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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Apple investiga problema em Wi-Fi de novos iPads

Após lidar com críticas e reclamações de usuários nas últimas semanas sobre problemas com a bateria e o superaquecimento do novo iPad, a Apple agora enfrenta outra possível falha em seu mais recente tablet: no Wi-Fi.

Documento obtido pelo 9TO5Mac, site especializado em produtos da marca, revela que o modelo do aparelho sem 4G pode apresentar problemas no Wi-Fi, entre eles conexão intermitente, baixa velocidade e não visualização de redes Wi-Fi existentes (ver documento, em inglês).




Divulgação








Documento interno da Apple relata problemas em modelo Wi-Fi do novo iPad com sinal de internet


No comunicado interno, a Apple diz que centrais de relacionamento e lojas nos Estados Unidos devem recolher os aparelhos que apresentarem o problema.

O fórum on-line de suporte da empresa tem um tópico com mais de 65 mil visualizações e 700 comentários sobre problemas com o sinal de Wi-Fi do novo tablet.

A Apple não se pronunciou oficialmente até o momento.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Brasil e outros emergentes perdem terreno na adoção de novas tecnologias

Os grandes emergentes que formam o Brics --Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- estão ficando para trás quando se trata de explorar as oportunidades oferecidas pela internet e pelas tecnologias de informação e comunicação, revelou nesta quarta-feira (4) um estudo do Fórum Econômico Mundial.

Os países desenvolvidos lideram o índice batizado de "prontidão para a conectividade" (networked readiness), que mede a capacidade de um país para aproveitar as novas tecnologias vinculadas à internet.

O melhor colocado do Brics no ranking do Fórum é a China, na 51ª posição. A Rússia ocupa a 56ª, o Brasil, a 65ª, a Índia, a 69ª e a África do Sul, a 72ª.

Embora o Brics se mostre um bloco muito competitivo em termos globais, sofre um 'handicap' na adoção de novas tecnologias de informação e comunicação, alertou o relatório, intitulado "Vivendo em um mundo hiperconectado" ("Living in a hyperconnected world"), que aponta, entre outras razões para o atraso, a falta de profissionais qualificados e deficiências no meio institucional para as empresas.

A Suécia lidera o ranking, à frente de Cingapura, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Holanda e Noruega. Os Estados Unidos ocupam o oitavo lugar, o Canadá, o nono, e o Reino Unido encerra a lista dos dez primeiros.

O índice combina dados disponíveis publicamente com opiniões de uma consulta feita com mais de 15 mil executivos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Comissão Europeia investiga Motorola após queixas de Microsoft e Apple

Reguladores antitruste da União Europeia abriram duas investigações nesta terça-feira (3) contra a Motorola Mobility após Microsoft e Apple terem acusado a empresa de cobrar taxas injustas pelo uso de suas patentes.

"A Comissão (Europeia) investigará se, ao buscar e aplicar liminares contra os principais produtos da Apple e da Microsoft com base em patentes (...), a Motorola não honrou com os comprometimentos irrevogáveis feitos a organizações de estabelecimento de padrões", afirmou a Comissão em um comunicado.

A instituição da UE disse que também investigará se a Motorola ofereceu condições de licenciamento de patentes injustas.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Crianças devem usar tablets com moderação, dizem especialistas

Apresentados como uma revolução para a educação, os tablets eletrônicos estão cada vez mais presentes no cotidiano das crianças, embora os especialistas recomendem seu uso moderado para evitar problemas de conduta ou aprendizagem.

"É uma questão que surgiu nos últimos dois anos. Eles não conseguem tirá-los das mãos!", disse Warren Buckleitner, editor da publicação mensal na internet "Children's Technology Review", ao falar dos tablets e de sua atração para as crianças, num debate sobre o tema organizado nesta semana em Nova York.

Segundo dados coletados no final de 2011 pela agência de marketing Kids Industries com 2.200 pais e crianças nos Estados Unidos e no Reino Unido, 15% dos menores entre três e oito anos utilizam o iPad de seus pais e 9% possuem o seu próprio; 20% deles têm o iPod Touch.




Rivaldo Gomes - 15.mar.12/Folhapress








Para especialistas, uso de tablets pode diminuir a concentração dos pequenos


O mesmo estudo indica que 77% dos pais ouvidos acreditam que a experiência dos filhos com o tablet os ajudam a aprender a resolver problemas, além de contribuir para desenvolver um pensamento criativo.

No entanto, a utilização desse tipo de artefato pelos pequenos desperta, ao mesmo tempo, temores de problemas como o autismo, o TDAH (transtorno por déficit de atenção com hiperatividade) ou a falta de concentração.

"Definitivamente trata-se de equilíbrio. É preciso ser muito cuidadoso porque pode-se provocar muita histeria", informou Rosemarie Truglio, vice-presidente e pesquisadora da Sesame Workshop, uma organização americana que cria programas de televisão para crianças.

"Há uma excitação nos menores por utilizar um tablet. As crianças necessitam fazer experiências com essas coisas reais", acrescentou Truglio durante uma conferência intitulada "Cérebros de crianças e videogames", organizada pela New American Foundation.

Para Lisa Guernsey, diretora para a Iniciativa de Educação Prematura da New America Foundation, também é necessário "diferenciar entre causa e associação", na hora de falar do aparecimento de problemas de conduta ou aprendizagem e por a "culpa" nos artefatos eletrônicos.

Guernsey, autora de um livro sobre a influência das novas tecnologias nas crianças, destacou a necessidade de "estabelecer parâmetros" e tentar educar as crianças para que se autorregulem frente à avalanche de informações que aparecem ante seus olhos.

Nesse sentido, lembrou o chamado "vídeo déficit", segundo o qual a aprendizagem através de uma tela produz resultados inferiores ao "cara a cara" com outra pessoa, e pôs em destaque a importância da comunicação com a criança.

Na mesma sintonia, Rosemarie Truglio admitiu que estudos comprovaram "a necessidade de uma interação adult

domingo, 1 de abril de 2012

Corte de jornada na Foxconn gera preocupação entre operários

Quando a operária chinesa Wu Jun foi informada de que seu empregador, a gigante da produção terceirizada de eletrônicos Foxconn, havia feito concessões históricas aos trabalhadores, sua reação não foi de triunfo, mas de preocupação.
Apple e Foxconn prometem melhorar condições de trabalho em fábricas
Tim Cook, chefe da Apple, visita fábrica da Foxconn na China
Pressão sobre Apple por condições de trabalho levanta questões para ativistas

Wu, 23 anos, é uma entre as dezenas de milhares de migrantes de regiões rurais pobres da China que operam as linhas de produção da fábrica da Foxconn em Longhua, no sul do país, que monta produtos por encomenda para a Apple e para outras multinacionais.

As concessões da Foxconn, entre as quais a redução nas horas extras trabalhadas por seu 1,2 milhão de funcionários na China, sem redução de renda, foram apoiadas pela Apple, que vem enfrentando críticas e recebendo atenção da mídia por falhas na segurança do trabalho e pelo uso de operários relativamente mal pagos para produzir celulares, computadores e outros aparelhos de alto preço.




France-Presse








Tim Cook (de amarelo) visita linha de produção de iPhone em nova fábrica da Foxconn na China


Mas, nos portões da fábrica da Foxconn, muitos operários não pareciam convencidos de que o corte nas horas trabalhadas não resultará em queda de salário. Para alguns operários chineses, que obtêm a maior parte de sua renda com longos períodos de horas extras, a ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo não parece natural.

"Estamos preocupados com a possibilidade de receber menos. É evidente que, se eu trabalhar menos horas extras, isso significa menos dinheiro", disse Wu, 23, originária da província de Hunan, no sul da China.

A Foxconn anunciou que reduzirá sua jornada semanal de trabalho para 49 horas, incluindo horas extras.

"Estamos aqui para trabalhar, e não brincar, e por isso nosso salário é muito importante", disse Chen Yanei, 25, operária da Foxconn também oriunda de Hunan, que disse trabalhar na fábrica há quatro anos.

"Fomos informados de que só poderemos fazer um máximo de 36 horas extras ao mês, e posso dizer que muita gente não gostou. Para nós, 60 horas extras ao mês seria razoável, e 36 muito pouco", acrescentou. Chen disse que, no momento, seu salário é de pouco mais de 4.000 yuan ao mês (R$ 1.156).

A Foxconn é um dos maiores empregadores dos 153 milhões de trabalhadores rurais chineses que trabalham longe de suas regiões de origem. Comparadas às instalações de empresas locais, dizem os operários, suas vastas fábricas são mais limpas e seguras e oferecem mais recreação.

Corte de jornada na Foxconn gera preocupação entre operários

Quando a operária chinesa Wu Jun foi informada de que seu empregador, a gigante da produção terceirizada de eletrônicos Foxconn, havia feito concessões históricas aos trabalhadores, sua reação não foi de triunfo, mas de preocupação.
Apple e Foxconn prometem melhorar condições de trabalho em fábricas
Tim Cook, chefe da Apple, visita fábrica da Foxconn na China
Pressão sobre Apple por condições de trabalho levanta questões para ativistas

Wu, 23 anos, é uma entre as dezenas de milhares de migrantes de regiões rurais pobres da China que operam as linhas de produção da fábrica da Foxconn em Longhua, no sul do país, que monta produtos por encomenda para a Apple e para outras multinacionais.

As concessões da Foxconn, entre as quais a redução nas horas extras trabalhadas por seu 1,2 milhão de funcionários na China, sem redução de renda, foram apoiadas pela Apple, que vem enfrentando críticas e recebendo atenção da mídia por falhas na segurança do trabalho e pelo uso de operários relativamente mal pagos para produzir celulares, computadores e outros aparelhos de alto preço.




France-Presse








Tim Cook (de amarelo) visita linha de produção de iPhone em nova fábrica da Foxconn na China


Mas, nos portões da fábrica da Foxconn, muitos operários não pareciam convencidos de que o corte nas horas trabalhadas não resultará em queda de salário. Para alguns operários chineses, que obtêm a maior parte de sua renda com longos períodos de horas extras, a ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo não parece natural.

"Estamos preocupados com a possibilidade de receber menos. É evidente que, se eu trabalhar menos horas extras, isso significa menos dinheiro", disse Wu, 23, originária da província de Hunan, no sul da China.

A Foxconn anunciou que reduzirá sua jornada semanal de trabalho para 49 horas, incluindo horas extras.

"Estamos aqui para trabalhar, e não brincar, e por isso nosso salário é muito importante", disse Chen Yanei, 25, operária da Foxconn também oriunda de Hunan, que disse trabalhar na fábrica há quatro anos.

"Fomos informados de que só poderemos fazer um máximo de 36 horas extras ao mês, e posso dizer que muita gente não gostou. Para nós, 60 horas extras ao mês seria razoável, e 36 muito pouco", acrescentou. Chen disse que, no momento, seu salário é de pouco mais de 4.000 yuan ao mês (R$ 1.156).

A Foxconn é um dos maiores empregadores dos 153 milhões de trabalhadores rurais chineses que trabalham longe de suas regiões de origem. Comparadas às instalações de empresas locais, dizem os operários, suas vastas fábricas são mais limpas e seguras e oferecem mais recreação.

sábado, 31 de março de 2012

Paraty recebe a primeira edição da Virada Digital

Foi lançada nesta quinta-feira no Circo Voador, no Rio, a primeira Virada Digital. Assim como as homônimas Virada Cultural e Virada Esportiva, o evento propõe 72h ininterruptas de atividades gratuitas ligadas a inovação, interatividade e sustentabilidade, para agradar tantos os amantes da tecnologia como os curiosos.

Com um quê de Campus Party, as ações serão concentradas em Paraty (RJ) nos dias 11, 12 e 13 de maio e transmitidas ao vivo em "hubs" -- terminais interativos digitais, criados especialmente para o evento --instalados nos Arcos da Lapa, no Rio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e ao lado Museu de Arte Moderna, em Brasília.

"É um grande encontro de conhecimento", explica o diretor executivo da Virada, Roberto Andrade. "A população vai poder mexer, entender e se aproximar da tecnologia."

