a segunda diz que o deputado é que foi subornado, o que pode fazer diferença quando os ministros do STF analisarem sua conduta.
Um dos mais experientes advogados do caso, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, irá na mesma linha. Segundo ele, houve uma mudança importante na acusação contra sua cliente, Ayanna Tenório, ex-executiva do Banco Rural.
Na denúncia original, ela foi associada a 68 operações com indícios de lavagem de dinheiro. "Nas alegações finais, falaram de apenas três operações", observa Mariz.
O advogado Marcelo Leonardo, que defende o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como o operador do mensalão, pretende explorar um recuo da Procuradoria, que pediu a reclassificação das condutas atribuídas a alguns dos réus.
Dez pessoas foram acusadas pela Procuradoria de evasão de divisas, por terem enviado para uma conta nas Bahamas parte dos pagamentos recebidos pelo publicitário Duda Mendonça por serviços prestados ao PT na campanha presidencial de 2002.
"Na denúncia inicial, a acusação era de evasão de divisas", diz Leonardo. "Nas alegações finais, a Procuradoria afimra que pode não ser evasão e pede para condenar por lavagem de dinheiro."
A Procuradoria não apresentou justificativas ao fazer o pedido de reclassificação das condutas, mas disse ao STF que considera as provas existentes no processo suficientes para caracterizar qualquer um dos dois crimes.
Por meio de sua assessoria, a Procuradoria disse que é normal haver diferenças entre as duas peças de acusação, pois indícios apontados na denúncia podem ou não ser confirmados no processo.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Procurador-geral vai apontar Dirceu como líder e mensalão como esquema "atrevido e escandaloso
Durante as cinco horas que terá para apresentar as suas acusações sobre o caso do mensalão aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (2), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, irá bater na tecla de que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu seria o líder do esquema. Na sua tese, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o então presidente do partido, José Genoino, eram subordinados a Dirceu, o que é negado pela defesa.
Gurgel, que é o chefe do Ministério Público Federal, será o acusador dos 38 réus do processo do mensalão, que começa hoje a ser julgado pela instância máxima do Judiciário brasileiro. Eles são acusados de participar de um esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O procurador, que deve comparecer ao STF
terça-feira, 31 de julho de 2012
Pesquisa da USP usa radiação para deixar mosquito da dengue estéril
Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, desenvolvem uma técnica que pode trazer bons resultados para o combate à dengue. Por meio de radiação, eles tornam o mosquito transmissor do vírus da doença, o Aedes aegypti, estéril.
Em parceria com a empresa Bioagri, que fica em Charqueada (SP), os pesquisadores jogam radiação na pupa, como é chamada a fase jovem do inseto, tornando o macho estéril. Com uma baixa dosagem de radiação gama, que tem como fonte o Cobalto 60, o inseto macho fica incapaz de fecundar a fêmea. “O macho copula com a fêmea 'normal' e ela põe os ovos, mas esses ovos não eclodem”, explica o coordenador da pesquisa, professor Valter Arthur.
Ao liberar massivamente os mosquitos estéreis (produzidos em laboratório) na natureza, de preferência em localidades onde a infestação é maior, os pesquisadores esperam reduzir a quantidade de machos com capacidade de copular, assim eles entrariam em competição. “A ideia é diminuir a probabilidade do macho normal cruzar com a fêmea normal”, disse.
Segundo Valter, a radiação no Aedes aegypti ainda tem a vantagem de se tratar de um método limpo, ao contrário de técnicas nocivas ao meio ambiente, como o uso indiscriminado de insecticidas.
Na primeira fase do estudo, concluída em três meses, os pesquisadores conseguiram determinar o nível de radiação para impedir a proliferação do mosquito. O próximo passo será o 'teste de compatibilidade', quando tentarão o cruzamento dos insetos. “Não adianta você liberar o inseto estéril e ele não procurar a fêmea ou a fêmea não aceitar o inseto estéril”, explica. A expectativa de Valter é que toda a pesquisa seja concluída em aproximadamente dois anos. Ele destaca que há mais de 30 anos são feitos estudos com radiação em insetos.
O pesquisador esclarece, porém, que a técnica não será capaz de erradicar totalmente a transmissão da doença, “apenas diminuir a um nível que não seja tão epidêmico.” Por isso, ele alerta que a prevenção à dengue deverá ser mantida. A população, segundo ele, deverá continuar eliminando os criadouros do mosquito, formados em água parada em vasos, garrafas, pneus, caixas d'água, calhas, entre outros.
Levantamento mais recente do Ministério da Saúde aponta 472.973 casos confirmados da doença de janeiro ao dia 4 de julho no país. No período, foram registradas 154 mortes.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Mercado eleva previsão de inflação para este ano, aponta relatório do BC
O mercado elevou a estimativa da inflação oficial (medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA) para 4,98% neste ano. A previsão foi divulgada no boletim Focus, do Banco Central, nesta segunda-feira (30).
Índice que reajusta aluguel acumula alta de 6,67% em 12 meses
A projeção deste ano para inflação subiu pela terceira semana, passando de 4,92%, na semana passada, para 4,98%. Para 2013, se manteve, pela quinta semana, em 5,5%.
A estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, neste ano, foi mantida em 7,5%, pela sexta semana, enquanto para 2013, a projeção permaneceu em 8,5%.
A estimativa para o valor do dólar em 2012 sofreu leve alta, ao passara de R$ 1,95, na semana passada, para R$ 1,96 hoje. Para 2013, a estimativa foi mantida em R$ 1,95.
A expectativa do mercado foi mantida em 1,90% para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de tudo que o país produz) neste ano e reduzida para 2013. Na semana passada, a previsão era de 4,1% e hoje, segundo o relatório, é de 4,05% para o próximo ano. Em junho, o Banco Central reduziu de 3,5% para 2,5% sua estimativa de crescimento do país.
O boletim Focus é elaborado pelo BC a partir de consultas feitas a instituições financeiras e expressa, semanalmente, como o mercado percebe o comportamento
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Facebook deve lançar smartphone próprio até a metade de 2013, diz agência
O Facebook já estaria trabalhando com a HTC para lançar um smartphone próprio até a metade do ano que vem, segundo fontes não identificadas da agência Bloomberg.
Inicialmente, as duas empresas queriam lançar o carro smartphone no final de 2012, mas a HTC não pôde cumprir a data, porque precisava de mais tempo para desenvolver outros produtos, diz a reportagem.
