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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
45% dos imóveis de SP devem ter nova alta do IPTU após 2014
Pelo menos 1,39 milhão de imóveis da cidade de São Paulo, que correspondem a 45% do total, deverão ter novos aumentos do IPTU depois de 2014, conforme a proposta do prefeito Fernando Haddad (PT) enviada à Câmara.
O dado se refere aos contribuintes que, pelo projeto, pagarão resíduos do reajuste do imposto em 2015 e, em alguns casos, também em 2016.
IPTU do comércio será repassado ao consumidor, diz associação
Esses imóveis são os que tiveram valorização acima dos tetos de aumento do IPTU propostos pelo prefeito para a cobrança no ano que vem.
Os limites de reajuste do imposto para 2014 sugeridos por Haddad no projeto enviado à Câmara foram de 30% para imóveis residenciais e de 45% para os demais.
A ideia era evitar reajustes excessivos num mesmo ano. Mas, na prática, os imóveis que tiveram valorização desde 2009 acima desse patamar serão cobrados pela diferença nos dois anos seguintes.
A possibilidade de cobrança do resíduo consta do projeto que atualiza a Planta Genérica de Valores dos imóveis, base da cobrança do IPTU.
Vereadores articulam com Haddad a votação de uma proposta hoje para reduzir os tetos de alta do imposto para 20% (residenciais) e 35% (comerciais) em 2014. Se isso ocorrer, a quantidade de imóveis que terão resíduos nos anos seguintes aumentará.
A cidade tem 3,1 milhões de imóveis, nas duas categorias --incluídos os isentos do pagamento de IPTU.
Segundo a gestão Haddad, 38% dos 2,6 milhões de residenciais serão cobrados nos anos seguintes porque tiveram valorização acima da trava de 30%. Entre os não-residenciais (comércio e indústria, por exemplo), 78% dos 512 mil também deverão ter os reajustes sequenciais.
A prefeitura diz que a correção inflacionária não será somada aos novos aumentos.
Bairros mais próximos da região central são os que mais tiveram valorização imobiliária nos últimos quatro anos.
O vereador José Police Neto (PSD), diz que a alta do IPTU contradiz as diretrizes do Plano Diretor. "Se a prefeitura quer atrair moradores da periferia ao centro, o IPTU mais alto só vai afastá-los."
Paulo Fiorilo (PT) disse que um levantamento da secretaria mostra que os contribuintes com resíduos cairão já no ano seguinte. "Em 2015, vão restar 20% desses contribuintes que tiveram valorização maior que o teto", afirmou.
Após anunciar a alta do IPTU, Haddad disse que parte do reajuste do IPTU (na média, de 24% em 2014) acima da inflação (perto de 6%) seria usada para manter a tarifa de ônibus congelada em R$ 3 após os protestos de junho.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Para governo, pré-sal foi doce
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terça-feira, 22 de outubro de 2013 07h25
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Com dez ambientes, exposição interativa sobre Cazuza será aberta em SP
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vinicius torres freire
22/10/2013 - 03h00
Para governo, pré-sal foi doce
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O RESULTADO DO leilão do pré-sal era previsível para a cúpula do governo faz umas duas semanas ou um mês (depende da fonte), quando se formou o consórcio vencedor. O desfecho era quase certo fazia uma semana, quando o consórcio foi formalizado: Petrobras, Shell, Total e as duas chinesas.
Seria improvável que as petroleiras restantes, menores, tivessem capacidade financeira e operacional para formar uma sociedade. Portanto, se por mais não fosse, a ideia de que o leilão seria um "teste" para o modelo não fazia sentido, sempre segundo o governo. O resultado já era "previsto e bom".
Diz a cúpula do governo que não há discussões sobre mudar o novo modelo de exploração do petróleo, o do pré-sal, formulado a partir de 2007, com a descoberta dos novos campos, e aprovado em lei de 2010.
Não haveria discussão porque o modelo ainda nem foi testado, porque uma nova mudança causaria grande conturbação, política inclusive, e, enfim, porque esse é um modelo ao gosto de Dilma Rousseff.
De resto, o governo diz que ficou bem satisfeito com a participação de metade das dez maiores petroleiras do mundo na exploração do primeiro campo do pré-sal.
Segundo críticos, o novo modelo seria um problema em especial porque: 1) A Petrobras tem de ser a operadora ("gerentona") de todos os campos do pré-sal, com participação mínima de 30% em todos eles. Não teria, assim, dinheiro suficiente para entrar em todos eles; 2) A nova estatal do setor, Pré-Sal Petróleo SA (PPSA. "Pepesa"?), que vai coordenar e fiscalizar a exploração, tem poder demais, o que assustaria petroleiras privadas; 3) A indústria nacional não tem condição de oferecer, a bom preço e no prazo, a cota de equipamentos e insumos que as petroleiras do pré-sal têm de, obrigatoriamente, comprar no Brasil; 4) A quantidade de petróleo que as empresas têm de entregar ao governo (mínimo de 41,65% neste leilão) é muito grande.
A associação das petroleiras é a maior defensora de mudanças.
O governo diz que nenhum desses "pontos críticos" afastou gigantes privadas como Shell e Total. Diz que a temida e excessiva participação de estatais chinesas, assim como "acordos por baixo do pano" com essas empresas, acabou sendo "mito".
Para a cúpula do governo, a Petrobras seria capaz de investir nos próximos leilões do pré-sal. Tanto que o governo pensa até em antecipar, o quanto possível, o próximo leilão, por ora planejado para 2015.
O pré-sal seria um investimento tão seguro que a Petrobras teria crédito e, pois, capital suficiente para investir. Enfatizam que ela ficou com 40% do campo de Libra, leiloado ontem, em vez dos 30% mínimos.
Quanto ao mínimo que as empresas têm de "pagar" ao governo em petróleo, a quantidade será definida para cada leilão. Mais nada pode mudar?
"A gente nunca pode dizer nunca. Esse mercado tem choques incríveis de preços, descobertas enormes como a do pré-sal e a do xisto nos EUA. O que a gente está dizendo é que não tem discussão nenhuma sobre mudança. E, se tivesse, seria muito improvável fazer alguma coisa em ano de eleição. O modelo é esse, talvez com um outro ajuste menor", diz gente da cúpula do governo que, até ontem, ao menos, parecia muito tranquila, embora nada efusiva.
vinicius torres freire
Vinicius Torres Freire está na Folha desde 1991. Foi Secretário de Redação, editor de 'Dinheiro', 'Opinião', 'Ciência', 'Educação' e correspondente em Paris. Em sua coluna, aborda temas políticos e econômicos. Escreve às terças, quintas e domingos, no caderno 'Mercado'.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Marina Silva faria governo menos estatizante que Dilma, diz Eduardo Giannetti
Um governo similar à segunda gestão de FHC e à primeira de Lula. Menos estatizante do que Dilma. Assim seria uma eventual administração Marina Silva na visão de um dos seus principais conselheiros, o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, 56.
Defensor da austeridade, ele faz eco às palavras da ex-senadora que tem defendido o chamado "tripé" (superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação). Na sua opinião, essas ideias estão longe de significar que Marina virou uma candidata do mercado financeiro.
Em entrevista concedida em São Paulo na última quinta-feira, Giannetti critica o governo e advoga que o crescimento não deve ser feito a qualquer preço: "Crescer 7% destruindo patrimônio ambiental é muito pior do que se crescer 3% preservando".
Ex-professor da USP, de Cambridge e do Insper, Giannetti conversa duas ou três vezes por semana com Marina. Para ele, há dificuldade na fusão com o PSB e obstáculos para atrair empresários para o grupo. "A elite empresarial está no bolso do governo", diz.
domingo, 20 de outubro de 2013
SUS paga 201 consultas no mesmo dia para paciente
Em um único dia, um paciente "conseguiu ser atendido" 201 vezes em uma clínica de Água Branca, no Piauí. A proeza não parou por aí -o valor das duas centenas de consultas foi cobrado do SUS. O mesmo local cobrou tratamentos em nome de mortos.
Casos assim explicam como, em cinco anos, cerca de R$ 502 milhões de recursos públicos do SUS foram aplicados irregularmente por prefeituras, governos e instituições públicas e particulares.
Efeitos dos desvios atingem a população
Municípios culpam gestões passadas
Folha Transparência: confira outras matérias
Esse meio bilhão, agora cobrado de volta pelo Ministério da Saúde, refere-se a irregularidades identificadas em 1.339 auditorias feitas de 2008 a 2012 por equipes do Denasus (departamento nacional de auditorias do SUS) e analisadas uma a uma pela Folha.
Um dos problemas mais frequentes são os desvios na aplicação de recursos -quando o dinheiro repassado a uma área específica da saúde é aplicado em outro setor, o que é irregular.
Também há casos de equipamentos doados e não encontrados, cobranças indevidas, problemas em licitação e prestação de contas, suspeitas de fraudes e favorecimentos.
Com o valor desviado, por exemplo, poderiam ser construídas 227 novas UPAs (unidades de pronto atendimento) ou, ainda, 1.228 novas UBS (unidades básicas de saúde). O orçamento do ministério em 2012 foi de R$ 91,7 bilhões.
Para burlar as contas do SUS, gestores falsificam registros hospitalares ou inserem em seus cadastros profissionais "invisíveis".
Em Nossa Senhora dos Remédios, também no Piauí, de 20 profissionais cadastrados nas equipes do Programa Saúde da Família, 15 nunca haviam dado expediente.
Em Ibiaçá (RS), remédios do SUS foram cedidos a pacientes de planos de saúde.
sábado, 19 de outubro de 2013
Governo vai aliviar tributo da Petrobras no exterior
A Petrobras será a principal beneficiada pela medida provisória que criará novas regras para tributar os lucros de multinacionais brasileiras no exterior.
O texto, que está pronto e deve ser aprovado na próxima semana, prevê isenção de imposto sobre o lucro auferido pelas filiais da estatal no exterior com o aluguel de equipamentos para explorar petróleo e gás no Brasil.
Já o lucro obtido com negócios diversos no exterior, como refino ou exploração em outros países, será tributado como as demais múltis.
Como a Folha antecipou ontem, essas empresas terão oito anos para efetuar o pagamento desse imposto.
Ao livrar a Petrobras de parte do imposto, o governo tenta "compensar" o impacto causado no caixa da estatal, segundo apurou a reportagem. O preço da gasolina, referência para corrigir outros produtos e serviços, não é reajustado desde janeiro.
LUCRO EM ALTA
Essa compensação deve aumentar com a expansão do pré-sal. Hoje o lucro da estatal no exterior é de cerca de R$ 100 milhões. Deve crescer porque, pelo modelo de exploração de partilha, a Petrobras será a única operadora dos campos do pré-sal.
Para isso, terá de investir em plataformas, navios, embarcações de apoio, entre outros. Só para o campo de Libra, serão de 12 a 18 plataformas, cada uma estimada em US$ 1,5 bilhão.
A estatal não é dona dos equipamentos usados na exploração de petróleo. Eles são adquiridos por suas subsidiárias no exterior e alugados para as operações da Petrobras no Brasil.
O lucro obtido pelas filiais com esse aluguel deve aumentar exponencialmente com o avanço da exploração, o que elevaria também o imposto a ser pago, agora isentado na medida provisória.
A Petrobras teve tratamento diferenciado, porque, na avaliação do governo, as filiais -que alugam equipamentos para a operação no Brasil- servem de suporte à estatal, o que não acontece, segundo a Fazenda, com múltis de outros setores, devido à natureza do negócio.
MESMA REGRA
Caso aluguem plataformas ou sondas para empresas de outros países, as filiais da Petrobras serão tributadas como as demais multinacionais brasileiras atingidas pela medida provisória, com oito anos para recolher Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre Lucro Líquido.
O benefício dado à Petrobras também valerá para controladas e coligadas, como a Sete Brasil.
Essa empresa, em que a estatal detém 5% de participação, centralizou as encomendas e entregas dos equipamentos que serão usados na exploração de petróleo e gás.