Entre as atrações destacam-se demonstrações e experimentos na área de novas tecnologias, além de oficinas e palestras com estudiosos de diversas partes do mundo.

Depois de passar por Paraty, a Virada volta de forma itinerante em novembro quando planeja percorrer em seis meses, em formato de caravana, as 12 cidades brasileiras que irão receber a Copa, voltando novamente ao Rio em maio de 2013 para a segunda edição do evento.

O projeto encerra em maio de 2014, quando volta as cidades que receberão a Copa, dessa vez para uma Virada Digital simultânea.

Notas das melhores escolas paulistas despencam em exame; veja

maioria das escolas públicas que tiveram os melhores desempenhos da rede estadual em 2010 sofreu queda na nota no ano seguinte, apontam dados divulgados pela Secretaria da Educação.

Veja o ranking das escolas no 3º ano do EM
Veja o ranking das escolas no 9º ano do EF
Veja o ranking das escolas no 5º ano do EF

Considerando as 349 melhores de 2010 no ensino médio (10% tops), 252 tiveram nota menor no ano passado, segundo tabulação da Folha com base nos dados oficiais.

Apenas outras 9 mantiveram a nota, e 88 melhoraram. O movimento foi semelhante nas unidades com séries finais do ensino fundamental.

A comparação é feita com base no Idesp, índice que considera o desempenho dos alunos em português e matemática em cada colégio, aliado à sua taxa de aprovação.

Melhor escola há dois anos, a Rizzieri Poletti (em Candido Rodrigues, a 352 km de SP) foi de média 5,81 para 1,47, na escala de 0 a 10 --recuo de 75%.

Já a escola João Ramalho, na cidade de mesmo nome, melhorou em 2010 e depois piorou. Um professor disse que isso ocorreu porque a diretoria de ensino enviou educadores para o colégio. Quando deixou de receber o apoio extra, a média caiu 36%.

Na escola Professora Tereza Valverde Cardoso Tirapele, em Gastão Vidigal, a queda de 41% foi atribuída por um educador à diferença entre as turmas avaliadas.

A Secretaria da Educação disse que precisa de mais tempo para analisar os dados.

"De todo modo, não há razão para se cogitar problemas no sistema de avaliação", afirmou a secretaria.

"Quaisquer que sejam os fatores relacionados às oscilações apontadas, o avanço dos dados globais do Idesp mostram que a educação do Estado está no caminho da melhoria da qualidade."

Na média da rede, as escolas de 5º e 9º anos do ensino fundamental tiveram leve melhora. As notas médias para o 5º e 9º ano passaram, respectivamente, de 3,96 para 4,24, e de 2,52 para 2,57.

Já o ensino médio teve pequeno recuo (1,81 para 1,78).

BÔNUS

Além de avaliar a qualidade de ensino, o Idesp é usado como base para bônus a professores e funcionários, que chegam a ganhar quase três salários extras se a unidade bater a meta. Neste ano, o número de escolas contempladas subiu de 71% para 85%.

Google planeja lançar tablet com sua marca ainda em 2012

empresa californiana Google planeja lançar no mercado um tablet com sua marca, em uma tentativa de impulsionar as vendas dos dispositivos equipados com sistema operacional Android frente à hegemonia do iPad, informou nesta quinta-feira (29) o "Wall Street Journal".

O produto, que não foi confirmado pelo Google, será vendido por meio da internet da mesma forma que fazem a Apple e a Amazon, segundo fontes do jornal.

Como parte dessa estratégia, o Google colocará sua marca nesses novos tablets, mas delegará a fabricação a seus sócios tecnológicos atuais como Samsung e Asustek --que seria uma das primeiras empresas a lançar um desses dispositivos, embora essa informação também não tenha sido confirmada oficialmente.

O Google deve apresentar a próxima versão de escola seu sistema operacional para dispositivos móveis, chamada Jelly Bean, no meio deste ano, em um evento que poderia usar também para lançar sua nova loja na internet.

O "Wall Street Journal" indicou ainda que o Google considera a possibilidade de subvencionar parte do custo dos tablets que vender no futuro para competir com a Amazon e seu Kindle Fire, vendido a US$ 199, quase a metade do preço do Samsung Galaxy Tab de sete polegadas.

Não é a primeira vez que o Google tenta vender dispositivos móveis com sua marca. Em 2010, a empresa se associou com a HTC para fabricar o telefone Nexus One, com sistema operacional Android.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Paraty recebe a primeira edição da Virada Digital

Foi lançada nesta quinta-feira no Circo Voador, no Rio, a primeira Virada Digital. Assim como as homônimas Virada Cultural e Virada Esportiva, o evento propõe 72h ininterruptas de atividades gratuitas ligadas a inovação, interatividade e sustentabilidade, para agradar tantos os amantes da tecnologia como os curiosos.

Com um quê de Campus Party, as ações serão concentradas em Paraty (RJ) nos dias 11, 12 e 13 de maio e transmitidas ao vivo em "hubs" -- terminais interativos digitais, criados especialmente para o evento --instalados nos Arcos da Lapa, no Rio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e ao lado Museu de Arte Moderna, em Brasília.

"É um grande encontro de conhecimento", explica o diretor executivo da Virada, Roberto Andrade. "A população vai poder mexer, entender e se aproximar da tecnologia."

Entre as atrações destacam-se demonstrações e experimentos na área de novas tecnologias, além de oficinas e palestras com estudiosos de diversas partes do mundo.

Depois de passar por Paraty, a Virada volta de forma itinerante em novembro quando planeja percorrer em seis meses, em formato de caravana, as 12 cidades brasileiras que irão receber a Copa, voltando novamente ao Rio em maio de 2013 para a segunda edição do evento.

O projeto encerra em maio de 2014, quando volta as cidades que receberão a Copa, dessa vez para uma Virada Digital simultânea.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Venda de notebooks aumenta 60% em 2011, diz pesquisa

venda de notebooks no Brasil cresceu 60% em 2011, informou nesta quarta-feira a agência de pesquisa de mercado GfK Consumer Goods.

Segundo o levantamento, o valor total de vendas no ano foi de 5 milhões de unidades.

Além disso, os preços dos produtos caíram 20% em relação ao ano anterior. Segundo a consultoria, mais de um terço das vendas de notebooks já está abaixo de R$ 1.000.

Os computadores tablet responderam por 5% das vendas no varejo brasileiro

quarta-feira, 28 de março de 2012

Gibson foca redes sociais, diz presidente da fábrica de guitarras

Para um produto com faturamento movido a respostas emocionais, nada melhor do que atuar fortemente nas redes sociais. Esta é a visão de Henry Juszkiewicz, 59, presidente e diretor executivo da Gibson Guitar Corporation.

"Cerca de 90% dos nossos investimentos em marketing são direcionados ao relacionamento com os consumidores, e não ao produto em si. Se tivermos o dobro de resultado positivo nos índices de engajamento em relação aos nossos concorrentes, teremos o dobro de sucesso nas vendas --e os números mostram isso", afirmou Juszkiewicz durante o Fórum Mundial de Mídia Social, que acontece nesta semana em Londres.

Para o presidente da empresa de passado centenário, as redes são úteis não apenas para a construção de relacionamento, mas também para a obtenção de informações valiosas.

"Em pesquisas como os 'focus groups', você vê pessoas dizendo coisas que não são verdade. É lixo. Nas redes, muitas vezes o consumidor dá respostas sem sequer perceber."

A companhia investe em monitoramento e análise de dados originados do Facebook, Twitter, YouTube, blogs e outras plataformas. Diante da profusão de informações, considera Juszkiewicz, é preciso ter em mente um objetivo claro.

"Temos todo tipo de métrica --o que é bastante útil--, mas as informações não são aprofundadas e podem causar confusão. O valor de uma informação está relacionado ao que você faz com ela."

Atualmente, a Gibson tem 1,6 milhão de fãs no Facebook (o segmento Les Paul tem outro milhão de fãs). No Twitter, são 400 mil seguidores da conta principal da empresa.

Juszkiewicz, que adquiriu a Gibson com outros parceiros em 1986, afirma que a missão da companhia nas redes é desenvolver uma relação de longo prazo. Para isso, diz inspirar-se no fundador da Apple.

"Um dos meus heróis do marketing é Steve Jobs. Ele era muito bom nisso. Sabia desenvolver o produto e, mais do que isso, criar um marketing viral fantástico. Era brilhante."

Gibson foca redes sociais, diz presidente da fábrica de guitarras

Para um produto com faturamento movido a respostas emocionais, nada melhor do que atuar fortemente nas redes sociais. Esta é a visão de Henry Juszkiewicz, 59, presidente e diretor executivo da Gibson Guitar Corporation.

"Cerca de 90% dos nossos investimentos em marketing são direcionados ao relacionamento com os consumidores, e não ao produto em si. Se tivermos o dobro de resultado positivo nos índices de engajamento em relação aos nossos concorrentes, teremos o dobro de sucesso nas vendas --e os números mostram isso", afirmou Juszkiewicz durante o Fórum Mundial de Mídia Social, que acontece nesta semana em Londres.

Para o presidente da empresa de passado centenário, as redes são úteis não apenas para a construção de relacionamento, mas também para a obtenção de informações valiosas.

"Em pesquisas como os 'focus groups', você vê pessoas dizendo coisas que não são verdade. É lixo. Nas redes, muitas vezes o consumidor dá respostas sem sequer perceber."

A companhia investe em monitoramento e análise de dados originados do Facebook, Twitter, YouTube, blogs e outras plataformas. Diante da profusão de informações, considera Juszkiewicz, é preciso ter em mente um objetivo claro.

"Temos todo tipo de métrica --o que é bastante útil--, mas as informações não são aprofundadas e podem causar confusão. O valor de uma informação está relacionado ao que você faz com ela."

Atualmente, a Gibson tem 1,6 milhão de fãs no Facebook (o segmento Les Paul tem outro milhão de fãs). No Twitter, são 400 mil seguidores da conta principal da empresa.

Juszkiewicz, que adquiriu a Gibson com outros parceiros em 1986, afirma que a missão da companhia nas redes é desenvolver uma relação de longo prazo. Para isso, diz inspirar-se no fundador da Apple.

"Um dos meus heróis do marketing é Steve Jobs. Ele era muito bom nisso. Sabia desenvolver o produto e, mais do que isso, criar um marketing viral fantástico. Era brilhante."

terça-feira, 27 de março de 2012

Microsoft confisca servidores usados em fraudes on-line

Microsoft declarou-se vitoriosa em seus esforços para combater fraudes on-lines contra bancos, dizendo que havia confiscado diversos servidores utilizados para roubar logins e senhas, interrompendo alguns dos círculos mais sofisticados do cibercrime.

A fabricante de software disse nesta segunda-feira que seu grupo de investigações sobre o cybercrime também tomou medidas legais e técnicas para combater criminosos notórios que infectam computadores com o predominante software maligno conhecido como Zeus.

Ao recrutar computadores em redes conhecidas como botnets, o software Zeus registra a atividade online das máquinas infectadas, fornecendo aos criminosos as credenciais para acessar contas financeiras.

"Nós interrompemos uma fonte crítica de renda para criminosos digitais e ciberladrões, ao mesmo tempo adquirindo informações importantes para ajudar a identificar os responsáveis e melhor proteger vítimas", disse Richard Boscovich, advogado-sênior para a Unidade de Crimes Digitais da Microsoft, que administrou a investigação em colaboração com a indústria financeira.

A Unidade de Crimes Digitais da Microsoft é um grupo mundial de investigadores, advogados, analistas e outros especialistas que combatem o cibercrime. Há um ano eles ajudaram autoridades dos Estados Unidos a eliminar uma botnet conhecida como Rustock que era uma das maiores produtoras de email spam. Alguns especialistas em segurança estimam que em seu apogeu, a Rustock foi responsável por metade do spam em caixas de lixo de emails.

A empresa disse que as manobras anunciadas nesta segunda-feira não haviam acertado o golpe fatal no Zeus, que ainda está disponível para download em sites frequentados por hackers criminais. Ele é usado para administrar muitas botnets, incluindo algumas que não foram impactadas pelas ações da Microsoft.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Empresa que criou o “Angry Birds” quer ser maior que a Disney

megalomania da Rovio, empresa que criou o viciante joguinho “Angry Birds”, parece não ter limites.