De acordo com a Bloomberg, o Facebook também estaria desenvolvendo um sap sistema operacional modificado para o aparelho.
Especulações sobre um smartphone do Facebook em parceria com a HTC começaram a surgir em abril deste ano. Na época, o site "Digitimes" disse que ele rodaria Android.
As especulações foram trabalho reforçadas pelo jornal "The New York Times" em maio.
Segundo a Bloomberg, mais da metade dos usuários do Facebook acessa a rede social por smartphones. No Brasil, um terço das pessoas entra no Facebook pelo celular.
Centro do mundo, Londres promete Jogos sustentáveis e legado
A Olimpíada volta nesta sexta-feira ao velho mundo. E pelo menos pelas próximas duas semanas, a Inglaterra passa a ser de novo o centro do mundo. Um mundo novo, com novas ideias e, principalmente, novos tipos de preocupação. Começa em Londres, às 17h, a cerimônia de abertura da 30ª edição dos Jogos.
■Veja o especial de Londres-2012
■Conheça os atletas olímpicos
Sua sede, pela terceira vez, é a capital inglesa. Sua meta, inédita, é ser mais sustentável, mais integrada à cidade, menor, menos cara. Enfim, politicamente correta.
O COI (Comitê Olímpico Internacional) tenta descobrir como lidar com o expansionismo dos Jogos. "É a pergunta que está na nossa cabeça", contou o diretor-geral da Olimpíada, Gilbert Felli.
Não é tarefa fácil. A estimativa de gasto em Londres é de cerca de R$ 32 bilhões, o quádruplo do valor inicial. Há o custo à população: tráfego pesado, metrôs superlotados e moradores de bairros pobres despejados. Tudo isso na cidade que mais recebe turistas no mundo. Há reclamações e ironias dos ingleses, típicos no país.
Mas também há os benefícios à população: a revitalização de parte da degradada área leste, uma nova linha de trem e a construção de casas. Tudo entregue antecipadamente. Razão para o inglês se orgulhar da sua pontualidade, também típica do país.
O Estádio Olímpico ficou pronto um ano antes. E é ícone da meta sustentável, com assentos projetados para desmonte para reduzir gastos. Parte das instalações deve ser repassada futuramente ao Rio de Janeiro, sede da Olimpíada seguinte, em 2016. Nova fronteira olímpica, o Brasil promete seguir Londres. Não quer a opulência de Pequim, o expansionismo de Sydney ou os fortes interesses comerciais de Atlanta.
Nenhum dos quatro últimos palcos olímpicos repetiu o legado de Barcelona-1992. É o que Londres promete.
RUMOS
Se há novos rumos na organização olímpica, ainda é cedo para saber se isso ocorrerá nas disputas esportivas. Sim, para além da política, serão os atletas o centro das atenções a partir de sábado.
Como em Pequim, o corredor Usain Bolt e o nadador Michael Phelps são os astros. Mas não são mais imbatíveis. O jamaicano pode se tornar o único a vencer os 100 m em dois Jogos. Mas perdeu as últimas corridas para o compatriota Yohan Blake.
O norte-americano pode se tornar o maior medalhista das Olimpíadas. Mas não vêm de resultados tão bons e também tem como rival um atleta do seu país: Ryan Lochte. Entre as equipes, a geografia do poder não muda: a disputa é entre China e EUA.
Quem aparece nos holofotes, de forma tímida, é o Brasil. A obrigação de organizar a Olimpíada se soma ao dever de resultados melhores. A meta é de 15 pódios. Mas o projeto de superar as 41 finais de Pequim sinaliza para uma ambição maior no Rio. Aí, de novo, a política e o esporte se misturam no sonho de potência do Brasil.
Por coincidência, é com o Reino Unido que o país disputa a posição de sexta economia do mundo atual.
Mas, nesta sexta-feira, Londres, capital da revolução industrial, prefere exibir 70 ovelhas na cerimônia de abertura para mostrar seu lado rural. Como manda o politicamente correto, promete-se que os bichos não sofrerão maus-tratos.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Corte de tributos deve deixar energia elétrica 10% mais barata, diz ministro
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira (26) que o governo vai cortar as cobranças adicionais das tarifas de energia elétrica e, com isso, a tarifa deve cair cerca de 10% ou um pouco mais que isso.
A redução vai beneficiar principalmente grandes consumidores comerciais e industriais, segundo Lobão, atendendo assim a uma reivindicação do setor empresarial brasileiro.
"Estamos suprimindo os encargos setoriais todos", disse o ministro, para em seguida nomear alguns dos principais impostos que deverão ser extintos.
"Nós vamos cancelar CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), RGR (Reserva Global de Reversão) e provavelmente mexeremos também no Proinfa", disse Lobão a jornalistas, após participar de apresentação do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2).
Segundo ele, o "Luz para Todos", assim como os demais programas financiados por encargos setoriais, será custeados pelo Tesouro. Lobão disse que "muito provavelmente" a presidente Dilma Rousseff fará o anúncio dessas medidas na reunião com os principais empresários do país, no dia 7 de agosto.
O governo trabalha, juntamente com a eliminação dos encargos, no processo de renovação das concessões elétricas que vencem a partir de 2015.
O ministro afirmou que ainda não está fechado qual será o prazo da prorrogação, mas "em princípio" será por 20 anos.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Deficit da Previdência cresce 38% em um ano e chega a R$ 2,76 bi
O crescimento da arrecadação da Previdência Social teve um forte desaceleração em junho, contribuindo para um salto no deficit do mês.
A arrecadação, que vinha crescendo na casa de 9% ao mês, subiu 5,1% no mês passado ante o mesmo período de 2011, segundo o Ministério da Previdência Social. Como as despesas com benefícios continuaram crescendo com força (alta de 8,1%), o deficit da Previdência Social deu salto em junho de 38,1%, para R$ 2,757 bilhões.
Com despesa maior, mudança em pensão deve atingir servidores
Empresas terão de informar aos trabalhadores seu saldo no INSS
Segundo o secretário de políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, era esperada uma desaceleração na receita devido ao desaquecimento do mercado de trabalho nos últimos meses. No entanto, ele considerou que a queda na taxa de crescimento foi grande e surpreendeu.
De acordo com ele, é preciso esperar o resultado do mês de julho para saber se o resultado do mês passado foi um caso isolado ou se há uma tendência de crescimento menor da arrecadação.
