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sábado, 28 de abril de 2012
Apple negocia com Hollywood conteúdo para ser exibido em sua futura TV
Apple deu início a negociações a fim de realizar exibições do tipo streaming de filmes de propriedade da EPIX, empresa controlada por três importantes estúdios de cinema. De acordo com fontes, os filmes seriam exibidos em dispositivos que incluem o tão aguardado aparelho de TV de marca Apple.
A empresa deu início a negociações com a EPIX, companhia que existe há três anos e que foi criada conjuntamente pelos estúdios Lions Gate, MGM e Paramound Pictures.
A Apple já vende a Apple TV --uma set-top box, dispositivo que funciona como se fosse um decodificador de sinal-- pelo valor de US$ 99. Ligada a um televisor, a Apple TV permite que usuários façam streaming de conteúdo da Netflix e do canal da MLB (liga de beisebol norte-americana).
Uma das fontes disse à Reuters que todas as negociações dizem respeito tanto à atual Apple TV quanto a dispositivos que ainda estão por vir.
Éber Evangelista
Concepção artística de como seria a TV da Apple
Acredita-se que a Apple deva lançar um novo produto de TV entre este ano e o começo de 2013, o que deve alimentar sua próxima fase de crescimento e causar mudanças significativas no mercado.
A Apple foi incapaz de assegurar os direitos de transmissão do conteúdo de Hollywood ao longo de boa parte do ano passado. As negociações com a EPIX estão em estágios preliminares, e nenhum acordo é previsto a curto prazo, disse a fonte.
A empresa pode ver as negociações dificultadas por um acordo de 2010 que envolve a EPIX e a Netflix, empresa que paga US$ 200 milhões por ano para ter o direito de transmissão exclusiva dos filmes da EPIX.
O contrato de exclusividade que tem a Netflix sobre o conteúdo da EPIX dura até setembro --antes da suposta divulgação do novo produto televisivo da Apple.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Coca-Cola perde processo para Ambev pela exclusividade da marca "zero"
Em um processo envolvendo duas gigantes da indústria de bebidas, a Coca-Cola e a Ambev, a Justiça entendeu que a Coca-Cola não tem direito exclusivo sobre a marca "zero", presente em diversos alimentos, principalmente em refrigerantes, para indicar que o produto não possui adição de açúcar.
Até o momento, a Coca-Cola não comentou se irá recorrer da decisão.
A Coca-Cola foi à Justiça alegando que foi a primeira empresa a registrar a marca “zero” junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ainda em 2004. Acusou ainda, a sua principal concorrente, Ambev (fabricante do refrigerante Pepsi), de concorrência desleal e parasitismo, pois ao colocar a marca “zero” em seus produtos poderia levar os consumidores a confundir os produtos da Coca-Cola com os dela.
Mas estes argumentos não convenceram o Tribunal de Justiça de São Paulo. Eles acolheram a tese da Ambev de que a palavra "zero" não constitui marca e, sim, mero descritivo do produto, assim como ocorre com as palavras "light" e "diet". Ao desconsiderar a exclusividade do termo "zero", o tribunal, por consequência, não aceitou as outras acusações feitas pela Coca-Cola à AmBev.
O relator do processo, desembargador Francisco Loureiro, citou a Lei de Propriedade Intelectual que estipula que o vocábulo meramente descritivo é insuscetível de registro. Ele ainda considerou que não era possível haver confusão entre os produtos das duas empresas, pois as embalagens da Coca-Cola são bem diferentes das da Ambev.
De acordo com o desembargador, já existe até mesmo um ato administrativo do Ministério da Saúde autorizando o uso do vocábulo "zero" para indicar alimentos e bebidas que não possuem determinada substância, como o açúcar, por exemplo. Por fim, considerou Francisco Loureiro, que atender ao pedido da Coca-Cola era "conceder exclusividade ao que não é exclusivo".
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Em busca de negócios atípicos na internet, investidores apostam no Brasil
A Atomico partiu em nova direção na hora de investir no Brasil, e não só em termos geográficos.
No ano passado, Haroldo Korte, sócio dessa empresa de capital de risco, dirigiu 480 km pelo interior paulista para encontrar Paulo Biancalana, um empreendedor local que havia transformado uma loja de autopeças em uma próspera empresa na internet.
Trabalhando num imóvel caindo aos pedaços, ele se tornou o maior vendedor brasileiro do site Mercado Livre e criou a Connect Parts --juntas, as duas coisas lhe rendem um faturamento anual de US$ 10 milhões.
Biancalana inicialmente ficou desconfiado dos investidores estrangeiros. Após meia dúzia de reuniões, a Atomico investiu US$ 7,5 milhões na start-up, que agora também está sendo cortejada por outras firmas de investimentos.
"Todas as condições estavam contra ele", disse Korte. "Então eu disse: temos alguém e alguma coisa especiais aqui."
Olivier Hoslet/Efe
O cofundador do Skype Niklas Zennström em 2006, ano em que criou a empresa de capital de risco Atomico
Com o aquecimento da concorrência entre empresas da internet, a Atomico --criada em 2006 por um cofundador do Skype, Niklas Zennstrom-- procura investimentos atípicos.
A firma londrina valoriza empreendedores que tiveram sucesso fora do Vale do Silício, na Califórnia.
Três quartos das empresas da Atomico ficam fora dos EUA, incluindo a 6Wunderkinder, desenvolvedora de aplicativos de Berlim, e a finlandesa Rovio, criadora de "Angry Birds" e de outros games. Ela já investiu na Argentina e no Uruguai.
A Atomico procura start-ups lucrativas e enxutas, que ainda não tenham atraído capital de risco.
"Passamos bastante tempo na China, mas já vimos muitos investidores ocidentais por lá", disse Zennstrom.
Em 2010, a Atomico abriu uma filial em São Paulo e contratou Korte e Carlos Pires, que antes haviam dirigido o Skype no Brasil. Um sócio da Atomico, Geoffrey Prentice, primeiro funcionário do Skype, também se instalou lá.
A Atomico concorre com grandalhões do Vale do Silício, que têm mais dinheiro e histórico de investimentos.
A Atomico captou apenas US$ 165 milhões para o seu segundo fundo global, bem menos do que sua meta de US$ 266 milhões.
Em dezembro, a empresa investiu US$ 3 milhões na paulistana Bebê Store, apostando na forte demanda on-line por produtos para bebês.
"Eu não queria investidor nenhum", disse Leonardo Simão, que criou a Bebê Store em 2009, com a mulher. Ele queria "ter o controle" para manter um crescimento confortável, sem interferências.
Recentemente, a Atomico incentivou Simão a ampliar agressivamente seu negócio, por causa da crescente concorrência. Simão "já havia escutado muitas vezes para ser conservador e não perder dinheiro", disse Prentice.
"Ninguém tinha lhe dado a confiança de que ele podia [assumir o risco]", acrescentou. "É isso que levamos de importante para a mesa."
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Google lança Drive, serviço de armazenamento de arquivos na nuvem
O Google lançou nesta terça-feira (24) um serviço de armazenamento de arquivos na nuvem. Batizada de Google Drive, a ferramenta oferece 5 Gbytes de espaço gratuito. Quem estiver disposto a pagar por mais espaço pode investir até US$ 49,99 por mês para ter 1 Tbyte.
Divulgação
Google Drive, serviço de armazenamento de arquivos do Google, em diferentes plataformas
"O Google Drive acompanha você em qualquer lugar: na web, em casa, no escritório e em outros lugares. Não importa onde você esteja, suas coisas estão sempre disponíveis. Prontas para usar e para compartilhar", diz o site oficial do serviço.
A iniciativa baterá de frente com um mercado dominado atualmente por serviços como Dropbox, SkyDrive, Box e CX. O serviço ainda não está liberado para todos. Você pode manifestar interesse no próprio site do Drive para ser avisado por e-mail assim quando a ferramenta estiver disponível.
Por enquanto, o Google Drive está disponível para PCs com Windows, Macs e celulares com Android. Aplicativos para iPad e iPhone serão lançados em breve, segundo a companhia.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Facebook paga US$ 550 milhões a Microsoft por patentes da AOL
Facebook pagará à Microsoft US$ 550 milhões por centenas de patentes originárias da AOL, incrementando seu arsenal de propriedade intelectual.
O acordo cede à rede social 650 patentes e aplicações e licencia outras 275 patentes e aplicações. O Facebook deve realizar a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da história do Vale do Silício nas próximas semanas.
Paul Sakuma/Associated Press
Placa na sede do Facebook, na Califórnia; no mês passado, empresa comprou patentes da IBM
Patentes se tornaram uma prioridade para empresas do setor de tecnologia. Muitas delas, incluindo o Google e a Apple, envolveram-se em disputas legais envolvendo patentes.
As patentes que a Microsoft comprou neste ano da AOL envolvem um amplo escopo de tecnologia, incluindo serviços móveis, handsets de celulares, anúncios e comércio virtual, disse uma fonte próxima à questão.
A Microsoft superou a Amazon, o eBay e outras empresas de tecnologia neste mês com sua compra avaliada em mais de US$ 1 bilhão por boa parte do portfólio de patentes da AOL. Precificar patentes é um processo complexo, e não ficou claro se a Microsoft obteve lucro no acordo com o Facebook.
O conselheiro-geral da Microsoft, Brad Smith, disse em nota nesta segunda-feira (23) que o acordo com o Facebook permite à empresa "recuperar mais de metade de nossos gastos, ao mesmo tempo atingindo metas que tínhamos em mente no leilão da AOL".
O leilão incluiu direitos de tecnologia de negócios atuais e antigos da AOL, variando do browser Netscape e do serviço de mensagens instantâneas ICQ ao MapQuest e ao serviço on-line CompuServe, disse uma fonte --sob condição de anonimato, pois a informação não é pública.
O acordo aumenta a propriedade intelectual do Facebook, que comprou 750 patentes da IBM no mês passado. A empresa busca defesa para ação movida pelo Yahoo!.
O Yahoo! processou o Facebook no início deste ano, alegando que a rede social infringe dez patentes --incluindo algumas sobre tecnologia de publicidade on-line. O Facebook rebateu a ação em abril, alegando que a companhia era quem violava dez patentes do Facebook.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Nova versão do iPad deve chegar às lojas brasileiras em maio
terceira versão do tablet da Apple, lançada nos Estados Unidos no início de março, chegará às lojas brasileiras entre a segunda e terceira semana de maio.
■Primeiras resenhas do novo iPad: entediantes e previsíveis
■No Brasil, 4G do novo iPad só serve de enfeite
■Chinês tem insuficiência renal após vender rim para comprar iPad
A estreia do novo iPad (que tem tela e câmera de melhor definição) foi confirmada à Folha por representantes de redes de varejo nacionais e regionais, que pediram para não ser identificados.
O primeiro lote distribuído às lojas deve ser inteiramente importado. Há a possibilidade, porém, de que nos lotes seguintes parte dos tablets venha da fábrica da Foxconn em Jundiaí (SP). A empresa taiwanesa produz os equipamentos da Apple no mundo.
Divulgação
Novo iPad, que deve chegar às lojas brasileiras em maio
Na sexta-feira passada, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) liberou a venda do novo iPad no país e incluiu a fábrica brasileira no documento de homologação.
Com isso, a Apple está autorizada a vender no Brasil os tablets produzidos lá.
Já a documentação para o iPad 2, que a empresa produz no Brasil há dois meses, ainda está pendente de aprovação na agência reguladora.
O preço do modelo de entrada, com 16 Gbytes de armazenamento e apenas Wi-Fi, ficará em torno de R$ 1.649 --mesmo valor cobrado no lançamento do iPad 2, em maio do ano passado.
Em uma preparação à chegada da terceira geração do tablet, a Apple reduziu, em março, os preços da versão mais básica do iPad 2 em R$ 250, para R$ 1.399.
DEPOIS DO CHIPRE
Com o lançamento em maio, o Brasil receberá o novo produto depois de países como Chipre, Brunei e El Salvador, incluídos em uma lista de 21 países que, segundo a empresa, iniciarão a venda do aparelho ainda neste mês.
Em maio, segundo antecipou a Folha, o presidente mundial da Foxconn deverá vir ao Brasil anunciar novos investimentos e a venda dos dispositivos produzidos na fábrica de Jundiaí.
Procurada, a empresa não se pronunciou.
sábado, 21 de abril de 2012
Governo inicia nova pressão sobre bancos
governo Dilma vai pressionar mais uma vez os bancos privados. A expectativa é que eles reduzam as taxas de administração de seus fundos de investimentos para torná-los mais lucrativos, permanecendo mais rentáveis que a poupança, informa reportagem de Valdo Cruz E Flávia Foreque publicada na edição deste sábado da Folha.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Com isso, a equipe econômica considera que haverá espaço para o Banco Central reduzir mais a taxa básica de juros sem alterar as regras de correção da caderneta.
Segundo a Folha apurou, a equipe da presidente Dilma acredita que o BC poderá reduzir a taxa de juros dos atuais 9% para 8,5% sem provocar fuga dos fundos de investimentos para a poupança.
Na mesma estratégia que levou as instituições privadas a anunciar juros menores, os bancos públicos foram os primeiros a anunciar mudanças. A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a redução de taxas de dois de seus fundos.
A taxa do AzulFIC Renda Fixa Longo Prazo foi reduzida de 3% para 1,5% ao ano. A do FIC Clássico Renda Fixa Longo Prazo, de 1,85% para 1,4% -para esse fundo, a Caixa também vai baixar o valor de aplicação inicial de R$ 1.000 para R$ 100.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
nter aposta na experiência do elenco e não vê favorito em confronto com o Flu
bagagem do elenco é o que ajuda o Inter a se consolar diante de um confronto de oitavas de final duro. Pior segundo colocado na Libertadores, o time gaúcho exalta nomes como Kleber, D’Alessandro, Guiñazu e Tinga para não admitir que o Fluminense seja o favorito na próxima fase do certame.
Veja Álbum de fotos
“O Fluminense tem um excelente grupo, mas o Inter também. Nosso elenco tem bagagem”, opinou o presidente vermelho, Giovanni Luigi. “O Abel sabe que temos uma equipe forte e copeira, estamos acostumados as grandes decisões”, discursou o zagueiro Bolívar.
LEIA MAIS SOBRE O INTERNACIONAL
Inter e Flu se enfrentam; confira os outros jogos das oitavas de final
Inter cita sintético e até vento, vê jogo atípico e não se assusta
Derrota no Peru faz Inter ter pior campanha após sua 'nova era'
Inter sucumbe no sintético, perde para o Juan Aurich e pega o Fluminense
Confira a página principal do Inter no UOL
E de fato, o Inter tem um grupo recheado de medalhões. O quarteto de defesa que atuou contra o Juan Aurich – Nei, Bolívar, Índio e Kleber, foi campeão da América em 2010. No meio-campo, Tinga é bicampeão do torneio. Guiñazu é símbolo de entrega. D’Ale é estrela máxima da companhia.
Mas mesmo com tanta rodagem, o Inter não fez muito no grupo 1. Os números não são contestados, mas o choque com a campanha do Fluminense – melhor da fase, é amenizado do jeito que dá.
“Agora entramos em uma nova fase, tudo está zerado. Vamos para um confronto de igual para igual”, disse Luigi. “Agora é uma competição à parte. Temos a vantagem de jogar o primeiro jogo em casa”, completou Bolívar.
“É um novo momento, uma nova fase. Não tenho dúvida que o Inter vai entrar forte e decidido [...] Pela competição, o Fluminense fez a melhor campanha e precisa ser respeitado, mas já vi equipes chegarem em primeiro e ficarem pelo caminho”, disse o técnico Dorival Júnior.
Dono de oito pontos, com apenas duas vitórias, o Internacional volta para Porto Alegre nesta sexta. O elenco principal terá folga geral e só se reapresenta no sábado, véspera da semifinal do Gauchão, onde enfrentará o Veranópolis.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
BC reduz juros para 9%; país deixa de ter taxa real mais alta do mundo
Do UOL, em São PauloO Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (18) cortar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,75 ponto percentual, indo de 9,75% para 9% ao ano. A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom.