Em outubro do ano passado entrevistei um executivo da empresa, que disse que o público do game inclui “todas as pessoas de 2 a 90 anos” e que além de games móveis, a Rovio pretendia lançar filmes, jogos para consoles, livros (!), histórias em quadrinhos, bichos de pelúcia, roupas, brinquedos e por aí vai… Tudo envolvendo a marca.

Nesta sexta-feira (23), Peter Vesterbacka, chefe de marketing da companhia, disse que “a Rovio será maior que a Disney” e acrescentou mais um (grande) item à lista de produtos
Angry Birds: parques temáticos.

Os parques unirão o mundo virtual e real, como diz o vídeo, com salas de computadores e brinquedos tradicionais ao ar livre, como escorregadores e balanços. Será que dá certo?

Até o último jogo da série, o Angry Birds Space, tem areas grandiosos: os passarinhos raivosos entram em combate com os porcos verdes malignos no espaço sideral -o game foi desenvolvido em colaboração com a agência espacial norte-americana, a NASA.

domingo, 25 de março de 2012

Empresa que criou o “Angry Birds” quer ser maior que a Disney

megalomania da Rovio, empresa que criou o viciante joguinho “Angry Birds”, parece não ter limites.

Em outubro do ano passado entrevistei um executivo da empresa, que disse que o público do game inclui “todas as pessoas de 2 a 90 anos” e que além de games móveis, a Rovio pretendia lançar filmes, jogos para consoles, livros (!), histórias em quadrinhos, bichos de pelúcia, roupas, brinquedos e por aí vai… Tudo envolvendo a marca.

Nesta sexta-feira (23), Peter Vesterbacka, chefe de marketing da companhia, disse que “a Rovio será maior que a Disney” e acrescentou mais um (grande) item à lista de produtos
Angry Birds: parques temáticos.

Os parques unirão o mundo virtual e real, como diz o vídeo, com salas de computadores e brinquedos tradicionais ao ar livre, como escorregadores e balanços. Será que dá certo?

Até o último jogo da série, o Angry Birds Space, tem areas grandiosos: os passarinhos raivosos entram em combate com os porcos verdes malignos no espaço sideral -o game foi desenvolvido em colaboração com a intel agência espacial norte-americana, a NASA

sábado, 24 de março de 2012

Pesquisadores criam dispositivo invisível a campos magnéticos

Pesquisadores europeus anunciaram a criação de um dispositivo invisível a campos magnéticos estáticos, o que pode ter aplicações práticas na área militar e médica.

Esse avanço consiste na criação de campos magnéticos estáticos gerados por um imã permanente ou por uma bobina atravessada por uma corrente elétrica contínua.


Os campos magnéticos não conseguem "ver" o que há dentro do cilindro, como mostra ilustração


Os campos eletromagnéticos já são utilizados em imagens médicas de ressonância magnética e em muitos sistemas de segurança, como os dos aeroportos.

O dispositivo inventado por Fedor Gomory e colegas da Eslováquia e da Espanha, descrito em uma pesquisa divulgada na edição desta sexta-feira da revista científica "Science", fala de um cilindro com duas camadas concêntricas.

Enquanto a camada interna é feita de um material supercondutor que repele os campos magnéticos, a camada externa é composta por um material ferromagnético que os atrai.

Situado no campo magnético, o cilindro não o perturba e não mostra sombra, nem reflexo.

Portanto, um objeto situado em seu interior não pode ser detectado magneticamente e fica "insensível" ao campo magnético no qual se encontra, explica o co-autor do estudo, Alvaro Sánchez, da Universidade Autônoma de Barcelona, que utiliza o termo "invisibilidade".

"Há muitas aplicações, para carros, barcos ou submarinos", afirma. Sánchez explica que o dispositivo pode ser utilizado para pacientes com marcapasso, sensível às ondas eletromagnéticas, e que precisem de uma imagem de ressonância magnética de um joelho ou de outra parte do corpo, de forma que o resultado não seja distorcido.

Como é fabricado com materiais comercialmente disponíveis e opera sob campos magnéticos relativamente fortes e temperaturas relativamente quentes, o dispositivo pode ser posto em funcionamento facilmente, explicam os autores.

"Para o submarino, é possível fazer uma camada ao redor do mesmo que o converteria em indetectável magneticamente", disse Sánchez.

"Também poderia ser utilizado para proteger os equipamentos (militares e médicos) contra alterações eletromagnéticas", acrescentou.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Facebook compra 750 patentes da IBM

O Facebook adquiriu centenas de patentes da IBM, em um esforço para ampliar seu portfólio de propriedade intelectual pouco após um processo do Yahoo!.

As 750 patentes da IBM abrangem um amplo espectro de tecnologia, de ferramentas de busca a semicondutores, de acordo com uma fonte próxima ao assunto. Uma porta-voz do Facebook disse que a empresa não tinha comentários sobre a questão, e um representante da IBM não pode ser imediatamente contatado.

O Yahoo! processou o Facebook no início deste mês, acusando a rede social de infringir dez patentes, incluindo várias relacionadas a tecnologia de anúncios digitais.




Justin Sullivan - 22.set.11/France-Presse


Uma defesa comum utilizada por empresas acusadas de infringir patentes é ameaçar um contraprocesso utilizando-se de suas próprias patentes. Mas o Yahoo! possui muito mais patentes do que o Facebook. Antes da transação da IBM, o Yahoo! tinha mais de 3.300 patentes e aplicações de patentes publicadas, de acordo com um banco de dados do governo dos Estados Unidos.

O Facebook havia registrado 56 patentes e 503 aplicações até 31 de dezembro, disse a empresa num documento registrado na Securities and Exchange Comission, regulador do mercado de capitais do país.

O Facebook, maior serviço de redes sociais do mundo, está preparando uma oferta pública inicial que poderia valorar a empresa em até US$ 100 bilhões.

Não está claro quanto o Facebook pagou pelas patentes da IBM, mas empresas de tecnologia que buscam ampliar seus portfólios elevaram os preços de propriedade intelectual. O Google concordou em comprar a Motorola Mobility no último verão por US$ 12,5 bilhões e disse que as patentes da empresa eram um dos maiores atrativos.

O acordo surge após a Nortel Networks vender cerca de 6.000 patentes a um consórcio liderado pela Apple por US$ 4,5 bilhões, após o Google abrir mão de sua oferta.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Conexão à internet em Londres deve ficar mais lenta durante Olimpíada

A velocidade das conexões de internet em Londres durante os Jogos Olímpicos será afetada devido à grande demanda de transmissão de dados na região, informou nesta quarta-feira (21) a rede britânica BBC.

Os responsáveis pelo evento já alertaram várias empresas para se preparar para um serviço mais lento, além de falhas de conexão durante o período dos Jogos, entre 27 de julho e 12 de agosto.

A Ispa (Associação dos Provedores de Serviços da Internet) do Reino Unido admitiu que as empresas terão a velocidade da conexão banda larga reduzida caso permitam que seus funcionários acompanhem as competições em "streaming" no trabalho.

"A velocidade de conexão de uma pequena ou média empresa não permite aos funcionários ver os Jogos Olímpicos ao vivo pela internet a partir da mesa de trabalho", destacou James Blessing, membro da Ispa.

Um porta-voz da empresa de telefonia celular britânica Vodafone disse que será difícil dar conta da grande demanda de dados móveis que haverá durante os Jogos.

Segundo o porta-voz, o congestionamento da internet durante os 17 dias que duram os Jogos Olímpicos "será equivalente ao que haveria se a Inglaterra ganhasse a final da Copa do Mundo na noite do dia 24 de dezembro".

Para evitar o caos on-line em Londres, a British Telecom está instalando 25 transmissores ao redor dos 500 hectares do Parque Olímpico, garantindo uma boa conexão ao menos a quem estiver presente nos eventos esportivos.

Outras empresas de telefonia, como a O2, anunciaram investimentos de mais de £ 50 milhões (cerca de R$ 144 milhões) em projetos relacionados aos Jogos Olímpicos.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Uso de banda larga móvel dobra no Brasil

Em 2011, o uso de banda larga móvel no Brasil teve crescimento de quase 100% --foram 41,1 milhões de acessos, ante 20,6 milhões em 2010, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela Huawei e pela consultoria de telecomunicações Teleco.

O crescimento é bem maior do que a média mundial, de 26,2%, de acordo com a UIT (União Internacional de Telecomunicações).

Em janeiro, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) uniformizou os critérios para contabilizar os acessos por meio de telefones celulares e modems entre as operadoras, o que levou a um crescimento de 4 milhões no número de acessos à banda larga móvel no país, afirmou Eduardo Tude, presidente da Teleco.

Segundo o estudo, 84% da população brasileira vive em áreas cobertas por banda larga móvel --um aumento de 15,7% em relação a 2010.

O número de municípios no Brasil com acesso à internet rápida móvel chegou a 48,6% no ano passado. Em 2010, eram 23,4%.

A Teleco estima que, neste ano, os acessos à banda larga cheguem a 73 milhões no Brasil, número que deve subir para 124 milhões em 2014.

Hoje, no país, 20,9% das receitas das operadoras provêm de serviços de dados, número menor do que a média no Japão (cerca de 50%), nos EUA (aproximadamente 40%) e na Europa (por volta de 30%).

Ainda de acordo com o "Balanço Huawei da Banda Larga 2011", a banda larga fixa cresceu 19,6% no Brasil em 2011, passando de 13,8 milhões de acessos, em 2010, para 16,5 milhões em 2011.

No ano passado, a porcentagem de municípios brasileiros com disponibilidade de banda larga fixa chegou a 99,8%, ante 81,1% em 2010, segundo o estudo.

terça-feira, 20 de março de 2012

Tarifas bancárias caem 11,67% em 2011, indica STAR

Das 29 tarifas mais utilizadas pelos consumidores de serviços bancários, 17 permaneceram inalteradas, 10 reajustadas e 2 registraram queda em 2011. As tarifas para serviços como cadastro de novo cliente, cartões de débito e poupança, cheques, saques, depósitos, extratos e transferências, caíram 11,67%. Os dados são do Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros – STAR, da Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN. O STAR é um serviço gratuito disponível no site www.febraban-star.com.br, que possibilita a comparação dos preços das tarifas individuais e de pacotes de serviços.

As tarifas que apresentaram variação nula (0%) de janeiro a dezembro do ano passado foram: confecção de cadastro para novo cliente; fornecimento de 2ª via de cartão com função de débito e poupança; contra ordem e sustação de cheque; folhas de cheque; cheque administrativo; cheque visado; saque de conta corrente ou poupança via correspondente não bancário; depósito identificado; consulta de extrato mensal de conta corrente ou poupança para um período específico via correspondente não bancário; fornecimento do extrato mensal de conta corrente e poupança via correspondente não bancário; transferência de valores (DOC/TED) e transferência agendada feita pessoalmente, pelo caixa eletrônico e internet.

Para transferir contas dentro da mesma instituição financeira, a tarifa caiu 14,53% em 2011. A mesma transferência realizada pelo caixa eletrônico ou meios eletrônicos, como a internet, apresentou queda de 12,16%.

A quase totalidade das tarifas que sofreram reajuste no ano passado ficou abaixo da inflação de 2011 medida pelo IPCA, de 6,5%. Somente o fornecimento presencial do extrato mensal de conta corrente e poupança teve uma majoração acima deste índice, de 7,19%, mas os valores foram reajustados por três grandes bancos após permanecerem estáveis em 2008, 2009 e 2010.

Sobre o STAR
Lançado em 2007, o STAR - Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da FEBRABAN registrou 2,7 milhões de consultas em 2011. O sistema foi criado para levar transparência e comparabilidade aos consumidores sobre as tarifas de serviços bancários. Por meio do STAR é possível comparar tarifas específicas e também os pacotes oferecidos por 14 bancos: Bradesco, Citibank, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Banrisul, Indusval, Itaú-Unibanco, Mercantil do Brasil, Safra, Santander, Banestes, BRB, Caixa Econômica Federal e HSBC. A pesquisa de pacotes pode ser feita por valores (de R$ 5 a R$ 10, por exemplo) e por palavras-chave, tais como “especial”, “simples” ou “básico”, denominações comuns nos pacotes de tarifas.