"Essa queda no crescimento preocupa, mas é cedo para dizer que há uma tendência. E, mesmo que essa resultado se repita nos próximos meses, não deve ser uma tendência de longo prazo, pois a economia deve se recuperar neste semestre, o que vai contribuir para o aumento das contribuições previdenciárias", disse o secretário.
Apesar do aumento do deficit em junho, no ano o saldo negativo da Previdência Social ficou quase estável em relação a primeira metade de 2011, com alta de apenas 0,1% para R$ 20,780 bilhões. Devido ao bom resultado da arrecadação no início do ano, a expectativa do secretário é que o deficit fique em R$ 38 bilhões no fechamento de 2012, uma previsão melhor do que a projeção anterior, de R$ 39,5 bilhões.
Além do desaquecimento da arrecadação, o aumento do deficit da Previdência em junho foi puxado, mais uma vez, pelo forte aumento das despesas com benefícios rurais, que cresceram muito no ano por causa do forte aumento do salário mínimo de 7,5% real em 2012.
O deficit rural subiu 11,5% em junho, para R$ 4,989 bilhões, enquanto o urbano caiu 10%, para R$ 2,229 bilhões.
PENSÕES
Rolim ainda afirmou na coletiva de imprensa que o pagamento total de pensões no ano ultrapassou R$ 100 bilhões pela primeira vez em 2012. Esse valor inclui o pagamento de pensões pelo INSS (mais de R$ 60 bilhões em 2011) e os benefícios pagos aos pensionssitas pela União e os governos estaduais e municipais. Foi a primeira vez que o número foi divulgado.
Segundo o secretário, o Brasil é o país que paga o maior valor em pensões no mundo. Os benefícios equivalem a 2,8% do PIB no Brasil, o dobro do padrão internacional, de acordo com Rolim.
O Ministério da Previdência está estudando mudanças nas regras de pagamento de pensão para reduzir esse valor, mas não há previsão de quando elas serão levadas a cabo.
A intenção do governo de extinguir o fator previdenciário, que permite que os trabalhadores se aposentem mais cedo, com benefícios menores, também não tem previsão de data para acontecer.
O governo esperava que as novas regras poderiam ser votadas Congresso em agosto, mas não serão mais devido à necessidade da Casa de apreciar medidas provisórias que estão na pauta de votação, disse o secretário.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Caixa corta juros e dá mais prazo para comprar material de construção
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (23) o corte dos juros cobrados na linha Construcard, que financia a compra de material de construção. O banco também ampliou o prazo máximo de financiamento nessa linha.
A taxa mínima do Construcard passou de 1,96% ao mês para 1,40% ao mês. A máxima, que era de 2,35% ao mês, agora é de 1,85% ao mês.
O prazo máximo de financiamento, que antes era de 60 meses, foi ampliado para até 96 meses.
As novas taxas e o novo prazo máximo valem a partir desta segunda (23).
Dados da Caixa mostram que, nos últimos cinco anos, o Construcard já beneficiou mais de 1,2 milhão de famílias, emprestando cerca de R$ 15 bilhões.
A linha Construcard é oferecida para compra de material de construção apenas em estabelecimentos conveniados. A lista pode ser consultada no site do banco. Não há limite máximo de financiamento
domingo, 22 de julho de 2012
Nº de candidatos 'explode' com criação de 5.405 novas vagas municipais
O aumento do número de vagas nas Câmaras Municipais em disputa nesta eleição levou a uma explosão de candidatos a vereador pelo país.
Em 2009, o Congresso mudou a Constituição, permitindo mais cadeiras nos Legislativos municipais. A ampliação passa a valer neste ano: serão eleitos 5.405 vereadores a mais do que em 2008.
As novas vagas impulsionaram o crescimento do número de interessados em ocupar o cargo: 87 mil a mais do que há quatro anos.
Militante do PT há cerca de 20 anos, o microempresário Elcimar Pereira é um exemplo dos que levaram em conta o aumento de vagas ao decidir lançar sua campanha.
"As vagas chamaram atenção, isso foi uma das coisas que pesaram", diz. Ele concorre pela primeira vez à Câmara de Barueri (SP), que terá sete cadeiras a mais e o triplo de candidatos de 2008.
Nas cidades em que a Câmara cresceu, o número médio de candidaturas subiu 45%. Nos municípios sem aumento, a alta foi de 19%.
Também pode ter pesado no crescimento de candidaturas a evolução nos últimos anos dos salários de vereador, que subiram na esteira dos reajustes do Congresso.
"Ser vereador passou a ser um bom negócio", afirma o próprio representante da categoria, Sebastião Misiara, presidente interino da União de Vereadores do Brasil.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, as novas vagas são a maior razão do boom de candidatos.
Com mais cadeiras, cresce também o teto de candidatos que cada partido pode inscrever. Uma sigla sem aliados pode lançar uma vez e meia o número de vagas da Câmara. Uma coligação pode candidatar duas vezes a quantidade.
Apesar de ser favorável a mais representação nas Câmaras, Ziulkoski alerta para o risco de que isso sobrecarregue os orçamentos municipais. Sua entidade calcula que as Casas custem hoje R$ 10 bilhões anuais ao país.
sábado, 21 de julho de 2012
Anatel deixa critério técnico em 2º plano para punir operadoras
Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deixou em segundo plano critérios técnicos adotados por ela e usou reclamações de consumidores para justificar a suspensão, a partir de segunda, da venda de novas linhas por três das quatro principais teles: TIM, Oi e Claro.
Até hoje, a agência avaliava os serviços com base em um conjunto de indicadores, três dos quais auferem a qualidade da rede. Nesses, todas as quatro maiores operadoras apresentavam números dentro da meta estabelecida, embora longe de um índice de excelência (veja quadro abaixo).
Por isso, as teles afirmam que não há estado de "calamidade pública" no setor e tentam reverter a punição.
Claro e Oi entregaram propostas de ajuste, mas a agência não aceitou os planos apresentados pelas duas operadoras nos últimos dois dias.
Já a TIM entrou na Justiça ontem com mandado de segurança, para tentar manter as vendas. O argumento é o de que a Anatel considerou as reclamações registradas em seu call center, algo que, para as teles, contraria o regulamento que define como medir a qualidade.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
FALHAS CONHECIDAS
Documentos obtidos pela Folha mostram que, usando os critérios técnicos, a Anatel havia detectado, em 2010, desempenho insuficiente tanto por parte da TIM quanto da Claro. A primeira tinha desempenho 30% abaixo do desejado; a segunda, 17%.