Procurado, o Ministério da Fazenda não se pronunciou.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Ex-diretor da Petrobras entra com ação para suspender leilão do pré-sal
Ontem à noite, o ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras no governo Lula Ildo Sauer e o advogado Fábio Konder Comparato protocolaram na Justiça Federal, em São Paulo, uma ação popular pedindo a suspensão do primeiro leilão do pré-sal brasileiro, do campo de Libra, previsto para a próxima segunda-feira, 21.
Exército é convocado para garantir a realização do leilão do pré-sal
De acordo com Sauer, atualmente professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, o leilão tem "ilegalidades flagrantes", sobre as quais não quis especificar, e contraria os interesses nacionais ao "seguir a política energética dos EUA e da China", para quem o objetivo é "a produção rápida para reduzir o preço".
"Para um país que pretende ser exportador, como é o caso do Brasil, interessa controlar o ritmo da produção e manter o preço elevado", diz a introdução da ação popular.
Sauer e Comparato defendem que o campo de Libra seja repassado à Petrobras.
SEGURANÇA
A pedido do governo do Rio presidente Dilma Rousseff convocou o Exército, para garantir a realização do leilão na segunda.
A partir de domingo, 24h antes do leilão, parte do bairro da Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, onde ocorrerá o leilão terá a segurança controlada por militares.
Petroleiros da Petrobras, que iniciaram nesta quinta uma greve por tempo indeterminado contra o leilão, prometem levar "pelo menos mil" pessoas para a porta do hotel para tentar impedir a venda.
A mobilização contará com 1.100 homens do Exército, das polícias Federal, Rodoviária Federal, da Força Nacional, além de agentes das polícias Civil e Militar do Rio. O planejamento será definido hoje e o efetivo ainda pode aumentar.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
No PR, apostadores tentam se passar por ganhador da Mega-Sena que não buscou prêmio
Desde que a notícia de que o ganhador da Mega-Sena de R$ 23 milhões, sorteada em 10 de julho deste ano, não apareceu para retirar o prêmio, vários apostadores apareceram na lotérica Big Sorte, na praça Barão do Rio Branco, centro de Ponta Grossa (114 km de Curitiba), e tentaram retirar a bolada, conforme conta a gerente do estabelecimento, Valquiria Kubisch, 30. "Já vieram umas dez pessoas tentando se passar pelo ganhador."
Mais loterias
Confira resultados da Loteria Federal, da Quina, da Loteca e outros sorteios em UOL Notícias
De acordo com Valquiria, o último apareceu nessa terça-feira (15), com uma "história bem absurda". "Ele ligou e disse que o comprovante da aposta está em outro país. Perguntou se não tinha como falar com a Dilma [Rousseff] para liberar o prêmio. Ele falou que sempre vem aqui e que iria doar o dinheiro a uma instituição de caridade", disse a gerente da lotérica.
Outros apresentaram volantes preenchidas com as mesmas dezenas sorteadas em 10 de julho. "Um veio aqui e disse 'eu sempre marco esses números'... Mas qualquer um pode chegar e marcar na volante", afirmou a funcionária do estabelecimento.
Em um dos casos, o apostador ligou para a lotérica e pediu para o proprietário ir até a casa dele. "Ele foi lá, e o cliente mostrou o volante marcado, mas não estava autenticado", recorda ela.
As seis dezenas sorteadas na ocasião foram: 01 - 08 - 17 - 44 - 46 - 53. O prazo previsto em lei para retirar o prêmio é de 90 dias a partir da data do sorteio. Com a greve dos bancários, a Caixa deu a possibilidade de o apostador retirar o dinheiro nesta segunda-feira (14), já que a paralisação foi encerrada na maioria dos Estados, mas o sortudo não apareceu.
A assessoria de imprensa da Caixa afirma que, após o fim do prazo legal, não há data limite para o ganhador se apresentar, mas admite que após o final desta semana a chance de ele retirar os R$ 23 milhões ficarão bem reduzidas. O banco sugere que ele compareça a uma agência o mais rápido possível e apresente uma justificativa sobre a não retirada do prêmio.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Manifestantes começam a ser liberados no Rio; detidos estão em nove delegacias
Os confrontos entre policiais e manifestantes nas ruas do centro do Rio nesta terça-feira (15) terminaram com uma sequência de detenções na praça da Cinelândia. Alguns deles já foram liberados na madrugada desta quarta-feira (16). Seis manifestantes ficaram feridos.
De acordo com Gustavo Proença, advogado da Comissão de Direitos Humanos da OAB, 204 manifestantes foram detidos durante os protestos desta terça-feira, em apoio à greve dos professores das redes estadual e municipal do Rio. Eles foram espalhados por dez delegacias. Na manhã desta quarta, a OAB atuava na 5ª (Centro), na 22ª (Penha) e na 37ª (Ilha do Governador) delegacias, que, segundo ele, concentravam mais pessoas detidas.
Apesar das liberações, apenas na 29ª (Madureira) não há mais detidos, segundo Proença.
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A PM informou que alguns detidos foram levados para a 17ª (São Cristóvão) e 19ª (Tijuca), mas ainda não confirmou as outras delegacias que receberam manifestantes.
Boa parte das detenções ocorreu na Cinelândia após um cordão policial ser formado para cercar os manifestantes que permaneciam na praça após os confrontos desta noite. Muitos acabaram detidos e encaminhados aos ônibus usados pela PM.
Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", as detenções lotaram quatro micro-ônibus da PM e um ônibus de linha fretado.
A ação começou pouco depois das 23h. Antes disso, houve uma série de confrontos que se estenderam por mais de três horas e terminaram com a ocupação policial da Cinelândia. O acampamento improvisado nas últimas semanas diante da Câmara Municipal foi desmontado pelos policiais.
Protesto
A manifestação foi organizada por professores das redes municipal e estadual, contrários ao plano de cargos e salários proposto pela Prefeitura do Rio e aprovado pela Câmara dos Vereadores. De acordo com o sindicato dos professores, o protesto reuniu cerca de 10 mil pessoas.
Segundo a "Folha de S.Paulo", o ato permaneceu pacífico até as 20h, quando representantes do sindicato anunciaram seu encerramento. Depois disso, um grupo de manifestantes tentou retirar os tapumes que protegiam a Biblioteca Nacional, dando início aos confrontos.
Conforme informou o telejornal "Bom Dia Brasil", manifestantes depredaram lojas e agências bancárias e incendiaram um carro da Polícia Militar. Ainda de acordo com o telejornal, dois homens sacaram armas e começaram a atirar durante os confrontos.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Madonna revela que trará o seu Secret Project ao Brasil
A cantora Madonna fez uma revelação para os fãs brasileiros nesta segunda-feira, 14. Poucas semanas após lançar o seu Secret Project Revolution nas redes sociais, a estrela pop afirmou que trará o seu projeto para o Brasil. No entanto, ela não especificou se virá ao país e como será esta ação. O anúncio foi feito pela internet quando ela publicou uma foto em que aparece em seu banheiro usando um vestido preto, luvas e óculos escuros. “Secret Project Revolution está indo para o Brasil em breve! Fiquem preparados! Madonna”, escreveu na legenda da imagem.
+Madonna é banida de cinema no Texas
A nova empreitada de Madonna é um projeto em que volta a demonstrar o seu ativista. Defensora das causas sociais, ela afirma que quer lutar pela liberdade. “Eu vivo dizendo que quero começar uma revolução, mas ninguém parece levar isso a sério. Se eu tivesse uma pele negra, vocês levariam a sério? Se eu fosse um árabe acenando com uma granada na mão, vocês levariam a sério?”, questiona Madonna, que logo inicia um discurso feminista: “Ao invés disso, eu sou uma mulher. Eu sou loira. Eu tenho seios e bunda. E um desejo enorme de ser notada”. Ela fez esta declaração no curta-metragem de 17 minutos que foi lançado no mês de setembro.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Voo SP-Rio na Copa já custa quase o mesmo que ir a NY
Ainda faltam oito meses para a Copa do Mundo começar, mas tente comprar passagens aéreas durante o torneio para ver: o preço chega a ser dez vezes mais alto do que em um dia normal.
Leia o blog sobre aviação Senhores Passageiros
Preços altos para Copa refletem demanda, dizem empresas aéreas
O valor cobrado do passageiro é superior, por exemplo, ao de bilhetes para a Europa e para os Estados Unidos no mesmo período.
Uma das explicações dadas pelas empresas aéreas é a lei da oferta e da demanda: se mais gente compra, restam menos lugares no voo -e os assentos que sobram encarecem.
A tarifa subiu principalmente nos trechos mais procurados, como a ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio), a rota mais movimentada do Brasil.
O turista que quiser sair do Rio e ir a São Paulo para assistir à abertura da Copa, em 12 de junho, pagará R$ 2.393 ida e volta na TAM. (Na última quinta-feira, o valor era R$ 350 maior; na sexta, dia em que a Folha questionou a empresa, o preço caiu.)
É mais caro do que ir a Curaçao, no Caribe (R$ 1.900), ou a Buenos Aires (R$ 900) e um pouco menos do que o preço para ir e voltar de Nova York ou Paris.
Por outras companhias aéreas, o preço é igualmente alto na ponte aérea durante a Copa. Na Avianca, o bilhete de ida e volta custa R$ 1.893 e na Gol, R$ 1.673.
Fora da Copa, o valor volta ao normal. Uma passagem para março na ponte aérea por qualquer empresa sai no máximo por R$ 227 -se o passageiro comprar 12 bilhetes por esse valor, ainda assim pagará menos do que um único tíquete aéreo na Copa.
Para ver a final, no Rio, em 13 de julho, o preço das viagens subiu na mesma proporção, quando comparados voos entre Congonhas (SP) e Santos Dumont (Rio).
A alternativa será o ônibus. A viagem de ida e volta entre São Paulo e Rio pela viação Itapemirim para junho é a mesma de agora: de R$ 149 (convencional) a R$ 322 (leito, que reclina 65º). O trajeto leva cerca de seis horas.
AUMENTOU GERAL
O "fator Copa" no preço das passagens de avião se dá em outras fases do torneio.
Ir de São Paulo a Belo Horizonte para ver uma partida das oitavas-de-final, em 28 de junho, custa R$ 2.719 na TAM, a partir de Congonhas. É 1.128% mais salgado do que o preço para maio, antes da Copa: R$ 241.
Pela Azul, via Guarulhos, o valor é quase o triplo. Na Gol, por Congonhas, há passagens promocionais à venda por R$ 258,94.
Mas os bilhetes não subiram apenas em destinos concorridos. Uma viagem de Brasília a Natal para ver o segundo jogo sediado na capital potiguar, em 19 de junho, já custa quase o dobro (Gol), o dobro (Avianca) ou quase o triplo do normal (TAM).
domingo, 13 de outubro de 2013
'Não dormi com o presidente', diz consultora que inspirou 'Scandal'
Olhando para a plateia majoritariamente feminina que acabara de assistir ao piloto da série "Scandal", cuja protagonista é inspirada em sua vida, a americana Judy Smith, 54, se antecipa à pergunta que inevitavelmente viria.
"Devo deixar uma coisa clara antes de começarmos: não dormi com o presidente", diz ela, referindo-se ao ocupante da Casa Branca e diferenciando-se da protagonista.
"Com nenhum deles."
Não que Smith, uma gerenciadora de crises que atuou em casos históricos dos governos Reagan (Irã-Contras), Bush (Guerra do Golfo) e Clinton (o escândalo Monica Lewinsky), fosse admitir caso tivesse feito como Olivia Pope, seu alter ego na série.
Rony Maltz/Folhapress
A norte-americana Judy Smith, que foi vice-secretária do governo George H.W. Bush e atuou em crises históricas
A norte-americana Judy Smith, que foi vice-secretária do governo George H.W. Bush e atuou em crises históricas
Sigilo e discrição são essenciais em sua área de atuação, como ela ressalta para o público que assistiu a sua palestra no último domingo, durante o Festival do Rio.
Seu trabalho foi a inspiração para "Scandal", produzida por Shonda Rhimes (criadora de "Grey's Anatomy") e hoje em sua segunda temporada no Brasil, onde novos episódios são exibidos pelo canal Sony às segundas, 22h.