A introdução de 71 pacotes oferecidos pelos maiores bancos do País fez a procura pelo Sistema de Divulgação de Tarifas e Serviços Financeiros da FEBRABAN, o Star, crescer mais de 300% em 2010. Ao todo, foram 527 mil acessos, ante 125 mil no mesmo período de 2009. Considerando o prazo de um ano, o total de consultas chegou a 2,7 milhões, um recorde.

Rádio se retrata de programa com informações falsas sobre fábrica do iPhone

programa de rádio dos EUA "This American Life" se retratou de um episódio crítico das condições de trabalho em uma fábrica chinesa que produz iPhones e iPads para a Apple, afirmando que ele continha "fabricações diversas".

A edição desta sexta-feira (16) à noite do programa, que é produzido pela estação de rádio WBEZ, de Chicago, e distribuído pela Public Radio International, detalhou erros na história que descreveu as condições de trabalho em uma fábrica da Foxconn em Shenzhen, China.

O episódio retratado, que foi ao ar em 6 de janeiro, baseou algumas das suas informações em um monólogo teatral do ator Mike Daisey, "A Agonia e o Êxtase de Steve Jobs".




Stan Barouh/Associated Press








Mike Daisey em sua peça sobre a Apple e Steve Jobs


"Daisey mentiu para mim e para o produtor do 'This American Life', Brian Reed", afirmou Ira Glass, apresentador do programa e produtor-executivo, em um comunicado enviado por e-mail.

Rob Schmitz, correspondente do "Marketplace", da American Public Media, contatou a intérprete chinês de Daisey, Li Guiden, que refutou boa parte do que o ator vinha dizendo ao público desde 2010 e o que ele afirmou no programa de rádio, disse o comunicado.

A Apple alertou os produtores sobre o programa antes de ele ir ao ar, de acordo com uma fonte com conhecimento da conversa.

A Apple foi contatada enquanto o show estava sendo compartilhar pesquisado e negou as suas alegações, inclusive que trabalhadores tenham sido envenenados em uma linha de montagem do iPhone por um produto químico chamado n-hexano, disse a fonte.

A Apple não comentou publicamente o assunto.

Dizendo "o que eu faço não é jornalismo", Daisey defendeu seu trabalho em seu blog : "Meu show é uma peça teatral cujo objetivo é criar uma ligação humana entre nossos aparelhos lindos e as circunstâncias brutais de onde eles emergem."

Daisey diz que lamenta ter pemitido que o "This American Life" tenha colocado no ar um trecho de seu monólogo.
Microsoft diz que não vai lançar um novo intel console economico Xbox tão cedo.

Jogadores de videogame esperavam que a empresa revelasse um novo modelo em junho na E3, grande conferência anual em Los Angeles onde fabricantes e desenvolvedores exibem novos aparelhos e títulos.


A Microsoft disse na segunda (19) que não discutirá novo hardware de Xbox no evento. Em vez disso, planeja focar em games, música e outros conteúdos de entretenimento para o Xbox 360, que foi lançado em 2005.

A Nintendo mostrará o Wii U, sucessor do Wii. Diferentemente do Xbox 360 e do PlayStation 3, o atual Wii não oferece gráficos em alta definição, por isso precisa mais do que os outros de uma atualização.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Vendas de smartphone vão crescer 73% em 2012

As lojas brasileiras venderão 29 smartphones por minuto neste ano, segundo projeção da IDC antecipada à Folha. Em 2011, foram 17.

Enquanto 8,9 milhões de aparelhos foram comercializados em 2011, as vendas devem chegar a 15,4 milhões de unidades neste ano, diz a IDC. Um aumento de 73%.

A forte difusão dos smartphones no país é impulsionada por três fatores.

Os fabricantes entram com a ampliação do portfólio de celulares inteligentes -focando modelos mais baratos. Depois de cair 20% no ano passado, o preço deve ficar 6% menor em 2012.

As operadoras de telefonia contribuem com o lançamento de serviços voltados para a internet, como pacotes de dados até mesmo para celulares pré-pagos.

A afinidade do consumidor brasileiro com tecnologia completa o cenário, diz Bruno Freitas, analista sênior da IDC para smartphones.

As vendas crescentes alçarão o Brasil à quarta posição global em 2016, desbancando o Reino Unido.

A Índia também se tornará um dos cinco principais mercados de celulares inteligentes nos próximos quatro anos. O país passará a região do Oriente Médio e África, ocupando o 10° lugar em 2012.

A IDC considera smartphone somente os celulares com sistema operacional.

Os aparelhos que rodam Android continuam líderes no mercado brasileiro, com mais de 50% de participação. A IDC não revela a participação de dispositivos, como iPhone ou Blackberry.

EMERGENTES

A principal mudança em 2012, no entanto, caberá à China. O país asiático encabeçará o ranking, superando os EUA, diz a IDC.

"Não há volta para essa mudança na liderança", disse em nota Wong Teck Zhung, analista sênior da IDC para Ásia e Pacífico.

A virada chinesa é fruto da proliferação de celulares inteligentes a baixo custo (menos de US$ 200), promovida pelas gigantes Huawei, ZTE e Lenovo. Soma-se a isso o enorme mercado consumidor da China.

Os países emergentes liderarão o crescimento do mercado de smartphones nos próximos anos, afirma a IDC.

A trinca Brasil, China e Índia vai saltar da atual participação de 22,2% do consumo global para 34,2% em 2016.

Para isso, terão de adotar medidas para diminuir os altos preços dos aparelhos e dos pacotes de dados.

sábado, 17 de março de 2012

China coloca em vigor registro obrigatório para microblogueiros

Sob uma chuva de críticas nas redes sociais, a China passou a exigir nesta sexta-feira que dezenas de milhões de microblogueiros informem o nome e a cédula de identidade antes de publicar.

Inicialmente, a medida vale para os sites de microblogs (weibo, no termo em mandarim) com sede em Pequim.

Um deles é o Sina, o mais popular do país. Ao meio-dia de ontem, o site informou que apenas 19 milhões dos mais de 300 milhões de usuários haviam se registrado com as novas regras. Os que não o fizeram podem ler, mas ficam impedidos de postar.

O Twitter está bloqueado na China, mas as redes sociais locais são bastante populares e servem como o principal termômetro da opinião pública do país.

O governo chinês afirma que a medida evitará a disseminação de rumores. Além disso, terá mais instrumentos para vigiar críticos do regime, cada vez mais reprimidos ao longo dos últimos meses.

Na internet, a maioria das centenas de milhares de comentários sobre o assunto criticava as novas regras.

"Os usuários ainda têm coragem de falar o que querem? Vou ter saudade dos bons comentários. Agora, chega uma era viciada no registro verdadeiro. A única exceção é o registro das propriedades dos oficiais de governo", escreveu o microblogueiro Xu Xin.

"Essa política reflete melhor a liberdade de expressão e, em certo grau, purifica o ambiente da weibo", afirmou o usuário Wang Yong.

A censura chinesa prioriza principalmente temas políticos, aponta um levantamento recente da Universidade Carnegie Mellon (EUA) com 57 milhões de mensagens. A maioria dos posts apagados mencionava os dissidentes Ai Weiwei e Liu Xiaobo, Falun Gong movimento religioso banido pelo governo, e convocações de protestos, entre outros assuntos politizados.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Rio testa sistema pioneiro de tecnologia em centros urbanos

Perto da praia de Copacabana há uma sala de controle que parece algo saído diretamente da Nasa, a agência espacial americana.

Funcionários municipais, trajando macacões brancos, trabalham sem alarde diante de uma parede gigante com muitas telas --uma espécie de Rio virtual em tempo real. Imagens de vídeo chegam constantemente de estações de metrô e de cruzamentos importantes. Um programa de meteorologia traça previsões de chuva em vários pontos da cidade. Um mapa se ilumina para apontar os locais onde há acidentes de carro, falta de luz e outros problemas.




Andre Vieira - 7.nov.11/"The New York Times"








Guru Banavar, que dirigiu o projeto para a unidade Cidades Mais Inteligentes, da IBM


A ordem e a precisão parecem deslocadas nesta cidade brasileira descontraída. Mas o que está acontecendo aqui reflete um experimento ousado e potencialmente lucrativo que pode moldar o futuro de cidades em todo lugar do mundo.

O prédio em questão é o Centro de Operações Rio e seu sistema foi criado pela IBM.

O Rio está servindo de teste crucial para a empresa. Até 2050, aproximadamente 75% da população mundial deve estar vivendo em cidades. Muitas áreas metropolitanas já empregam sistemas de coleta de dados como sensores, câmeras de vídeo e GPS. Avanços na potência de computação e na análise de dados agora possibilitam que empresas como a IBM coletem e organizem todos esses dados e, com a ajuda de algoritmos de computador, identifiquem padrões e tendências.

O mercado para suprir cidades de sistemas "inteligentes" deve chegar a US$ 57 bilhões até 2014, segundo a firma de pesquisas de mercado IDC Government Insights. A IBM quer dominar uma parte disso.

Aberto pela unidade de Cidades Mais Inteligentes da empresa no final de 2010, o Centro de Operações Rio faz parte de um esforço para conquistar um lugar nesse mercado. Desde sua fundação, a unidade Cidades Mais Inteligentes já se envolveu em milhares de projetos.

EXPANSÃO ACELERADA

Cidade horizontal que se estende entre montanhas e o oceano Atlântico, o Rio de Janeiro é ao mesmo tempo uma cidade em expansão acelerada, uma cidade de praia, um paraíso, uma monstruosidade, um centro de pesquisas e uma grande obra em construção.

Gigantes do setor petrolífero como a Schlumberger vêm correndo para construir centros de pesquisas aqui, para ajudar a desenvolver os enormes campos marítimos de petróleo e de gás.

Unidades policiais especiais entraram em cerca de 20 favelas, em um esforço para afirmar o controle do governo e combater a criminalidade. O Rio está reconstruindo grandes estádios e construindo um sistema de ônibus, para a Copa do Mundo de 1914 e para os Jogos Olímpicos de 2016.

Esta é uma cidade em que alguns dos ricos vivem em condomínios fechados, enquanto alguns dos pobres nas favelas pirateiam eletricidade da grade elétrica.

Uma cidade às vezes atingida por desastres --naturais ou não. Temporais podem provocar deslizamentos de terra mortíferos. No ano passado um bonde histórico descarrilou, matando cinco pessoas.

No início deste ano, três prédios desabaram no centro da cidade, deixando pelo menos 17 mortos e dezenas de feridos.

As condições complexas criam um ambiente propício para a IBM ampliar seu trabalho com governos municipais. Se a empresa puder remodelar o Rio de Janeiro como cidade mais inteligente, poderá fazer o mesmo em qualquer outro lugar do mundo.

"Uma cidade inteligente é uma cidade com informação", disse Guru Banavar, 45, o executivo-chefe de tecnologia da IBM para o setor público global. "Uma vez que você tenha as informações necessárias, entenda-as e saiba o que fazer com elas, estará a meio caminho da inteligência."

O fato que catalisou a criação do centro de operações foi uma tempestade torrencial ocorrida há quase dois anos. Por volta das 4h daquela manhã, o prefeito Eduardo Paes começou a receber informações alarmantes. Deslizamentos de terra estavam ocorrendo em algumas favelas, e havia o risco de muitos mais. Houve inundações inesperadas.

Carros e caminhões estavam ilhados na água, que não parava de subir. Mas o Rio não contava com um local específico a partir do qual o prefeito pudesse monitorar a situação e supervisionar a resposta. "Percebi que éramos muito fracos", recordou.

Eduardo Paes viveu no Estado americano de Connecticut na adolescência e se lembrava que algumas cidades americanas decretavam "dias de neve", para que pudessem limpar as ruas.

Ainda na madrugada, ele começou a telefonar para estações de TV, rádios e jornais, declarando estado de emergência e recomendando à população que não saísse de casa.

"Não tínhamos planos para isso, mas funcionou", disse Paes. Sessenta e oito pessoas morreram, mas o número de mortos poderia ter sido muito maior. Mesmo assim, o prefeito decidiu que o Rio poderia fazer melhor.