O caso da TIM era mais gritante porque, ao lançar o plano Infinity (ligações ilimitadas), ampliou muito rapidamente sua base de clientes.
A sobrecarga da rede levou a Anatel a abrir um processo contra a TIM. A opção, naquele momento, foi impor à operadora um plano de "investimento acompanhado".
Agora, a Anatel diz que os investimentos da TIM não foram suficientes e que havia risco de "pane sistêmica".
Não há, no documento a que a Folha teve acesso, argumentos técnicos ou referência a informes da área técnica. A TIM, que nega o risco, diz que o plano foi aprovado integralmente pela agência.
Consultada sobre as divergências de critérios, a Anatel não respondeu até o fechamento desta edição.
A VEZ DO CONSUMIDOR
Embora a Justiça houvesse, desde 2011, suspendido a venda de chips de diferentes operadoras em diferentes Estados, a Anatel vinha optando por outras medidas.
Em 2009, a venda do Speedy (serviço de internet da Telefônica) só foi suspensa após pane que deixou São Paulo sem conexão durante três dias. Na semana passada, a Anatel havia aprovado o plano de metas da TIM e adiado a possibilidade de suspensão.
A nova medida coincide com pressões da presidente Dilma para que as agências demonstrem claramente que estão ao lado do consumidor.
Foi tomada também depois de parlamentares terem inquirido o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) e João Rezende, presidente da Anatel, em audiência pública, sobre a qualidade da telefonia.
Para o advogado Pedro Dutra, especialista em defesa da concorrência, a mudança de critérios pode ser chamada de "regulação plebiscitária". "O governo toma uma decisão que agrada à opinião pública, mas que, no longo prazo, não resolve o problema."
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Telefônica tem cinco meses para melhorar telefonia fixa, diz Anatel
Única operadora a não ser punida com a suspensão de vendas de novos chips celulares, a Vivo/Telefônica entrou na mira da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) por supostas deficiências no serviço de telefonia fixa oferecido pela empresa.
Em despacho há pouco, a agência determinou que a empresa adote providências para diminuir em 40% o número de interrupções do serviço no Estado de São Paulo, em comparação à quantidade de falhas identificadas nos últimos doze meses.
Saiba como registrar uma queixa contra mau atendimento na telefonia
Anatel diz que irá cobrar melhorias na telefonia móvel mês a mês
A medida, de acordo com o despacho, foi adotada em virtude do aumento da quantidade de interrupções ocorridas nos últimos anos e tem validade até 31 de julho de 2013.
A empresa terá cinco meses para a regularização dos serviços e também terá de ressarcir os créditos aos usuários afetados pelas interrupções, independentemente de solicitação e da quantidade de assinantes atingidos.
A concessionária também terá de apresentar à Anatel, durante a vigência da medida cautelar, um relatório mensal com as ações realizadas e os resultados alcançados. A multa é de R$ 20 milhões no caso de descumprimento do despacho.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Arrecadação cai e coloca em xeque meta fiscal do governo
Com frustração das expectativas oficiais para a arrecadação de impostos, o governo vai anunciar nos próximos dias que suas contas tiveram no primeiro semestre um resultado inferior ao do mesmo período do ano passado.
O impacto da estagnação da economia na receita tributária já põe em xeque o cumprimento das metas da política fiscal para 2012, mesmo sem a prometida aceleração dos investimentos em infraestrutura --e com o Planalto sob pressão dos servidores por reajustes salariais.
Dados preliminares em análise na área técnica apontam que impostos e contribuições ligados ao lucro das empresas, à produção industrial e às operações bancárias repetiram em junho o desempenho abaixo do esperado que já havia sido apurado no mês anterior.
A piora comprometeu o superavit primário, ou seja, a diferença entre a arrecadação e as despesas com pessoal, programas sociais, obras e custeio administrativo.
Salvo algum ajuste contábil ou a inclusão de receitas extraordinárias, o superavit de janeiro a junho ficará abaixo dos R$ 55,5 bilhões contabilizados no primeiro semestre de 2011.
Será a primeira vez no governo Dilma Rousseff em que o resultado acumulado no ano mostra queda em valores nominais.
A União busca neste ano um superavit de R$ 97 bilhões para o abatimento da dívida pública, R$ 4 bilhões acima do obtido em 2011.
Se considerados também Estados, municípios e estatais, o objetivo é elevar essa poupança de quase R$ 130 bilhões para R$ 140 bilhões, ou o equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto.
Não por acaso, investidores e analistas já começam a prever o descumprimento da meta. Em apenas três semanas, a aposta central do mercado, segundo pesquisa do Banco Central, caiu para um superavit de 2,95% do PIB.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Pilotos brasileiros têm nível de inglês 'muito baixo', afirma escola
nível de inglês dos pilotos brasileiros é "muito baixo" -varia entre o mínimo exigido para voos internacionais ou menos do que isso, diz Ana Neufeld, sócia da Flight Crew, de Madri, que aplica testes de proficiência em inglês a esses profissionais.
Segundo ela, a maior parte dos brasileiros que ela avaliou tem nível operacional (nível 4, em uma escala de 1 a 6), o mínimo para fazer voos internacionais. Entre 15% e 20% são reprovados, disse.
O inglês é obrigatório para voos internacionais.
"É um nível muito diferente dos pilotos europeus que eu atendo; 35% dos europeus têm nível 5 (avançado). Os pilotos brasileiros não têm aspirações de chegar ao nível 5. Eles precisariam melhorar muitíssimo." A Flight Crew avaliou cerca de 150 pilotos brasileiros desde dezembro.
Ela criticou o fato de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) ter anulado, em junho, o resultado da prova de inglês feita por pilotos brasileiros na escola. Eles serão obrigados a refazer a prova no Brasil. Enquanto isso, só podem atuar em voos internacionais dentro do Brasil.
A Anac avaliou 95 pilotos que fizeram o teste em Madri, dos quais 88 terão que refazer a prova até dezembro sob pena de não poder mais voar para o exterior. Os outros sete já tinham no Brasil nota suficiente para fazê-lo.
QUALIDADE
"Minha escola é aprovada pela autoridade de aviação espanhola e pela europeia", diz a sócia da escola.
Duas inspetoras da Anac foram a Madri e constataram que os brasileiros melhoravam a nota na Flight Crew.
"Atendo a pilotos que voam em Hong Kong, no Qatar e em toda a Europa. Nunca tivemos reclamações."