O Brasil deixou de ter a maior taxa de juros reais do mundo, ficando com 3,4%, segundo levantamento feito pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, em colaboração com o analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino. A Rússia agora é a campeã dos juros reais, com 4,2%. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.
Os 9% ao ano representam a menor taxa do governo Dilma Rousseff. É também a Selic mais baixa em mais de dois anos, desde março de 2010, quando estava em 8,75% ao ano.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Justiça dos EUA ordena que Apple e Samsung façam acordo
diretores-executivos da Apple e da Samsung concordaram em participar de um acordo para tentar resolver a questão das patentes. O acerto acontecerá numa conversa entre Tim Cook e Choi Gee-sung, pedida pela justiça dos EUA.
No ano passado, a Apple processou a Samsung afirmando que a empresa sul-coreana copiou a tecnologia do iPhone e do iPad para criar a linha Galaxy de smartphones e tablets. O caso se arrasta até hoje em cortes dos EUA e de mais dez países, onde a empresa de San Francisco batalha legalmente contra a sul-coreana em mais de 20 casos de quebra de patente.
Em um documento feito pela justiça norte-americana, as boas companhias concordaram em fazer uma conferência para um acordo no mês de julho.
No ano passado, a Apple processou a Samsung afirmando que a empresa sul-coreana copiou a tecnologia do iPhone e do iPad para criar a linha Galaxy de smartphones e tablets. O caso se arrasta até hoje em cortes dos EUA e de mais dez países, onde a empresa de San Francisco batalha legalmente contra a sul-coreana em mais de 20 casos de quebra de patente.
Em um documento feito pela justiça norte-americana, as boas companhias concordaram em fazer uma conferência para um acordo no mês de julho.
terça-feira, 17 de abril de 2012
4G deve custar o dobro do atual 3G no Brasil
preço dos planos de internet 4G no Brasil deverão custar o dobro do que as operadoras cobram atualmente pela tecnologia 3G. O motivo é o alto investimento que as teles deverão fazer para viabilizar as conexões mais rápidas em dispositivos móveis, de acordo com o jornal O Globo.
As primeiras redes comerciais 4G devem começar a operar em abril de 2013 nas cidades brasileiras que receberão jogos da Copa das Confederações. O SindiTelebrasil, sindicato do setor, acredita que o prazo é muito curto - o leilão da frequência deve ser feito em junho, o que daria menos de um ano para as teles implantarem a tecnologia.
Quando estiver funcionando, a internet móvel de quarta geração permitirá a transmissão de vídeos em alta resolução, o que é importante para eventos esportivos de grande porte, como a própria Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.
O problema é que, para fazer a rede funcionar, as teles terão que investir bilhões. "Será preciso modernizar 60% das linhas de transmissão do país. O 3G pode usar o cabo da 2G, mas o 4G não, pois demanda mais capacidade", afirma Erasmo Rojas, presidente da 4G Americas.
Devido ao alto investimento feito pelas operadoras, o consumidor final deve receber um preço elevado para ter uma conexão 4G - de acordo com estimativas do SindiTelebrasil, será, no mínimo, o dobro do valor cobrado pelo 3G atualmente.
As primeiras redes comerciais 4G devem começar a operar em abril de 2013 nas cidades brasileiras que receberão jogos da Copa das Confederações. O SindiTelebrasil, sindicato do setor, acredita que o prazo é muito curto - o leilão da frequência deve ser feito em junho, o que daria menos de um ano para as teles implantarem a tecnologia.
Quando estiver funcionando, a internet móvel de quarta geração permitirá a transmissão de vídeos em alta resolução, o que é importante para eventos esportivos de grande porte, como a própria Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.
O problema é que, para fazer a rede funcionar, as teles terão que investir bilhões. "Será preciso modernizar 60% das linhas de transmissão do país. O 3G pode usar o cabo da 2G, mas o 4G não, pois demanda mais capacidade", afirma Erasmo Rojas, presidente da 4G Americas.
Devido ao alto investimento feito pelas operadoras, o consumidor final deve receber um preço elevado para ter uma conexão 4G - de acordo com estimativas do SindiTelebrasil, será, no mínimo, o dobro do valor cobrado pelo 3G atualmente.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Novo Galaxy Tab de 7'' leva a sério conceito ultraportátil, mas perde recurso de TV
Samsung chegou ao mercado brasileiro de tablets no final de 2010 com o Galaxy Tab de 7 polegadas. Até o final de maio, a empresa sul-coreana deve trazer ao país a nova versão desse ultraportátil – parte da linha Galaxy Tab 2 --, que ganhou processador dual-core de 1 GHz. Por outro lado, a nova versão perde o recurso de TV digital integrada que estava presente em seu antecessor. O modelo de 16 GB, que será vendido no país, ainda não teve preço divulgado.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (26) durante o Samsung Forum, evento da empresa realizado em Lima (Peru), para apresentar o calendário de lançamentos. Na ocasião, o diretor de produtos Roberto Soboll, da Samsung Brasil, informou que a companhia estuda novas formas de trabalhar com TV em tablets. No entanto, não deu detalhes de quais seriam essas ações.
O que chama a atenção no aparelho, apresentado em fevereiro durante o Mobile World Congress (feira de tecnologia realizada em Barcelona), é a facilidade em transportá-lo. Ele é muito leve (345 gramas) e tem um bom tamanho para ser colocado em bolsas femininas, no bolso traseiro de uma calça masculina ou até mesmo no bolso do paletó. Suas dimensões são 19,3 cm x 12,24cm x 1,05 cm (A x L x E).
Moldura
A tela, comparada ao modelo de 2010, é mais brilhante e sensível. No entanto, a parte da frente do tablet tem uma espécie de moldura maior do que aparentemente seria necessário. Isso passa a impressão de que a área útil da tela poderia ser maior do que é de fato.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (26) durante o Samsung Forum, evento da empresa realizado em Lima (Peru), para apresentar o calendário de lançamentos. Na ocasião, o diretor de produtos Roberto Soboll, da Samsung Brasil, informou que a companhia estuda novas formas de trabalhar com TV em tablets. No entanto, não deu detalhes de quais seriam essas ações.
O que chama a atenção no aparelho, apresentado em fevereiro durante o Mobile World Congress (feira de tecnologia realizada em Barcelona), é a facilidade em transportá-lo. Ele é muito leve (345 gramas) e tem um bom tamanho para ser colocado em bolsas femininas, no bolso traseiro de uma calça masculina ou até mesmo no bolso do paletó. Suas dimensões são 19,3 cm x 12,24cm x 1,05 cm (A x L x E).
Moldura
A tela, comparada ao modelo de 2010, é mais brilhante e sensível. No entanto, a parte da frente do tablet tem uma espécie de moldura maior do que aparentemente seria necessário. Isso passa a impressão de que a área útil da tela poderia ser maior do que é de fato.
domingo, 15 de abril de 2012
Cidades da Copa devem ter redes móveis 4G até dezembro do ano que vem, diz Anatel
Governo mantém leilão de 4G para junho e vê disputa acirrada
Operadoras investirão em 4G mesmo sem retorno com 3G, garante ministro
Sem 4G, Brasil não massificará banda larga
Saiba como a tecnologia de conexão 4G vai transformar o uso da internet móvel
Todas as capitais do país e os municípios com mais de 500 mil habitantes terão a tecnologia 4G (entenda os benefícios das redes 4G) até dezembro de 2014. As cidades com mais de 200 mil habitantes serão contempladas em dezembro de 2015 e as com mais de 100 mil habitantes, até dezembro de 2016. Os municípios que tem entre 30 e 100 mil habitantes serão atendidos até dezembro de 2017.
Nos pequenos municípios, as operadoras poderão utilizar a infraestrutura já existente para oferecer banda larga, mas ainda com a tecnologia de terceira geração (3G). “Estamos passando a mensagem de que investir vale a pena. Porque aqueles que já fizeram investimentos vão poder utilizar a sua infraestrutura”, disse o relator da proposta, conselheiro Marcelo Bechara.
A proposta do edital foi colocada em consulta pública em janeiro e recebeu 2011 contribuições. O relator propôs a divisão de uma das subfaixas que será licitada em dois blocos, o que, segundo ele, vai aumentar a competitividade da licitação.
As empresas que vencerem o leilão das faixas destinadas à telefonia 4G deverão usar pelo menos 60% dos equipamentos fabricados no país em suas redes entre 2012 e 2014. Nos dois anos seguintes, o percentual dos investimentos em aquisição de bens e produtos com tecnologia nacional passa para 65% e, entre 2017 e 2022, para 70%.
Na mesma licitação, também será oferecida a faixa de 450 mega-hertz (MHz), para a oferta de telefonia em áreas rurais. Até junho de 2014, as operadoras deverão atender a 30% da demanda, em dezembro a exigência passa para 60% e até dezembro de 2015, todas as áreas rurais devem ser atendidas. Além dos serviços de telefonia e internet para as residências, as operadoras também deverão oferecer internet nas escolas da área rural.
Pelas regras do edital, a Anatel vai leiloar primeiro as faixas para a zona rural e, se não houver interessados, elas serão atreladas ao leilão da faixa de 2,5 GHz. As operadoras que ganharem a licitação da telefonia de 4G deverão cumprir as metas para a telefonia rural.
Operadoras investirão em 4G mesmo sem retorno com 3G, garante ministro
Sem 4G, Brasil não massificará banda larga
Saiba como a tecnologia de conexão 4G vai transformar o uso da internet móvel
Todas as capitais do país e os municípios com mais de 500 mil habitantes terão a tecnologia 4G (entenda os benefícios das redes 4G) até dezembro de 2014. As cidades com mais de 200 mil habitantes serão contempladas em dezembro de 2015 e as com mais de 100 mil habitantes, até dezembro de 2016. Os municípios que tem entre 30 e 100 mil habitantes serão atendidos até dezembro de 2017.
Nos pequenos municípios, as operadoras poderão utilizar a infraestrutura já existente para oferecer banda larga, mas ainda com a tecnologia de terceira geração (3G). “Estamos passando a mensagem de que investir vale a pena. Porque aqueles que já fizeram investimentos vão poder utilizar a sua infraestrutura”, disse o relator da proposta, conselheiro Marcelo Bechara.
A proposta do edital foi colocada em consulta pública em janeiro e recebeu 2011 contribuições. O relator propôs a divisão de uma das subfaixas que será licitada em dois blocos, o que, segundo ele, vai aumentar a competitividade da licitação.
As empresas que vencerem o leilão das faixas destinadas à telefonia 4G deverão usar pelo menos 60% dos equipamentos fabricados no país em suas redes entre 2012 e 2014. Nos dois anos seguintes, o percentual dos investimentos em aquisição de bens e produtos com tecnologia nacional passa para 65% e, entre 2017 e 2022, para 70%.
Na mesma licitação, também será oferecida a faixa de 450 mega-hertz (MHz), para a oferta de telefonia em áreas rurais. Até junho de 2014, as operadoras deverão atender a 30% da demanda, em dezembro a exigência passa para 60% e até dezembro de 2015, todas as áreas rurais devem ser atendidas. Além dos serviços de telefonia e internet para as residências, as operadoras também deverão oferecer internet nas escolas da área rural.
Pelas regras do edital, a Anatel vai leiloar primeiro as faixas para a zona rural e, se não houver interessados, elas serão atreladas ao leilão da faixa de 2,5 GHz. As operadoras que ganharem a licitação da telefonia de 4G deverão cumprir as metas para a telefonia rural.
sábado, 14 de abril de 2012
Anatel libera venda do novo iPad no Brasil
homologação do novo iPad (modelo A1430), processo que libera a venda do modelo mais recente do tablet da Apple no país.
Lançado no início de março nos EUA, o aparelho possui como principais diferenciais a Tela Retina de altíssima resolução, processador gráfico quad-core e a câmera traseira de 5MP.
O mais recente tablet da Apple precisa receber a homologação por utilizar mecanismos de radiofrequência - conexão Wi-Fi e 3G. De acordo com a resolução 242 da Anatel, "a empresa ou pessoa que vender produto não homologado que seja passível de homologação está sujeita a multa e providências para apreensão”. Vale lembrar que a homologação não signfica a chegada imediata do equipamento às lojas.
Imagem publicada no site da Anatel junto com os arquivos da homologação do aparelho
Até o fechamento dessa reportagem, Macworld Brasil não havia conseguido contato com a Apple Brasil para comentar sobre uma possível data de lançamento no país. No ano passado, o anterior iPad 2 demorou cerca de três meses após seu lançamento nos EUA para chegar ao Brasil. Ainda resta saber se a nova versão do aparelho funcionará com a rede 4G brasileira (ainda não lançada).
Para saber mais sobre a terceira geração do iPad, confira nosso review completo do aparelho.
Lançado no início de março nos EUA, o aparelho possui como principais diferenciais a Tela Retina de altíssima resolução, processador gráfico quad-core e a câmera traseira de 5MP.
O mais recente tablet da Apple precisa receber a homologação por utilizar mecanismos de radiofrequência - conexão Wi-Fi e 3G. De acordo com a resolução 242 da Anatel, "a empresa ou pessoa que vender produto não homologado que seja passível de homologação está sujeita a multa e providências para apreensão”. Vale lembrar que a homologação não signfica a chegada imediata do equipamento às lojas.
Imagem publicada no site da Anatel junto com os arquivos da homologação do aparelho
Até o fechamento dessa reportagem, Macworld Brasil não havia conseguido contato com a Apple Brasil para comentar sobre uma possível data de lançamento no país. No ano passado, o anterior iPad 2 demorou cerca de três meses após seu lançamento nos EUA para chegar ao Brasil. Ainda resta saber se a nova versão do aparelho funcionará com a rede 4G brasileira (ainda não lançada).
Para saber mais sobre a terceira geração do iPad, confira nosso review completo do aparelho.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Smartphones e PCs reagem à crise e vendas sobem no 1º trimestre de 2012
incerteza econômica mundial está sendo vencida na área de PCs e celulares inteligentes, destacam pesquisas do Gartner e do Credit Suisse, divulgadas nesta quinta-feira, 12/04. Expectativa nos terminais inteligentes é que, em 2014, serão vendidas 1.05 bilhão de unidades, com forte impulso da China.
No mercado de Pcs, apesar da 'disputa' com os tablets e smartphones, as vendas foram positivas nos três primeiros do ano, especialmente, na Europa e na África. Mundialmente foram comercializados 89 milhões de PCs. No ranking de fornecedores, prossegue o sobe e desce dos rivais.
"Nós estamos vendo um forte crescimento do mercado de smartphones na China, que será responsável por 22% das vendas globais em 2015", avalia Kulbinder Garcha, do Credit Suisse. Expectativa é que o mercado mundial de smartphones cresça 23% em 2012, especialmente, em função dos novos aplicativos e serviços. Entre os fornecedores, Garcha acredita que a Nokia, com Windows Phone, deverá apresentar uma recuperação ao longo deste ano, apesar da informação - negativa da própria fabricante para o 1º trimestre. O analista também prevê um acirramento da disputa entre Apple e Samsung, mas adverte para o futuro de gigantes como Motorola Mobility, nas mãos do Google, HTC e Research in Motion, dona do Blackberry.
Os fabricantes de PCs comemoram o resultado dos três primeiros do ano. Apesar das expectativas negativas, as vendas surpreenderam e no período foram comercializados 89 milhões de unidades no mundo, revela o Gartner. O impulso não foi dado apenas pelos países emergentes, mas pelo incremento das vendas na Europa - onde há ainda forte abalo econômico - Oriente Médio e África, que registraram um crescimento de 6,7%.
Os números são bem superiores, por exemplo, aos contabilizados na Ásia Pacífico, onde o impulso ficou em 2%. De acordo com a consultoria, esse crescimento abaixo da média está ligado ao fato de o governo da China ter encerrado o subsídio para a compra de PCs de baixo custo destinados à área rural do país.
Também na Índia, o governo adiou a iniciativa de dar gratuitamente laptops para os estudantes - freiando a compra de equipamentos. Quem registrou baixa nas vendas foram os Estados Unidos - 3,5%, chegando a 15 milhões de unidades, mas a expectativa era mais pessimista - 6,1%.