Ele teve um encontro com a IBM, que tinha desenvolvido centros de controle de criminalidade para Madri e Nova York, além de um sistema de cobrança de taxa de congestionamento de trânsito para Estocolmo. Só que criar um sistema para o Rio, abrangendo a cidade inteira, era um empreendimento muito maior.

A IBM administrou o projeto em sua íntegra. Empresas locais cuidaram da construção e das telecomunicações. A Cisco forneceu infraestrutura de rede e o sistema de videoconferências que liga o centro de operações à casa do prefeito. As telas digitais são da Samsung.

A IBM incorporou hardware, software, capacidades analíticas e de pesquisas. Uma plataforma de operações virtual atua como centro de coleta e distribuição de dados, integrando as informações que chegam por telefone, rádio, e-mail e mensagens de texto. Quando os funcionários da prefeitura entram no sistema, eles podem carregar informações de uma cena de acidente, por exemplo, e ver quantas ambulâncias foram enviadas para o local.

Podem analisar informações históricas para identificar os locais onde tendem a ocorrer acidentes de carro, por exemplo. Além disso, a IBM desenvolveu um sistema de previsão de enchentes customizado para a cidade.

O prefeito disse que o projeto custou ao Rio cerca de US$ 14 milhões. Se tudo funcionar, poderá fazer do Rio um modelo de gestão municipal movida por dados.

"Queremos colocar o Rio à frente de todas as cidades do mundo em matéria de operações do cotidiano e resposta a emergências", afirmou o prefeito. Mas, segundo ele, o desafio será fazer a cidade funcionar com mais eficiência sem, entretanto, diluir o espírito que a faz ser o que é. "Não queremos ser uma Lausanne ou Zurique", acrescentou.




Marcelo Sayão - 6.abr.2010/Efe








Deslizamento de terra na favela da Mangueira, no Rio; incidente foi catalisador do novo centro de operações


PROVA DE EFICIÊNCIA

No final de janeiro, um edifício de 20 andares no centro do Rio, situado ao lado do Teatro Municipal, desabou, arrastando com ele dois outros prédios. O centro de operações entrou em ação imediatamente.

Por mero acaso, um funcionário da prefeitura estava tomando uma cerveja perto do local e avisou Carlos Roberto Osório, secretário de obras públicas e conservação da cidade. "Ganhamos um minuto graças à sorte", falou Osório. "Mas o sistema funcionou muito bem."

No centro de operações, funcionários alertaram os departamentos de bombeiros e da Defesa Civil e depois pediram às empresas de gás e de eletricidade que cortassem o fornecimento à área em volta do desastre. Outros fecharam temporariamente o metrô a partir do local, fecharam o acesso à rua, despacharam ambulâncias, alertaram hospitais, enviaram equipamentos pesados para remover os escombros e ativaram guardas civis para esvaziar prédios nas redondezas e garantir a segurança do local.

O Twitter do centro de operações alertou seus seguidores sobre as ruas bloqueadas e os caminhos alternativos possíveis. O próprio Carlos Osório dirigiu-se ao local às pressas e, de lá, postou fotos para suas contas no Twitter e no Facebook.

Pelo menos 17 pessoas morreram no desabamento. Mas a resposta coordenada da cidade foi uma vitória para o centro. "Nunca antes conseguimos reagir tão prontamente", disse Osório.

ARGUMENTOS A FAVOR

Em fevereiro, Osório estava em pé no Sambódromo, sob o calor do meio-dia, supervisionando a reconstrução do local, duas semanas antes do Carnaval.

A prefeitura tinha prometido alargar o espaço e acrescentar milhares de assentos em tempo para as Olimpíadas. Osório queria ver as obras concluídas em tempo.

Há muitas outras obras em andamento no Rio. Após décadas de descaso, o governo e empresas privadas estão investindo intensamente na modernização da infraestrutura e de serviços como os transportes.

Isso inclui um projeto de US$ 4,5 bilhões de revitalização da zona portuária, para fazer dela uma ampla área residencial, comercial e de turismo.

Em meio a tantas transformações, as autoridades enxergam o centro de operações como uma influência estabilizadora, além de ponto em favor da cidade. Carlos Osório diz que o centro de operações está sendo usado para minimizar inconvenientes e também para atrair investimentos.

O centro de operações vem recebendo muita publicidade no Brasil e no exterior. Apesar disso, muitos cariocas nunca ouviram falar dele, ou, se ouviram, não têm certeza de qual é seu papel.

Alguns se perguntam se não será tudo apenas "para inglês ver" --tranquilizar as autoridades olímpicas e os investidores estrangeiros. Outros receiam que essa vigilância toda tenha o potencial de limitar as liberdades ou invadir a privacidade dos cidadãos. Ainda outros enxergam o centro como uma solução tapa-buracos e que não resolve os problemas infraestruturais.

Numa noite de fevereiro, um incêndio começou na Visconde de Pirajá, uma rua comercial elegante em Ipanema. Alguns cariocas fotografaram o incêndio com seus smartphones. Pouco antes das 19h, a atriz Pitty Webo, que vive nas proximidades, começou a alertar seus seguidores no Twitter. Alguns minutos mais tarde, o Twitter do centro de operações informou que o trânsito estava sendo desviado da área.

A planejadora de eventos Luiza Amoedo juntou-se à multidão que acompanhava o incêndio a partir de uma praça nas proximidades. Vidraças racharam e caíram sobre a rua, espatifando-se. Carros de bombeiros chegaram e socorristas desceram de um helicóptero vermelho sobre o telhado do prédio em chamas.

A situação na rua era de caos. Ninguém tinha passado um cordão de isolamento em torno da praça ou afastado os espectadores do caminho da chuva de vidro. Uma extremidade da rua estava fechada ao tráfego, mas, na outra extremidade, um policial de trânsito direcionava os carros para darem a volta à multidão.

"O Rio está muito longe de estar preparado", comentou Amoedo com um suspiro. "Nada funciona. É um absurdo. Estamos em 2012. Isto não deveria ainda estar acontecendo até hoje."

No ano passado, um bonde descarrilou no bairro histórico de Santa Teresa, matando cinco pessoas. O governo estadual do Rio, não a prefeitura, era responsável pela manutenção dos bondes e suspendeu a circulação deles.

"O sistema que o prefeito criou vai resolver um problema quando acontecer, mas não resolve os problemas de infraestrutura", comentou Alexandre Hartz, avaliador de riscos de seguro-saúde que tomava uma cerveja no bairro. "A cultura do Rio de Janeiro é de reação, não de prevenção."

Desde os deslizamentos de terra de dois anos atrás, a cidade instalou em 66 favelas sirenes que são ligadas ao centro de operações por uma rede sem fios. A prefeitura já promoveu vários treinos de uso do sistema, nos quais voluntários ajudaram a retirar os moradores de suas casas.

Em condições reais de enchente, o centro de operações decide quando acionar as sirenes.

Mas, segundo o prefeito, é difícil para a população entender quando uma crise foi evitada. "São os problemas que poderiam acontecer e que deixam de acontecer, todos os dias", disse Márcio Motta, o subsecretário da Defesa Civil do Rio

quinta-feira, 15 de março de 2012

Pensado para tablets, Windows 8 vai mal em PCs tradicionais

Que tal experimentar, de graça, o novíssimo sistema operacional da Microsoft?

Antes de aceitar a proposição, tome nota: é uma versão de testes, que ainda tem arestas a serem aparadas e não está disponível em português --só em inglês, alemão, chinês, francês e japonês.

Preparado mesmo assim? Vá a preview.windows.com para baixar o Windows 8 Consumer Preview (prévia para consumidores).


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Composta pelos multicoloridos "tiles" (azulejos), a nova interface, que se chama Metro e foi desenvolvida com tablets em mente, causa uma ótima primeira impressão. Na prática, porém, fica claro que a Microsoft precisa fazer ajustes para provar que o Metro também é uma boa solução para PCs tradicionais.

Apesar do redesenho radical, o Windows 8 ainda inclui a velha conhecida área de trabalho e é compatível com praticamente todos os programas que rodam no Windows 7. Mas alternar entre o Metro, com suas formas retangulares e cores chapadas, e a área de trabalho tradicional, cujas texturas remetem ao Windows 7, expõe a esquizofrenia do novo sistema.

Os elementos do Metro são grandalhões, o que é bom em tablets, mas um desperdício em um PC com mouse, que permite grande precisão.

Além disso, boa parte da interação com o Windows 8 em touchscreens se dá deslizando o dedo a partir das extremidades da tela, gestos que nem sempre são bem transpostos para a combinação teclado/mouse ou touchpad.

O Internet Explorer, que no Windows 8 vem em duas versões --uma com a interface Metro e outra tradicional--, ilustra bem o problema. Na versão Metro, os sites ocupam a tela inteira, e é preciso clicar com o botão direito para ver miniaturas das abas abertas e alternar entre elas. Adequada para tablets, a interface é ineficiente --e irritante-- em PCs tradicionais.

Por ainda não estar finalizado, o Windows 8 não deve ser usado como sistema primário. Mas é uma boa oportunidade para começar a se habituar à nova cara do velho sistema, cuja versão final está prevista para o fim do ano.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Site vietnamita obtém iPad novo antes da hora e publica vídeo

site vietnamita Tinhte.vn obteve, antes de todo o compartilhar mundo, uma unidade do iPad novo, que só chega oficialmente nesta sexta-feira (16) aos EUA e a mais nove países.

Além de produzirem um vídeo, que você vê abaixo, eles confirmaram que o tablet tem RAM de 1 Gbyte –o dobro do iPad 2.

'Enciclopédia Britannica' acaba com edição impressa e se torna 100% digital

Em mais um sinal do crescente domínio do mercado editorial digital, a mais antiga enciclopédia em língua inglesa que ainda é impressa está se movendo plenamente para a era digital.

A "Enciclopédia Britannica", que é impressa desde que foi publicada pela primeira vez, em Edimburgo (Escócia), em 1768, afirmou nesta terça-feira (13) que vai acabar com a publicação de suas edições impressas e continuar com as versões digitais disponíveis on-line.




Reprodução








Site da "Enciclopédia Britannica", que acabou com a edição impressa para se tornar tecnologia 100% digital


O carro-chefe, a edição impressa com 32 volumes, disponível a cada dois anos, era vendido por US$ 1.400. Uma assinatura on-line custa cerca de US$ 70 por ano, e a empresa lançou recentemente aplicativos que variam de US$ 1,99 a US$ 4,99 por mês.

A empresa disse que vai manter a venda de edições impressas até que o estoque atual de cerca de 4.000 conjuntos se esgote.

"A edição intel impressa tornou-se mais difícil de manter e não era o melhor elemento físico para oferecer a qualidade do nosso banco de dados e a qualidade do nosso editorial," disse Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica Inc., à Reuters.

terça-feira, 13 de março de 2012

Nokia lançará tablet com Windows no segundo semestre, diz jornal

Segundo o jornal taiwanês "Digitimes", a Nokia lançará um tablet ainda em 2012 --mais especificamente, no último trimestre do ano. O aparelho teria como sistema operacional o Windows 8, da Microsoft.

O jornal cita fontes anônimas ligadas ao fornecimento de peças da Nokia e afirma que o aparelho contará com processador de dois núcleos da Qualcomm e terá tela de 10 polegadas.




Rick Wilking/Reuters


Steve Ballmer (Microsoft), Stephen Elop (Nokia) e Ralph de la Vega (AT&T) seguram o smartphone Lumia 900


A Nokia, que já conta com parceria da Microsoft na área de smartphones, com o Windows Phone, teria feito um pedido de 200 mil unidades do aparelho à fabricante chinesa Compal Electronics.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mundo do vídeo on-line é uma bagunça, diz engenheiro do Google

mundo do vídeo on-line é uma bagunça, e lidar com ela é um dos maiores desafios das empresas do setor, disse Jeremy Doig, diretor de engenharia do Google.

Em palestra realizada na CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até sábado em Hannover, Doig afirmou que a grande variedade de tecnologias --codecs, containers, formatos, bitrates, resoluções, dispositivos -- de vídeo disponível impõe muitas dificuldades técnicas.