Os áudios do teste ficam gravados, mas são repassados somente às autoridades às quais a escola é subordinada, afirmou.
Brasileiros escolheram a escola porque dizem que o teste é mais rápido e barato.
Advogado de parte dos pilotos, Carlos Duque Estrada diz que os profissionais têm inglês necessário para voar e são experientes. Ele pedirá para o Ministério Público Federal apurar o caso.
Ontem, a Associação Brasileira dos Pilotos de Aviação Civil criticou a Anac e disse que, se a segurança operacional é o motivo da restrição aos pilotos, todos os estrangeiros que obtiveram licença na Flight Crew deveriam ser proibidos de voar no Brasil. A Anac não comentou.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Greve de federais completa dois meses com impasse entre governo e professores
greve de professores das insitutições federais de ensino superior completa nesta terça-feira (17) dois meses, com governo e docentes em um impasse: os ministérios do Planejamento e da Educação apresentaram uma proposta de reajuste salarial; já o principal sindicato que representa a categoria, o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), diz que ela não atende às demandas da categoria e pede sua rejeição.
A paralisação atinge 58 das 59 federais -a única que não aderiu foi a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Veja Álbum de fotos
A próxima reunião com o governo está marcada para o próximo dia 23. Além disso, o Andes recomendou a radicalização das ações da greve, “ampliando a paralisação”. Os sindicatos filiados a ele têm até sexta-feira (20) para enviar ao Andes os resultados das assembleias locais para, a partir daí, ser construída uma posição unificada.
Proposta do governo
A proposta prevê mudanças no plano de carreira, que entrariam em vigor a partir de 2013, e um aumento salarial que, de acordo com o Ministério do Planejamento, pode chegar a 45,1% para o topo da carreira (professor titular com dedicação exclusiva).
Greve na educação
Governo propõe para docentes federais em greve aumento salarial e mudança no plano de carreira
Sindicato pede que docentes de federais rejeitem proposta do governo e mantenham greve
Proposta feita a docentes universitários terá impacto de R$ 3,9 bilhões no orçamento
O texto, que ainda precisaria ser encaminhado como projeto de lei para aprovação no Congresso, reduz de 17 para 13 os níveis de carreira, uma das reivindicações do movimento grevista. Com isso, os professores vão conseguir subir mais rápido na carreira e passarão a receber salários maiores.
O governo diz ainda que irá conceder reajuste salarial a todos os docentes federais de nível superior, totalizando 143 mil profissionais, além dos 4% já concedidos por uma medida provisória e retroativos a março, ao longo dos próximos três anos.
Para os professores titulares com dedicação exclusiva, topo da carreira, os ganhos chegarão a R$ 17,1 mil em três anos. Segundo o Planejamento, esse valor representa um aumento de 45,1% em relação aos salários de fevereiro, que eram de R$ 11,8 mil. No entanto, se considerados os 4% já concedidos retroativos a março, percentual de reajuste da proposta seria de cerca de 40%.
3559truehttp://educacao.uol.com.br/enquetes/2012/07/13/o-que-voce-achou-da-proposta-do-governo-aos-professores-federais-em-greve.jsReações
"A proposta tem problemas muito sérios", afirmou Eduardo Rolim, presidente da Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), que representa uma parcela dos professores.
Uma das críticas feitas pelos docentes é que ela privilegia mais quem está no topo da carreira. "Os doutores-titulares são minoria na categoria. Quem é mestre ou não tem titulação sai prejudicado, até porque muitos não têm condições de obter titulação", disse Marinalva Oliveira, presidente do Andes-SN.
O problema, segundo o Andes, é que só 7% dos professores das universidades federais se encaixam na categoria máxima, que é a de professor titular e dedicação exclusiva, para receber os 45,1% de aumento.
Os servidores técnico-administrativos, que não foram incluídos na proposta, ameaçam parar serviços essenciais, como matrículas e pagamentos, caso o governo não negocie com a categoria, segundo a Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras).
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Previsão de crescimento da economia fica abaixo de 2% neste ano
mercado reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto neste ano a 1,90%, ante 2,01% previstos na semana passada, de acordo com relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira.
O Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira, reúne as previsões de 90 instituições financeiras para os principais dados macroeconômicos do país.
O corte foi o décimo seguida do indicador e a primeira vez que ele fica abaixo do patamar de 2%.
Se essa pespectiva se materializar, o resultado seria o pior desde 2009, quando a economia encolheu 0,33%, e ficaria bem abaixo do desempenho do ano passado, quando a expansão foi de apenas 2,7%.
Na semana passada, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do PIB, voltou a indicar uma leve contração em maio, de 0,2%, mas veio melhor do que o esperado pelo mercado, trazendo um certo alívio aos agentes econômicos diante de outros resultados mais negativos, como indústria e varejo.
Indústria é setor que mais preocupa
A indústria é o setor que mais preocupa, impedindo uma recuperação mais robusta da economia brasileira. Em maio, a produção do setor caiu 0,9%, enquanto que o emprego recuou 0,3%.
Também em maio, as vendas no varejo brasileiro recuaram 0,8%, pior resultado desde novembro de 2008, quando encolheram 1,3%.
Frente a esse cenário, o governo vem buscando também adotar outras medidas de estímulo e já anunciou benefícios fiscais a indústrias e consumidores, além de aumento das compras federais.
Também atua neste sentido o próprio BC, que já reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 3,5% para 2,5% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC voltou a reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 8% ao ano.
O corte foi o oitavo seguido desde agosto passado, quando começou o processo de afrouxamento monetário. Ao todo, as reduções já somam 4,50 pontos percentuais.
Segundo o Focus, a expectativa dos analistas é que a Selic encerre 2012 a 7,50% ao ano, inalterado ante a semana passada.
Para 2013, os analistas também reduziram a previsão no Focus para o PIB, agora para uma expansão de 4,10%, ante 4,20% anteriormente. Já para a Selic no período, o mercado manteve a estimativa de 8,50%.
sábado, 14 de julho de 2012
Canadá define que músicas baixadas na internet não devem ser pagas
Suprema Corte do Canadá decidiu ontem que compositores e gravadoras não devem receber pelos direitos de execução de músicas baixadas na internet. A decisão contrariou os interesses de artistas e foi favorável aos de empresas de telecomunicações.