A série conta a história de uma ex-consultora de mídia da Casa Branca, interpretada por Kerry Washington ("Django Livre"), que abre uma empresa de gerenciamento de crises, ajudando a proteger a imagem pública de figuras da elite -políticos, executivos, celebridades e corporações.
"Scandal se tornou algo importante porque foi a primeira vez que uma mulher afro-americana interpretou a protagonista na TV, nos últimos 35 anos", diz Smith, que é também uma das produtoras e consultora de roteiro.
"O público feminino fica feliz de ver alguém com quem pode se identificar. Olivia é uma mulher forte, no ápice de sua forma, mas não é perfeita, tem uma vida pessoal um tanto tumultuada, para dizer o mínimo."
DURONA
Diferentemente do estilo "gladiadora de terno" que caracteriza a protagonista da série, Smith diz adotar uma postura mais suave e mais dentro da lei.
"Não encorajo meus investigadores a bater nos outros para obter informação ou a mexer em cenas de crimes."
Ela e Pope têm em comum o que ela chama de "compaixão pelo cliente". Mas mesmo quando eles praticaram algum crime?
"Todos cometemos erros. A diferença é que os erros que eu e você cometemos não aparecem nos jornais ou na televisão. Acredito muito no perdão e na redenção. O importante é aprender com os erros", responde.
sábado, 12 de outubro de 2013
Cada brasileiro paga, em média, quase R$ 8.000 em impostos por ano
As estimativas mais recentes da carga tributária do país apontam que cada brasileiro pagou, em média, quase R$ 8.000 em tributos federais, estaduais e municipais no ano passado.
Isso significa 35,5% de toda a renda gerada no país, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Trata-se da carga mais alta entre os principais países emergentes (talvez a Argentina tenha carga semelhante, mas as estatísticas do país vizinho não são confiáveis).
Obviamente, nem todos os contribuintes pagam diretamente todos os tributos: há impostos pagos apenas por empresas, contribuições pagas por servidores públicos, taxas pagas por quem utiliza determinados serviços públicos. Mas a tributação significa custos que acabam elevando preços ou reduzindo salários em toda a economia.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Organização contra armas químicas Opaq ganha prêmio Nobel da Paz
A Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas) é a vencedora do Nobel da Paz 2013, anunciou nesta sexta-feira (11) a instituição, em Oslo, na Noruega.
VENCEDORES DO PRÊMIO NOBEL 2013
MEDICINA James E. Rothman (EUA), Randy W. Schekman (EUA) e Thomas C. Südhof (Alemanha)
FÍSICA François Englert (Bélgica) e Peter Higgs (Reino Unido)
QUÍMICA Martin Karplus (Áustria), Michael Levitt (África do Sul) e Arieh Warshe (Israel)
LITERATURA Alice Munro (Canadá)
A entidade está coordenando, junto a ONU (Organização das Nações Unidas), a destruição do arsenal de armas químicas da Síria em meio à guerra civil no país.
A operação é resultado de um plano estipulado pela comunidade internacional e ratificado pela ONU após acordo feito pelos Estados Unidos e pela Rússia para evitar uma intervenção militar.
De acordo com o comitê do prêmio, apesar de a organização ter ganhado notoriedade internacional com a ação na Síria, a instituição Nobel fundamenta a escolha na trajetória da organização, no que diz respeito a seu "extensivo trabalho para eliminar armas químicas".
"Os fatos recentes na Síria, onde houve a utilização de armas químicas, evidenciou a necessidade de se aumentar os esforços para eliminá-las", explicou Thorbjoern Jagland, secretário do Comitê do Prêmio Nobel da Noruega.
Na decisão, foi lembrado que ainda existem países que não assinaram a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e que outros, como os EUA e Rússia, não cumpriram os prazos para a eliminação de seus arsenais.
Além do título, o Nobel da Paz contempla os ganhadores com um valor de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,25 milhão). A cerimônia de entrega acontecerá em Estocolmo em 10 de dezembro, aniversário da morte do fundador do prêmio, Alfred Nobel.
A Opaq, que já foi indicada anteriormente, ganha o prêmio Nobel no ano em que completa 20 anos da assinatura da Convenção de Armas Químicas, tratado internacional criado em 1993 que proíbe a produção e armazenamento desse tipo de arma, e que deu origem a sua fundação, em 1997. Cento e oitenta e nove países aderiram ao tratado da Opaq, que tem sede em Haia (Holanda).
A Opaq é responsável pela destruição de 57.740 toneladas métricas de armas químicas em 86 países; o montante representa 81,1% do total do estoque desses países.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Número de calotes tem quarta queda seguida, e recua 11% no ano, mostra Serasa
SÃO PAULO, 10 Out (Reuters) - O índice de calotes de consumidores no Brasil apurado pela empresa de dados de créditos Serasa Experian recuou 2,8% em setembro em relação a agosto, na quarta queda mensal consecutiva, informou a companhia nesta quinta-feira.
Na comparação com setembro de 2012, o indicador caiu 10,8%, encerrando o acumulado do início de 2013 até o mês passado em alta ligeira de 0,7% sobre um ano antes. Anteriormente, de janeiro a agosto, o índice estava em alta de 2,2%.
"A manutenção das baixas taxas de desemprego, o recuo da inflação após as fortes altas verificadas durante o primeiro semestre e a atitude mais cautelosa dos consumidores perante a contratação de novas operações de crédito têm contribuído para queda sistemática da inadimplência ao longo destes últimos meses", informou a Serasa em comunicado à imprensa.
As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços como telefonia e energia elétrica) e a inadimplência com os bancos foram as principais responsáveis pela queda do indicador, com variações negativas de 2,6% e 2,9%, respectivamente, na comparação com agosto.
Os títulos protestados caíram 20%. Os cheques sem fundos apresentaram variação nula no índice de setembro, segundo a empresa.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Inflação acelera em setembro, mas volta a ficar abaixo de 6% em 12 meses
A inflação oficial acelerou para 0,35% em setembro, após avançar 0,24% em agosto, mas registrou queda pelo terceiro mês seguido no acumulado dos últimos 12 meses, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (9).
A inflação oficial em 12 meses ficou em 5,86%, acima da meta do governo para o período (4,5%), mas dentro do limite previsto (de até 6,5%). É a primeira vez no ano que o indicador fica abaixo do patamar de 6% no acumulado dos últimos dozes meses.
A alta dos preços no país foi considerada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) um dos obstáculos para o crescimento do país. Segundo a entidade, o Brasil deve ter o menor crescimento entre os países emergentes no próximo ano.
Inflação acumulada em 12 meses
Fonte: IBGE
Governo tem segurado alta da gasolina, mas preço deve subir
Para ajudar a inflação a se manter dentro desse objetivo, o governo tem evitado autorizar a Petrobras (PETR4) a elevar os preços da gasolina desde janeiro. A decisão, no entanto, prejudicou a capacidade de investimentos da estatal.
O aumento nos preços é cobrado pela Petrobras, como forma de alinhar os preços internos de derivados de petróleo aos valores internacionais, cotados em dólar.
Ontem, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que o preço da gasolina pode subir este ano, mas não há ainda uma data definida.
O diesel foi reajustado duas vezes este ano pela Petrobras--com altas de 6,6% em janeiro e 5% em março--, enquanto a gasolina teve uma alta de 5,4% janeiro.
Na gasolina, o governo tentou amenizar o impacto sobre a inflação com aumento na proporção de etanol misturado no combustível, de 20% para 25%, mas a decisão só foi executada em maio.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Brasil vai crescer menos da metade dos emergentes em 2014, diz FMI
Pela segunda vez neste ano, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a sua previsão de crescimento para o PIB brasileiro em 2014 e agora prevê que a economia nacional vai crescer menos da metade da média dos países emergentes.
O Fundo estima agora expansão de 2,5% para a economia brasileira no ano que vem, 0,7 ponto percentual menos que na sua previsão anterior, de julho. Na sua primeira projeção, em janeiro, o organismo previa crescimento de 4% para o Brasil.
Apesar da redução, o FMI está mais otimista com a economia brasileira que os analistas consultados pelo Banco Central para o seu relatório Focus, que apontavam alta de 2,2% para 2014.
No caso dos emergentes, a previsão do Fundo é de avanço de 5,1%, ante uma estimativa anterior de 5,5%. Nenhum país (emergente ou desenvolvido) teve um corte maior que o Brasil nas projeções do organismo multilateral.
Para 2013, o Fundo manteve a sua previsão de crescimento de 2,5% para o Brasil. Já os emergentes devem se expandir em 4,5% (0,5 ponto percentual menos que sua estimativa de julho), com fortes recuos nas projeções para Rússia, México e Índia. Em 2012, o PIB brasileiro avançou 0,9%, enquanto a média dos emergentes foi de alta de 4,9%.
"A recuperação do Brasil vai continuar em ritmo moderado, ajudado pela depreciação no câmbio, por um ganho de força do consumo e por políticas que visam o aumento do investimento", disse o Fundo em relatório nesta terça-feira (8).
No entanto, o organismo afirma que a inflação alta (em 12 meses até agosto, o IPCA acumula alta de 6,1%) está afetando a renda real e pode "pesar no consumo". Por isso, recomenda o aumento na taxa de juros.
O Banco Central já elevou os juros quatro vezes neste ano, de 7,25% anuais para 9%. O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne novamente nesta semana e a expectativa do mercado é de novo aumento na taxa.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
PT e PSDB buscam aliados contra Marina e Campos acirra disputa
A aliança da ex-senadora Marina Silva com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), acirrou a disputa entre petistas e tucanos por aliados para a eleição presidencial do próximo ano.
Por recomendação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal estrategista da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o Palácio do Planalto vai intensificar negociações para manter o PDT a seu lado e tirar o PP e o recém-criado Solidariedade da órbita tucana.
'Maioria está perplexa', diz marineiro
Dilma planeja usar a reforma ministerial prevista para o fim deste ano para amarrar as alianças tanto no plano federal como nos Estados.
Do lado do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) vai buscar o apoio do PPS, que tentou sem sucesso atrair o ex-governador tucano José Serra e Marina para lançá-los como candidatos à Presidência.
Editoria de Arte/Folhapress
Sem candidato a presidente, a avaliação é que a aliança natural do PPS é com o PSDB, já que a legenda tem vários parlamentares que se elegeram em coligações com os tucanos em seus Estados.
"Se analisar o cenário de hoje, só tem ele [Aécio] e o Eduardo Campos", diz o presidente do partido, o deputado federal Roberto Freire (SP).
Em conversas reservadas, Aécio disse confiar que, apesar da estratégia do Palácio do Planalto de atrair o apoio de deputados do Solidariedade, a cúpula da nova sigla está fechada com seu projeto.
Seu criador, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, controla o partido, chamou Dilma de "inimiga" na semana passada e já garantiu seu apoio a Aécio. Ele deve contribuir com cerca de 40 segundos em cada bloco de 25 minutos de propaganda eleitoral na televisão em 2014.
O PP será disputado pelo governo Dilma e pelo PSDB. Os articuladores políticos do governo têm conversado com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente da sigla, para garantir seu apoio a Dilma.
Na última eleição, o partido, liderado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que é tio de Aécio Neves, adotou posição neutra. Atualmente, a legenda controla o Ministério das Cidades.
No caso do PDT, a equipe de Dilma acredita que o apoio do partido está garantido, principalmente depois que a presidente bancou o ministro Manoel Dias (Trabalho) mesmo num momento de fragilidade por causa de acusações de irregularidades na pasta ocupada pela legenda.
Ontem, um dia depois do anúncio da aliança de Eduardo Campos com Marina Silva, o Palácio do Planalto avaliava que Dilma pode até ganhar mais chances de decidir a eleição no primeiro turno. Um assessor destacou que dois possíveis candidatos se tornaram apenas um agora.
Além disso, a equipe de Dilma levanta dúvidas se todo o eleitorado de Marina vai marchar a seu lado na aliança com Campos. Acha possível até que uma parcela possa migrar para seu campo.
De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha, concluída no início de agosto, Dilma tinha 35% das intenções de voto. Marina estava com 26%, Aécio tinha 13%, e Eduardo Campos, com 8%, estava em quarto lugar.