"Fato é que os fabricantes de PCs podem respirar porque não dependem tanto dos países emergentes para manterem suas vendas. Os resultados estão provando isso", sustenta Mikako Kitagawa, analista do Gartner. Na disputa entre os fabricantes de PCs, a HP se manteve na primeira posição, com 17,2% do market share. Mas começa a ser ameaçada pela chinesa Lenovo, que cresceu 28,1% e alcançou 13,1% e a segunda posição no ranking mundial.
Os tablets também seguem brilhando. Tanto que o Gartner prevê que as vendas globais dos dispositivos vão somar 118,9 milhões de unidades em 2012. O número representa um crescimento de 98% sobre a base de 60 milhões de unidades vendidas em 2011. Segundo a consultoria, a categoria vai alcançar um total de vendas de 182,4 milhões de unidades em 2013, e de 369,2 milhões de dispositivos em 2016.
No mercado de Pcs, apesar da 'disputa' com os tablets e smartphones, as vendas foram positivas nos três primeiros do ano, especialmente, na Europa e na África. Mundialmente foram comercializados 89 milhões de PCs. No ranking de fornecedores, prossegue o sobe e desce dos rivais.
"Nós estamos vendo um forte crescimento do mercado de smartphones na China, que será responsável por 22% das vendas globais em 2015", avalia Kulbinder Garcha, do Credit Suisse. Expectativa é que o mercado mundial de smartphones cresça 23% em 2012, especialmente, em função dos novos aplicativos e serviços. Entre os fornecedores, Garcha acredita que a Nokia, com Windows Phone, deverá apresentar uma recuperação ao longo deste ano, apesar da informação - negativa da própria fabricante para o 1º trimestre. O analista também prevê um acirramento da disputa entre Apple e Samsung, mas adverte para o futuro de gigantes como Motorola Mobility, nas mãos do Google, HTC e Research in Motion, dona do Blackberry.
Os fabricantes de PCs comemoram o resultado dos três primeiros do ano. Apesar das expectativas negativas, as vendas surpreenderam e no período foram comercializados 89 milhões de unidades no mundo, revela o Gartner. O impulso não foi dado apenas pelos países emergentes, mas pelo incremento das vendas na Europa - onde há ainda forte abalo econômico - Oriente Médio e África, que registraram um crescimento de 6,7%.
Os números são bem superiores, por exemplo, aos contabilizados na Ásia Pacífico, onde o impulso ficou em 2%. De acordo com a consultoria, esse crescimento abaixo da média está ligado ao fato de o governo da China ter encerrado o subsídio para a compra de PCs de baixo custo destinados à área rural do país.
Também na Índia, o governo adiou a iniciativa de dar gratuitamente laptops para os estudantes - freiando a compra de equipamentos. Quem registrou baixa nas vendas foram os Estados Unidos - 3,5%, chegando a 15 milhões de unidades, mas a expectativa era mais pessimista - 6,1%.
"Fato é que os fabricantes de PCs podem respirar porque não dependem tanto dos países emergentes para manterem suas vendas. Os resultados estão provando isso", sustenta Mikako Kitagawa, analista do Gartner. Na disputa entre os fabricantes de PCs, a HP se manteve na primeira posição, com 17,2% do market share. Mas começa a ser ameaçada pela chinesa Lenovo, que cresceu 28,1% e alcançou 13,1% e a segunda posição no ranking mundial.
Os tablets também seguem brilhando. Tanto que o Gartner prevê que as vendas globais dos dispositivos vão somar 118,9 milhões de unidades em 2012. O número representa um crescimento de 98% sobre a base de 60 milhões de unidades vendidas em 2011. Segundo a consultoria, a categoria vai alcançar um total de vendas de 182,4 milhões de unidades em 2013, e de 369,2 milhões de dispositivos em 2016.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Petroleira de Eike Batista confirma óleo leve na bacia de Santos
OGX (OGXP3), empresa do Grupo EBX, do empresário Eike Bastista, confirmou nesta quinta-feira (12) a presença de óleo leve na acumulação de Natal (OGX-74), na bacia de Santos.
A descoberta confirma o "grande potencial de acumulações de óleo" nos blocos da OGX na bacia de Santos, disse em nota Paulo Mendonça, diretor Geral e de Exploração da companhia.
A empresa informou, em comunicado, que o teste foi feito no poço 3-OGX-74-SPS, primeiro poço de extensão da acumulação de Natal (1-OGX-11D-SPS), no bloco BM-S-59.
O poço OGX-74 fica a 115 km da costa do Estado de São Paulo, segundo a empresa.
A descoberta confirma o "grande potencial de acumulações de óleo" nos blocos da OGX na bacia de Santos, disse em nota Paulo Mendonça, diretor Geral e de Exploração da companhia.
A empresa informou, em comunicado, que o teste foi feito no poço 3-OGX-74-SPS, primeiro poço de extensão da acumulação de Natal (1-OGX-11D-SPS), no bloco BM-S-59.
O poço OGX-74 fica a 115 km da costa do Estado de São Paulo, segundo a empresa.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Pesquisa sobre tráfego na web tem falhas, mas retrata bem a rede hoje
Estudo da empresa de segurança digital Incapsula indica que 51% do tráfego de dados na web é "não humano".
No "press release" que divulgou sobre a pesquisa, a companhia destaca que "revela o que o Google Analytics não mostra: 51% do tráfego de seu site é invisível a você" e 31% têm objetivo malicioso. Portanto, compre o serviço da Incapsula, que identifica e mata esses robôs malvados.
ROBÔS NO COMANDO
Tráfego automatizado já supera o humano na web, diz pesquisa
Máquinas representam até 90% da audiência de sites pequenos
Nelson de Sá: Pesquisa sobre tráfego na web tem falhas, mas retrata bem a rede hoje
Evgeny Morozov: Os robôs vão substituir os jornalistas?
Bruce Sterling, o autor ciberpunk, saltou sobre a imagem das "entidades não humanas". Mas admitiu que "essas estatísticas não são confiáveis" e, no caso, não refletem a internet toda e sim os sites monitorados pela empresa, que "coincidentemente oferece segurança...".
Mas a questão é que, além de ecoar os autores de ficção científica, que já exploravam o temor das máquinas antes de existir a web, a pesquisa revela a vivência de qualquer internauta, cada vez mais invadido também por robôs "legítimos" da Microsoft, da Apple ou do citado Google.
Eles respondem por 20% do tráfego não humano, diz a Incapsula, com a diferença de não serem maliciosos e coletarem dados para o bem. Também eles, porém, desumanizam: indivíduos têm seus dados tornados caricaturas digitais e vendidos por aí a empresas que exploram e reforçam as caricaturas.
No site do "Tec", Evgony Morozov, autor de "The Net Delusion", alertou que a verdadeira ameaça está num mundo em que ser anônimo já é quase impossível. "Um mundo que os anunciantes -e Google, Amazon e Facebook- mal podem esperar, mas no qual o pensamento crítico pode ser difícil de promover."
Ele falava da Narrative Science, start-up que nasceu na Universidade Northwestern há dois anos e estreou na "Forbes" há dois meses (leia abaixo). Faz reportagens financeiras "sem intervenção humana", a partir de balanços. E é lida por outros robôs, para projeções financeiras, ironiza Morozov.
Nem ele nem Peter Kafka, do site "AllThingsD", veem maior problema nesses repórteres robôs, que são só o estágio seguinte das "fazendas de conteúdo". Podem até ajudar, livrando repórteres do jornalismo já automático para o jornalismo crítico.
Em debate dias atrás em Washington, Bob Woodward e Carl Bernstein, do caso Watergate, questionaram se seria viável uma reportagem igual, agora. De um lado, pela visão corrente de que a web é fonte, quando "a verdade está nas fontes humanas". De outro, pela recepção, "mais aberta aos fatos reais do que hoje".
Não só a produção de conteúdo vem sendo desumanizada, seja ela de humanos ou máquinas, como também o próprio consumo, seja ele humano ou robô.
No "press release" que divulgou sobre a pesquisa, a companhia destaca que "revela o que o Google Analytics não mostra: 51% do tráfego de seu site é invisível a você" e 31% têm objetivo malicioso. Portanto, compre o serviço da Incapsula, que identifica e mata esses robôs malvados.
ROBÔS NO COMANDO
Tráfego automatizado já supera o humano na web, diz pesquisa
Máquinas representam até 90% da audiência de sites pequenos
Nelson de Sá: Pesquisa sobre tráfego na web tem falhas, mas retrata bem a rede hoje
Evgeny Morozov: Os robôs vão substituir os jornalistas?
Bruce Sterling, o autor ciberpunk, saltou sobre a imagem das "entidades não humanas". Mas admitiu que "essas estatísticas não são confiáveis" e, no caso, não refletem a internet toda e sim os sites monitorados pela empresa, que "coincidentemente oferece segurança...".
Mas a questão é que, além de ecoar os autores de ficção científica, que já exploravam o temor das máquinas antes de existir a web, a pesquisa revela a vivência de qualquer internauta, cada vez mais invadido também por robôs "legítimos" da Microsoft, da Apple ou do citado Google.
Eles respondem por 20% do tráfego não humano, diz a Incapsula, com a diferença de não serem maliciosos e coletarem dados para o bem. Também eles, porém, desumanizam: indivíduos têm seus dados tornados caricaturas digitais e vendidos por aí a empresas que exploram e reforçam as caricaturas.
No site do "Tec", Evgony Morozov, autor de "The Net Delusion", alertou que a verdadeira ameaça está num mundo em que ser anônimo já é quase impossível. "Um mundo que os anunciantes -e Google, Amazon e Facebook- mal podem esperar, mas no qual o pensamento crítico pode ser difícil de promover."
Ele falava da Narrative Science, start-up que nasceu na Universidade Northwestern há dois anos e estreou na "Forbes" há dois meses (leia abaixo). Faz reportagens financeiras "sem intervenção humana", a partir de balanços. E é lida por outros robôs, para projeções financeiras, ironiza Morozov.
Nem ele nem Peter Kafka, do site "AllThingsD", veem maior problema nesses repórteres robôs, que são só o estágio seguinte das "fazendas de conteúdo". Podem até ajudar, livrando repórteres do jornalismo já automático para o jornalismo crítico.
Em debate dias atrás em Washington, Bob Woodward e Carl Bernstein, do caso Watergate, questionaram se seria viável uma reportagem igual, agora. De um lado, pela visão corrente de que a web é fonte, quando "a verdade está nas fontes humanas". De outro, pela recepção, "mais aberta aos fatos reais do que hoje".
Não só a produção de conteúdo vem sendo desumanizada, seja ela de humanos ou máquinas, como também o próprio consumo, seja ele humano ou robô.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Cabines telefônicas de Nova York terão tela tátil e internet
As cabines telefônicas sem uso de Nova York vão passar por uma reforma, sendo equipadas com telas táteis de 32 polegadas e acesso à internet, o que possibilitará a obtenção de informações sobre transporte, restaurantes, locais históricos e shoppings, além de eventos culturais e espetáculos, anunciou a prefeitura da cidade nesta segunda-feira (9).
Como parte do projeto, já no mês que vem 250 cabines telefônicas contarão com as inovações. Através delas, também será possível acionar o número 311, do serviço de reclamação.
As informações estarão disponíveis em vários idiomas, a serem determinados em função da demanda, explicou Nicholas Sbordone, porta-voz da prefeitura para assuntos de tecnologia e comunicação.
"Estamos no processo de adaptação destas cabines e o programa-piloto vai nos ajudar muito", disse Sbordone, adicionando que, até o final de 2014, seu destino estará mais definido.
Existem atualmente 12,8 mil telefones públicos externos em Nova York, que vêm sendo cada vez menos utilizados.
Como parte do projeto, já no mês que vem 250 cabines telefônicas contarão com as inovações. Através delas, também será possível acionar o número 311, do serviço de reclamação.
As informações estarão disponíveis em vários idiomas, a serem determinados em função da demanda, explicou Nicholas Sbordone, porta-voz da prefeitura para assuntos de tecnologia e comunicação.
"Estamos no processo de adaptação destas cabines e o programa-piloto vai nos ajudar muito", disse Sbordone, adicionando que, até o final de 2014, seu destino estará mais definido.
Existem atualmente 12,8 mil telefones públicos externos em Nova York, que vêm sendo cada vez menos utilizados.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Eva Andressa decidiu ensinar alguns segredos de como manter as pernas definidas por meio de muita malhação. A atleta e bicampeã de Body Fitness acaba
Eva Andressa decidiu ensinar alguns segredos de como manter as pernas definidas por meio de muita malhação. A atleta e bicampeã de Body Fitness acaba de lançar o seu primeiro de uma série voltada para interessados em praticar exercícios da maneira correta.
No primeiro vídeo, a atleta mostra como exercitar e deixar as pernas torneadas. Além de mostrar o exercício, Eva também explica como executá-los de maneira correta
De acordo com a assessoria de comunicação da atleta, os próximos vídeos da curitibana irão mostrar como realizar treinos para os glúteos, abdômen e tríceps.
Por meio das redes sociais, Eva dá dica aos seus seguidores sobre alimentação, saúde e bem-estar. A atleta tem 27 anos e já recebeu o título de Musa Fitness
No primeiro vídeo, a atleta mostra como exercitar e deixar as pernas torneadas. Além de mostrar o exercício, Eva também explica como executá-los de maneira correta
De acordo com a assessoria de comunicação da atleta, os próximos vídeos da curitibana irão mostrar como realizar treinos para os glúteos, abdômen e tríceps.
Por meio das redes sociais, Eva dá dica aos seus seguidores sobre alimentação, saúde e bem-estar. A atleta tem 27 anos e já recebeu o título de Musa Fitness
Celular já pode ser usado como carteira virtual no Brasil
A partir de hoje, portadores dos telefones celulares C7, N9 e 701, todos fabricados pela Nokia, podem usá-los como carteiras virtuais no Brasil.
É possível pagar contas em bares, restaurantes ou até mesmo transferir dinheiro entre duas pessoas. As transações financeiras, por enquanto, só funcionam entre os modelos citados.
Para isso, é preciso baixar o aplicativo do PagSeguro (serviço do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha), lançado hoje na loja virtual do sistema Symbian, que usa a tecnologia NFC, presente nos três modelos.
O próprio celular pode fazer tanto o papel de cartão de crédito quanto de terminal de cobrança. Há duas versões do aplicativo: um específico para quem compra e outra para quem vende.
Para que a transação se realize, basta que os aparelhos estejam próximos (cerca de 3 cm) e rodando o aplicativo do PagSeguro, que funciona como um mediador para transações on-line.
"A tecnologia já estava disponível desde o ano passado, mas ainda não havia aplicativos que a utilizassem", afirma Igor Taquehara, gerente de projetos do PagSeguro.
Taquehara diz que o aplicativo chega para Windows Phone no ano que vem e que o interesse é também disponibilizar o programa para Android e iOS --se a próxima geração do telefone da Apple tiver a tecnologia.
"O aplicativo poderá fazer operações entre celulares de diferentes sistemas", diz Taquehara. "A única obrigação é que ambos tenham NFC", afirma o gerente.
A Samsung pode ser a próxima fabricante a disponibilizar celulares com a tecnologia no país. Já a Visa diz que mantém conversas com teles brasileiras sobre o NFC, mas que ainda não há planos.
É possível pagar contas em bares, restaurantes ou até mesmo transferir dinheiro entre duas pessoas. As transações financeiras, por enquanto, só funcionam entre os modelos citados.
Para isso, é preciso baixar o aplicativo do PagSeguro (serviço do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha), lançado hoje na loja virtual do sistema Symbian, que usa a tecnologia NFC, presente nos três modelos.
O próprio celular pode fazer tanto o papel de cartão de crédito quanto de terminal de cobrança. Há duas versões do aplicativo: um específico para quem compra e outra para quem vende.
Para que a transação se realize, basta que os aparelhos estejam próximos (cerca de 3 cm) e rodando o aplicativo do PagSeguro, que funciona como um mediador para transações on-line.
"A tecnologia já estava disponível desde o ano passado, mas ainda não havia aplicativos que a utilizassem", afirma Igor Taquehara, gerente de projetos do PagSeguro.