O tribunal decidiu também que as amostras de músicas em lojas on-line --como iTunes, da Apple-- não infringem as leis de direitos autorais e não resultam no pagamento de taxas. Já a música tocada em streaming (sem necessidade de download) continua tendo de ser paga.
As decisões são "definitivamente boas para os provedores de serviços de internet e ruins para compositores e detentores de direitos autorais", disse David Donahue, especialista em direitos autorais do escritório de advocacia Fross Zelnick Lehrman & Zissu, de Nova York, que não estava envolvido no processo.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Wilder Morais toma posse como senador na vaga de Demóstenes Torres
O primeiro suplente do senador cassado Demóstenes Torres (esq.) tomou posse na manhã desta sexta
De forma rápida e inesperada, o primeiro suplente do senador cassado Demóstenes Torres tomou posse na manhã desta sexta-feira (13) no plenário do Senado, assim que foi aberta a sessão. Wilder Pedro de Morais (DEM-GO), 44, assinou o termo de posse e fez o juramento previsto no regimento interno da Casa.
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"Prometo guardar a Constituição Federal e as leis do país, desempenhar fiel e lealmente o mandato de senador que o povo me conferiu e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil", afirmou. Morais é sócio de uma construtora e, ao mesmo tempo, acumulava o cargo de secretário de Estado de Infraestrutura de Goiás, no governo de Marconi Perillo (PSDB).
A posse de Wilder surpreendeu os próprios senadores. Segundo a Agência Senado, ele ligou hoje cedo para os integrantes da Mesa, comunicando que estava em Brasília e que desejava tomar posse. O 4º secretário, senador Ciro Nogueira (PP-PI), conduziu a rápida cerimônia de posse.
Assistiram o juramento os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Ana Amélia (PP-RS). Encerrada a cerimônia de posse, o novo senador retirou-se do plenário.
Morais tinha até 60 dias para tomar posse, mas assumiu o cargo 24 horas depois da cassação de Demóstenes ser publicada no "Diário Oficial" do Senado. Com a posse, o novo senador terá mais seis anos e meio de mandato --o que restava para ser concluído por Demóstenes.
A posse inesperada foi interpretada como uma manobra para fugir da imprensa, já que Morais --assim como o ex-senador-- também é acusado de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pivô da crise que destruiu a imagem de Demóstenes. O novo senador, aliás, é ex-marido de Andressa Mendonça, atual mulher de Cachoeira.
Em áudios da Polícia Federal divulgados pela "Folha de S.Paulo", Morais chama Cachoeira de "Vossa Excelência" e atribui ao contraventor sua entrada na carreira política --tanto na suplência de Demóstenes quanto na secretaria de Goiás.
Morais afirmou ontem, no Twitter, que as indicações não partiram de Cachoeira. "Áudio exibido pela imprensa mostrando Carlos Cachoeira dizendo q (sic) me indicou a suplente e secretário é fragmento de uma conversa... Discutíamos sobre questões de foro íntimo, que resultou na minha separação da esposa. Ao contrário do que vem sendo divulgado, meu real propósito não foi mostrar gratidão, mas pôr fim a uma conversa constrangedora. Se a íntegra da conversa fosse divulgada, a interpretação dos fatos certamente seria outra", postou.
Perfil
Com a cassação de Demóstenes, na última quarta-feira (11), o DEM recuperou sua vaga no Senado. Morais é sócio de uma construtora e, ao mesmo tempo, era secretário de Estado de Infraestrutura de Goiás.
Dono de um patrimônio declarado no Tribunal Superior Eleitoral de R$ 14,4 milhões, ele é um empresário do setor de construção civil e sócio da construtora Orca, responsável por grandes empreendimentos espalhados no Centro-Oeste, entre eles shoppings e hipermercados.
Admirador declarado de Demóstenes no passado, Morais chegou a doar R$ 700 mil para a sua campanha de senador em 2010 --com tal valor, ele aparece como segundo maior doador de campanha do ex-senador. Levado, então, para a política pelo amigo, Morais assumiu o seu primeiro cargo público como titular da Secretaria de Infraestrutura no governo de Marconi Perillo (PSDB-GO) no início do ano passado.
Perillo, por sinal, já teve que explicar na CPI do Cachoeira o seu envolvimento com o bicheiro e a suposta influência dele no governo do Estado e Wilder provavelmente também deverá ser cobrado pela sua relação próxima com Cachoeira.
O contraventor participou de jantares promovidos na casa do empresário e teria sido justamente num desses encontros que conheceu Andressa. Os dois casais (Morais e Andressa, e Cachoeira e a ex) eram amigos e costumavam sair juntos antes de Andressa resolver trocá-lo pelo bicheiro. Morais é pai dos dois filhos de Andressa, que ganhou o título de “musa da CPI”.
Segundo seu perfil na página da Secretaria de Infraestrutura de Goiás, Wilder Morais nasceu em Taquaral de Goiás e é formado em Engenharia Civil pela Universidade Católica de Goiás. O cargo de secretário de Estado de Infraestrutura é a sua primeira experiência na vida pública. Além disso, Morais é também presidente do Conselho de Administração da CelgPar.
Cassação de Demóstenes
Foram 56 votos a favor da cassação de Demóstenes, 19 votos contra, 5 abstenções e 1 ausência. Eram necessários 41 votos para que a cassação fosse aprovada.
Com a cassação, o ex-líder do DEM fica inelegível até 2027 (oito anos após o fim da legislatura para o qual foi eleito), quando terá 66 anos. Além disso, ele perde o foro privilegiado e seu processo poderá deixar de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal para ser julgado apenas pela Justiça Federal de Goiás.
O ex-senador reassumiu seu cargo de procurador em Goiás e afirmou, no dia da cassação, que vai recorrer ao Supremo para reaver seu mandato
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Após reduções, juros para pessoa física sobem em junho
Após várias reduções, as taxas de juros das operações de crédito subiram em junho, mostra levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,02 ponto percentual no mês correspondente a uma elevação de 0,32% no mês, passando de 6,18% ao mês (105,36% ao ano) em maio para 6,20% ao mês (105,82% ao ano) em junho.
Entre os motivos apontados para a alta estão a piora no cenário econômico por conta da crise na Europa, a expectativa de menor crescimento econômico no Brasil e o aumento nos índices de inadimplência.
Das seis linhas de crédito para pessoa física pesquisadas, três foram elevadas, uma apresentou estabilidade (cartão de crédito rotativo) e duas foram reduzidas (cheque especial e CDC-bancos financiamento de automóveis).