Os petistas querem reduzir ao máximo possível as traições nos Estados de aliados no plano nacional. Eles vão trabalhar para evitar a repetição do que ocorrerá na Bahia, onde o peemedebista Geddel Vieira Lima, mesmo com cargo no governo, tende a apoiar algum nome da oposição na campanha.
Em dezembro, a presidente vai trocar boa parte de sua equipe porque vários ministros vão disputar a eleição em 2014. Entre eles estão os petistas Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
domingo, 6 de outubro de 2013
Mesmo com apagão, B52’s recria festa new wave 28 anos depois do Rock in Rio em São Paulo
Rio de Janeiro, 1985. Uma banda de pós-punk da Georgia, EUA, bota milhares de brasileiros para dançar num festival predominantemente metaleiro. Era a estreia do B52’s, colocando cores numa tediosa paleta preta do heavy metal.
São Paulo, 2013. A mesma banda, com formação de front idêntica (as vocalistas “ab-fabs” Kate Pierson e Cindy Wilson e Fred Schneider, o mentor musical e dono da voz metálica uma das marcas registradas da banda), transforma a casa de show HSBC Brasil numa pista de dança new wave, de novo.
O show começa com Planet Claire, já colocando o público no clima festivo que estava por vir. De cara, os agudos de Kate demonstram que os anos foram gentis com suas cordas vocais. Nem tanto para os looks das “meninas”, agora na casa dos 50, e não mais tão montadas como quando surgiram no final dos anos 70 – num época em que a disco music já dava sinais de cansaço, e o pós-punk trazia uma certa melancolia no jeito de vestir.
Quando apareceram, Kate e Cindy causaram com uma coleção de roupas de brechós dos anos 60 e as famosas e imensas perucas “bolo de noiva”, que depois seriam resgatadas por figuras como Amy Winehouse. Agora, as perucas tomaram uma chuva, ganharam um toque de chapinha, e as moças, um banho de loja... de departamento. Tudo mais certinho, pelo menos no visual.
Mas na música a coisa continua impecável. As vozes dos três líderes seguem firmes, cristalinas. A animação no palco, a de uma banda de garagem – apesar dos movimentos econômicos de Cindy, que enquanto tocava o bongô e degustava um drink parecia estar poupando energia para uma aula de ioga.
sábado, 5 de outubro de 2013
Casas têm mais TVs e menos rede de esgoto em 11 Estados do Brasil
Casas com TV, DVD, computador, carro e moto, mas sem esgoto e coleta de lixo.
Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostram que, enquanto no país avança a presença nas residências de bens duráveis, como eletrônicos, boa parte dos Estados fica paralisada --ou até regride-- em serviços como água, esgoto e coleta de lixo.
'Vida melhorou muito, mas não no bairro', diz ex-camelô em Manaus
De 2011 para 2012, 14 Estados tiveram redução no percentual de moradias com esses serviços (em 11 a rede de esgoto não teve nenhum avanço); apenas dois recuaram em bens duráveis. Na média nacional, houve crescimento ou estabilidade, dependendo do item.
Na prática, essa queda mostra que o aumento do número de moradias não é acompanhado no mesmo ritmo pelas políticas públicas.
Um dos maiores entraves ainda é a rede de esgoto. Ao todo, 11 Estados recuaram no acesso a este serviço. No Piauí, o percentual de casas com acesso à rede foi de 4% para 2,8% --queda de 29%.
Bruno Kelly/Folhapress
O motorista de ônibus Jorge Alessandro de Souza, 31, com a mulher, Miriam, 28, e o filho de 12 anos, em casa em Manaus
Oito Estados também recuaram no atendimento de rede de água, enquanto 12 pouco avançaram em coleta de lixo.
De acordo com o instituto Trata Brasil, que monitora dados oficiais de esgoto, os investimentos em coleta hoje são baixos --e ainda menores em tratamento.
"Há um avanço, mas muito aquém do que o país precisa. O governo tem meta de universalizar o serviço em até 20 anos. Se continuar assim, é impossível", diz Édison Carlos, presidente do instituto.
O problema se repete na coleta de lixo. "Os municípios não têm mostrado capacidade de recolher e destinar adequadamente tudo. E os problemas estão se agravando", diz Maria Vitória Ferreira, coordenadora da agenda ambiental da Universidade de Brasília.
Para os Estados, a dificuldade está na falta de recursos.
"As leis valem como se todo o país tivesse as mesmas condições de prover aquilo que está na lei, mas há um desequilíbrio muito grave na distribuição dos recursos", afirma o secretário das Cidades do Piauí, Merlong Solano.
Outro ponto, diz, é a "forte transferência" de moradores da zona rural para a periferia das cidades, o que traz demanda por expansão dos serviços.
A carência de recursos também é apontada como justificativa nos Estados onde a maioria das casas não tem rede de esgoto, como o Piauí.
O presidente da Agespisa (companhia de água e esgoto do Piauí), Antônio Filho, reconhece que os índices são "vergonhosos" e diz que erros de projeto em algumas cidades estão sendo corrigidos.
Estado com o menor percentual de domicílios com coleta de lixo (54,1%), o Maranhão diz que desenvolve projetos com municípios para discutir o destino dos resíduos.
A Cosanpa, companhia de saneamento do Pará, um dos Estados com maior queda no índice de casas com esgoto, diz que faz melhorias na rede desde 2008, mas enfrenta o crescimento populacional.
Marina decide se filiar ao PSB para concorrer em 2014
A ex-senadora Marina Silva decidiu se filiar ao PSB do governador Eduardo Campos (PE). A decisão foi tomada após conversas iniciadas na noite de ontem e concluídas na manhã deste sábado (5).
Assim como Marina, Campos é virtual candidato à Presidência da República. Há, entretanto, um desejo do PSB de ter a ex-senadora, que recebeu 19,6 milhões de votos na disputa presidencial de 2010, como vice na chapa do governador.
Marina e Campos também negociam com o PPS sua adesão ao projeto. O partido foi uma das legendas que ofereceu abrigo a Marina após o veto da Justiça Eleitoral ao partido que ela tentou organizar, a Rede Sustentabilidade.
A união entre Marina e Campos tem o objetivo de formar uma consistente terceira via na corrida ao Planalto, em contraposição à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e à postulação do oposicionista Aécio Neves (PSDB).
TSE julga registro do partido de Marina Silva
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Alan Marques/Folhapress
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Marina Silva chega ao TSE para acompanhar sessão que define o registro do Rede Sustentabilidade
Em sua entrevista ontem, Marina já havia dito que sua decisão levaria em conta o desejo de "quebrar" a polarização política existente no país. Desde 1994, PT e PSDB são os principais antagonistas no cenário político nacional.
Na sexta-feira, enquanto Marina Silva discutia seu futuro com aliados, o primeiro contato de Eduardo Campos foi feito. Em seguida, ele pegou um avião para Brasília para ter uma conversa pessoalmente com a ex-senadora.
FRACASSO DA REDE
A decisão de migrar para o PSB foi tomada após a Rede Sustentabilidade não ter passado no teste das assinaturas, conforme decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última quinta-feira (3). Para disputar as eleições de 2014, ela precisa estar filiada a um partido político até hoje.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Pastor pede R$ 21 milhões aos fiéis para pagar dívida de TV
Com voz chorosa, desesperançoso e cabisbaixo, o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, iniciou nesta semana uma campanha para a arrecadar ao menos R$ 21 milhões para pagar dívidas da igreja, especialmente as referentes ao aluguel de horário do canal 21, do Grupo Bandeirantes.
A igreja arrendou a emissora praticamente por 24 horas por dia e agora está com dificuldades em cumprir a obrigação...
"Amor à Vida" vai ganhar templo evangélico e pregação em bar
ALÉM DISSO...
Valdemiro afirma que há vários templos com aluguéis atrasados, além de atrasos no pagamento de outros horários locados em rádios e TVs Brasil afora. Um especialista em igrejas, ouvido por esta coluna, que pede para não ser identificado, afirma que dois fatores prejudicaram substancialmente a Igreja Mundial, e que esses fatores ameaçam até a existência da linha evangélica:
Motivo 1)
A tentativa de crescer rápido demais e sem controle algum sobre a contabilidade; ou seja, a igreja contou que podia crescer mais rapidamente até que a Igreja Universal, mas confiou demais na generosidade dos fiéis; acontece que os fiéis (classes C e D, principalmente) já estão com outras dívidas e pararam de colaborar tanto. A Igreja Mundial quis crescer mais e mais rapidamente do que o possível.
Motivo 2)
A guerra deflagrada pela Igreja Universal contra a Mundial, no ano passado. Por meio da Record, a Universal exibiu reportagens que acabaram com a saúde contábil da Mundial, que acabou investigada pelo Ministério Público e, principalmente, pela Receita Federal. A Igreja teve de vender propriedades, gado, se desfazer de templos... Enfim, entrou num verdadeiro gargalo financeiro. Esse gargalo está agora se apertando ainda mais.
Mastrangelo Reino - 31.ago.2011/Folhapress
Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial
Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial
FALANDO EM CLASSE C...
Ela é a "culpada" pela súbita estagnação das assinaturas de novas TVs pagas. Foram justamente as classes C e D que causaram o "boom" de assinaturas nos últimos cinco anos, pelo menos. Acontece que essas classes gastaram em muitas outras coisas, além da TV paga: viagens, presentes, eletrodomésticos, carros populares. Agora estão atoladas de carnês e têm pouca margem para fazer mais compras. A TV por assinatura, para essas classes, deixou de ser um objeto de desejo primário.
CHORA, BANANEIRA....
Entenda como quiser, como boa ou má notícia. Tudo depende do seu gosto televisivo, caro leitor: mas "A Fazenda 7" já está garantida para 2014. Por outro lado, "A Fazenda de Verão" está subindo a calha rumo ao telhado.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Incerteza em relação à economia do país bate recorde
As apostas dos analistas para o crescimento da economia brasileira em 2015, quando terá início um novo mandato presidencial, variam atualmente de 0,5% a 4,5%.
Os quatro pontos percentuais que separam os extremos de otimismo e pessimismo do mercado revelam um nível recorde de incerteza em relação ao rumo do país em um horizonte de dois anos.
Já as previsões para 2014 oscilam entre 0,5% e 3,7%. Considerando as projeções feitas sempre no fim de setembro para o ano seguinte, a divergência atual entre os analistas só perde para a registrada em 2002, antes da eleição de Lula.
Editoria de Arte/Folhapress
"Essa distância grande entre as projeções máximas e mínimas indica que o mercado está muito inseguro sobre o futuro da economia", afirma Marcelo Fernandes, professor da FGV-SP e da Queen Mary University of London.
EFEITO DA INCERTEZA
As projeções feitas por economistas para o comportamento de indicadores como PIB, inflação e câmbio nem sempre são certeiras. Quanto mais distante o período analisado, maior se torna o risco de erro.
Apesar disso, as previsões são referências acompanhadas por governo, empresários e investidores. Apostas muito divergentes podem contribuir para o aumento de incerteza em relação ao desempenho da economia e a redução da confiança em uma possível recuperação.
"Essa incerteza refletida na grande dispersão das projeções é ruim porque afeta decisões de investimento", diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores.
Com isso, segundo Borges e Fernandes, a insegurança em relação ao futuro acaba afetando o comportamento presente da economia.
"Em um ambiente incerto, a reação natural é reduzir riscos. As empresas cortam investimentos e isso dificulta o crescimento da economia", diz Fernandes.
CAUSAS
A lista de fatores que têm contribuído para a grande divergência nas expectativas sobre o desempenho da economia brasileira é longa.
Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco, cita, entre outras causas, as recorrentes surpresas negativas em relação à recuperação da economia brasileira desde 2011.
A frustração em relação ao desempenho da economia global, a eleição presidencial de 2014 e a atitude mais intervencionista do governo nos últimos anos também são citadas por especialistas como motivos de insegurança.
Por outro lado, existe a possibilidade de que os grandes eventos esportivos que o Brasil sediará e as concessões de infraestrutura ao setor privado tenham forte impacto positivo sobre a recuperação.
Borges, da LCA, destaca que, dependendo do peso que atribuem a cada um desses fatores, os analistas chegam a uma conta diferente em relação ao potencial de crescimento da economia sem pressões inflacionárias.