Taquehara diz que o aplicativo chega para Windows Phone no ano que vem e que o interesse é também disponibilizar o programa para Android e iOS --se a próxima geração do telefone da Apple tiver a tecnologia.
"O aplicativo poderá fazer operações entre celulares de diferentes sistemas", diz Taquehara. "A única obrigação é que ambos tenham NFC", afirma o gerente.
A Samsung pode ser a próxima fabricante a disponibilizar celulares com a tecnologia no país. Já a Visa diz que mantém conversas com teles brasileiras sobre o NFC, mas que ainda não há planos.
domingo, 8 de abril de 2012
Pinterest já é a terceira rede social mais popular dos EUA
Uma nova pesquisa sobre mídias sociais, publicada pela empresa norte-americana Experian, aponta o Pinterest como a terceira maior rede social dos EUA, atrás apenas do Facebook e Twitter.
Em dois meses, "Pinterest pornô" consegue 15 mil usuários
O serviço, que é uma rede para compartilhamentos de imagens organizadas por interesses, tem mostrado uma rápida popularização. Entre janeiro e fevereiro deste ano o número de usuários cresceu em aproximadamente 50%.
Em dezembro do ano passado o site já constava na lista das dez redes sociais mais utilizadas dos EUA. Com essa explosão no número de usuários, o Pinterest conseguiu deixar para trás outros serviços populares, como Google + e Tumblr.
Segundo a pesquisa, só no mês de fevereiro, o Pinterest recebeu cerca de 17,8 milhões de visitantes únicos. O tempo gasto no site também apresentou números positivos: em média, cada pessoa passou cerca de 89 minutos por mês na rede. Apesar de ser alta, essa média ainda está distante dos 405 minutos mensais do Facebook.
No geral, o estudo também traz um grande crescimento do uso de redes sociais entre a população estadunidense. Segundo a Experian, 91% dos adultos norte-americanos estão presentes em tais serviços, enquanto 15% de todo o tráfego gerado na internet dos EUA foi gerado por mídias sociais.
A pesquisa original, na íntegra e em inglês, está disponível no site da empresa.
Em dois meses, "Pinterest pornô" consegue 15 mil usuários
O serviço, que é uma rede para compartilhamentos de imagens organizadas por interesses, tem mostrado uma rápida popularização. Entre janeiro e fevereiro deste ano o número de usuários cresceu em aproximadamente 50%.
Em dezembro do ano passado o site já constava na lista das dez redes sociais mais utilizadas dos EUA. Com essa explosão no número de usuários, o Pinterest conseguiu deixar para trás outros serviços populares, como Google + e Tumblr.
Segundo a pesquisa, só no mês de fevereiro, o Pinterest recebeu cerca de 17,8 milhões de visitantes únicos. O tempo gasto no site também apresentou números positivos: em média, cada pessoa passou cerca de 89 minutos por mês na rede. Apesar de ser alta, essa média ainda está distante dos 405 minutos mensais do Facebook.
No geral, o estudo também traz um grande crescimento do uso de redes sociais entre a população estadunidense. Segundo a Experian, 91% dos adultos norte-americanos estão presentes em tais serviços, enquanto 15% de todo o tráfego gerado na internet dos EUA foi gerado por mídias sociais.
A pesquisa original, na íntegra e em inglês, está disponível no site da empresa.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Apple investiga problema em Wi-Fi de novos iPads
Após lidar com críticas e reclamações de usuários nas últimas semanas sobre problemas com a bateria e o superaquecimento do novo iPad, a Apple agora enfrenta outra possível falha em seu mais recente tablet: no Wi-Fi.
Documento obtido pelo 9TO5Mac, site especializado em produtos da marca, revela que o modelo do aparelho sem 4G pode apresentar problemas no Wi-Fi, entre eles conexão intermitente, baixa velocidade e não visualização de redes Wi-Fi existentes (ver documento, em inglês).
Divulgação
Documento interno da Apple relata problemas em modelo Wi-Fi do novo iPad com sinal de internet
No comunicado interno, a Apple diz que centrais de relacionamento e lojas nos Estados Unidos devem recolher os aparelhos que apresentarem o problema.
O fórum on-line de suporte da empresa tem um tópico com mais de 65 mil visualizações e 700 comentários sobre problemas com o sinal de Wi-Fi do novo tablet.
A Apple não se pronunciou oficialmente até o momento.
Documento obtido pelo 9TO5Mac, site especializado em produtos da marca, revela que o modelo do aparelho sem 4G pode apresentar problemas no Wi-Fi, entre eles conexão intermitente, baixa velocidade e não visualização de redes Wi-Fi existentes (ver documento, em inglês).
Divulgação
Documento interno da Apple relata problemas em modelo Wi-Fi do novo iPad com sinal de internet
No comunicado interno, a Apple diz que centrais de relacionamento e lojas nos Estados Unidos devem recolher os aparelhos que apresentarem o problema.
O fórum on-line de suporte da empresa tem um tópico com mais de 65 mil visualizações e 700 comentários sobre problemas com o sinal de Wi-Fi do novo tablet.
A Apple não se pronunciou oficialmente até o momento.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Brasil e outros emergentes perdem terreno na adoção de novas tecnologias
Os grandes emergentes que formam o Brics --Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- estão ficando para trás quando se trata de explorar as oportunidades oferecidas pela internet e pelas tecnologias de informação e comunicação, revelou nesta quarta-feira (4) um estudo do Fórum Econômico Mundial.
Os países desenvolvidos lideram o índice batizado de "prontidão para a conectividade" (networked readiness), que mede a capacidade de um país para aproveitar as novas tecnologias vinculadas à internet.
O melhor colocado do Brics no ranking do Fórum é a China, na 51ª posição. A Rússia ocupa a 56ª, o Brasil, a 65ª, a Índia, a 69ª e a África do Sul, a 72ª.
Embora o Brics se mostre um bloco muito competitivo em termos globais, sofre um 'handicap' na adoção de novas tecnologias de informação e comunicação, alertou o relatório, intitulado "Vivendo em um mundo hiperconectado" ("Living in a hyperconnected world"), que aponta, entre outras razões para o atraso, a falta de profissionais qualificados e deficiências no meio institucional para as empresas.
A Suécia lidera o ranking, à frente de Cingapura, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Holanda e Noruega. Os Estados Unidos ocupam o oitavo lugar, o Canadá, o nono, e o Reino Unido encerra a lista dos dez primeiros.
O índice combina dados disponíveis publicamente com opiniões de uma consulta feita com mais de 15 mil executivos.
Os países desenvolvidos lideram o índice batizado de "prontidão para a conectividade" (networked readiness), que mede a capacidade de um país para aproveitar as novas tecnologias vinculadas à internet.
O melhor colocado do Brics no ranking do Fórum é a China, na 51ª posição. A Rússia ocupa a 56ª, o Brasil, a 65ª, a Índia, a 69ª e a África do Sul, a 72ª.
Embora o Brics se mostre um bloco muito competitivo em termos globais, sofre um 'handicap' na adoção de novas tecnologias de informação e comunicação, alertou o relatório, intitulado "Vivendo em um mundo hiperconectado" ("Living in a hyperconnected world"), que aponta, entre outras razões para o atraso, a falta de profissionais qualificados e deficiências no meio institucional para as empresas.
A Suécia lidera o ranking, à frente de Cingapura, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Holanda e Noruega. Os Estados Unidos ocupam o oitavo lugar, o Canadá, o nono, e o Reino Unido encerra a lista dos dez primeiros.
O índice combina dados disponíveis publicamente com opiniões de uma consulta feita com mais de 15 mil executivos.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Comissão Europeia investiga Motorola após queixas de Microsoft e Apple
Reguladores antitruste da União Europeia abriram duas investigações nesta terça-feira (3) contra a Motorola Mobility após Microsoft e Apple terem acusado a empresa de cobrar taxas injustas pelo uso de suas patentes.
"A Comissão (Europeia) investigará se, ao buscar e aplicar liminares contra os principais produtos da Apple e da Microsoft com base em patentes (...), a Motorola não honrou com os comprometimentos irrevogáveis feitos a organizações de estabelecimento de padrões", afirmou a Comissão em um comunicado.
A instituição da UE disse que também investigará se a Motorola ofereceu condições de licenciamento de patentes injustas.
"A Comissão (Europeia) investigará se, ao buscar e aplicar liminares contra os principais produtos da Apple e da Microsoft com base em patentes (...), a Motorola não honrou com os comprometimentos irrevogáveis feitos a organizações de estabelecimento de padrões", afirmou a Comissão em um comunicado.
A instituição da UE disse que também investigará se a Motorola ofereceu condições de licenciamento de patentes injustas.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Crianças devem usar tablets com moderação, dizem especialistas
Apresentados como uma revolução para a educação, os tablets eletrônicos estão cada vez mais presentes no cotidiano das crianças, embora os especialistas recomendem seu uso moderado para evitar problemas de conduta ou aprendizagem.
"É uma questão que surgiu nos últimos dois anos. Eles não conseguem tirá-los das mãos!", disse Warren Buckleitner, editor da publicação mensal na internet "Children's Technology Review", ao falar dos tablets e de sua atração para as crianças, num debate sobre o tema organizado nesta semana em Nova York.
Segundo dados coletados no final de 2011 pela agência de marketing Kids Industries com 2.200 pais e crianças nos Estados Unidos e no Reino Unido, 15% dos menores entre três e oito anos utilizam o iPad de seus pais e 9% possuem o seu próprio; 20% deles têm o iPod Touch.
Rivaldo Gomes - 15.mar.12/Folhapress
Para especialistas, uso de tablets pode diminuir a concentração dos pequenos
O mesmo estudo indica que 77% dos pais ouvidos acreditam que a experiência dos filhos com o tablet os ajudam a aprender a resolver problemas, além de contribuir para desenvolver um pensamento criativo.
No entanto, a utilização desse tipo de artefato pelos pequenos desperta, ao mesmo tempo, temores de problemas como o autismo, o TDAH (transtorno por déficit de atenção com hiperatividade) ou a falta de concentração.
"Definitivamente trata-se de equilíbrio. É preciso ser muito cuidadoso porque pode-se provocar muita histeria", informou Rosemarie Truglio, vice-presidente e pesquisadora da Sesame Workshop, uma organização americana que cria programas de televisão para crianças.
"Há uma excitação nos menores por utilizar um tablet. As crianças necessitam fazer experiências com essas coisas reais", acrescentou Truglio durante uma conferência intitulada "Cérebros de crianças e videogames", organizada pela New American Foundation.
Para Lisa Guernsey, diretora para a Iniciativa de Educação Prematura da New America Foundation, também é necessário "diferenciar entre causa e associação", na hora de falar do aparecimento de problemas de conduta ou aprendizagem e por a "culpa" nos artefatos eletrônicos.
Guernsey, autora de um livro sobre a influência das novas tecnologias nas crianças, destacou a necessidade de "estabelecer parâmetros" e tentar educar as crianças para que se autorregulem frente à avalanche de informações que aparecem ante seus olhos.
Nesse sentido, lembrou o chamado "vídeo déficit", segundo o qual a aprendizagem através de uma tela produz resultados inferiores ao "cara a cara" com outra pessoa, e pôs em destaque a importância da comunicação com a criança.
Na mesma sintonia, Rosemarie Truglio admitiu que estudos comprovaram "a necessidade de uma interação adult
"É uma questão que surgiu nos últimos dois anos. Eles não conseguem tirá-los das mãos!", disse Warren Buckleitner, editor da publicação mensal na internet "Children's Technology Review", ao falar dos tablets e de sua atração para as crianças, num debate sobre o tema organizado nesta semana em Nova York.
Segundo dados coletados no final de 2011 pela agência de marketing Kids Industries com 2.200 pais e crianças nos Estados Unidos e no Reino Unido, 15% dos menores entre três e oito anos utilizam o iPad de seus pais e 9% possuem o seu próprio; 20% deles têm o iPod Touch.
Rivaldo Gomes - 15.mar.12/Folhapress
Para especialistas, uso de tablets pode diminuir a concentração dos pequenos
O mesmo estudo indica que 77% dos pais ouvidos acreditam que a experiência dos filhos com o tablet os ajudam a aprender a resolver problemas, além de contribuir para desenvolver um pensamento criativo.
No entanto, a utilização desse tipo de artefato pelos pequenos desperta, ao mesmo tempo, temores de problemas como o autismo, o TDAH (transtorno por déficit de atenção com hiperatividade) ou a falta de concentração.
"Definitivamente trata-se de equilíbrio. É preciso ser muito cuidadoso porque pode-se provocar muita histeria", informou Rosemarie Truglio, vice-presidente e pesquisadora da Sesame Workshop, uma organização americana que cria programas de televisão para crianças.
"Há uma excitação nos menores por utilizar um tablet. As crianças necessitam fazer experiências com essas coisas reais", acrescentou Truglio durante uma conferência intitulada "Cérebros de crianças e videogames", organizada pela New American Foundation.
Para Lisa Guernsey, diretora para a Iniciativa de Educação Prematura da New America Foundation, também é necessário "diferenciar entre causa e associação", na hora de falar do aparecimento de problemas de conduta ou aprendizagem e por a "culpa" nos artefatos eletrônicos.
Guernsey, autora de um livro sobre a influência das novas tecnologias nas crianças, destacou a necessidade de "estabelecer parâmetros" e tentar educar as crianças para que se autorregulem frente à avalanche de informações que aparecem ante seus olhos.
Nesse sentido, lembrou o chamado "vídeo déficit", segundo o qual a aprendizagem através de uma tela produz resultados inferiores ao "cara a cara" com outra pessoa, e pôs em destaque a importância da comunicação com a criança.
Na mesma sintonia, Rosemarie Truglio admitiu que estudos comprovaram "a necessidade de uma interação adult
domingo, 1 de abril de 2012
Corte de jornada na Foxconn gera preocupação entre operários
Quando a operária chinesa Wu Jun foi informada de que seu empregador, a gigante da produção terceirizada de eletrônicos Foxconn, havia feito concessões históricas aos trabalhadores, sua reação não foi de triunfo, mas de preocupação.
Apple e Foxconn prometem melhorar condições de trabalho em fábricas
Tim Cook, chefe da Apple, visita fábrica da Foxconn na China
Pressão sobre Apple por condições de trabalho levanta questões para ativistas
Wu, 23 anos, é uma entre as dezenas de milhares de migrantes de regiões rurais pobres da China que operam as linhas de produção da fábrica da Foxconn em Longhua, no sul do país, que monta produtos por encomenda para a Apple e para outras multinacionais.
As concessões da Foxconn, entre as quais a redução nas horas extras trabalhadas por seu 1,2 milhão de funcionários na China, sem redução de renda, foram apoiadas pela Apple, que vem enfrentando críticas e recebendo atenção da mídia por falhas na segurança do trabalho e pelo uso de operários relativamente mal pagos para produzir celulares, computadores e outros aparelhos de alto preço.
France-Presse
Tim Cook (de amarelo) visita linha de produção de iPhone em nova fábrica da Foxconn na China
Mas, nos portões da fábrica da Foxconn, muitos operários não pareciam convencidos de que o corte nas horas trabalhadas não resultará em queda de salário. Para alguns operários chineses, que obtêm a maior parte de sua renda com longos períodos de horas extras, a ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo não parece natural.
"Estamos preocupados com a possibilidade de receber menos. É evidente que, se eu trabalhar menos horas extras, isso significa menos dinheiro", disse Wu, 23, originária da província de Hunan, no sul da China.
A Foxconn anunciou que reduzirá sua jornada semanal de trabalho para 49 horas, incluindo horas extras.
"Estamos aqui para trabalhar, e não brincar, e por isso nosso salário é muito importante", disse Chen Yanei, 25, operária da Foxconn também oriunda de Hunan, que disse trabalhar na fábrica há quatro anos.
"Fomos informados de que só poderemos fazer um máximo de 36 horas extras ao mês, e posso dizer que muita gente não gostou. Para nós, 60 horas extras ao mês seria razoável, e 36 muito pouco", acrescentou. Chen disse que, no momento, seu salário é de pouco mais de 4.000 yuan ao mês (R$ 1.156).