Nigel Treblin/Associated Press








Participantes da CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até sábado em Hannover (Alemanha)


As pessoas fazem upload de vídeos de diferentes fontes e formatos, e a plataforma precisa suportar toda essa diversidade. "Você não pode virar as costas." Segundo Doig, o codec dominante no YouTube é usado em apenas 28% dos vídeos --ou seja, limitar-se a suportar o padrão mais popular é inviável.

"A realidade do mundo é que nós temos que oferecer suporte a esses diferentes formatos se estamos neste negócio [do vídeo on-line]", disse o engenheiro. Isso tem um custo, "ninguém gosta de criar mais complexidade", mas é necessário.

Para ele, o "sistema flexível" do YouTube --mais de cem formatos já foram suportados ao longo dos anos-- é um dos responsáveis pela larga vantagem do site sobre os concorrentes no mercado.

A multiplicidade não é um problema apenas na chegada dos vídeos, mas também na saída: os meios de distribuição e reprodução são muito diversos, o que acrescenta mais complexidade.

"Todos os protocolos e mecanismos que as pessoas usam hoje são baseados nesta ideia da televisão da década de 1950 segundo a qual você transmite [o conteúdo] uma vez, e todo o mundo recebe a mesma coisa e vê a mesma coisa em todos os pontos de recepção. E isso não é verdade", disse Doig. Por isso, os custos para oferecer vídeo on-line com boa qualidade podem ser bem altos.

Doig lamentou a falta de mecanismos eficientes para intel medir a qualidade da transmissão de vídeo pela internet. Enquanto o setor de televisão dispõe de várias ferramentas para isso, "para o on-line, não há nada". Não há um mecanismo que informe qual dispositivo ou serviço é melhor para vídeo, tudo é muito subjetivo, disse. "Se você não pode mensurar, não consegue melhorar."

Todos esses desafios --e outros, como a necessidade de conexões mais rápidas-- compõem um cenário complicado. "Mas nós gostamos desses problemas", brincou o engenheiro.

domingo, 11 de março de 2012

Brasil quer integrar internet com países sul-americanos

Os ministros de Comunicação dos membros da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) devem ratificar hoje em reunião em Assunção, no Paraguai, o plano de trabalho para integrar as redes de banda larga da internet entre os vizinhos, por meio de um anel óptico, informa reportagem de Helton Simões Gomes publicada na Folha desta sexta-feira.

A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Em conjunto com o Plano Nacional de Banda Larga, o anel óptico "aumentará a capacidade e barateará o custo das conexões", afirmou a presidente Dilma Rousseff, na abertura da feira de tecnologia CeBIT, em Hannover, na Alemanha.

Outra iniciativa citada por Dilma para ampliar a infraestrutura tecnológica é a contratação da construção de cabos submarinos ainda neste ano para ligar o país aos EUA, à Europa e à África. Eles levam dados de internet do Brasil para outros países.

Hoje é necessário cruzar o oceano Atlântico para acessar do Brasil sites hospedados em países como Colômbia e Equador. A informação ruma aos EUA, por meio de um cabo submarino, e depois retorna, por outro cabo, pelo oceano Pacífico. No caso do Peru, o trajeto tem mais de 8.000 km. Com o anel, a distância cairia para 2.000 km.

A velocidade nesses casos aumentará de 20% a 30%, afirma Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério das Comunicações.

sábado, 10 de março de 2012

Mundo superou computador pessoal, diz ex-executivo da Microsoft

Ray Ozzie, o homem que sucedeu Bill Gates como visionário tecnológico da Microsoft, acredita que o mundo tenha superado o computador pessoal, o que pode ter deixado para trás a maior produtora mundial de software.

O computador pessoal, que serviu de fundação ao compartilhar poderio da Microsoft e ainda determina seu desempenho financeiro, foi deixado para trás por poderosos celulares e tablets acionados por softwares do Google e da Apple, disse o antigo executivo da Microsoft.



"As pessoas discutem se a viajem estamos ou não em um mundo pós-PC. Não existe o que discutir: é claro que estamos em um mundo pós-PC", disse Ozzie em uma conferência sobre tecnologia promovida pelo blog tecnológico GeekWire, em Seattle, na quarta-feira.

"Isso não significa que o computador pessoal vai morrer, mas apenas que, nos cenários em que o usamos, deixamos de nos referir aos aparelhos como computadores e os designamos por outros nomes", acrescentou.

Ozzie estava fazendo seus primeiros comentários públicos sobre a Microsoft desde que saiu abruptamente da gigante da tecnologia, em 2010. Ele falou horas depois que Tim Cook, presidente-executivo da Apple, a maior rival da Microsoft, enfatizou a emergência do "mundo pós-PC", criado pelo iPad.

As vendas de celulares inteligentes já superaram as de computadores, e as de tablets estão se aproximando delas rapidamente.

Ozzie, 56 anos, um programador lendário que desenvolveu o aplicativo de e-mail Lotus Notes nos anos 1980 e 1990, foi selecionado diretamente por Gates para o posto de vice-presidente de arquitetura de software da Microsoft em 2006, para fazer de sua capacitação em colaboração via Web a peça central do pensamento da empresa.

Ozzie teve papel central no projeto Azure, da Microsoft --o principal esforço da companhia no campo da computação em nuvem--, mas se demitiu quatro anos depois com a Microsoft ainda atrás da Amazon.com e Google em desenvolvimento para soluções na web.

"Meu trabalho lá era administrar mudanças. Bill (Gates) e Steve (Ballmer, o presidente-executivo) me pediram para estudar a companhia, descobrir o que não funcionava e tentar o melhor para consertar os defeitos", disse Ozzie.

"Estou feliz com algumas das mudanças que promovemos. A companhia mudou muito, avançou muito, e estou feliz sobre algumas coisas, mas impaciente quanto a outras", acrescentou.

Ozzie disse que o destino do Windows 8 determinará o futuro da Microsoft. A mais recente versão do sistema operacional funcionará em tablets com chips da ARM, e a Microsoft espera poder competir com o iPad, da Apple, e colocar a companhia de volta no topo da cadeia de consumo tecnológico.

Empresa belga mostra tablet com Windows 8 na CeBIT

Em meio a tantos tablets com o sistema operacional Android, do Google, foi interessante ver um modelo com Windows 8 em um pequeno estande na CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até amanhã em Hannover, na Alemanha.

Na verdade, o W7Pad, como o nome indica, vem com Windows 7. Com tela de 11,6 polegadas, relativamente grande e pesado (950 g), ele parece mais um netbook sem teclado. Tem até portas USB convencionais, processador Intel Atom e chip gráfico Intel GMA 500, elementos comuns nos ultraportáteis.




Emerson Kimura/Folhapress










Emerson Kimura/Folhapress








Representante da empresa BMx Computers segura um tablet W7Pad com o Windows 8 Consumer Preview


O que me atraiu ao estande da BMx Computers, empresa belga que comercializa o W7Pad, foi um modelo exposto com o Windows 8 Consumer Preview, versão preliminar para consumidores, instalado. Era uma chance de brincar um pouco com o novo sistema em um tablet.

O desempenho foi razoável, semelhante ao de um netbook com Windows 7. Seus chips são voltados para tarefas básicas, então é normal ver alguns "engasgos" quando se exige muito processamento. De qualquer modo, para quem quiser um tablet com Windows 8 e arquitetura x86 (como a dos chips usados em computadores pessoais), o melhor provavelmente é esperar por aparelhos equipados com processadores de duplo núcleo da série Cedar Trail-M, sucessora da Pineview-M, à qual pertence o Atom do W7Pad.

O tablet é voltado a clientes corporativos e custa a partir de € 372 (compra mínima de dez unidades). A BMx vendeu cerca de 3.000 aparelhos desde o seu lançamento, no ano passado --o representante que conversou comigo considera um número bom para uma empresa com apenas dez funcionários.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Brasil quer integrar internet com países sul-americanos

Os ministros de Comunicação dos membros da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) devem ratificar hoje em reunião em Assunção, no Paraguai, o plano de trabalho para integrar as redes de banda larga da internet entre os vizinhos, por meio de um anel óptico, informa reportagem de Helton Simões Gomes publicada na Folha desta sexta-feira.

A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Em conjunto com o Plano Nacional de Banda Larga, o anel óptico "aumentará a capacidade e barateará o custo das conexões", afirmou a presidente Dilma Rousseff, na abertura da feira de tecnologia CeBIT, em Hannover, na Alemanha.

Outra iniciativa citada por Dilma para ampliar a infraestrutura tecnológica é a contratação da construção de cabos submarinos ainda neste ano para ligar o país aos EUA, à Europa e à África. Eles levam dados de internet do Brasil para outros países.

Hoje é necessário cruzar o oceano Atlântico para acessar do Brasil sites hospedados em países como Colômbia e Equador. A informação ruma aos EUA, por meio de um cabo submarino, e depois retorna, por outro cabo, pelo oceano Pacífico. No caso do Peru, o trajeto tem mais de 8.000 km. Com o anel, a distância cairia para 2.000 km.

A velocidade nesses casos aumentará de 20% a 30%, afirma Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério das Comunicações.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mídia parecia auditório de programa de TV do lançamento do novo iPad

Esqueça o ceticismo, o distanciamento e o equilíbrio que definem a atividade jornalística. No lançamento da terceira geração do iPad e da Apple TV, a mídia parecia o auditório de um programa de TV.

Novo iPad tem 4G, tela de alta definição e processador mais rápido
Veja galeria de fotos do evento de lançamento do novo iPad

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, de jeans, Nike preto, camisa de manga longa azul, foi ovacionado mais de cinco vezes.

O lançamento ocorreu no mesmo local em que Steve Jobs costumava anunciar as novidades da Apple: o teatro do Yerba Buena, um centro cultural com um viés esquerdista, segundo a visão americana: voltado para os negros, as mulheres e as minorias.

A escolha do Yerba Buena era uma maneira de Jobs deixar claro que a Apple era uma empresa que mesclava arte e tecnologia como nenhuma outra. Mescla essa cada vez mais em xeque após a imagem da Apple ser sucessivamente arranhada.

Para os jornalistas, porém, a mágica continua intacta.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Windows 8 será ponte entre usuários finais e empresas, diz Microsoft

O Windows 8 atenderá a demandas de usuários finais e de empresas, disse Kevin Turner, COO (chefe de operações) da Microsoft.

Em apresentação da empresa na CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até sábado em Hannover, na Alemanha, o executivo mostrou alguns recursos corporativos do Windows 8 que, segundo ele, contribuirão tanto para a produtividade dos usuários quanto para o gerenciamento de novos aparelhos dentro de um ambiente corporativo.




Divulgação








Erwin Visser, diretor sênior de Windows, demonstra ferramentas corporativas do Windows 8 na CeBIT 2012


São recursos importantes porque muitos funcionários têm usado dispositivos pessoais --como smartphones e tablets-- dentro do trabalho, e as empresas devem abraçar isso, disse Turner.

"Devo ter segurança ou devo deixar as pessoas trazerem sua própria tecnologia para o trabalho?" Hoje, uma coisa não elimina a outra, afirmou o executivo.

A depender do trabalho, uma interface de toque, por exemplo, pode ser mais produtiva do que uma com teclado. Nesse caso, introduzir aparelhos como smartphones e tablets no ambiente corporativo pode ser benéfico tanto para a empresa quanto para o usuário.

Por isso, o Windows 8 busca também ser uma ponte entre o computador tradicional e os dispositivos móveis.

Será um desafio grande para a Microsoft, visto que boa parte dos aparelhos que os funcionários têm levado para o trabalho usa plataformas como o iOS, da Apple, e o Android, do Google.

terça-feira, 6 de março de 2012

Uso de celular para pagamento começa a decolar

Deixe em casa os cartões de crédito e débito, as notas e moedas e o talão de cheques. Pegue apenas o celular.

A próxima revolução da telefonia deve mudar a forma como pagamos as contas.