O risco do atual cenário de forte divergência é que contribua para adiar ainda mais a recuperação econômica.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
São Paulo ensaia um novo boom de venda de imóveis
O mercado imobiliário da cidade de São Paulo apresentou o terceiro melhor resultado nas vendas dos lançamentos residenciais da história para o mês de agosto.
Foram negociadas no mês 3.464 unidades novas, segundo dados obtidos pela Folha com o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário) -alta de 86% em relação ao mesmo período do ano passado.
O volume é inferior apenas ao vendido no mês nos anos de 2008 e 2009. Na ocasião, o setor vivia um "boom" de lançamentos, posterior à abertura de capital de boa parte das incorporadoras em 2007, que injetou dinheiro no mercado.
A pesquisa com a atual metodologia começou em 2004.
No acumulado do ano, as vendas subiram 46% em relação ao mesmo período de 2012. O resultado foi puxado pelo segmento de um dormitório, nicho de investidores, que apresenta neste ano recorde histórico nas vendas.
O total comercializado até agosto de imóveis de um quarto (5.601 unidades) supera os números de todo o ano passado (4.202). Essas unidades compactas são um dos focos dos lançamentos em bairros de alto padrão ou próximos a centros financeiros.
Em cenário de juros mais baixos e com menor rendimento das aplicações financeiras, esse tipo de imóveis ganhou a preferência dos investidores. São um meio de garantir rentabilidade com aluguel, já que as unidades menores são locadas de forma mais rápida.
O investimento nessa tipologia ganhou força também em razão do excesso de salas comerciais lançadas nos últimos anos, outro nicho de investidores.
"Vai haver uma entrega um pouco elevada de salas no fim do ano ou até o começo do ano que vem. Isso fez com que o investidor migrasse desse produto para o imóvel de um dormitório, com uma boa relação entre custo e rentabilidade", diz Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP.
Neste ano, construtoras organizaram ações promocionais para reduzir o estoque, oferecendo descontos que em alguns casos chegavam a 30% do valor do imóvel, o que se refletiu na alta dos demais segmentos.
Nos lançamentos, houve elevação de 38% no acumulado de janeiro a agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, para 18.261 unidades.
RECUPERAÇÃO
Uma recuperação do mercado imobiliário paulistano era esperada, já que o ano passado apresentou recuo de 27% nos lançamentos e ligeira queda nas vendas.
Ainda assim, os números surpreenderam parte do mercado, que prevê necessidade de redução no número de lançamentos para equilibrar oferta e demanda, caso os lançamentos não se reduzam logo.
"Se o setor continuar crescendo forte, em algum momento vai ter que dar um ajuste, até o final do ano ou até o começo do ano que vem", diz Bernardes. "O nível de crescimento está incompatível com o restante da economia e com o mercado imobiliário do país."
Segundo ele, o Rio cresce em ritmo menor que o de São Paulo e, nas outras cidades, há estabilidade ou decréscimo. "São Paulo se justifica por ser uma economia muito pujante, mas nem tanto."
Para Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do SindusCon-SP (sindicato da construção), porém, não há motivo para preocupação e a única incerteza diz respeito ao Plano Diretor, em discussão na Câmara.
De acordo com ele, a renda e o volume de crédito para financiamento estão em bom nível, e a demanda por imóveis continua forte, o que leva a um crescimento "saudável" do mercado.
"Em muitas outras capitais do Brasil, a demanda caiu, mas em São Paulo continua muito forte", afirma.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
EUA começam paralisação parcial de serviços por falta de verbas 18
A Casa Branca determinou no final da noite desta segunda-feira (30) o início da paralisação das atividades em diversas agências federais, após o fracasso do Congresso em aprovar o novo Orçamento federal.
O fechamento do governo, o primeiro nos Estados Unidos desde janeiro de 1996, obrigará que quase 800 mil funcionários fiquem sem trabalhar e pode custar mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,22 bilhões) aos cofres públicos, segundo a Casa Branca.
"As agências devem executar agora os planos para uma paralisação ordenada diante da ausência de recursos", disse Sylvia Mathews Burwell, diretora do bureau de Orçamento da Casa Branca.
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"Pedimos ao Congresso que atue rapidamente para aprovar a lei (...) que permita tempo suficiente para a votação de um orçamento para o ano fiscal", destacou Burwell.
A ordem foi emitida minutos antes de o governo americano ficar sem verba devido ao impasse no Orçamento envolvendo uma queda de braço entre os democratas e a oposição republicana.
Wall Street fechou em queda nesta segunda-feira - assim como as principais bolsas mundiais -, afetada pela possibilidade de que os congressistas não cheguem a um acordo a tempo.
Impasse no Congresso motivou paralisação
A decisão ocorre após o Senado, de maioria democrata, rejeitar nesta segunda-feira à noite a nova versão do projeto de lei orçamentário aprovada minutos antes pela Câmara de Representantes, de maioria republicana.
Os senadores democratas rejeitaram o texto do Orçamento devido ao artigo que adia a entrada em vigor da reforma de Saúde promovida pelo presidente Barack Obama, a chamada Obamacare, prevista para esta terça-feira (1º).
Minutos antes, a Câmara de Representantes havia adotado um terceiro projeto temporário de Orçamento, por 228 votos a 201, aprovando o Orçamento mas retardando, por um ano, a aplicação do Obamacare.
Para o senador democrata Harry Reid, os legisladores do partido Republicano "perderam a cabeça" e preferiram provocar a paralisação do governo federal apenas para impedir a reforma do sistema de saúde.
"Albert Eistein dizia que a estupidez consiste em fazer a mesma coisa, várias vezes, pensando em se obter um resultado diferente", ironizou o senador Reid em referência aos deputados do partido Republicano.
A proposta republicana "é uma extorsão, não um compromisso", declarou o senador democrata Charles Schumer nesta segunda-feira à rede MSNBC. "Não somos nós que queremos parar", justificou a representante republicana Marsha Blackburn à CNBC.
Para a maioria dos americanos (46%), o agora efetivo fechamento parcial de repartições públicas é de responsabilidade dos republicanos, enquanto 36% culpam o governo, segundo pesquisa da CNN/ORC International publicada nesta segunda-feira, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.
Obama fará nova reunião com congressistas nesta terça
Em meio à queda de braço, o presidente Barack Obama se reuniu nesta segunda-feira com os líderes do Congresso e fará o mesmo na terça-feira, mas reiterou que não negociará sob ameaça de uma paralisação dos serviços.
"Infelizmente, o Congresso não cumpriu com sua responsabilidade. Não foi capaz de aprovar um orçamento e como resultado, grande parte do nosso governo deve fechar agora até que o Congresso volte a financiá-lo", disse o presidente dos EUA, Barack Obama, em um vídeo divulgado pela Casa Branca.
Projeto de reforma de saúde é centro do impasse
A lei conhecida como "Obamacare" torna obrigatórios os seguros de saúde e destina fundos públicos para subsidiar as pessoas que não têm capacidade de adquiri-los.
Os republicanos entendem que a norma disparará o já enorme déficit fiscal.
Teto da dívida
O Congresso deve votar, além disso, um aumento do limite legal do endividamento do país, atualmente em US$ 16,7 trilhões (R$ 37 trilhões), sem o qual os EUA se arriscam à primeira moratória de sua história a partir de 17 de outubro.
No momento, o Estado federal funcionou graças a "medidas extraordinárias" adotadas pelo departamento do Tesouro, mas o titular dessa pasta, Jacob Lew, advertiu que em meados de outubro os fundos acabarão. (Com agências internacionais)
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Vai e vem eleitoral: A cinco dias de data-limite, partidos correm atrás de registro e filiações
Se a última semana, marcada pela oficialização de duas novas legendas (Pros e Solidariedade), agitou os bastidores do meio político, esta promete ser ainda mais conturbada. Legendas e pré-candidatos têm até sábado (5) para definirem as filiações dos interessados em disputar as eleições de 2014.
Além disso, é grande a expectativa em torno do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) do registro da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora e presidenciável Marina Silva, que deve abarcar candidatos de várias siglas. Outro partido que busca o registro é o Arena (Aliança Renovadora Nacional), que carrega o mesmo nome da organização que sustentou a ditadura militar brasileira (1964-85).
Bolão eleitoral: na sua opinião, como será disputa presidencial em 2014?
Pela lei, os candidatos precisam estar filiados às legendas em até um ano antes da disputa das eleições, que serão realizadas em 5 de outubro de 2014. Esgotado o prazo, os candidatos não poderão mudar de sigla. A mesma regra vale para a oficialização de novos partidos. Depois de sábado, as legendas que obtiverem registro no TSE só poderão participar das próximas eleições (2016 adiante).
Também encerra no sábado o prazo para a definição dos domicílios eleitorais dos candidatos. Assim, um pré-candidato domiciliado em São Paulo, por exemplo, que queira disputar as eleições no Rio de Janeiro, terá de fazer a transferência do título de eleitor nos próximos dias.
A data-limite de filiação não vale para ministros de Estado e do Judiciário (como Joaquim Barbosa, que mesmo sem nunca ter falado em candidatura aparece bem nas pesquisas), juízes, secretários de Estado, diretores e chefes de autarquias, entre outros, que queiram se candidatar em 2014. Esses precisam deixar seus postos --a chamada descompatibilização-- e se filiar a um partido até seis meses antes das eleições. Os demais servidores públicos têm de se afastar de suas funções há três meses do pleito.
Qualquer alteração nas regras eleitorais também precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff até sábado. Atualmente, está em tramitação na Câmara dos Deputados a minirreforma eleitoral, que dificilmente será sancionada a tempo.
Veja abaixo as movimentações dos partidos e candidatos na reta final para a definição do cenário eleitoral:
domingo, 29 de setembro de 2013
Secretário-geral da ONU tem primeiro encontro com líder dos rebeldes sírios
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, teve o primeiro encontro, neste sábado (28), com o líder da Coalizão Nacional Síria, a principal força de oposição ligada aos rebeldes sírios, em uma tentativa de pressionar para uma conferência de paz.
O encontro provavelmente desagradará o governo do presidente Bashar al-Assad, que ainda é reconhecido nas Nações Unidas e chama, constantemente, a coalizão e outros opositores de "terroristas".
O presidente da coalizão, Ahmad al-Jarba, disse a Ban que a oposição estava pronta para enviar uma delegação para a conferência, de acordo com porta-voz da ONU, Martin Nesirky.
Ban anunciou nesta sexta-feira (27) que quer organizar, em meados de novembro, uma continuação da conferência de paz de Genebra, realizada em junho de 2012, quando as principais potências assinaram uma declaração que deveria haver um governo de transição na Síria.
"O secretário-geral acolhe o compromisso do senhor Jarba de enviar a delegação à Conferência de Genebra e pede à Coalizão Nacional que entre em contato com outros grupos de oposição e entrem em acordo sobre um representante e uma delegação unida", disse Nesirky.
Ban "destacou a importância de um sério diálogo o quanto antes, bem como a necessidade de garantir a responsabilização pelos crimes de guerra", disse o porta-voz.
No dia 13 de setembro, Ban Ki-moon disse que Assad cometeu "muitos crimes contra a humanidade". Ele intensificou as críticas a Assad desde o ataque com armas químicas próximo a Damasco no dia 21 de agosto.
Uma investigação da ONU concluiu que foi usado gás sarin, mas não atribuiu a culpa a nenhum dos lados. Segundo a ONU, mais de 100 mil pessoas já morreram na guerra síria.
ARMAS QUÍMICAS
Ontem, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, uma resolução que exige a eliminação do estoque de armas químicas da Síria.
O texto passou com o apoio de todos os 15 membros do grupo.
Considerada branda, a resolução não autoriza a intervenção militar automaticamente no caso de o regime Sírio não cumprir o acordo.
O ponto foi motivo de discórdia por várias semanas com a Rússia, aliada do ditador Bashar al-Assad, que desaprova o ataque ao país.
Por ser um dos cinco membros permanentes do conselho, a Rússia possui direito de veto.