A Foxconn é um dos maiores empregadores dos 153 milhões de trabalhadores rurais chineses que trabalham longe de suas regiões de origem. Comparadas às instalações de empresas locais, dizem os operários, suas vastas fábricas são mais limpas e seguras e oferecem mais recreação.
Apple e Foxconn prometem melhorar condições de trabalho em fábricas
Tim Cook, chefe da Apple, visita fábrica da Foxconn na China
Pressão sobre Apple por condições de trabalho levanta questões para ativistas
Wu, 23 anos, é uma entre as dezenas de milhares de migrantes de regiões rurais pobres da China que operam as linhas de produção da fábrica da Foxconn em Longhua, no sul do país, que monta produtos por encomenda para a Apple e para outras multinacionais.
As concessões da Foxconn, entre as quais a redução nas horas extras trabalhadas por seu 1,2 milhão de funcionários na China, sem redução de renda, foram apoiadas pela Apple, que vem enfrentando críticas e recebendo atenção da mídia por falhas na segurança do trabalho e pelo uso de operários relativamente mal pagos para produzir celulares, computadores e outros aparelhos de alto preço.
France-Presse
Tim Cook (de amarelo) visita linha de produção de iPhone em nova fábrica da Foxconn na China
Mas, nos portões da fábrica da Foxconn, muitos operários não pareciam convencidos de que o corte nas horas trabalhadas não resultará em queda de salário. Para alguns operários chineses, que obtêm a maior parte de sua renda com longos períodos de horas extras, a ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo não parece natural.
"Estamos preocupados com a possibilidade de receber menos. É evidente que, se eu trabalhar menos horas extras, isso significa menos dinheiro", disse Wu, 23, originária da província de Hunan, no sul da China.
A Foxconn anunciou que reduzirá sua jornada semanal de trabalho para 49 horas, incluindo horas extras.
"Estamos aqui para trabalhar, e não brincar, e por isso nosso salário é muito importante", disse Chen Yanei, 25, operária da Foxconn também oriunda de Hunan, que disse trabalhar na fábrica há quatro anos.
"Fomos informados de que só poderemos fazer um máximo de 36 horas extras ao mês, e posso dizer que muita gente não gostou. Para nós, 60 horas extras ao mês seria razoável, e 36 muito pouco", acrescentou. Chen disse que, no momento, seu salário é de pouco mais de 4.000 yuan ao mês (R$ 1.156).
A Foxconn é um dos maiores empregadores dos 153 milhões de trabalhadores rurais chineses que trabalham longe de suas regiões de origem. Comparadas às instalações de empresas locais, dizem os operários, suas vastas fábricas são mais limpas e seguras e oferecem mais recreação.
Corte de jornada na Foxconn gera preocupação entre operários
Quando a operária chinesa Wu Jun foi informada de que seu empregador, a gigante da produção terceirizada de eletrônicos Foxconn, havia feito concessões históricas aos trabalhadores, sua reação não foi de triunfo, mas de preocupação.
Apple e Foxconn prometem melhorar condições de trabalho em fábricas
Tim Cook, chefe da Apple, visita fábrica da Foxconn na China
Pressão sobre Apple por condições de trabalho levanta questões para ativistas
Wu, 23 anos, é uma entre as dezenas de milhares de migrantes de regiões rurais pobres da China que operam as linhas de produção da fábrica da Foxconn em Longhua, no sul do país, que monta produtos por encomenda para a Apple e para outras multinacionais.
As concessões da Foxconn, entre as quais a redução nas horas extras trabalhadas por seu 1,2 milhão de funcionários na China, sem redução de renda, foram apoiadas pela Apple, que vem enfrentando críticas e recebendo atenção da mídia por falhas na segurança do trabalho e pelo uso de operários relativamente mal pagos para produzir celulares, computadores e outros aparelhos de alto preço.
France-Presse
Tim Cook (de amarelo) visita linha de produção de iPhone em nova fábrica da Foxconn na China
Mas, nos portões da fábrica da Foxconn, muitos operários não pareciam convencidos de que o corte nas horas trabalhadas não resultará em queda de salário. Para alguns operários chineses, que obtêm a maior parte de sua renda com longos períodos de horas extras, a ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo não parece natural.
"Estamos preocupados com a possibilidade de receber menos. É evidente que, se eu trabalhar menos horas extras, isso significa menos dinheiro", disse Wu, 23, originária da província de Hunan, no sul da China.
A Foxconn anunciou que reduzirá sua jornada semanal de trabalho para 49 horas, incluindo horas extras.
"Estamos aqui para trabalhar, e não brincar, e por isso nosso salário é muito importante", disse Chen Yanei, 25, operária da Foxconn também oriunda de Hunan, que disse trabalhar na fábrica há quatro anos.
"Fomos informados de que só poderemos fazer um máximo de 36 horas extras ao mês, e posso dizer que muita gente não gostou. Para nós, 60 horas extras ao mês seria razoável, e 36 muito pouco", acrescentou. Chen disse que, no momento, seu salário é de pouco mais de 4.000 yuan ao mês (R$ 1.156).
A Foxconn é um dos maiores empregadores dos 153 milhões de trabalhadores rurais chineses que trabalham longe de suas regiões de origem. Comparadas às instalações de empresas locais, dizem os operários, suas vastas fábricas são mais limpas e seguras e oferecem mais recreação.
Apple e Foxconn prometem melhorar condições de trabalho em fábricas
Tim Cook, chefe da Apple, visita fábrica da Foxconn na China
Pressão sobre Apple por condições de trabalho levanta questões para ativistas
Wu, 23 anos, é uma entre as dezenas de milhares de migrantes de regiões rurais pobres da China que operam as linhas de produção da fábrica da Foxconn em Longhua, no sul do país, que monta produtos por encomenda para a Apple e para outras multinacionais.
As concessões da Foxconn, entre as quais a redução nas horas extras trabalhadas por seu 1,2 milhão de funcionários na China, sem redução de renda, foram apoiadas pela Apple, que vem enfrentando críticas e recebendo atenção da mídia por falhas na segurança do trabalho e pelo uso de operários relativamente mal pagos para produzir celulares, computadores e outros aparelhos de alto preço.
France-Presse
Tim Cook (de amarelo) visita linha de produção de iPhone em nova fábrica da Foxconn na China
Mas, nos portões da fábrica da Foxconn, muitos operários não pareciam convencidos de que o corte nas horas trabalhadas não resultará em queda de salário. Para alguns operários chineses, que obtêm a maior parte de sua renda com longos períodos de horas extras, a ideia de trabalhar menos e ganhar o mesmo não parece natural.
"Estamos preocupados com a possibilidade de receber menos. É evidente que, se eu trabalhar menos horas extras, isso significa menos dinheiro", disse Wu, 23, originária da província de Hunan, no sul da China.
A Foxconn anunciou que reduzirá sua jornada semanal de trabalho para 49 horas, incluindo horas extras.
"Estamos aqui para trabalhar, e não brincar, e por isso nosso salário é muito importante", disse Chen Yanei, 25, operária da Foxconn também oriunda de Hunan, que disse trabalhar na fábrica há quatro anos.
"Fomos informados de que só poderemos fazer um máximo de 36 horas extras ao mês, e posso dizer que muita gente não gostou. Para nós, 60 horas extras ao mês seria razoável, e 36 muito pouco", acrescentou. Chen disse que, no momento, seu salário é de pouco mais de 4.000 yuan ao mês (R$ 1.156).
A Foxconn é um dos maiores empregadores dos 153 milhões de trabalhadores rurais chineses que trabalham longe de suas regiões de origem. Comparadas às instalações de empresas locais, dizem os operários, suas vastas fábricas são mais limpas e seguras e oferecem mais recreação.
sábado, 31 de março de 2012
Paraty recebe a primeira edição da Virada Digital
Foi lançada nesta quinta-feira no Circo Voador, no Rio, a primeira Virada Digital. Assim como as homônimas Virada Cultural e Virada Esportiva, o evento propõe 72h ininterruptas de atividades gratuitas ligadas a inovação, interatividade e sustentabilidade, para agradar tantos os amantes da tecnologia como os curiosos.
Com um quê de Campus Party, as ações serão concentradas em Paraty (RJ) nos dias 11, 12 e 13 de maio e transmitidas ao vivo em "hubs" -- terminais interativos digitais, criados especialmente para o evento --instalados nos Arcos da Lapa, no Rio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e ao lado Museu de Arte Moderna, em Brasília.
"É um grande encontro de conhecimento", explica o diretor executivo da Virada, Roberto Andrade. "A população vai poder mexer, entender e se aproximar da tecnologia."
Entre as atrações destacam-se demonstrações e experimentos na área de novas tecnologias, além de oficinas e palestras com estudiosos de diversas partes do mundo.
Depois de passar por Paraty, a Virada volta de forma itinerante em novembro quando planeja percorrer em seis meses, em formato de caravana, as 12 cidades brasileiras que irão receber a Copa, voltando novamente ao Rio em maio de 2013 para a segunda edição do evento.
O projeto encerra em maio de 2014, quando volta as cidades que receberão a Copa, dessa vez para uma Virada Digital simultânea.
Com um quê de Campus Party, as ações serão concentradas em Paraty (RJ) nos dias 11, 12 e 13 de maio e transmitidas ao vivo em "hubs" -- terminais interativos digitais, criados especialmente para o evento --instalados nos Arcos da Lapa, no Rio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e ao lado Museu de Arte Moderna, em Brasília.
"É um grande encontro de conhecimento", explica o diretor executivo da Virada, Roberto Andrade. "A população vai poder mexer, entender e se aproximar da tecnologia."
Entre as atrações destacam-se demonstrações e experimentos na área de novas tecnologias, além de oficinas e palestras com estudiosos de diversas partes do mundo.
Depois de passar por Paraty, a Virada volta de forma itinerante em novembro quando planeja percorrer em seis meses, em formato de caravana, as 12 cidades brasileiras que irão receber a Copa, voltando novamente ao Rio em maio de 2013 para a segunda edição do evento.
O projeto encerra em maio de 2014, quando volta as cidades que receberão a Copa, dessa vez para uma Virada Digital simultânea.
Notas das melhores escolas paulistas despencam em exame; veja
maioria das escolas públicas que tiveram os melhores desempenhos da rede estadual em 2010 sofreu queda na nota no ano seguinte, apontam dados divulgados pela Secretaria da Educação.
Veja o ranking das escolas no 3º ano do EM
Veja o ranking das escolas no 9º ano do EF
Veja o ranking das escolas no 5º ano do EF
Considerando as 349 melhores de 2010 no ensino médio (10% tops), 252 tiveram nota menor no ano passado, segundo tabulação da Folha com base nos dados oficiais.
Apenas outras 9 mantiveram a nota, e 88 melhoraram. O movimento foi semelhante nas unidades com séries finais do ensino fundamental.
A comparação é feita com base no Idesp, índice que considera o desempenho dos alunos em português e matemática em cada colégio, aliado à sua taxa de aprovação.
Melhor escola há dois anos, a Rizzieri Poletti (em Candido Rodrigues, a 352 km de SP) foi de média 5,81 para 1,47, na escala de 0 a 10 --recuo de 75%.
Já a escola João Ramalho, na cidade de mesmo nome, melhorou em 2010 e depois piorou. Um professor disse que isso ocorreu porque a diretoria de ensino enviou educadores para o colégio. Quando deixou de receber o apoio extra, a média caiu 36%.
Na escola Professora Tereza Valverde Cardoso Tirapele, em Gastão Vidigal, a queda de 41% foi atribuída por um educador à diferença entre as turmas avaliadas.
A Secretaria da Educação disse que precisa de mais tempo para analisar os dados.
"De todo modo, não há razão para se cogitar problemas no sistema de avaliação", afirmou a secretaria.
"Quaisquer que sejam os fatores relacionados às oscilações apontadas, o avanço dos dados globais do Idesp mostram que a educação do Estado está no caminho da melhoria da qualidade."
Na média da rede, as escolas de 5º e 9º anos do ensino fundamental tiveram leve melhora. As notas médias para o 5º e 9º ano passaram, respectivamente, de 3,96 para 4,24, e de 2,52 para 2,57.
Já o ensino médio teve pequeno recuo (1,81 para 1,78).
BÔNUS
Além de avaliar a qualidade de ensino, o Idesp é usado como base para bônus a professores e funcionários, que chegam a ganhar quase três salários extras se a unidade bater a meta. Neste ano, o número de escolas contempladas subiu de 71% para 85%.
Veja o ranking das escolas no 3º ano do EM
Veja o ranking das escolas no 9º ano do EF
Veja o ranking das escolas no 5º ano do EF
Considerando as 349 melhores de 2010 no ensino médio (10% tops), 252 tiveram nota menor no ano passado, segundo tabulação da Folha com base nos dados oficiais.
Apenas outras 9 mantiveram a nota, e 88 melhoraram. O movimento foi semelhante nas unidades com séries finais do ensino fundamental.
A comparação é feita com base no Idesp, índice que considera o desempenho dos alunos em português e matemática em cada colégio, aliado à sua taxa de aprovação.
Melhor escola há dois anos, a Rizzieri Poletti (em Candido Rodrigues, a 352 km de SP) foi de média 5,81 para 1,47, na escala de 0 a 10 --recuo de 75%.
Já a escola João Ramalho, na cidade de mesmo nome, melhorou em 2010 e depois piorou. Um professor disse que isso ocorreu porque a diretoria de ensino enviou educadores para o colégio. Quando deixou de receber o apoio extra, a média caiu 36%.
Na escola Professora Tereza Valverde Cardoso Tirapele, em Gastão Vidigal, a queda de 41% foi atribuída por um educador à diferença entre as turmas avaliadas.
A Secretaria da Educação disse que precisa de mais tempo para analisar os dados.
"De todo modo, não há razão para se cogitar problemas no sistema de avaliação", afirmou a secretaria.
"Quaisquer que sejam os fatores relacionados às oscilações apontadas, o avanço dos dados globais do Idesp mostram que a educação do Estado está no caminho da melhoria da qualidade."
Na média da rede, as escolas de 5º e 9º anos do ensino fundamental tiveram leve melhora. As notas médias para o 5º e 9º ano passaram, respectivamente, de 3,96 para 4,24, e de 2,52 para 2,57.
Já o ensino médio teve pequeno recuo (1,81 para 1,78).
BÔNUS
Além de avaliar a qualidade de ensino, o Idesp é usado como base para bônus a professores e funcionários, que chegam a ganhar quase três salários extras se a unidade bater a meta. Neste ano, o número de escolas contempladas subiu de 71% para 85%.
Google planeja lançar tablet com sua marca ainda em 2012
empresa californiana Google planeja lançar no mercado um tablet com sua marca, em uma tentativa de impulsionar as vendas dos dispositivos equipados com sistema operacional Android frente à hegemonia do iPad, informou nesta quinta-feira (29) o "Wall Street Journal".
O produto, que não foi confirmado pelo Google, será vendido por meio da internet da mesma forma que fazem a Apple e a Amazon, segundo fontes do jornal.
Como parte dessa estratégia, o Google colocará sua marca nesses novos tablets, mas delegará a fabricação a seus sócios tecnológicos atuais como Samsung e Asustek --que seria uma das primeiras empresas a lançar um desses dispositivos, embora essa informação também não tenha sido confirmada oficialmente.
O Google deve apresentar a próxima versão de escola seu sistema operacional para dispositivos móveis, chamada Jelly Bean, no meio deste ano, em um evento que poderia usar também para lançar sua nova loja na internet.
O "Wall Street Journal" indicou ainda que o Google considera a possibilidade de subvencionar parte do custo dos tablets que vender no futuro para competir com a Amazon e seu Kindle Fire, vendido a US$ 199, quase a metade do preço do Samsung Galaxy Tab de sete polegadas.
Não é a primeira vez que o Google tenta vender dispositivos móveis com sua marca. Em 2010, a empresa se associou com a HTC para fabricar o telefone Nexus One, com sistema operacional Android.
O produto, que não foi confirmado pelo Google, será vendido por meio da internet da mesma forma que fazem a Apple e a Amazon, segundo fontes do jornal.