As modalidades que apresentaram alta foram juros do comércio (de 4,72% para 4,75% ao mês), empréstimo pessoal nos bancos (3,59% para 3,63% ao mês) e empréstimo pessoal nas financeiras (7,98% para 8,04%).
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,05 ponto percentual no mês, correspondente a uma elevação de 1,41% no mês, passando de 3,54% ao mês (51,81% ao ano) em maio para 3,59% ao mês (52,69% ao ano) em junho.
"A nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por conta das prováveis reduções da taxa básica de juros (Selic)", diz o coordenador do trabalho e diretor de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Após reduções, juros para pessoa física sobem em junho
Após várias reduções, as taxas de juros das operações de crédito subiram em junho, mostra levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,02 ponto percentual no mês correspondente a uma elevação de 0,32% no mês, passando de 6,18% ao mês (105,36% ao ano) em maio para 6,20% ao mês (105,82% ao ano) em junho.
Entre os motivos apontados para a alta estão a piora no cenário econômico por conta da crise na Europa, a expectativa de menor crescimento econômico no Brasil e o aumento nos índices de inadimplência.
Das seis linhas de crédito para pessoa física pesquisadas, três foram elevadas, uma apresentou estabilidade (cartão de crédito rotativo) e duas foram reduzidas (cheque especial e CDC-bancos financiamento de automóveis).
As modalidades que apresentaram alta foram juros do comércio (de 4,72% para 4,75% ao mês), empréstimo pessoal nos bancos (3,59% para 3,63% ao mês) e empréstimo pessoal nas financeiras (7,98% para 8,04%).
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,05 ponto percentual no mês, correspondente a uma elevação de 1,41% no mês, passando de 3,54% ao mês (51,81% ao ano) em maio para 3,59% ao mês (52,69% ao ano) em junho.
"A nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por conta das prováveis reduções da taxa básica de juros (Selic)", diz o coordenador do trabalho e diretor de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Após reduções, juros para pessoa física sobem em junho
Após várias reduções, as taxas de juros das operações de crédito subiram em junho, mostra levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,02 ponto percentual no mês correspondente a uma elevação de 0,32% no mês, passando de 6,18% ao mês (105,36% ao ano) em maio para 6,20% ao mês (105,82% ao ano) em junho.
Entre os motivos apontados para a alta estão a piora no cenário econômico por conta da crise na Europa, a expectativa de menor crescimento econômico no Brasil e o aumento nos índices de inadimplência.
Das seis linhas de crédito para pessoa física pesquisadas, três foram elevadas, uma apresentou estabilidade (cartão de crédito rotativo) e duas foram reduzidas (cheque especial e CDC-bancos financiamento de automóveis).
As modalidades que apresentaram alta foram juros do comércio (de 4,72% para 4,75% ao mês), empréstimo pessoal nos bancos (3,59% para 3,63% ao mês) e empréstimo pessoal nas financeiras (7,98% para 8,04%).
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,05 ponto percentual no mês, correspondente a uma elevação de 1,41% no mês, passando de 3,54% ao mês (51,81% ao ano) em maio para 3,59% ao mês (52,69% ao ano) em junho.
"A nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por conta das prováveis reduções da taxa básica de juros (Selic)", diz o coordenador do trabalho e diretor de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Venda de importados desaba: setor prevê demissões e até falências
As restrições à importação de veículos causadas pela alíquota de 30 por cento no Imposto sobre Produtos Industrializados, juntamente com a alta do valor do dólar, estão provocando clima de apreensão entre as empresas importadoras do setor. Segundo Flávio Padovan, presidente da ABEIVA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos), muitas das filiadas à entidade estão sendo forçadas a demitir funcionários e restringir suas operações.
Caso não haja mudança no panorama, possivelmente algumas importadoras tenham que cerrar as portas. Além dos empresários, os prejudicados mais imediatos poderão ser os empregados das empresas – cerca de dez mil poderão ser demitidos em dois ou três meses.
Risco para o consumidor - Consumidores também poderão ser bastante prejudicados. “Para começar, as restrições impedem que os brasileiros possam comprar veículos mais modernos, econômicos e seguros, disponíveis fora do país”, explica Padovan. “Outro problema é que, se algumas importadoras chegarem a uma situação pior, fechando as portas, seus clientes poderão ficar sem assistência técnica, com dificuldade para comprar peças de reposição e, eventualmente, sem garantia para seus veículos”.
As associadas à ABEIVA comercializaram em junho 11.201 veículos, 9,6 por cento menos que em maio. Comparadas às vendas de junho do ano passado, as deste ano caíram nada menos que 41,4 por cento.
Governo não dialoga - A direção da ABEIVA reclama não conseguir dialogar com o governo federal. “Há cerca de dois meses temos tentado uma reunião em Brasília”, conta o Padovan. “A única saída, neste momento, seria o estabelecimento de um sistema de cotas isentando os 30 pontos percentuais imputado ao nosso setor”, explica. “Temos que lembrar que as empresas importadoras e suas concessionárias são de empresários brasileiros, que investiram confiando numa conjuntura que foi subitamente desfeita. Se elas quebrarem, quem será mais prejudicado serão eles e seus empregados, todos brasileiros.”
Segundo porta-voz de uma empresa importadora, além do aumento nos impostos e na cotação do dólar, o setor também sofreu com a redução nos preços dos carros nacionais, provocada pela entrada de modelos importados mais competitivos, e pelas restrições ao crédito ao consumidor ocorridas nos últimos meses. Devido a cortes nos custos das importadoras, houve drástica redução na veiculação de publicidade e, com isso, menos consumidores têm visitado as revendas, o que também se reflete no fechamento de negócios. “Os concessionários são os empresários mais ameaçados de imediato”, assinalou.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Fisco apressa devolução de R$ 2,6 bi do IR; consulta começa hoje
Preocupado com o ritmo lento da economia brasileira, o governo vai liberar na próxima semana o maior lote de restituição de Imposto de Renda da história, mais uma medida para tentar reaquecer a economia neste ano.
Os R$ 2,6 bilhões serão creditados na próxima segunda-feira, dia 16, na conta de 2,46 milhões de contribuintes.
A consulta sobre a inclusão ou não nesse lote já pode ser feita a partir das 9h de hoje, no site da Receita Federal.
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar o site da Receita ou ligar para o Receitafone (146). O pagamento será feito no dia 16.