Uma corrida frenética une fabricantes de aparelhos, teles, bancos, operadoras de cartão e desenvolvedoras de chips para fazer do celular (também) a sua carteira.
■Dados dos clientes ficam protegidos, dizem empresas de pagamento móvel
■Na África, milhões de pessoas usam SMS para pagamentos

Esse foi um tema central do Mobile World Congress, maior evento do setor de telefonia, realizado na última semana em Barcelona.

Diferentes tecnologias impulsionam a corrida. A estrela, já não tão nova, se chama NFC ("near field communication", na sigla em inglês).

É uma transmissão de dados sem fio que funciona ao aproximar o celular do terminal de cobrança. Um processo parecido com o que ocorre hoje com os cartões, mas não é necessário contato.

As novidades nesse front se acumulam.

No mês que vem, a Vodafone, gigante global da telefonia, vai oferecer serviços de cobrança com NFC em cinco países europeus, numa parceria com a Visa.

A Visa que, por sua vez, se uniu à Samsung para colocar nas ruas de Londres, nos Jogos Olímpicos deste ano, um sistema de pagamento via celular que vai funcionar até no transporte público.




Toni Albir/Efe








Demonstração de sistema de pagamento com telefone celular da Visa durante o Mobile World Congress


Nos EUA, o Google lançou, em setembro passado, a Google Wallet, no celular Nexus S, da Samsung, com cartões da MasterCard. Em breve, modelos da LG terão o serviço.

Ainda no mercado americano, um grupo chamado Isis, união das operadoras AT&T, Verizon e T-Mobile, lançará neste ano sua própria carteira para celular.

Com tantos atores de áreas tão diferentes para agrupar, fica fácil entender por que a revolução demorou a deslanchar -já se vão mais de seis anos desde que a revista "Economist" publicou reportagem sobre o NFC sob o título "Num futuro muito em breve".

A GSMA, associação de operadoras e fabricantes de celulares, acredita que o "muito em breve" chegou.

Estima que nos próximos três anos seja vendido 1,5 bilhão de celulares com tecnologia NFC, o que equivale a um quarto do total de linhas existentes hoje no mundo.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Feira serve de vitrine tecnológica para o Brasil

Consolidar a imagem do Brasil como produtor de tecnologia da informação e gerar oportunidade de negócios. Esses são os principais objetivos do país na CeBIT, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo.

A edição deste ano do evento --que ocorre de segunda-feira (5) a sábado (10) em Hannover, na Alemanha-- tem o Brasil como país parceiro. O governo investiu cerca de US$ 1,5 milhão na feira, segundo a Softex, entidade que organiza a participação brasileira na CeBIT.




Johannes Eisele/France Presse








Visitante na última CeBIT, que teve mais de 4.200 empresas


Cerca de 130 instituições do país estarão na feira -cem a mais do que em 2011. Elas apresentarão, em geral, produtos para o público corporativo, como sistemas de gestão.

A Totvs, por exemplo, mostrará uma rede social para empresas. A Comprova.com levará soluções em certificação digital. A Defenda exibirá um serviço de proteção contra fraudes internas. E a Positivo Informática apresentará novidades na área de educação, como uma mesa com tela sensível ao toque.

Estarão presentes também empresas como a Embraer, a Embrapa e a Petrobras e órgãos como a Receita Federal e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O baixo número de companhias brasileiras com foco no usuário final é compreensível, diz a Softex, pois elas buscam "vendas em grandes volumes, e a participação na CeBIT contribuiria pouco".

A participação do país inclui ainda uma série de palestras e workshops que abordarão oportunidades e cenários de investimento no Brasil em áreas como as de semicondutores, de energia eficiente e de computação em nuvem.

A presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel, devem discursar hoje na cerimônia de abertura, que terá também o executivo do Google Eric Schmidt.

SEGURANÇA

Com "Managing Trust" (gerenciando confiança) como tema principal, a CeBIT deste ano terá várias discussões e novidades relacionadas a segurança. Software malicioso, riscos em celulares e tablets, vazamento de dados, gerenciamento de emergências, questões legais e impacto na economia serão alguns dos tópicos abordados.

Computação em nuvem, mídias sociais e mobilidade são outros assuntos com presença forte na programação.

A organização espera um crescimento de cerca de 3% no número de expositores em relação ao evento do ano passado, que contou com mais de 4.200 empresas e teve a Turquia como país parceiro. A CeBIT acontece desde 1986.

domingo, 4 de março de 2012

Facebook quer conquistar mercado de publicidade móvel

Para o Facebook, é uma escolha óbvia explorar a grande lealdade de seus usuários, e o meio bilhão deles que têm celulares, como maneira de abrir o mercado móvel a anunciantes de primeira linha. O problema é que existem motivos para o sucesso limitado que a publicidade em aparelhos móveis obteve até o momento, e nenhum deles foi completamente resolvido.

Mesmo que o Facebook encontre sucesso, outros interessados nesse mercado potencialmente imenso podem continuar enfrentando problemas para extrair lucros dele.

No começo da semana, o Facebook anunciou novas maneiras para que empresas anunciem junto a seus usuários, o que inclui, pela primeira vez, publicidade móvel. Os feeds de notícias de seus membros passariam a incluir publicidade, como parte dos esforços da companhia para estabelecer fontes regulares de receita, em sua preparação para uma oferta pública inicial de ações.

A decisão pode ajudar a dar aos anunciantes acesso ao mercado de telefonia móvel, há muito visto como subutilizado, mas é improvável que resulte em abertura maior do mercado como um todo.

Apesar da demanda reprimida entre os anunciantes --e da vasta discrepância entre o tempo de uso dos aparelhos móveis por seus anunciantes e as verbas publicitárias dedicadas a essa forma de mídia--, continuam a existir fortes barreiras à publicidade em celulares.

O mercado móvel se provou quase impenetrável para os anunciantes, exceto em anúncios vinculados a resultados de buscas do Google, por uma série de razões, entre as quais as telas pequenas, a falta de bons sites com formato adaptado aos aparelhos móveis e a resistência à invasão comercial de um espaço visto como mais privado que a tela de um computador.

Há muitas experiências em curso nas operadoras de telecomunicações, agências de publicidade e produtoras de software, a fim de encontrar caminhos para prover anúncios personalizados aos usuários com base em sua localização, e para aproveitar o boom nas vendas de celulares inteligentes, mas sem criar rejeição entre os usuários.

O Facebook pode se sair bem em um campo no qual outras empresas fracassaram porque os anúncios surgirão em forma de notícias quando um usuário tiver "curtido" uma marca ou comprado um produto via Facebook, o que faria com que considerassem a mensagem mais como recomendação pessoal do que como anúncio.

Facebook quer conquistar mercado de publicidade móvel

Para o Facebook, é uma escolha óbvia explorar a grande lealdade de seus usuários, e o meio bilhão deles que têm celulares, como maneira de abrir o mercado móvel a anunciantes de primeira linha. O problema é que existem motivos para o sucesso limitado que a publicidade em aparelhos móveis obteve até o momento, e nenhum deles foi completamente resolvido.

Mesmo que o Facebook encontre sucesso, outros interessados nesse mercado potencialmente imenso podem continuar enfrentando problemas para extrair lucros dele.

No começo da semana, o Facebook anunciou novas maneiras para que empresas anunciem junto a seus usuários, o que inclui, pela primeira vez, publicidade móvel. Os feeds de notícias de seus membros passariam a incluir publicidade, como parte dos esforços da companhia para estabelecer fontes regulares de receita, em sua preparação para uma oferta pública inicial de ações.

A decisão pode ajudar a dar aos anunciantes acesso ao mercado de telefonia móvel, há muito visto como subutilizado, mas é improvável que resulte em abertura maior do mercado como um todo.

Apesar da demanda reprimida entre os anunciantes --e da vasta discrepância entre o tempo de uso dos aparelhos móveis por seus anunciantes e as verbas publicitárias dedicadas a essa forma de mídia--, continuam a existir fortes barreiras à publicidade em celulares.

O mercado móvel se provou quase impenetrável para os anunciantes, exceto em anúncios vinculados a resultados de buscas do Google, por uma série de razões, entre as quais as telas pequenas, a falta de bons sites com formato adaptado aos aparelhos móveis e a resistência à invasão comercial de um espaço visto como mais privado que a tela de um computador.

Há muitas experiências em curso nas operadoras de telecomunicações, agências de publicidade e produtoras de software, a fim de encontrar caminhos para prover anúncios personalizados aos usuários com base em sua localização, e para aproveitar o boom nas vendas de celulares inteligentes, mas sem criar rejeição entre os usuários.

O Facebook pode se sair bem em um campo no qual outras empresas fracassaram porque os anúncios surgirão em forma de notícias quando um usuário tiver "curtido" uma marca ou comprado um produto via Facebook, o que faria com que considerassem a mensagem mais como recomendação pessoal do que como anúncio.

sábado, 3 de março de 2012

Zynga emancipa-se do Facebook e apresenta sua própria rede social

Zynga, líder dos jogos sociais on-line, anunciou nesta quinta-feira (1º) que se emancipará do gigante Facebook, onde realiza atualmente a maior parte de seu volume de negócios.

A empresa lançará seu próprio site, onde seus seguidores poderão dividir sua paixão por vários dos jogos mais populares da marca, desde CastleVille, Words with Friends, CityVille, FarmVille, Hidden Chronicles a Zynga Poker, e a promessa de oferecer títulos novos que poderão ser jogados por internautas.




Stephen Lam - 11.out.2011/Reuters








Fundador da Zynga, Mark Pincus, em evento na sede da empresa, em San Francisco


"Construímos o Zynga.com para oferecer a nossos jogadores mais formas de se conectar e de jogar formidáveis jogos sociais, que foram desenvolvidos pela Zynga ou por outros programadores talentosos", explicou o presidente da empresa, Mark Pincus.

Pincus apresentou o site mais como uma expansão de sua oferta no Facebook do que como independente.

"Vejo isso como uma formidável manifestação de nossa relação com o Facebook que aprofunda o jogo", disse à France-Presse o diretor-geral da Zynga, Manuel Brostein

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Twitter vende arquivo de posts antigos para empresas de marketing online

Achou que seus tuítes postados anos atrás estavam enterrados para sempre? Pois eles não só não estão esquecidos, como se converteram em uma mina de ouro – mas não para você. Segundo o jornal "Daily Mail", o Twitter decidiu vender seu arquivo de posts antigos para empresas de marketing online.

A primeira companhia a desfrutar do negócio é a Datasift, que poderá oferecer a seus clientes o conteúdo postado há até dois anos por usuários do serviço de microblog. Mais de 1.000 empresas estão na lista de espera.

Usuários em geral só têm acesso ao conteúdo de poucos dias atrás em seu histórico. Essas empresas, porém, terão uma compilação de mais de 250 milhões de tuítes por dia, postados durante os últimos dois anos.

A Datasift confirmou a informação ao site “Mashable” e informou que vai disponibilizar um serviço chamado “DataSift Historics”, que permite às empresas extrair insights e tendências que se relacionam com as marcas, empresas, mercados financeiros, notícias e opinião pública com base nos tuítes. A empresa ainda vai oferecer dados adicionais, como a localização dos usuários no momento em que tuitaram (no caso dos que usaram aparelhos com GPS).

A atitude do Twitter provocou críticas de defensores da privacidade e especialistas em segurança on-line, que antes concentravam as críticas ao Google e ao Facebook. O "Mashable" não conseguiu contatar o Twitter para comentar o assunto.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Telefônica e Mozilla planejam sistema para celulares com HTML5

A Telefônica e a Mozilla anunciaram nesta segunda-feira o projeto de uma nova plataforma para celulares, totalmente baseada em tecnologia HTML5.

O plano é criar uma opção aos dois sistemas que hoje dominam esse mercado: o iOS, da Apple, e o Android, do Google.

As novas parcerias vão desenvolver celulares e aplicativos para esse projeto. Nesses aparelhos, tudo será feito com base em HTML5: ligações, envio de SMS, navegação na internet e jogos, entre outras funções.

Um aparelho como o iPhone até é capaz de rodar aplicativos em HTML5, mas o sistema operacional por trás de suas funções centrais é outro, o iOS, de propriedade da Apple.

O HTML5 é uma evolução do HTML, código de programação que remonta à origem da internet global, nos anos 90.