Como parte dessa estratégia, o Google colocará sua marca nesses novos tablets, mas delegará a fabricação a seus sócios tecnológicos atuais como Samsung e Asustek --que seria uma das primeiras empresas a lançar um desses dispositivos, embora essa informação também não tenha sido confirmada oficialmente.
O Google deve apresentar a próxima versão de escola seu sistema operacional para dispositivos móveis, chamada Jelly Bean, no meio deste ano, em um evento que poderia usar também para lançar sua nova loja na internet.
O "Wall Street Journal" indicou ainda que o Google considera a possibilidade de subvencionar parte do custo dos tablets que vender no futuro para competir com a Amazon e seu Kindle Fire, vendido a US$ 199, quase a metade do preço do Samsung Galaxy Tab de sete polegadas.
Não é a primeira vez que o Google tenta vender dispositivos móveis com sua marca. Em 2010, a empresa se associou com a HTC para fabricar o telefone Nexus One, com sistema operacional Android.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Paraty recebe a primeira edição da Virada Digital
Foi lançada nesta quinta-feira no Circo Voador, no Rio, a primeira Virada Digital. Assim como as homônimas Virada Cultural e Virada Esportiva, o evento propõe 72h ininterruptas de atividades gratuitas ligadas a inovação, interatividade e sustentabilidade, para agradar tantos os amantes da tecnologia como os curiosos.
Com um quê de Campus Party, as ações serão concentradas em Paraty (RJ) nos dias 11, 12 e 13 de maio e transmitidas ao vivo em "hubs" -- terminais interativos digitais, criados especialmente para o evento --instalados nos Arcos da Lapa, no Rio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e ao lado Museu de Arte Moderna, em Brasília.
"É um grande encontro de conhecimento", explica o diretor executivo da Virada, Roberto Andrade. "A população vai poder mexer, entender e se aproximar da tecnologia."
Entre as atrações destacam-se demonstrações e experimentos na área de novas tecnologias, além de oficinas e palestras com estudiosos de diversas partes do mundo.
Depois de passar por Paraty, a Virada volta de forma itinerante em novembro quando planeja percorrer em seis meses, em formato de caravana, as 12 cidades brasileiras que irão receber a Copa, voltando novamente ao Rio em maio de 2013 para a segunda edição do evento.
O projeto encerra em maio de 2014, quando volta as cidades que receberão a Copa, dessa vez para uma Virada Digital simultânea.
Com um quê de Campus Party, as ações serão concentradas em Paraty (RJ) nos dias 11, 12 e 13 de maio e transmitidas ao vivo em "hubs" -- terminais interativos digitais, criados especialmente para o evento --instalados nos Arcos da Lapa, no Rio, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e ao lado Museu de Arte Moderna, em Brasília.
"É um grande encontro de conhecimento", explica o diretor executivo da Virada, Roberto Andrade. "A população vai poder mexer, entender e se aproximar da tecnologia."
Entre as atrações destacam-se demonstrações e experimentos na área de novas tecnologias, além de oficinas e palestras com estudiosos de diversas partes do mundo.
Depois de passar por Paraty, a Virada volta de forma itinerante em novembro quando planeja percorrer em seis meses, em formato de caravana, as 12 cidades brasileiras que irão receber a Copa, voltando novamente ao Rio em maio de 2013 para a segunda edição do evento.
O projeto encerra em maio de 2014, quando volta as cidades que receberão a Copa, dessa vez para uma Virada Digital simultânea.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Venda de notebooks aumenta 60% em 2011, diz pesquisa
venda de notebooks no Brasil cresceu 60% em 2011, informou nesta quarta-feira a agência de pesquisa de mercado GfK Consumer Goods.
Segundo o levantamento, o valor total de vendas no ano foi de 5 milhões de unidades.
Além disso, os preços dos produtos caíram 20% em relação ao ano anterior. Segundo a consultoria, mais de um terço das vendas de notebooks já está abaixo de R$ 1.000.
Os computadores tablet responderam por 5% das vendas no varejo brasileiro
Segundo o levantamento, o valor total de vendas no ano foi de 5 milhões de unidades.
Além disso, os preços dos produtos caíram 20% em relação ao ano anterior. Segundo a consultoria, mais de um terço das vendas de notebooks já está abaixo de R$ 1.000.
Os computadores tablet responderam por 5% das vendas no varejo brasileiro
quarta-feira, 28 de março de 2012
Gibson foca redes sociais, diz presidente da fábrica de guitarras
Para um produto com faturamento movido a respostas emocionais, nada melhor do que atuar fortemente nas redes sociais. Esta é a visão de Henry Juszkiewicz, 59, presidente e diretor executivo da Gibson Guitar Corporation.
"Cerca de 90% dos nossos investimentos em marketing são direcionados ao relacionamento com os consumidores, e não ao produto em si. Se tivermos o dobro de resultado positivo nos índices de engajamento em relação aos nossos concorrentes, teremos o dobro de sucesso nas vendas --e os números mostram isso", afirmou Juszkiewicz durante o Fórum Mundial de Mídia Social, que acontece nesta semana em Londres.
Para o presidente da empresa de passado centenário, as redes são úteis não apenas para a construção de relacionamento, mas também para a obtenção de informações valiosas.
"Em pesquisas como os 'focus groups', você vê pessoas dizendo coisas que não são verdade. É lixo. Nas redes, muitas vezes o consumidor dá respostas sem sequer perceber."
A companhia investe em monitoramento e análise de dados originados do Facebook, Twitter, YouTube, blogs e outras plataformas. Diante da profusão de informações, considera Juszkiewicz, é preciso ter em mente um objetivo claro.
"Temos todo tipo de métrica --o que é bastante útil--, mas as informações não são aprofundadas e podem causar confusão. O valor de uma informação está relacionado ao que você faz com ela."
Atualmente, a Gibson tem 1,6 milhão de fãs no Facebook (o segmento Les Paul tem outro milhão de fãs). No Twitter, são 400 mil seguidores da conta principal da empresa.
Juszkiewicz, que adquiriu a Gibson com outros parceiros em 1986, afirma que a missão da companhia nas redes é desenvolver uma relação de longo prazo. Para isso, diz inspirar-se no fundador da Apple.
"Um dos meus heróis do marketing é Steve Jobs. Ele era muito bom nisso. Sabia desenvolver o produto e, mais do que isso, criar um marketing viral fantástico. Era brilhante."
"Cerca de 90% dos nossos investimentos em marketing são direcionados ao relacionamento com os consumidores, e não ao produto em si. Se tivermos o dobro de resultado positivo nos índices de engajamento em relação aos nossos concorrentes, teremos o dobro de sucesso nas vendas --e os números mostram isso", afirmou Juszkiewicz durante o Fórum Mundial de Mídia Social, que acontece nesta semana em Londres.
Para o presidente da empresa de passado centenário, as redes são úteis não apenas para a construção de relacionamento, mas também para a obtenção de informações valiosas.
"Em pesquisas como os 'focus groups', você vê pessoas dizendo coisas que não são verdade. É lixo. Nas redes, muitas vezes o consumidor dá respostas sem sequer perceber."
A companhia investe em monitoramento e análise de dados originados do Facebook, Twitter, YouTube, blogs e outras plataformas. Diante da profusão de informações, considera Juszkiewicz, é preciso ter em mente um objetivo claro.
"Temos todo tipo de métrica --o que é bastante útil--, mas as informações não são aprofundadas e podem causar confusão. O valor de uma informação está relacionado ao que você faz com ela."
Atualmente, a Gibson tem 1,6 milhão de fãs no Facebook (o segmento Les Paul tem outro milhão de fãs). No Twitter, são 400 mil seguidores da conta principal da empresa.
Juszkiewicz, que adquiriu a Gibson com outros parceiros em 1986, afirma que a missão da companhia nas redes é desenvolver uma relação de longo prazo. Para isso, diz inspirar-se no fundador da Apple.
"Um dos meus heróis do marketing é Steve Jobs. Ele era muito bom nisso. Sabia desenvolver o produto e, mais do que isso, criar um marketing viral fantástico. Era brilhante."
Gibson foca redes sociais, diz presidente da fábrica de guitarras
Para um produto com faturamento movido a respostas emocionais, nada melhor do que atuar fortemente nas redes sociais. Esta é a visão de Henry Juszkiewicz, 59, presidente e diretor executivo da Gibson Guitar Corporation.
"Cerca de 90% dos nossos investimentos em marketing são direcionados ao relacionamento com os consumidores, e não ao produto em si. Se tivermos o dobro de resultado positivo nos índices de engajamento em relação aos nossos concorrentes, teremos o dobro de sucesso nas vendas --e os números mostram isso", afirmou Juszkiewicz durante o Fórum Mundial de Mídia Social, que acontece nesta semana em Londres.
Para o presidente da empresa de passado centenário, as redes são úteis não apenas para a construção de relacionamento, mas também para a obtenção de informações valiosas.
"Em pesquisas como os 'focus groups', você vê pessoas dizendo coisas que não são verdade. É lixo. Nas redes, muitas vezes o consumidor dá respostas sem sequer perceber."
A companhia investe em monitoramento e análise de dados originados do Facebook, Twitter, YouTube, blogs e outras plataformas. Diante da profusão de informações, considera Juszkiewicz, é preciso ter em mente um objetivo claro.
"Temos todo tipo de métrica --o que é bastante útil--, mas as informações não são aprofundadas e podem causar confusão. O valor de uma informação está relacionado ao que você faz com ela."
Atualmente, a Gibson tem 1,6 milhão de fãs no Facebook (o segmento Les Paul tem outro milhão de fãs). No Twitter, são 400 mil seguidores da conta principal da empresa.
Juszkiewicz, que adquiriu a Gibson com outros parceiros em 1986, afirma que a missão da companhia nas redes é desenvolver uma relação de longo prazo. Para isso, diz inspirar-se no fundador da Apple.
"Um dos meus heróis do marketing é Steve Jobs. Ele era muito bom nisso. Sabia desenvolver o produto e, mais do que isso, criar um marketing viral fantástico. Era brilhante."
"Cerca de 90% dos nossos investimentos em marketing são direcionados ao relacionamento com os consumidores, e não ao produto em si. Se tivermos o dobro de resultado positivo nos índices de engajamento em relação aos nossos concorrentes, teremos o dobro de sucesso nas vendas --e os números mostram isso", afirmou Juszkiewicz durante o Fórum Mundial de Mídia Social, que acontece nesta semana em Londres.
Para o presidente da empresa de passado centenário, as redes são úteis não apenas para a construção de relacionamento, mas também para a obtenção de informações valiosas.
"Em pesquisas como os 'focus groups', você vê pessoas dizendo coisas que não são verdade. É lixo. Nas redes, muitas vezes o consumidor dá respostas sem sequer perceber."
A companhia investe em monitoramento e análise de dados originados do Facebook, Twitter, YouTube, blogs e outras plataformas. Diante da profusão de informações, considera Juszkiewicz, é preciso ter em mente um objetivo claro.
"Temos todo tipo de métrica --o que é bastante útil--, mas as informações não são aprofundadas e podem causar confusão. O valor de uma informação está relacionado ao que você faz com ela."
Atualmente, a Gibson tem 1,6 milhão de fãs no Facebook (o segmento Les Paul tem outro milhão de fãs). No Twitter, são 400 mil seguidores da conta principal da empresa.
Juszkiewicz, que adquiriu a Gibson com outros parceiros em 1986, afirma que a missão da companhia nas redes é desenvolver uma relação de longo prazo. Para isso, diz inspirar-se no fundador da Apple.
"Um dos meus heróis do marketing é Steve Jobs. Ele era muito bom nisso. Sabia desenvolver o produto e, mais do que isso, criar um marketing viral fantástico. Era brilhante."
terça-feira, 27 de março de 2012
Microsoft confisca servidores usados em fraudes on-line
Microsoft declarou-se vitoriosa em seus esforços para combater fraudes on-lines contra bancos, dizendo que havia confiscado diversos servidores utilizados para roubar logins e senhas, interrompendo alguns dos círculos mais sofisticados do cibercrime.
A fabricante de software disse nesta segunda-feira que seu grupo de investigações sobre o cybercrime também tomou medidas legais e técnicas para combater criminosos notórios que infectam computadores com o predominante software maligno conhecido como Zeus.
Ao recrutar computadores em redes conhecidas como botnets, o software Zeus registra a atividade online das máquinas infectadas, fornecendo aos criminosos as credenciais para acessar contas financeiras.
"Nós interrompemos uma fonte crítica de renda para criminosos digitais e ciberladrões, ao mesmo tempo adquirindo informações importantes para ajudar a identificar os responsáveis e melhor proteger vítimas", disse Richard Boscovich, advogado-sênior para a Unidade de Crimes Digitais da Microsoft, que administrou a investigação em colaboração com a indústria financeira.
A Unidade de Crimes Digitais da Microsoft é um grupo mundial de investigadores, advogados, analistas e outros especialistas que combatem o cibercrime. Há um ano eles ajudaram autoridades dos Estados Unidos a eliminar uma botnet conhecida como Rustock que era uma das maiores produtoras de email spam. Alguns especialistas em segurança estimam que em seu apogeu, a Rustock foi responsável por metade do spam em caixas de lixo de emails.
A empresa disse que as manobras anunciadas nesta segunda-feira não haviam acertado o golpe fatal no Zeus, que ainda está disponível para download em sites frequentados por hackers criminais. Ele é usado para administrar muitas botnets, incluindo algumas que não foram impactadas pelas ações da Microsoft.
A fabricante de software disse nesta segunda-feira que seu grupo de investigações sobre o cybercrime também tomou medidas legais e técnicas para combater criminosos notórios que infectam computadores com o predominante software maligno conhecido como Zeus.
Ao recrutar computadores em redes conhecidas como botnets, o software Zeus registra a atividade online das máquinas infectadas, fornecendo aos criminosos as credenciais para acessar contas financeiras.
"Nós interrompemos uma fonte crítica de renda para criminosos digitais e ciberladrões, ao mesmo tempo adquirindo informações importantes para ajudar a identificar os responsáveis e melhor proteger vítimas", disse Richard Boscovich, advogado-sênior para a Unidade de Crimes Digitais da Microsoft, que administrou a investigação em colaboração com a indústria financeira.
A Unidade de Crimes Digitais da Microsoft é um grupo mundial de investigadores, advogados, analistas e outros especialistas que combatem o cibercrime. Há um ano eles ajudaram autoridades dos Estados Unidos a eliminar uma botnet conhecida como Rustock que era uma das maiores produtoras de email spam. Alguns especialistas em segurança estimam que em seu apogeu, a Rustock foi responsável por metade do spam em caixas de lixo de emails.
A empresa disse que as manobras anunciadas nesta segunda-feira não haviam acertado o golpe fatal no Zeus, que ainda está disponível para download em sites frequentados por hackers criminais. Ele é usado para administrar muitas botnets, incluindo algumas que não foram impactadas pelas ações da Microsoft.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Empresa que criou o “Angry Birds” quer ser maior que a Disney
megalomania da Rovio, empresa que criou o viciante joguinho “Angry Birds”, parece não ter limites.
Em outubro do ano passado entrevistei um executivo da empresa, que disse que o público do game inclui “todas as pessoas de 2 a 90 anos” e que além de games móveis, a Rovio pretendia lançar filmes, jogos para consoles, livros (!), histórias em quadrinhos, bichos de pelúcia, roupas, brinquedos e por aí vai… Tudo envolvendo a marca.
Nesta sexta-feira (23), Peter Vesterbacka, chefe de marketing da companhia, disse que “a Rovio será maior que a Disney” e acrescentou mais um (grande) item à lista de produtos
Angry Birds: parques temáticos.
Os parques unirão o mundo virtual e real, como diz o vídeo, com salas de computadores e brinquedos tradicionais ao ar livre, como escorregadores e balanços. Será que dá certo?
Até o último jogo da série, o Angry Birds Space, tem areas grandiosos: os passarinhos raivosos entram em combate com os porcos verdes malignos no espaço sideral -o game foi desenvolvido em colaboração com a agência espacial norte-americana, a NASA.