Conforme a resolução, o conselho pode impor medidas punitivas à Síria, mas elas terão de passar por uma nova votação, na qual a Rússia ainda poderá exercer seu poder de veto.
sábado, 28 de setembro de 2013
Descumprimento de jornada de trabalho por médicos é alvo de apurações
Não é só a falta de médicos que é motivo de preocupação na saúde pública brasileira. O não cumprimento da jornada de trabalho dos profissionais é outro problema vivido por Estados e municípios.
A Folha mapeou casos na rede do SUS em pelo menos cinco Estados, que mobilizaram órgãos como Ministério Público de Minas Gerais e TCE (Tribunal de Contas do Estado) de Santa Catarina.
Entidade defende fiscalização dos médicos pelo poder público
No sudeste de Minas, por exemplo, a Promotoria cruza dados de médicos desde 2009 para constatar irregularidades --como a atuação ao menos três empregos públicos.
O promotor Rodrigo Ferreira de Barros diz que a Constituição proíbe acúmulo de mais de dois cargos do tipo.
A fiscalização resultou em cem inquéritos envolvendo profissionais das redes estadual e municipal que não cumpriam a carga horária --90% deles, médicos.
Em dois procedimentos foram firmados TACs (termos de ajustamento) que resultaram na devolução de dinheiro aos cofres públicos. A ação será estendida para 94 municípios do sudeste mineiro.
"O profissional que atua dessa forma pode responder por falsidade ideológica e crime contra a administração pública", disse Barros.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Troca de partidos envolve 47 congressistas no 1º dia
A aprovação dos dois novos partidos políticos do Brasil abriu ontem na Câmara a temporada de troca-troca de deputados entre as legendas. Em alguns casos, parlamentares foram disputados em uma espécie de "feirão" de filiações.
A Folha identificou pelo menos 46 deputados -ou 8,9% da Casa- e um senador que negociam ingressar principalmente no oposicionista Solidariedade, do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e no Pros (Partido Republicano da Ordem Social), montado por um ex-vereador do interior de Goiás e de tendência governista.
Em dez anos, siglas receberam R$ 2,36 bi de financiamento público da Justiça eleitoral
'Tem de tudo aqui dentro', afirma fundador do Pros
Rede usa criação de legendas para cobrar aprovação de registro
As duas siglas, que receberam aval do Tribunal Superior Eleitoral na noite de anteontem, promoveram ontem reuniões em Brasília, cada uma com cerca de duas dezenas de deputados federais.
Em alguns casos, como os dos deputados Marçal Filho (PMDB-MS) e José Humberto (PHS-MG), a filiação dos dois foi comemorada tanto por um quanto pelo outro partido.
Editoria de Arte/Folhapress
"Estou sendo disputado apenas como um deputado [qualquer]", minimizou Marçal Filho, que ameaça deixar o PMDB devido a divergências regionais com a sigla.
O deputado afirmou ontem que ainda não se decidiu e que "tem resistência" a mudar de partido.
O ex-atacante da seleção brasileira de futebol Romário (ex-PSB-RJ), que cumpre seu primeiro mandato e havia sido anunciado recentemente como "reforço" do PR de Anthony Garotinho, disse, segundo os dirigentes do Pros, "estar 99,9% fechado" com a nova legenda.
No início da noite, conversava no plenário sobre seu futuro com Paulinho, como o presidente da Força Sindical é conhecido.
Apesar de a Justiça Eleitoral ter estipulado em 2007 regras de fidelidade partidária que determinam a perda do mandato de quem muda de sigla, não há punição para a migração a novos partidos, o que tornaram o Solidariedade e o Pros as "estrelas" do atual troca-troca.
Ainda falta saber se o TSE aprovará a Rede, o partido que Marina Silva quer montar para concorrer à Presidência. Posicionada num patamar de 25% das preferências, ela tem potencial de atração.
Um cena presenciada pela Folha anteontem ilustra a corrida pelas filiações que tem tomado conta do Congresso. Elas têm que ser sacramentadas até o dia 5 (um ano antes das eleições) para que o candidato possa participar da disputa de 2014.
Em movimentada mesa da sala de cafezinho do plenário da Câmara, o presidente do Pros, o ex-vereador Eurípedes Júnior, recebia, individualmente ou em grupo, deputados interessados em ingressar na legenda.
Na mesa ao lado, Paulo Pereira da Silva, idealizador do Solidariedade e que deve apoiar Aécio Neves (PSDB) na campanha presidencial em 2014, fazia o mesmo com grupos distintos.
Em pelo menos um caso, o "alvo" era o mesmo. Pouco depois de conversar com o Pros, o deputado José Humberto pulou para a mesa de Paulinho. "Tenho um convite do Solidariedade e do Pros, mas não são os únicos que eu tenho", desconversou o deputado à Folha.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Pagar tributos custou à indústria R$ 24,6 bilhões em 2012
A indústria de transformação gastou R$ 24,6 bilhões somente para pagar tributos no ano passado, valor que representa 10% da folha de pagamento do setor e o dobro do que investiram em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Burocracia afeta mais a receita da pequena indústria
Análise: Custo da burocracia afasta investidores e tendência é ficar ainda mais alto
Isso equivale a dizer que, para cada R$ 1.000 desembolsados no pagamento de impostos, a indústria gastou mais R$ 64,90 em burocracia.
Editoria de Arte/folhapress
"É um dinheiro perdido que vai para o ralo", diz José Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp (federação da indústrias paulistas).
"Em vez de investir em tecnologia para tornar a produção mais eficiente e entregar ao consumidor um produto melhor e mais barato, o empresário é obrigado a gastar com a burocracia tributária."
Os custos diretos e indiretos da burocracia representam 2,6% do preço final dos produtos, considerado o efeito cascata na cadeia produtiva do pagamento de tributos desde a compra de insumos.
É a primeira vez que a federação mensura o custo na indústria em nível nacional. Os dados, obtidos pela Folha com exclusividade, serão apresentados amanhã em seminário em São Paulo. O objetivo é discutir com os fiscos (estadual e federal) como simplificar o sistema, evitar o excesso de normas e reduzir o número de tributos.
Para calcular o custo total gasto com pagamento de impostos, o levantamento considerou uma amostra representativa do setor, com 1.180 indústrias de todos os portes.
Dos R$ 24,6 bilhões, a maior parte foi para pagar funcionários e gestores ligados à área tributária: R$ 16, 3 bilhões. Em média, as empresas alocam dez pessoas para cuidar de atividades ligadas à tributação, incluindo pagamentos fiscais, encargos sobre a folha de pagamento ou de contabilidade.
Os gastos com instalação e operacionalização de softwares, obrigações acessórias (livros, registros e armazenamento de dados) e terceirização de serviços fiscais somaram R$ 6,5 bilhões. Os custos judiciais das empresas foram de R$ 1,8 bilhão.
Augusto Boccia, dono da indústria São Rafael, fabricante de câmaras frigoríficas há 39 anos no Arujá (SP), diz que, depois de idas e vindas, terceirizou a contabilidade e criou uma equipe interna para conseguir cumprir o emaranhado de leis e regras.
"É impossível manter-se atualizado e conseguir entender toda a legislação. Gasto em média R$ 50 mil por mês com cumprimento da parte fiscal e contábil. Do meu faturamento anual, isso representa 2,25%", diz.
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, 30 novas normas tributárias são editadas por dia no Brasil, o equivalente a 1,25 por hora.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Musical inspirado no filme 'Madagascar' chega a São Paulo para curta temporada
e 26 de setembro a 6 de outubro, a ilha de Madagascar terá um novo endereço. O leão Alex, a zebra Marty, a girafa Melman e a hipopótamo Gloria irão se apresentar em São Paulo no musical "Madagascar - Ao Vivo!", inspirado no primeiro filme da série.
As aventuras do grupo serão revividas ao som de hits como "I Like to Move It", do compositor e cantor norte-americano Will.I.Am --"Eu Me Remexo Muito", na versão em português.
Na história Alex é a grande atração do zoológico do Central Park, em Nova York. Ele e seus amigos passaram a vida em cativeiros, mas a zebra Marty decide que é hora de fugir e explorar o mundo.
Os outros animais saem a sua procura e não conseguem voltar para casa: são capturados e partem em um navio rumo à África. Os personagens, sabotados por pinguins, vão parar na ilha de Madagascar e, além de serem obrigados a sobreviver numa selva de verdade, devem aprender a lidar com os habitantes da ilha, os lêmures.
Madagascar Ao Vivo!
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Musical chega a São Paulo para curta temporada, de 26 de setembro a 6 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera
PARA CONFERIR
"Madagascar - Ao Vivo!"
QUANDO 26 de setembro a 6 de outubro, de quinta-feira a domingo
ONDE Ginásio do Ibirapuera (r. Manoel da Nóbrega, 1361, Vila Mariana; tel. 0/xx/11/3887-3500)
QUANTO de R$20 a R$200
Os ingressos podem ser adquiridos pelo site ou pelo tel.: 4003-558
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
"Behind the Candelabra" é o grande vencedor do Emmy com 11 prêmios
grande vencedor do Emmy 2013 foi o telefilme "Behind the Candelabra", estrela do por Matt Damon e Michael Douglas que conta a história do pianista gay Liberace. A produção levou os prêmios de melhor ator (Douglas), melhor diretor, para Steven Soderbergh e também na categoria melhor minissérie ou telefilme.
No total, foram 11 prêmios, incluindo elenco, direção de arte, edição, hairstyling, mixagem de som, figurino, fotografia, maquiagem com prótese e maquiagem sem prótese. O filme da HBO, que no Brasil ganhou o título de "Minha Vida com Liberace", recebeu um total de 15 indicações ao Emmy 2013.
"Modern Family" pela quarta vez levou o prêmio de melhor série de comédia. "Breaking Bad", em sua última temporada, levou pela primeira vez o Emmy de melhor série dramática.
O primeiro Emmy da noite foi para a atriz Merritt Wever como melhor atriz coadjuvante de uma série de comédia por "Nurse Jackie". Completamente chocada com o prêmio, a atriz não deu discurso de agradecimento. Limitou-se a dizer: "Preciso ir embora." E saiu.
Parte da surpresa se deve ao fato de que a colombiana Sofía Vergara aparecia em melhor posição para ficar com o Emmy de melhor atriz coadjuvante em comédia, prêmio que lhe escapara nas três últimas edições.
Dentre os destaques nas categorias de comédia, estão o ator Jim Parsons, que levou o terceiro Emmy de sua carreira pelo papel de Sheldon na série "The Big Bang Theory", e Julia Louis-Dreyfuss, premiada por seu papel na série "Veep".
Jessica Lange, considerada a favorita da noite na categoria melhor atriz de minissérie ou telefilme por seu trabalho em "American Horro Story - Asylum" perdeu para Laura Linney em "The Big C".
Após ser ameaçada de morte por papel em "Breaking Bad", atriz Anna Gunn leva Emmy de melhor atriz coadjuvante em série de drama. Seus companheiros de elenco, no entanto, não tiveram a mesma sorte. Bryan Cranston foi derrotado na categoria masculina por Jeff Daniels, por seu trabalho em "The Newsroom". Já Aaron Paul e Jonathan Banks perderam na categoria melhor ator coadjuvante em série de drama para Bobby Canavalle em "Boardwalk Empire".
A cerimônia, apresentada pelo ator Neil Patrick Harris, começou com a participação de vários ex-apresentadores. Tina Fey e Amy Poheler, que também apresentaram a premiação em uma edição anterior, fizeram piada com a performance de Miley Cyrus no VMA.
domingo, 22 de setembro de 2013
Inflação elevada muda hábitos no supermercado
Com o bolso mais apertado e menos confiante na economia, o consumidor voltou a fazer compras do mês, a se deslocar mais para economizar e a buscar nas prateleiras dos supermercados mais baratos uma forma de se proteger da inflação.
Pesquisa da consultoria CVA Solutions com 6.985 consumidores de todo o país mostra um avanço dos supermercados mais populares e do atacarejo (que vende em quantidades maiores e a preços menores) na preferência dos clientes, em detrimento de benefícios como variedade de produtos e da qualidade no atendimento.