O recorde de restituição do IR da pessoa física, segundo assessores presidenciais, faz parte do conjunto de medidas do governo para tentar reaquecer a economia brasileira, garantindo mais fôlego para os consumidores neste segundo semestre.
Será o segundo lote deste ano, que inclui pagamentos referentes ao Imposto de Renda do ano passado e restituições residuais dos quatro anos anteriores.
No mês passado, o governo já havia liberado um lote de volume recorde, com R$ 2,5 bilhões. No ano passado, os dois primeiros lotes pagaram, juntos, R$ 4 bilhões.
A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o resgate não for feito, deverá requerê-lo pela internet, ou diretamente no e-CAC, no serviço Declaração IRPF.
Caso o valor não seja creditado, ele poderá ir a uma agência do Banco do Brasil ou ligar para a central de atendimento para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome.O contribuinte que não estiver no lote, mas fizer a consulta pelo site da Receita, poderá checar a situação da sua declaração.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Amazon lançará concorrente do iPhone, segundo Bloomberg
Amazon está desenvolvendo um smartphone de sistema Android para concorrer com o iPhone e aparelhos de Samsung e LG, por exemplo, segundo reportagem publicada nesta sexta (6) pela Bloomberg.
Fontes não identificadas da publicação financeira disseram que a produção do dispositivo ficará por conta da Foxconn --maior fornecedora da Apple.
A Amazon, que possui a maior loja virtual do mundo, estaria disposta a lançar seu próprio smartphone para complementar sua linha de dispositivos móveis, já composta pelos e-readers Kindle e o tablet Kindle Fire.
Segundo a reportagem, a empresa já está adquirindo patentes que envolvem tecnologia móvel para se defender de futuros processos.
Em novembro último, o Citigroup afirmou que a Amazon poderia lançar um smartphone no final de 2012.
TELEFONE COM AIRBAG
Em agosto do ano passado, o presidente-executivo da Amazon Jeff Bezos registrou uma patente que descreve um airbag que protegeria smartphones em caso de quedas --tecnologia que poderia ser instalada em um eventual "Kindle phone".
A companhia também está em vias de criar seu próprio serviço de mapas, seguindo a linha da Apple, conforme o site "GigaOm".
domingo, 8 de julho de 2012
Anderson nocauteia no segundo round, defende cinturão pela décima vez e faz as pazes com Sonnen
Silva já tinha avisado: "acabou a brincadeira". Na noite de sábado em Las Vegas, o brasileiro finalmente calou o norte-americano Chael Sonnen e defendeu o cinturão dos médios pela décima vez no UFC 148, lutando praticamente "em casa" com o apoio dos brasileiros que encheram a MGM Grand Arena.
VEJA COMO FOI O NOCAUTEDepois de ser dominado no chão durante todo o primeiro assalto, Anderson reagiu e, pela primeira vez diante de Sonnen, lutou como o campeão. Esquivou-se de um soco giratório, viu o norte-americano cair no chão e, após acertar uma joelhada, encaixou uma sequência de golpes que forçou o nocaute técnico no segundo round.
Ao final da luta, Anderson fez as pazes com Sonnen: "Não tenho nada contra o Chael. Ele desrespeitou meu país, mas isso é só uma luta. Acima de tudo, isso é esporte", declarou Anderson em inglês.
Em português, Spider pediu: "Vamos mostrar que o Brasil tem gente educada, vamos aplaudir o cara também. Se você quiser fazer um churrasco lá em casa eu te convido, minha mulher faz para a gente", completou. Sonnen respondeu: "Estou feliz por ter tido essa oportunidade, você é um verdadeiro cavalheiro".
Veja Álbum de fotos
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Sonnen vinha abusando das provocações contra Anderson e o Brasil desde a primeira luta entre os dois, em 2010, quando o norte-americano dominou o combate, mas perdeu por finalização no quinto round.
A vitória de Anderson foi a revanche dessa rivalidade e apagou a mancha deixada em sua carreira por ter apanhado durante 23 minutos na sua primeira vitória contra Sonnen. No segundo combate entre os dois, a história foi diferente.
Depois daquela luta no UFC 117, Anderson alegou estar com uma costela quebrada, enquanto Sonnen foi pego no doping. O jogo de provocações entre os dois ao longo de quase dois anos fez do combate deste sábado o mais esperado da história. Dentro do octógono, o brasileiro acertou as contas com o falastrão norte-americano, mas sem antes passar por um susto no primeiro round.
O combate já começou de forma inesperada. Sonnen começou com tudo e logo derrubou Anderson, repetindo o que aconteceu no primeiro combate. O brasileiro passou por maus bocados, ficando em desvantagem sob o corpo do rival durante todo o primeiro assalto. Spider tentava achar a posição ideal para finalizar, mas o desafiante não dava brecha.
Foram mais cinco minutos de domínio de Sonnen sobre Anderson. O norte-americano passou a empolgar a torcida local, e os brasileiros mostravam preocupação. E no segundo assalto, o campeão foi novamente encurralado logo no começo.
NA GRADE DO MMA: LEIA AS ANÁLISES
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Mas, quando o norte-americano tentou um soco giratório, acabou dando de cara na grade após a esquivada do Spider.
Sentado no chão, Sonnen tomou uma joelhada e então foi Anderson quem montou no rival. Uma série de golpes sem reação do norte-americano fez o árbitro interromper a luta faltando dois minutos para o final do segundo round.
Veja os resultados do UFC 148
Card principal
Anderson Silva venceu Chael Sonnen por nocaute (Peso médio)
Forrest Griffin venceu Tito Ortiz por decisão unânime dos juízes (Meio-pesado)
Cung Le venceu Patrick Côté por decisão unânime dos juízes (Médio)
Demian Maia venceu Dong Hyun Kim por nocaute(Meio-médio)
Chad Mendes venceu Cody McKenzie por nocaute(Pena)
Mike Easton venceu Ivan Menjivar por decisão unânime dos juízes (Galo)
Card preliminar
Melvin Guillard venceu Fabrício "Morango" Camões por decisão unânime dos juízes (Leve)
Khabib Nurmagomedov venceu Gleison Tibau por decisâo unânime dos juízes (Peso Leve)
Costa Philippou venceu Riki Fukuda por decisão unânime dos juízes (Peso médio)
Shane Roller venceu John Alessio por decisão unânime dos juízes (Peso leve)
Rafaello Oliveira venceu Yoislandy Izquierdo por decisão unânime dos juízes (Peso leve)
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