Em outubro do ano passado entrevistei um executivo da empresa, que disse que o público do game inclui “todas as pessoas de 2 a 90 anos” e que além de games móveis, a Rovio pretendia lançar filmes, jogos para consoles, livros (!), histórias em quadrinhos, bichos de pelúcia, roupas, brinquedos e por aí vai… Tudo envolvendo a marca.
Nesta sexta-feira (23), Peter Vesterbacka, chefe de marketing da companhia, disse que “a Rovio será maior que a Disney” e acrescentou mais um (grande) item à lista de produtos
Angry Birds: parques temáticos.
Os parques unirão o mundo virtual e real, como diz o vídeo, com salas de computadores e brinquedos tradicionais ao ar livre, como escorregadores e balanços. Será que dá certo?
Até o último jogo da série, o Angry Birds Space, tem areas grandiosos: os passarinhos raivosos entram em combate com os porcos verdes malignos no espaço sideral -o game foi desenvolvido em colaboração com a agência espacial norte-americana, a NASA.
domingo, 25 de março de 2012
Empresa que criou o “Angry Birds” quer ser maior que a Disney
megalomania da Rovio, empresa que criou o viciante joguinho “Angry Birds”, parece não ter limites.
Em outubro do ano passado entrevistei um executivo da empresa, que disse que o público do game inclui “todas as pessoas de 2 a 90 anos” e que além de games móveis, a Rovio pretendia lançar filmes, jogos para consoles, livros (!), histórias em quadrinhos, bichos de pelúcia, roupas, brinquedos e por aí vai… Tudo envolvendo a marca.
Nesta sexta-feira (23), Peter Vesterbacka, chefe de marketing da companhia, disse que “a Rovio será maior que a Disney” e acrescentou mais um (grande) item à lista de produtos
Angry Birds: parques temáticos.
Os parques unirão o mundo virtual e real, como diz o vídeo, com salas de computadores e brinquedos tradicionais ao ar livre, como escorregadores e balanços. Será que dá certo?
Até o último jogo da série, o Angry Birds Space, tem areas grandiosos: os passarinhos raivosos entram em combate com os porcos verdes malignos no espaço sideral -o game foi desenvolvido em colaboração com a intel agência espacial norte-americana, a NASA
Em outubro do ano passado entrevistei um executivo da empresa, que disse que o público do game inclui “todas as pessoas de 2 a 90 anos” e que além de games móveis, a Rovio pretendia lançar filmes, jogos para consoles, livros (!), histórias em quadrinhos, bichos de pelúcia, roupas, brinquedos e por aí vai… Tudo envolvendo a marca.
Nesta sexta-feira (23), Peter Vesterbacka, chefe de marketing da companhia, disse que “a Rovio será maior que a Disney” e acrescentou mais um (grande) item à lista de produtos
Angry Birds: parques temáticos.
Os parques unirão o mundo virtual e real, como diz o vídeo, com salas de computadores e brinquedos tradicionais ao ar livre, como escorregadores e balanços. Será que dá certo?
Até o último jogo da série, o Angry Birds Space, tem areas grandiosos: os passarinhos raivosos entram em combate com os porcos verdes malignos no espaço sideral -o game foi desenvolvido em colaboração com a intel agência espacial norte-americana, a NASA
sábado, 24 de março de 2012
Pesquisadores criam dispositivo invisível a campos magnéticos
Pesquisadores europeus anunciaram a criação de um dispositivo invisível a campos magnéticos estáticos, o que pode ter aplicações práticas na área militar e médica.
Esse avanço consiste na criação de campos magnéticos estáticos gerados por um imã permanente ou por uma bobina atravessada por uma corrente elétrica contínua.
Os campos magnéticos não conseguem "ver" o que há dentro do cilindro, como mostra ilustração
Os campos eletromagnéticos já são utilizados em imagens médicas de ressonância magnética e em muitos sistemas de segurança, como os dos aeroportos.
O dispositivo inventado por Fedor Gomory e colegas da Eslováquia e da Espanha, descrito em uma pesquisa divulgada na edição desta sexta-feira da revista científica "Science", fala de um cilindro com duas camadas concêntricas.
Enquanto a camada interna é feita de um material supercondutor que repele os campos magnéticos, a camada externa é composta por um material ferromagnético que os atrai.
Situado no campo magnético, o cilindro não o perturba e não mostra sombra, nem reflexo.
Portanto, um objeto situado em seu interior não pode ser detectado magneticamente e fica "insensível" ao campo magnético no qual se encontra, explica o co-autor do estudo, Alvaro Sánchez, da Universidade Autônoma de Barcelona, que utiliza o termo "invisibilidade".
"Há muitas aplicações, para carros, barcos ou submarinos", afirma. Sánchez explica que o dispositivo pode ser utilizado para pacientes com marcapasso, sensível às ondas eletromagnéticas, e que precisem de uma imagem de ressonância magnética de um joelho ou de outra parte do corpo, de forma que o resultado não seja distorcido.
Como é fabricado com materiais comercialmente disponíveis e opera sob campos magnéticos relativamente fortes e temperaturas relativamente quentes, o dispositivo pode ser posto em funcionamento facilmente, explicam os autores.
"Para o submarino, é possível fazer uma camada ao redor do mesmo que o converteria em indetectável magneticamente", disse Sánchez.
"Também poderia ser utilizado para proteger os equipamentos (militares e médicos) contra alterações eletromagnéticas", acrescentou.
Esse avanço consiste na criação de campos magnéticos estáticos gerados por um imã permanente ou por uma bobina atravessada por uma corrente elétrica contínua.
Os campos magnéticos não conseguem "ver" o que há dentro do cilindro, como mostra ilustração
Os campos eletromagnéticos já são utilizados em imagens médicas de ressonância magnética e em muitos sistemas de segurança, como os dos aeroportos.
O dispositivo inventado por Fedor Gomory e colegas da Eslováquia e da Espanha, descrito em uma pesquisa divulgada na edição desta sexta-feira da revista científica "Science", fala de um cilindro com duas camadas concêntricas.
Enquanto a camada interna é feita de um material supercondutor que repele os campos magnéticos, a camada externa é composta por um material ferromagnético que os atrai.
Situado no campo magnético, o cilindro não o perturba e não mostra sombra, nem reflexo.
Portanto, um objeto situado em seu interior não pode ser detectado magneticamente e fica "insensível" ao campo magnético no qual se encontra, explica o co-autor do estudo, Alvaro Sánchez, da Universidade Autônoma de Barcelona, que utiliza o termo "invisibilidade".
"Há muitas aplicações, para carros, barcos ou submarinos", afirma. Sánchez explica que o dispositivo pode ser utilizado para pacientes com marcapasso, sensível às ondas eletromagnéticas, e que precisem de uma imagem de ressonância magnética de um joelho ou de outra parte do corpo, de forma que o resultado não seja distorcido.
Como é fabricado com materiais comercialmente disponíveis e opera sob campos magnéticos relativamente fortes e temperaturas relativamente quentes, o dispositivo pode ser posto em funcionamento facilmente, explicam os autores.
"Para o submarino, é possível fazer uma camada ao redor do mesmo que o converteria em indetectável magneticamente", disse Sánchez.
"Também poderia ser utilizado para proteger os equipamentos (militares e médicos) contra alterações eletromagnéticas", acrescentou.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Facebook compra 750 patentes da IBM
O Facebook adquiriu centenas de patentes da IBM, em um esforço para ampliar seu portfólio de propriedade intelectual pouco após um processo do Yahoo!.
As 750 patentes da IBM abrangem um amplo espectro de tecnologia, de ferramentas de busca a semicondutores, de acordo com uma fonte próxima ao assunto. Uma porta-voz do Facebook disse que a empresa não tinha comentários sobre a questão, e um representante da IBM não pode ser imediatamente contatado.
O Yahoo! processou o Facebook no início deste mês, acusando a rede social de infringir dez patentes, incluindo várias relacionadas a tecnologia de anúncios digitais.
Justin Sullivan - 22.set.11/France-Presse
Uma defesa comum utilizada por empresas acusadas de infringir patentes é ameaçar um contraprocesso utilizando-se de suas próprias patentes. Mas o Yahoo! possui muito mais patentes do que o Facebook. Antes da transação da IBM, o Yahoo! tinha mais de 3.300 patentes e aplicações de patentes publicadas, de acordo com um banco de dados do governo dos Estados Unidos.
O Facebook havia registrado 56 patentes e 503 aplicações até 31 de dezembro, disse a empresa num documento registrado na Securities and Exchange Comission, regulador do mercado de capitais do país.
O Facebook, maior serviço de redes sociais do mundo, está preparando uma oferta pública inicial que poderia valorar a empresa em até US$ 100 bilhões.
Não está claro quanto o Facebook pagou pelas patentes da IBM, mas empresas de tecnologia que buscam ampliar seus portfólios elevaram os preços de propriedade intelectual. O Google concordou em comprar a Motorola Mobility no último verão por US$ 12,5 bilhões e disse que as patentes da empresa eram um dos maiores atrativos.
O acordo surge após a Nortel Networks vender cerca de 6.000 patentes a um consórcio liderado pela Apple por US$ 4,5 bilhões, após o Google abrir mão de sua oferta.
As 750 patentes da IBM abrangem um amplo espectro de tecnologia, de ferramentas de busca a semicondutores, de acordo com uma fonte próxima ao assunto. Uma porta-voz do Facebook disse que a empresa não tinha comentários sobre a questão, e um representante da IBM não pode ser imediatamente contatado.
O Yahoo! processou o Facebook no início deste mês, acusando a rede social de infringir dez patentes, incluindo várias relacionadas a tecnologia de anúncios digitais.
Justin Sullivan - 22.set.11/France-Presse
Uma defesa comum utilizada por empresas acusadas de infringir patentes é ameaçar um contraprocesso utilizando-se de suas próprias patentes. Mas o Yahoo! possui muito mais patentes do que o Facebook. Antes da transação da IBM, o Yahoo! tinha mais de 3.300 patentes e aplicações de patentes publicadas, de acordo com um banco de dados do governo dos Estados Unidos.
O Facebook havia registrado 56 patentes e 503 aplicações até 31 de dezembro, disse a empresa num documento registrado na Securities and Exchange Comission, regulador do mercado de capitais do país.
O Facebook, maior serviço de redes sociais do mundo, está preparando uma oferta pública inicial que poderia valorar a empresa em até US$ 100 bilhões.
Não está claro quanto o Facebook pagou pelas patentes da IBM, mas empresas de tecnologia que buscam ampliar seus portfólios elevaram os preços de propriedade intelectual. O Google concordou em comprar a Motorola Mobility no último verão por US$ 12,5 bilhões e disse que as patentes da empresa eram um dos maiores atrativos.
O acordo surge após a Nortel Networks vender cerca de 6.000 patentes a um consórcio liderado pela Apple por US$ 4,5 bilhões, após o Google abrir mão de sua oferta.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Conexão à internet em Londres deve ficar mais lenta durante Olimpíada
A velocidade das conexões de internet em Londres durante os Jogos Olímpicos será afetada devido à grande demanda de transmissão de dados na região, informou nesta quarta-feira (21) a rede britânica BBC.
Os responsáveis pelo evento já alertaram várias empresas para se preparar para um serviço mais lento, além de falhas de conexão durante o período dos Jogos, entre 27 de julho e 12 de agosto.
A Ispa (Associação dos Provedores de Serviços da Internet) do Reino Unido admitiu que as empresas terão a velocidade da conexão banda larga reduzida caso permitam que seus funcionários acompanhem as competições em "streaming" no trabalho.
"A velocidade de conexão de uma pequena ou média empresa não permite aos funcionários ver os Jogos Olímpicos ao vivo pela internet a partir da mesa de trabalho", destacou James Blessing, membro da Ispa.
Um porta-voz da empresa de telefonia celular britânica Vodafone disse que será difícil dar conta da grande demanda de dados móveis que haverá durante os Jogos.
Segundo o porta-voz, o congestionamento da internet durante os 17 dias que duram os Jogos Olímpicos "será equivalente ao que haveria se a Inglaterra ganhasse a final da Copa do Mundo na noite do dia 24 de dezembro".
Para evitar o caos on-line em Londres, a British Telecom está instalando 25 transmissores ao redor dos 500 hectares do Parque Olímpico, garantindo uma boa conexão ao menos a quem estiver presente nos eventos esportivos.
Outras empresas de telefonia, como a O2, anunciaram investimentos de mais de £ 50 milhões (cerca de R$ 144 milhões) em projetos relacionados aos Jogos Olímpicos.
Os responsáveis pelo evento já alertaram várias empresas para se preparar para um serviço mais lento, além de falhas de conexão durante o período dos Jogos, entre 27 de julho e 12 de agosto.
A Ispa (Associação dos Provedores de Serviços da Internet) do Reino Unido admitiu que as empresas terão a velocidade da conexão banda larga reduzida caso permitam que seus funcionários acompanhem as competições em "streaming" no trabalho.
"A velocidade de conexão de uma pequena ou média empresa não permite aos funcionários ver os Jogos Olímpicos ao vivo pela internet a partir da mesa de trabalho", destacou James Blessing, membro da Ispa.
Um porta-voz da empresa de telefonia celular britânica Vodafone disse que será difícil dar conta da grande demanda de dados móveis que haverá durante os Jogos.
Segundo o porta-voz, o congestionamento da internet durante os 17 dias que duram os Jogos Olímpicos "será equivalente ao que haveria se a Inglaterra ganhasse a final da Copa do Mundo na noite do dia 24 de dezembro".
Para evitar o caos on-line em Londres, a British Telecom está instalando 25 transmissores ao redor dos 500 hectares do Parque Olímpico, garantindo uma boa conexão ao menos a quem estiver presente nos eventos esportivos.
Outras empresas de telefonia, como a O2, anunciaram investimentos de mais de £ 50 milhões (cerca de R$ 144 milhões) em projetos relacionados aos Jogos Olímpicos.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Uso de banda larga móvel dobra no Brasil
Em 2011, o uso de banda larga móvel no Brasil teve crescimento de quase 100% --foram 41,1 milhões de acessos, ante 20,6 milhões em 2010, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela Huawei e pela consultoria de telecomunicações Teleco.
O crescimento é bem maior do que a média mundial, de 26,2%, de acordo com a UIT (União Internacional de Telecomunicações).
Em janeiro, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) uniformizou os critérios para contabilizar os acessos por meio de telefones celulares e modems entre as operadoras, o que levou a um crescimento de 4 milhões no número de acessos à banda larga móvel no país, afirmou Eduardo Tude, presidente da Teleco.
Segundo o estudo, 84% da população brasileira vive em áreas cobertas por banda larga móvel --um aumento de 15,7% em relação a 2010.
O número de municípios no Brasil com acesso à internet rápida móvel chegou a 48,6% no ano passado. Em 2010, eram 23,4%.
A Teleco estima que, neste ano, os acessos à banda larga cheguem a 73 milhões no Brasil, número que deve subir para 124 milhões em 2014.
Hoje, no país, 20,9% das receitas das operadoras provêm de serviços de dados, número menor do que a média no Japão (cerca de 50%), nos EUA (aproximadamente 40%) e na Europa (por volta de 30%).
Ainda de acordo com o "Balanço Huawei da Banda Larga 2011", a banda larga fixa cresceu 19,6% no Brasil em 2011, passando de 13,8 milhões de acessos, em 2010, para 16,5 milhões em 2011.
No ano passado, a porcentagem de municípios brasileiros com disponibilidade de banda larga fixa chegou a 99,8%, ante 81,1% em 2010, segundo o estudo.
O crescimento é bem maior do que a média mundial, de 26,2%, de acordo com a UIT (União Internacional de Telecomunicações).
Em janeiro, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) uniformizou os critérios para contabilizar os acessos por meio de telefones celulares e modems entre as operadoras, o que levou a um crescimento de 4 milhões no número de acessos à banda larga móvel no país, afirmou Eduardo Tude, presidente da Teleco.
Segundo o estudo, 84% da população brasileira vive em áreas cobertas por banda larga móvel --um aumento de 15,7% em relação a 2010.
O número de municípios no Brasil com acesso à internet rápida móvel chegou a 48,6% no ano passado. Em 2010, eram 23,4%.