O estudo foi realizado em agosto, quando a inflação acumulada em 12 meses pelo IPCA foi 6,07%. Na ocasião, os consumidores avaliaram 65 redes varejistas de todas as regiões do país.
Foram considerados três itens relacionados a custos (preço, promoções e facilidade de pagamento) e dez referentes a benefícios (inclui desde reputação da loja, atendimento, variedade e qualidade de produtos até tempo na fila, estacionamento e proximidade).
"Os supermercados mais bem avaliados focaram em preço, promoções e parcelamento. Atacadão e Assaí se destacaram porque a grande referência deles para o consumidor é o preço", diz Sandro Cimati, sócio da consultoria CVA Solutions, empresa de pesquisa de mercado.
sábado, 21 de setembro de 2013
Obra em trecho crítico da Régis Bittencourt é adiada para 2017
O governo federal adiou de novo a entrega da duplicação da serra do Cafezal, principal gargalo da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que liga São Paulo ao Sul do país.
A obra, prometida desde a década de 90, na gestão FHC, deveria ter sido concluída em 2012, conforme cronograma de quando ela foi privatizada pelo governo Lula, em 2008.
Obra na Régis Bittencourt é complexa, diz agência de transporte
Ela não ficou pronta e, agora, um novo prazo foi oficializado: começo de 2017.
A data foi estabelecida neste mês, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com a Autopista Régis Bittencourt.
A serra envolve um trecho sinuoso entre os municípios de Juquitiba (72 km de SP) e de Miracatu (138 km de SP). De acordo com a concessionária, 11 km dos aproximadamente 30 km estão prontos.
O principal impasse que se arrasta há duas décadas se refere à licença ambiental.
Depois de seguidos atrasos nas gestões tucanas e petistas desde os anos 90, a obra havia sido prometida de novo, dois anos atrás, para 2013.
A região da serra segue como uma das perigosas das estradas que cortam São Paulo. Somente do km 343 ao km 363, trecho que agora foi incluído no TAC, foram registradas em 2011, último dado tabulado pelo governo federal, 307 acidentes, que deixaram 13 mortos e 140 feridos.
A concessionária estima gastar R$ 700 milhões na duplicação de toda a serra, que será a principal obra já feita na Régis após a inauguração.
Só no km 357 da rodovia houve naquele ano 32 acidentes, 64 feridos e nove mortos.
Com a falta de alternativas ao motorista na ligação ao Sul, qualquer acidente no trecho forma filas gigantescas.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Trabalho protegeu ONGs irregulares, diz CGU
Na definição de Jorge Hage, ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, o Ministério do Trabalho encontra-se em “situação extrema”. Tornou-se uma pasta extremamente irregular. Em entrevista ao blog, Hage contou que o ministério comandato pelo PDT desde 2007 mantém convênios ativos com mais de 20 ONGs irregulares. Abasteceu-as de verbas públicas sem se importar com as recomendações em contrário feitas pela CGU.
Há mais: o Ministério do Trabalho descuidou até das aparências. Absteve-se de analisar a escrituração formal dos acordos firmados com ONGs. “Tem mais de mil prestações de contas acumuladas”, disse Hage. Há pior: passando por cima de um decreto de Dilma Rousseff, o ministério livrou ONGs de fancaria de figurar num cadastro oficial de entidades que, por inidôneas, não poderiam continuar recebendo dinheiro público.
Vale a pena ouvir Jorge Hage: “O que foi determinado aos ministérios no decreto da presidenta Dilma é que, havendo irregularidades, eles comuniquem à CGU para que a ONG vá para o cadastro de impedidas e, paralelamente, instaurem a tomada de contas especial. O Ministério do Trabalho, na grande maioria das vezes, não comunicou a situação irregular da entidade para nós colocarmos no cadastro.”
O decreto de Dilma foi editado em 2011, o ano da “faxina”. Um período em que foram ao olho da rua por corrupção seis ministros, três deles enrolados com ONGs: o peemedebista Pedro Novais (Turismo), o ‘comunista do B’ Orlando Silva (Esportes) e o pedetista Carlos Lupi (Trabalho). Depois dessa “varredura”, afirmou Jorge Hage, todos os ministérios se aprumaram, menos um. “O caso específico do Ministério do Trabalho diria que talvez tenha sido o pior dos exemplos. Nós reiteramos inúmeras vezes as recomendações e elas não foram cumpridas”, declarou o chefe da CGU.
Há pelo menos quatro anos o feudo do PDT na Esplanada frequenta as auditorias da CGU de ponta-cabeça. Em 2009 e 2010, último biênio da gestão Lula, a equipe de Jorge Hage fez ressalvas ao aprovar as contas do Ministério do Trabalho. Em 2011 e 2012, já sob Dilma, as contas da pasta receberam o carimbo de “irregular”. Por quê?
“Já não era possível reiterar as mesmas recomendações que simplesmente não eram cumpridas”, disse Jorge Hage. “Sempre havia uma desculpa, uma justificativa para continuar com o convênio… Então, chegou-se a essa situação extrema.” Dilma sabe de tudo isso?, indagou o repórter. E Hage: “Ela tem a informação global, geral, como é adequado ao seu nível de gestão, como maior autoridade do Executivo.”
Embora saiba, no geral, o que se passa na pasta do Trabalho, a presidente manteve o PDT no comando das irregularidades. Ao ser ejetado da poltrona, em dezembro de 2011, Carlos Lupi, presidente do PDT federal, escreveu numa nota: “…Decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável. Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence.”
Dilma também mandou divulgar uma nota. O texto não ornava com a cena: “A presidenta agradece a colaboração, o empenho e a dedicação do ministro Lupi ao longo de seu governo e tem certeza de que ele continuará dando sua contribuição ao país.” A contribuição de Lupi ao país é até hoje desconhecida. Mas o auxílio dele a si próprio e ao PDT materializou-se na figura do também pedetista Paulo Roberto Pinto. Segundo na hierarquia do Trabalho, ele assumiu interinamente o ministério.
A interinidade de Paulo Roberto durou cinco meses, até Dilma converter o deputado Brizola Neto em ministro. Desafeto de Lupi, o neto de Leonel Brizola teve vida curta no ministério. Há seis meses, rendendo-se às ameaças de Lupi de fechar com outro presidenciável em 2014, Dilma permitiu que ele indicasse outro ministro: o catarinense Manoel Dias, secretário-geral do PDT.
O novo preposto de Lupi devolveu à cadeira de número 2 da pasta do Trabalho o preposto anterior, Paulo Roberto Pinto. Nos últimos 15 dias, a Polícia Federal informou ao país qual foi o resultado da ação entre amigos. Num par de operações —Esopo e Pronto Emprego— a PF desativou esquemas que transferiram do Trabalho para a caixa registradora de ONGs algo como R$ 418 milhões. Foram em cana duas dezenas de pessoas. Manoel Dias tornou-se um ministro seminovo. Registraram-se baixas na equipe do ministério. Entre os que caíram, estava Paulo Roberto, o número 2.
Instado a comentar a emboscada política que se armou contra o contribuinte no Ministério do Trabalho, Jorge Hage preferiu tomar distância: “Não quero entrar nem devo entrar na análise política das nomeções, não é parte da minha competência.” Soou categórico, porém, ao confirmar que as logomarcas que mobilizam a Polícia Federal a imprensa são frequezas de caderneta da CGU.
No dizer de Jorge Hage, são ONGs “carimbadas, velhas conhecidas da nossa auditoria.” Segundo ele, as entidades são fraudadoras de mostruário. Não há “nenhuma dúvida quanto às irregularidades cometidas por elas”. Coisas “já apontadas em auditorias nossas desde 2009, 2010, 2011… Repetidamente, não há surpresa nenhuma para ninguém.”
A pedido de Manoel Dias, Jorge Hage repassou para o Ministério do Trabalho uma relação com os nomes das ONGs mais enroladas. A lista inclui o Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania. Uma usina de devios que drenou das arcas do Tesouro cerca de R$ 400 milhões. A relação traz anotado também o nome de uma entidade de Santa Catarina, Estado do ministro. Chama-se ADRVale, abreviação de Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Tijucas e Itajaí Mirim.
Numa série de reportagens, o jornal Estado de S.Paulo demonstrou que a entidade, vinculada ao PDT e ao próprio Manoel Dias, usou verbas recebidas de Brasília com fins partidários. Esquivando-se de comentar as vinculações políticas da entidade, Jorge Hage declarou que a catarinense ADRVale se inclui no rol das “velhas conhecidas da nossa auditoria”.
Sitiado por tantas organizações “conhecidas”, o governo só consegue recuperar algo como 15% do dinheiro desviado de seus cofres, informou Jorge Hage. Para complicar, o cenário econômico de cintos apertados impõe cortes orçamentários também à CGU. Sem dinheiro para a passagem e a hospedagem, a Controladoria teve de suspender todas as auditorias que faria em municípios no interior do país. No dizer de Jorge Hage, os malfeitores terão um “refresco”.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Lula critica intervenção militar na Síria e espionagem a Dilma
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (11) a possibilidade de uma intervenção militar na Síria e colocou em dúvida que o regime de Bashar Al-Assad tenha usado armas químicas.
Ele participou de um seminário organizado pela revista "Carta Capital" para discutir o combate à fome e a situação do continente africano, em um hotel em São Paulo.
Lula citou o argumento usado pelos Estados Unidos para invadir o Iraque, em 2003: encontrar armas de destruição em massa que nunca foram localizadas. "E agora dizem que a Síria tem armas químicas", afirmou.
"Como vocês, eu fiquei horrorizado com aquela imagem das crianças mortas [em Damasco, capital do país]. Eu gostaria de ter passado pela terra sem ter visto aquilo. Agora, quem é que disse quem foi que fez aquilo?", questionou o ex-presidente.
O petista cobrou a criação de um novo fórum de governança global e criticou a atuação da ONU na crise do Oriente Médio. "Não sei se o [secretário-geral das Nações Unidas] Ban Ki Moon já foi à Síria. Acho engraçado porque li no jornal que a ONU vai investigar armas químicas. E tinha a foto dos rebeldes. Quem é que está armando os rebeldes? Quem são os rebeldes? Eu, como sou amante da democracia, acho que esse Assad estava bem na hora de ir embora mesmo. Mas democraticamente."
Lula citou a derrubada de outros ditadores da região, como o líbio Muammar Gaddafi e o egípcio Hosni Mubarak, em 2011. "Onde é que se decidiu que iria invadir a Líbia e matar o Gaddafi? Qual é o fórum?"
"Se não criarmos uma governança global que possa colocar no mesmo patamar a [chanceler alemã] Angela Merkel e a presidenta Dilma em igualdade de condições para que decisões multilaterais sejam tomadas por todo o mundo, vamos ter um problema sério", disse Lula, que defendeu a criação do Estado palestino. "A mesma ONU que teve coragem de criar o Estado de Israel em 1948, por que não faz o Estado palestino? Parte dos problemas poderiam ser resolvidos se a ONU tivesse uma diplomacia forte."
Sem mencionar diretamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o ex-presidente afirmou que "os mesmos de 1948 continuam decidindo as coisas e nada acontece de novo".
O Conselho de Segurança foi criado em 1945 e tem como membros permanentes EUA, Reino Unido, França, Rússia e China. Lula afirmou que um fórum multilateral de governança poderia contar com países como Brasil, México, Índia, Japão, Alemanha, Egito, África do Sul e Nigéria.
ESPIONAGEM
Lula voltou a criticar os Estados Unidos pela espionagem governamental à presidente Dilma Rousseff. Na semana passada, ele havia dito que o presidente norte-americano, Barack Obama, devia desculpas à brasileira e ao país.
No evento desta quarta, o petista brincou que talvez sua própria fala no debate estivesse sendo gravada pelos EUA.
"Pode por acaso o senhor Obama e seu esquema de inteligência ficar bisbilhotando as conversas da nossa presidenta? Em nome de que democracia? Qual foi o delito que a Dilma cometeu?", disse Lula.
Ele ironizou também a facilidade com que os dados de estrangeiros são acessados pela Agência de Segurança Nacional dos EUA. "Daqui a pouco, [Obama] vai ter que pedir desculpas aos espiões que foram mortos, que precisavam de passaporte, passagem de avião. Agora, não. O cidadão entra numa salinha, em qualquer lugar de Nova York, e fica sabendo."