É dessa mesma época que se origina a Mozilla, uma fundação criada pela empresa que fez o primeiro grande navegador de internet do mundo, o Netscape, depois engolido pelo Explorer, da Microsoft.

Com o projeto anunciado hoje, a Mozilla lança-se de novo contra os gigantes do mercado, tarefa que não será nada fácil, dada a vantagem estabelecida por Apple e Google. Os dois juntos representam mais de 70% do mercado mundial de celulares.

A aposta é que, com um sistema aberto, como o HTML5, e ainda apoiado por uma fundação, haverá mais facilidade em atrair o enxame de pequenos desenvolvedores que acabam por criar aplicativos de sucesso.

Já foram montadas as versões móveis dos sites mais populares, como Facebook, Twitter e Youtube, conforme demonstração feita hoje pela Telefônica em Barcelona num aparelho protótipo.

"Queremos colocar esses telefones no mercado antes do final do ano", afirmou Carlos Domingo, diretor de desenvolvimento e inovação da Telefônica. Inicialmente, o projeto vai mirar telefones de custo mais baixo, para só depois entrar no estrato mais alto do mercado, onde se sustenta o reinado do iPhone.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Governo dos EUA revela plano de proteção de dados pessoais na internet

governo dos Estados Unidos divulgou um projeto de proteção de dados de caráter pessoal na internet e anunciou o compromisso dos gigantes da indústria de respeitar o anonimato de seus usuários, em particular com uma função específica em navegadores.
■Gigantes da tecnologia assinam acordo sobre privacidade

Seguindo o modelo da "Declaração dos Direitos dos Cidadãos dos Estados Unidos" --a carta dos direitos e liberdades, pilar da Constituição dos Estados Unidos--, o projeto da "Carta para a Proteção dos Dados dos Consumidores", apresentado pelo governo do presidente Barack Obama, defende uma série de direitos básicos dos usuários da internet.

Esses direitos incluem o direito dos consumidores de ter o domínio sobre seus dados pessoais coletados e utilizados na internet, o respeito ao "contexto" em que essas informações foram obtidas e a garantia de segurança das mesmas.

Esses mesmos consumidores poderão acessar seus dados e, eventualmente, corrigi-los, indicou a Casa Branca nesta quinta-feira (23) em um comunicado.

Obama afirmou em um comunicado que essa carta vai permitir que sejam estabelecidas "regras para garantir que os dados pessoais dos consumidores americanos on-line sejam colocados em segurança", e declarou que "a confiança é crucial para o crescimento da economia digital".

A Casa Branca também revelou que "grandes companhias da internet e redes de publicidade on-line se comprometeram a tomar medidas para integrar a tecnologia Do Not Track à maioria dos navegadores, a fim de facilitar aos usuários o controle do rastreamento on-line".

"Empresas que representam quase 90% da publicidade on-line, incluindo Google, Yahoo!, Microsoft e AOL, concordaram em cumprir as ordens" dos usuários da internet que não querem ser rastreados.

Esse acordo será supervisionado pelo órgão encarregado de garantir o cumprimento dos direitos dos consumidores, a Comissão Federal de Comércio.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

75% das TVs fabricadas no país terão software Ginga em 2013

partir do próximo ano, 75% das TVs fabricadas no Brasil terão de conter o software Ginga, que permite a interatividade do telespectador com a emissora no modelo brasileiro de TV digital.

Os ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento assinaram ontem o decreto que define o cronograma de adoção do programa.

De junho a dezembro deste ano, será opcional para a indústria introduzir o software em sua produção. No entanto, a porcentagem de televisores com o programa fabricadas nesse período será descontada da cota de 2013.

Por exemplo, se uma empresa introduzir o Ginga em 10% de sua produção no segundo semestre de 2012, terá apenas que cumprir uma cota de 65% em 2013.

Em 2014, as empresas terão de cumprir a cota de 90% de TVs com o Ginga embutido. A regra vale para todos os modelos e tamanhos de televisores, salvo os de tubo, mais antigos.

INCENTIVOS

As empresas que não adotarem o cronograma não terão os incentivos fiscais do PPB (Processo Produtivo Básico), que define índices de nacionalização.

Com o Ginga, o telespectador poderá, por exemplo, participar de enquetes feitas pela emissora ou escolher um ângulo de câmera diferente num jogo de futebol. O Ginga aceita vários tipos de aplicativos, que serão desenvolvidos ao longo do tempo.

A medida saiu após várias rodadas de negociação frustradas entre governo e indústria, que queria mais tempo para introduzir o software e menos exigências.

A proposta anterior do governo exigia a obrigatoriedade do Ginga em 30% dos televisores a partir de junho de 2012, de 60% em 2013, e 90% em 2014.

A indústria pediu para que a medida começasse a valer a partir de outubro de 2012, para apenas 10% das TVs com acesso à internet, que equivalem a 20% do total. Ou seja, a indústria queria introduzir o Ginga em 2% do total das TVs.

O argumento da indústria para "atrasar" a adoção do Ginga é de que o sinal da TV digital não está em todas as cidades e ainda com um cronograma de implantação atrasado. As emissoras ainda usam pouco os recursos de interatividade do Ginga.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Gigantes da tecnologia assinam acordo sobre privacidade

Seis das maiores companhias mundiais de tecnologia firmaram acordo para oferecer mais informações quanto às suas normas de privacidade antes que usuários baixem aplicativos, a fim de proteger os dados pessoais de milhares de consumidores, anunciou a secretária da Justiça da Califórnia na quarta-feira.
■Governo dos EUA revela plano de proteção de dados pessoais na internet

O acordo prevê que Amazon, Apple, Google, Microsoft, Research In Motion e Hewlett-Packard --além dos programadores que criam software usando suas plataformas-- revelem de que forma utilizam dados privados, antes que um aplicativo seja baixado, segundo a secretária Kamala Harris.

"O custo do uso de aplicativos para aparelhos móveis não deveria ser uma perda de privacidade pessoal, mas muitas vezes é", afirmou.

Atualmente, 22 dos 30 aplicativos mais baixados não oferecem informações quanto a privacidade. Alguns deles permitem acesso às agendas de contatos dos usuários.

O Google afirmou em comunicado que, sob os termos do acordo da Califórnia, os usuários do Android terão "ainda mais maneiras de tomar decisões no que tange à sua privacidade".

A Apple confirmou o acordo, mas não acrescentou detalhes.

Harris também estava entre as autoridades norte-americanas que, na quarta-feira, enviaram uma carta a Larry Page, presidente-executivo do Google, para expressar "séria preocupação" quanto à recente decisão do gigante da Web de consolidar suas normas de privacidade.

A mudança de normas daria ao Google acesso a informações de usuários de diferentes produtos da companhia, como o Gmail e o Google Plus, sem que o usuário tenha o direito de optar por não revelá-las, afirmaram os 36 secretários de Justiça estaduais que assinaram a carta.

Autoridades da União Europeia solicitaram que o Google adie a mudança do sistema até que as organizações regulatórias possam investigar o assunto.

A lei estadual de proteção da privacidade online aprovada pela Califórnia em 2004 requer que as empresas notifiquem os usuários quanto a normas de privacidade, mas Harris ressaltou que poucos criadores de aplicativos a seguiram nos últimos anos porque há dúvidas no caso de aplicativos móveis.

"A maioria dos aplicativos móveis não se esforça em explicar ao usuário de que forma suas informações são usadas", disse Harris em entrevista coletiva. "O consumidor precisa ser informado quanto ao que está cedendo".

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Internet amplia acesso a pesquisas científicas e desafia conservadores

Há séculos, a pesquisa científica é feita em particular, e então apresentada a publicações para ser revisada por outros cientistas e, mais tarde, é publicada.

Mas, para muitos cientistas, o sistema parece antiquado, caro e elitista. A revisão por pares pode demorar meses, as assinaturas de publicações costumam ter custo exorbitante, e um punhado de guardiões limita o fluxo das informações ao grande público.

É um sistema ideal para partilhar informações, disse o físico quântico Michael Nielsen, desde que "você se atenha às tecnologias do século 17".

Nielsen e outros defensores da "ciência aberta" afirmam que a ciência pode realizar muito mais, com mais rapidez, no ambiente livre de atritos da colaboração via internet. E, apesar do ceticismo de muitos pesquisadores, suas idéias estão se espalhando.

Nos últimos anos, surgiram arquivos e publicações com livre acesso, como o arXiv e a Biblioteca Pública de Ciências (PLoS, na sigla em inglês). O GalaxyZoo, um site de ciência-cidadã, já classificou milhões de objetos espaciais, descobrindo características que levaram a uma série de trabalhos científicos. E uma rede social chamada ResearchGate --onde os cientistas responder a perguntas de colegas, partilhar trabalhos e encontrar colaboradores --está rapidamente se popularizando.




Timothy Fadek/The New York Times








Ijad Madisch (em pé), criador do ResearchGate, uma rede social para cientistas


Editores de publicações tradicionais dizem que a ciência aberta, na teoria, parece boa. Mas, na prática, "a comunidade científica em si é bastante conservadora", disse Maxine Clarke, editora-executiva da revista "Nature", acrescentando que a publicação de trabalhos na forma tradicional ainda é vista como "uma unidade na concessão de verbas ou na avaliação de empregos e cargos".

Nielsen, 38, que largou uma bem-sucedida carreira científica para escrever "Reinventing Discovery: The New Era of Networked Science" ("Reinventando a Descoberta: a Nova Era da Ciência em Rede"), admitiu que os cientistas estão "muito inibidos e lentos para adotar muitas ferramentas on-line", mas acrescentou que a ciência aberta está se aglutinando para virar "meio que um movimento".

O ResearchGate, com sede em Berlim, foi ideia de Ijad Madisch, 31, virologista e cientista da computação formado em Harvard. "Quero tornar a ciência mais aberta", disse ele. Criada em 2008 com poucos recursos, a rede hoje reúne 1,3 milhão de membros, segundo Madisch, e já atraiu milhões de dólares em investimentos.

O site é uma mistura de Facebook, Twitter e LinkedIn, com páginas de perfil, comentários, grupos, listas de vagas profissionais e botões de "curtir" e de "seguir", embora só cientistas possam fazer e responder perguntas.

Ele também tem um atalho para o restritivo acesso às publicações. Como a maioria das revistas autoriza os cientistas a colocarem em seus sites links para trabalhos apresentados por eles próprios, Madisch estimula seus usuários a fazerem isso nos seus perfis do ResearchGate.

Greg Phelan, chefe do Departamento de Química da Universidade Estadual de Nova York, em Cortland, usou o site para encontrar novos colaboradores, receber orientação de especialistas e ler artigos acadêmicos que não estavam disponíveis por intermédio da sua pequena universidade.

Alterar o "status quo" --abrindo dados, trabalhos, sugestões de pesquisa e soluções parciais-- ainda é algo mais para ideia do que para realidade.

Como argumentam as publicações estabelecidas, elas oferecem um serviço crucial, que não sai barato. "Temos de cobrir os custos", disse Alan Leshner, editor da "Science", uma revista sem fins lucrativos.

Esses custos rondam os US$ 40 milhões por ano, para bancar 25 editores e redatores, o pessoal de produção e de vendas, e escritórios na América do Norte, na Europa e na Ásia, sem falar dos gastos com impressão e distribuição.

Periódicos abertos e com revisão por pares, como a "Nature Communications" e a "PLoS One", cobram taxas dos autores publicados --US$ 5.000 e US$ 1.350, respectivamente-- para arcar com suas despesas, mais modestas.

Madisch admitiu que talvez jamais atinja muitos cientistas renomados para os quais as redes sociais podem parecer uma perda de tempo. Mas espere, disse ele, até os cientistas mais jovens, acostumados às redes sociais, começarem a comandar laboratórios.

"Se anos atrás você dissesse: 'Um dia você vai estar no Facebook compartilhando todas as suas fotos e informações pessoais com os outros', não iriam acreditar em você", disse ele. "Estamos só no começo. A mudança está vindo rapidamente."

Leshner concorda que as coisas estão se mexendo. "Será que o modelo das revistas científicas será o mesmo daqui a dez anos? Duvido muito, acredito na evolução