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
1 em cada 3 alimentos é desperdiçado no mundo; prejuízo chega a US$ 750 b
A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) afirmou nesta quarta-feira (11), em estudo publicado em Roma, na Itália, que os desperdícios com alimentos no mundo podem causar cerca de US$ 750 bilhões anuais de prejuízos.
Pelo relatório, 54% dos resíduos dos alimentos no mundo ocorrem na fase inicial da produção – na manipulação, após a colheita e na armazenagem. Os restantes 46% de prejuízos ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo de alimentos. Os produtos que se perdem ao longo do processo variam em cada região.
O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, afirmou que, além do impacto econômico, o desperdício de alimentos afeta diretamente populações em todo o mundo.
"Não podemos permitir que um terço de todos os alimentos que produzimos seja perdido ou desperdiçado devido a práticas inadequadas, enquanto 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias", disse.
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Folhas de cenoura: "Elas são ricas em vitamina A, importante para a saúde dos olhos, pele, cabelos e para o crescimento", afirma a nutricionista Bruna di Chiara Passos. Portanto, não devem ir para o lixo. Depois de bem lavadas, podem ser usadas para fazer bolinhos ou até mesmo para substituir o uso da salsinha, já que as duas são extremamente parecidas em aspecto e sabor Leia mais Flavio Florido/Folhapress
Medidas preventivas devem ser adotadas
Graziano afirma ainda que medidas preventivas devem ser adotadas por todos – agricultores, pescadores, processadores de alimentos, supermercados, os governos locais e nacionais, assim como os consumidores.
"Temos que fazer mudanças em todos os elos da cadeia alimentar humana para impedir que ocorra o desperdício de alimentos, em seguida temos de promover a reutilização e reciclagem", disse.
Graziano lembrou que há situações que possibilitam o desperdício de alimentos devido a "práticas inadequadas" na produção. Ele ressaltou que a FAO criou um manual que mostra medidas adotadas por governos nacionais e locais, agricultores, empresas e consumidores para resolver o problema.
O diretor executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Achim Steiner, ressaltou que o ideal é buscar o caminho da sustentabilidade, ao qual devem aderir todos os que participam da cadeia alimentar – do produtor ao consumidor.
Problemas em todo o mundo
Na Ásia, o problema são as perdas envolvendo os cereais, em particular, o arroz. O prejuízo com carne é menor, segundo os dados. Porém, os resíduos de frutas contribuem significativamente para o desperdício de água no continente asiático, assim como na Europa e na América Latina.
Nos países em desenvolvimento, os maiores prejuízos ocorrem na fase após a colheita. A FAO recomenda que seja feito um esforço coletivo para orientar as colheitas e equilibrar a produção com a demanda. Também faz sugestões sobre a reutilização e recuperação de alimentos. Uma síntese do estudo, publicado hoje, está na página da organização, em inglês.
Na África central, as plantações de mandioca são responsáveis por desmatamento na região, apesar de, por ser raiz, não afetar a biodiversidade e ser plantada em monoculturas.
Recentemente, a FAO publicou um estudo em que a mandioca é considerada o alimento do futuro. Segundo a organização, é um tubérculo com "grande potencial" e pode se transformar no principal cultivo do século 21 se for realizado um modelo de agricultura sustentável que satisfaça o aumento da demanda.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Eike Batista negocia venda de porto para empresas estrangeiras
A MMX (MMXM3) negocia a venda da operação e do controle do porto Sudeste, seu principal ativo, com as estrangeiras Trafigura e Mudabala, informou a mineradora de Eike Batista nesta terça-feira (10).
As empresas devem emitir e subscrever novas ações da MMX Porto Sudeste pelo valor de US$ 400 milhões, e vão assumir todas as dívidas bancárias da MMX Sudeste Mineração.
O empresário fechou um acordo preliminar para negociar exclusivamente com a Trafigura, trading de commodity holandesa, e a Mubadala, fundo de investimentos de Abu Dhabi, pelas próximas quatro semanas.
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Concluído o negócio, Trafigura e Mubadala terão, juntas, 65% da MMX Porto Sudeste. O porto, no litoral do Rio de Janeiro, é considerado um dos ativos mais valiosos entre as empresas do grupo EBX, de Eike.
O terminal deverá ter capacidade de movimentar 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, com a conclusão da primeira fase de obras em meados de 2014. Há um plano de expansão de sua capacidade de movimentação para 100 milhões de tonelada por ano.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Itaquerão é obra privada da Copa com maior volume de recursos públicos
O poder público, via suas três esferas administrativas, está colocando cerca de R$ 30 bilhões em obras e preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Sao obras públicas e privadas, de estádios, aeroportos, portos ou mobilidade urbana. Dentre as privadas, por quaisquer critérios que se utlize, o estádio que o Corinthians e a empreiteira Odebrecht estão construindo na zona leste de São Paulo, que será a sede de abertura da Copa e palco de sete jogos do Mundial, é a que recebe a maior destinação de recursos públicos.
Sem contar o empréstimo do BNDES previsto para o estádio, que deverá retornar aos cofres públicos, o investimento “a fundo perdido” do poder público na arena ficará em algo entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões.
Você acha correto o uso de dinheiro público em estádios da Copa?
O estádio, com as estruturas provisórias necessárias para a receber a Copa, terá um custo que vai ultrapassar a casa do bilhão de reais. Sua principal fonte de recurso são créditos fiscais concedidos pela gestão passada da Prefeitura de São Paulo ao Corinthians. São R$ 420 milhões, nem tudo já liberado para o clube a para a obra.
Parêntesis: este blog não irá discutir a natureza de recurso público dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) prometidos pela prefeitura ao Corinthians no ano passado. Este entendimento já é pacificado por Tribunal de Contas da União e jurisprudência dos tribunais superiores do país.
Voltando, só estes R$ 420 milhões já tornam o Itaquerão o estádio privado com maior destinação de recursos públicos da Copa, já que há somente outras duas arenas privadas em construção, ou em reforma, (Arena da Baixada, do Atlético Paranaense, e Beira-Rio, do Internacional), e as duas possuem orçamento total inferior a R$ 420 milhões.
A maneira como estes recursos foram destinados ao Corinthians é, no mínimo, nebulosa, e gerou uma ação do Ministério Público que corre na Justiça para anular o benefício fiscal. Em março do ano passado, quando a obra já estava a pleno vapor e tinha sido escolhida pela Fifa como a sede paulista para a Copa, a prefeitura lançou uma concorrência pública para escolher qual estádio receberia os R$ 420 milhões em créditos municipais. Somente o Itaquerão poderia vencer a concorrência, como de fato venceu.
domingo, 8 de setembro de 2013
Vettel vence e dispara na liderança; Massa faz boa prova e fica em 4º
corrida deste domingo no GP Itália teve como foco Felipe Massa, que entrou no cockpit sabendo que um novo fracasso poderia custar a vaga na Ferrari para 2014. O brasileiro fez uma prova segura e terminou na 4ª posição, ficando atrás das Red Bulls de Vettel e Webber e do companheiro de equipe Fernando Alonso.
A vitória novamente ficou nas mãos de Sebastian Vettel, que disparou na classificação e fica muito próximo de alcançar o tetracampeonato mundial. Alonso terminou na 2ª colocação, com Webber em 3º.
Com mais um triunfo, Vettel chega a 222 pontos. Alonso tem 169 pontos, com Hamilton em 3º, com 141 pontos, e Raikkonen, com 134. Massa ocupa a sétima colocação, com 79.
Largando em 4º, Felipe Massa precisou trocar de motor antes da prova, já que apresentava vazamento. O motor foi o mesmo utilizado no GP da Bélgica. O brasileiro fez ótima largada, pulando de 4º para 2º.
Massa seguiu por fora na reta após o sinal verde e deixou para trás Nico Hulkenberg e Mark Webber antes da primeira curva.
A Ferrari também teve Fernando Alonso se dando bem no começo da prova. O espanhol também ultrapassou Hulkenberg e Webber, ficando na cola de Massa e de Vettel.
Massa foi colocado à prova neste fim de semana, onde estouraram especulações de que ele perderia o posto de piloto da escuderia italiana após o fim da temporada. Kimi Raikkonen surge como o principal candidato ao posto. Um novo fiasco do brasileiro, diante da torcida italiana, poderia sacramentar sua despedida antecipada da Ferrari.
Mas Massa fez uma prova segura, girando em tempos próximos aos três adversários à frente.
Câmara dá R$ 80 mil por mês a condenados por mensalão
A Câmara deve desembolsar por mês mais de R$ 80 mil no pagamento de aposentadorias para deputados e ex-deputados condenados no processo do mensalão. Além de José Genoino (PT-SP), que pediu aposentadoria por invalidez na quarta, o deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e os ex-deputados Roberto Jefferson, (PTB-RJ), José Borba (PMDB-PR) e Pedro Corrêa (PP-PE) têm direito ao benefício da Câmara.
Cassado em 2005, no auge do escândalo, Jefferson recebe mensalmente, em valores brutos, R$ 18.477 como aposentado da Câmara.
O deputado, que teve seis mandatos na Câmara, hoje com 60 anos, conquistou o benefício na época porque estava vinculado ao extinto IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas), que permitia ao parlamentar se aposentar proporcionalmente após oito anos de contribuição e 50 anos de idade.
Costa Neto, 64, será enquadrado na mesma regra quando deixar o mandato. Como aderiu à Previdência da Câmara antes de 1997, quando o IPC foi extinto, o parlamentar terá direito a aposentadoria mensal de R$ 16.773.
Ele recebeu aposentadoria no período em que esteve sem mandato, entre 2005 e 2007. Ex-presidente do PR, renunciou ao posto em 2005 numa tentativa de evitar a cassação.
A Câmara deixou de pagar o benefício quando ele reassumiu a cadeira, em 2007, após ter conseguido se eleger novamente deputado, já que não é permitido o acúmulo da aposentadoria com o salário.
Genoino, 67, tem assegurada aposentadoria de R$ 20 mil mensais, conquistada em 2005 quando pediu o benefício proporcional aos seus anos na Câmara, onde ingressou em 1983. Na época em que pediu o benefício, ele estava sem mandato e foi afastado da cúpula do PT por causa do envolvimento no mensalão.
Se a Câmara conceder a aposentadoria por invalidez -internado em julho, Genoino foi submetido a uma cirurgia cardíaca-, o valor subirá para R$ 26,7 mil por mês e ele poderá manter o plano de saúde da Câmara. Junta médica da Casa analisará o seu caso.
Também condenados pelo mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT) não terão direito à aposentadoria se deixarem o mandato.
Cunha, 55, aderiu ao plano de Previdência da Câmara no atual modelo, em que deputados recebem o benefício só depois de 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.
Henry, 56, chegou a receber aposentadoria quando renunciou ao mandato em 2005, mas ao retornar para o sistema previdenciário da Casa optou por deixar o IPC e receber em dinheiro a contribuição retroativa.
Segundo a administração da Câmara, o ex-deputado José Dirceu (PT-SP), cassado em 2005, não recebe benefícios previdenciários da Casa.
Desde 2005, o ex-deputado José Borba, 64, recebe mensalmente R$ 11.529 como aposentado da Câmara. Na época das denúncias do mensalão, Borba renunciou ao mandato para escapar da cassação. Como foi contribuinte do IPC, conseguiu se afastar da Casa mantendo o benefício mensal.
O mesmo cenário se aplica ao ex-deputado Pedro Corrêa, 65. Cassado há sete anos, o ex-presidente do PP recebe aposentadoria de R$ 17.713. A Casa concedeu o benefício em 2006, pouco depois de Corrêa perder o mandato.
Também condenados, os ex-deputados Bispo Rodrigues (então no PL, hoje PR) e Romeu Queiroz (PTB) não têm direito às antigas regras do IPC -que permitiam o pagamento proporcional do benefício.
Editoria de Arte/Folhapress
BENEFÍCIO MANTIDO Veja quem terá direito a receber aposentadoria pela Câmara durante o cumprimento das penas do mensalão
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