A Teleco estima que, neste ano, os acessos à banda larga cheguem a 73 milhões no Brasil, número que deve subir para 124 milhões em 2014.
Hoje, no país, 20,9% das receitas das operadoras provêm de serviços de dados, número menor do que a média no Japão (cerca de 50%), nos EUA (aproximadamente 40%) e na Europa (por volta de 30%).
Ainda de acordo com o "Balanço Huawei da Banda Larga 2011", a banda larga fixa cresceu 19,6% no Brasil em 2011, passando de 13,8 milhões de acessos, em 2010, para 16,5 milhões em 2011.
No ano passado, a porcentagem de municípios brasileiros com disponibilidade de banda larga fixa chegou a 99,8%, ante 81,1% em 2010, segundo o estudo.
terça-feira, 20 de março de 2012
Tarifas bancárias caem 11,67% em 2011, indica STAR
Das 29 tarifas mais utilizadas pelos consumidores de serviços bancários, 17 permaneceram inalteradas, 10 reajustadas e 2 registraram queda em 2011. As tarifas para serviços como cadastro de novo cliente, cartões de débito e poupança, cheques, saques, depósitos, extratos e transferências, caíram 11,67%. Os dados são do Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros – STAR, da Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN. O STAR é um serviço gratuito disponível no site www.febraban-star.com.br, que possibilita a comparação dos preços das tarifas individuais e de pacotes de serviços.
As tarifas que apresentaram variação nula (0%) de janeiro a dezembro do ano passado foram: confecção de cadastro para novo cliente; fornecimento de 2ª via de cartão com função de débito e poupança; contra ordem e sustação de cheque; folhas de cheque; cheque administrativo; cheque visado; saque de conta corrente ou poupança via correspondente não bancário; depósito identificado; consulta de extrato mensal de conta corrente ou poupança para um período específico via correspondente não bancário; fornecimento do extrato mensal de conta corrente e poupança via correspondente não bancário; transferência de valores (DOC/TED) e transferência agendada feita pessoalmente, pelo caixa eletrônico e internet.
Para transferir contas dentro da mesma instituição financeira, a tarifa caiu 14,53% em 2011. A mesma transferência realizada pelo caixa eletrônico ou meios eletrônicos, como a internet, apresentou queda de 12,16%.
A quase totalidade das tarifas que sofreram reajuste no ano passado ficou abaixo da inflação de 2011 medida pelo IPCA, de 6,5%. Somente o fornecimento presencial do extrato mensal de conta corrente e poupança teve uma majoração acima deste índice, de 7,19%, mas os valores foram reajustados por três grandes bancos após permanecerem estáveis em 2008, 2009 e 2010.
Sobre o STAR
Lançado em 2007, o STAR - Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da FEBRABAN registrou 2,7 milhões de consultas em 2011. O sistema foi criado para levar transparência e comparabilidade aos consumidores sobre as tarifas de serviços bancários. Por meio do STAR é possível comparar tarifas específicas e também os pacotes oferecidos por 14 bancos: Bradesco, Citibank, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Banrisul, Indusval, Itaú-Unibanco, Mercantil do Brasil, Safra, Santander, Banestes, BRB, Caixa Econômica Federal e HSBC. A pesquisa de pacotes pode ser feita por valores (de R$ 5 a R$ 10, por exemplo) e por palavras-chave, tais como “especial”, “simples” ou “básico”, denominações comuns nos pacotes de tarifas.
A introdução de 71 pacotes oferecidos pelos maiores bancos do País fez a procura pelo Sistema de Divulgação de Tarifas e Serviços Financeiros da FEBRABAN, o Star, crescer mais de 300% em 2010. Ao todo, foram 527 mil acessos, ante 125 mil no mesmo período de 2009. Considerando o prazo de um ano, o total de consultas chegou a 2,7 milhões, um recorde.
As tarifas que apresentaram variação nula (0%) de janeiro a dezembro do ano passado foram: confecção de cadastro para novo cliente; fornecimento de 2ª via de cartão com função de débito e poupança; contra ordem e sustação de cheque; folhas de cheque; cheque administrativo; cheque visado; saque de conta corrente ou poupança via correspondente não bancário; depósito identificado; consulta de extrato mensal de conta corrente ou poupança para um período específico via correspondente não bancário; fornecimento do extrato mensal de conta corrente e poupança via correspondente não bancário; transferência de valores (DOC/TED) e transferência agendada feita pessoalmente, pelo caixa eletrônico e internet.
Para transferir contas dentro da mesma instituição financeira, a tarifa caiu 14,53% em 2011. A mesma transferência realizada pelo caixa eletrônico ou meios eletrônicos, como a internet, apresentou queda de 12,16%.
A quase totalidade das tarifas que sofreram reajuste no ano passado ficou abaixo da inflação de 2011 medida pelo IPCA, de 6,5%. Somente o fornecimento presencial do extrato mensal de conta corrente e poupança teve uma majoração acima deste índice, de 7,19%, mas os valores foram reajustados por três grandes bancos após permanecerem estáveis em 2008, 2009 e 2010.
Sobre o STAR
Lançado em 2007, o STAR - Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros da FEBRABAN registrou 2,7 milhões de consultas em 2011. O sistema foi criado para levar transparência e comparabilidade aos consumidores sobre as tarifas de serviços bancários. Por meio do STAR é possível comparar tarifas específicas e também os pacotes oferecidos por 14 bancos: Bradesco, Citibank, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Banrisul, Indusval, Itaú-Unibanco, Mercantil do Brasil, Safra, Santander, Banestes, BRB, Caixa Econômica Federal e HSBC. A pesquisa de pacotes pode ser feita por valores (de R$ 5 a R$ 10, por exemplo) e por palavras-chave, tais como “especial”, “simples” ou “básico”, denominações comuns nos pacotes de tarifas.
A introdução de 71 pacotes oferecidos pelos maiores bancos do País fez a procura pelo Sistema de Divulgação de Tarifas e Serviços Financeiros da FEBRABAN, o Star, crescer mais de 300% em 2010. Ao todo, foram 527 mil acessos, ante 125 mil no mesmo período de 2009. Considerando o prazo de um ano, o total de consultas chegou a 2,7 milhões, um recorde.
Rádio se retrata de programa com informações falsas sobre fábrica do iPhone
programa de rádio dos EUA "This American Life" se retratou de um episódio crítico das condições de trabalho em uma fábrica chinesa que produz iPhones e iPads para a Apple, afirmando que ele continha "fabricações diversas".
A edição desta sexta-feira (16) à noite do programa, que é produzido pela estação de rádio WBEZ, de Chicago, e distribuído pela Public Radio International, detalhou erros na história que descreveu as condições de trabalho em uma fábrica da Foxconn em Shenzhen, China.
O episódio retratado, que foi ao ar em 6 de janeiro, baseou algumas das suas informações em um monólogo teatral do ator Mike Daisey, "A Agonia e o Êxtase de Steve Jobs".
Stan Barouh/Associated Press
Mike Daisey em sua peça sobre a Apple e Steve Jobs
"Daisey mentiu para mim e para o produtor do 'This American Life', Brian Reed", afirmou Ira Glass, apresentador do programa e produtor-executivo, em um comunicado enviado por e-mail.
Rob Schmitz, correspondente do "Marketplace", da American Public Media, contatou a intérprete chinês de Daisey, Li Guiden, que refutou boa parte do que o ator vinha dizendo ao público desde 2010 e o que ele afirmou no programa de rádio, disse o comunicado.
A Apple alertou os produtores sobre o programa antes de ele ir ao ar, de acordo com uma fonte com conhecimento da conversa.
A Apple foi contatada enquanto o show estava sendo compartilhar pesquisado e negou as suas alegações, inclusive que trabalhadores tenham sido envenenados em uma linha de montagem do iPhone por um produto químico chamado n-hexano, disse a fonte.
A Apple não comentou publicamente o assunto.
Dizendo "o que eu faço não é jornalismo", Daisey defendeu seu trabalho em seu blog : "Meu show é uma peça teatral cujo objetivo é criar uma ligação humana entre nossos aparelhos lindos e as circunstâncias brutais de onde eles emergem."
Daisey diz que lamenta ter pemitido que o "This American Life" tenha colocado no ar um trecho de seu monólogo.
A edição desta sexta-feira (16) à noite do programa, que é produzido pela estação de rádio WBEZ, de Chicago, e distribuído pela Public Radio International, detalhou erros na história que descreveu as condições de trabalho em uma fábrica da Foxconn em Shenzhen, China.
O episódio retratado, que foi ao ar em 6 de janeiro, baseou algumas das suas informações em um monólogo teatral do ator Mike Daisey, "A Agonia e o Êxtase de Steve Jobs".
Stan Barouh/Associated Press
Mike Daisey em sua peça sobre a Apple e Steve Jobs
"Daisey mentiu para mim e para o produtor do 'This American Life', Brian Reed", afirmou Ira Glass, apresentador do programa e produtor-executivo, em um comunicado enviado por e-mail.
Rob Schmitz, correspondente do "Marketplace", da American Public Media, contatou a intérprete chinês de Daisey, Li Guiden, que refutou boa parte do que o ator vinha dizendo ao público desde 2010 e o que ele afirmou no programa de rádio, disse o comunicado.
A Apple alertou os produtores sobre o programa antes de ele ir ao ar, de acordo com uma fonte com conhecimento da conversa.
A Apple foi contatada enquanto o show estava sendo compartilhar pesquisado e negou as suas alegações, inclusive que trabalhadores tenham sido envenenados em uma linha de montagem do iPhone por um produto químico chamado n-hexano, disse a fonte.
A Apple não comentou publicamente o assunto.
Dizendo "o que eu faço não é jornalismo", Daisey defendeu seu trabalho em seu blog : "Meu show é uma peça teatral cujo objetivo é criar uma ligação humana entre nossos aparelhos lindos e as circunstâncias brutais de onde eles emergem."
Daisey diz que lamenta ter pemitido que o "This American Life" tenha colocado no ar um trecho de seu monólogo.
Microsoft diz que não vai lançar um novo intel console economico Xbox tão cedo.
Jogadores de videogame esperavam que a empresa revelasse um novo modelo em junho na E3, grande conferência anual em Los Angeles onde fabricantes e desenvolvedores exibem novos aparelhos e títulos.
A Microsoft disse na segunda (19) que não discutirá novo hardware de Xbox no evento. Em vez disso, planeja focar em games, música e outros conteúdos de entretenimento para o Xbox 360, que foi lançado em 2005.
A Nintendo mostrará o Wii U, sucessor do Wii. Diferentemente do Xbox 360 e do PlayStation 3, o atual Wii não oferece gráficos em alta definição, por isso precisa mais do que os outros de uma atualização.
Jogadores de videogame esperavam que a empresa revelasse um novo modelo em junho na E3, grande conferência anual em Los Angeles onde fabricantes e desenvolvedores exibem novos aparelhos e títulos.
A Microsoft disse na segunda (19) que não discutirá novo hardware de Xbox no evento. Em vez disso, planeja focar em games, música e outros conteúdos de entretenimento para o Xbox 360, que foi lançado em 2005.
A Nintendo mostrará o Wii U, sucessor do Wii. Diferentemente do Xbox 360 e do PlayStation 3, o atual Wii não oferece gráficos em alta definição, por isso precisa mais do que os outros de uma atualização.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Vendas de smartphone vão crescer 73% em 2012
As lojas brasileiras venderão 29 smartphones por minuto neste ano, segundo projeção da IDC antecipada à Folha. Em 2011, foram 17.
Enquanto 8,9 milhões de aparelhos foram comercializados em 2011, as vendas devem chegar a 15,4 milhões de unidades neste ano, diz a IDC. Um aumento de 73%.
A forte difusão dos smartphones no país é impulsionada por três fatores.
Os fabricantes entram com a ampliação do portfólio de celulares inteligentes -focando modelos mais baratos. Depois de cair 20% no ano passado, o preço deve ficar 6% menor em 2012.
As operadoras de telefonia contribuem com o lançamento de serviços voltados para a internet, como pacotes de dados até mesmo para celulares pré-pagos.
A afinidade do consumidor brasileiro com tecnologia completa o cenário, diz Bruno Freitas, analista sênior da IDC para smartphones.
As vendas crescentes alçarão o Brasil à quarta posição global em 2016, desbancando o Reino Unido.
A Índia também se tornará um dos cinco principais mercados de celulares inteligentes nos próximos quatro anos. O país passará a região do Oriente Médio e África, ocupando o 10° lugar em 2012.
A IDC considera smartphone somente os celulares com sistema operacional.
Os aparelhos que rodam Android continuam líderes no mercado brasileiro, com mais de 50% de participação. A IDC não revela a participação de dispositivos, como iPhone ou Blackberry.
EMERGENTES
A principal mudança em 2012, no entanto, caberá à China. O país asiático encabeçará o ranking, superando os EUA, diz a IDC.
"Não há volta para essa mudança na liderança", disse em nota Wong Teck Zhung, analista sênior da IDC para Ásia e Pacífico.
A virada chinesa é fruto da proliferação de celulares inteligentes a baixo custo (menos de US$ 200), promovida pelas gigantes Huawei, ZTE e Lenovo. Soma-se a isso o enorme mercado consumidor da China.
Os países emergentes liderarão o crescimento do mercado de smartphones nos próximos anos, afirma a IDC.
A trinca Brasil, China e Índia vai saltar da atual participação de 22,2% do consumo global para 34,2% em 2016.
Para isso, terão de adotar medidas para diminuir os altos preços dos aparelhos e dos pacotes de dados.
Enquanto 8,9 milhões de aparelhos foram comercializados em 2011, as vendas devem chegar a 15,4 milhões de unidades neste ano, diz a IDC. Um aumento de 73%.
A forte difusão dos smartphones no país é impulsionada por três fatores.
Os fabricantes entram com a ampliação do portfólio de celulares inteligentes -focando modelos mais baratos. Depois de cair 20% no ano passado, o preço deve ficar 6% menor em 2012.
As operadoras de telefonia contribuem com o lançamento de serviços voltados para a internet, como pacotes de dados até mesmo para celulares pré-pagos.
A afinidade do consumidor brasileiro com tecnologia completa o cenário, diz Bruno Freitas, analista sênior da IDC para smartphones.
As vendas crescentes alçarão o Brasil à quarta posição global em 2016, desbancando o Reino Unido.
A Índia também se tornará um dos cinco principais mercados de celulares inteligentes nos próximos quatro anos. O país passará a região do Oriente Médio e África, ocupando o 10° lugar em 2012.
A IDC considera smartphone somente os celulares com sistema operacional.
Os aparelhos que rodam Android continuam líderes no mercado brasileiro, com mais de 50% de participação. A IDC não revela a participação de dispositivos, como iPhone ou Blackberry.
EMERGENTES
A principal mudança em 2012, no entanto, caberá à China. O país asiático encabeçará o ranking, superando os EUA, diz a IDC.
"Não há volta para essa mudança na liderança", disse em nota Wong Teck Zhung, analista sênior da IDC para Ásia e Pacífico.
A virada chinesa é fruto da proliferação de celulares inteligentes a baixo custo (menos de US$ 200), promovida pelas gigantes Huawei, ZTE e Lenovo. Soma-se a isso o enorme mercado consumidor da China.
Os países emergentes liderarão o crescimento do mercado de smartphones nos próximos anos, afirma a IDC.
A trinca Brasil, China e Índia vai saltar da atual participação de 22,2% do consumo global para 34,2% em 2016.
Para isso, terão de adotar medidas para diminuir os altos preços dos aparelhos e dos pacotes de dados.
sábado, 17 de março de 2012
China coloca em vigor registro obrigatório para microblogueiros
Sob uma chuva de críticas nas redes sociais, a China passou a exigir nesta sexta-feira que dezenas de milhões de microblogueiros informem o nome e a cédula de identidade antes de publicar.
Inicialmente, a medida vale para os sites de microblogs (weibo, no termo em mandarim) com sede em Pequim.
Um deles é o Sina, o mais popular do país. Ao meio-dia de ontem, o site informou que apenas 19 milhões dos mais de 300 milhões de usuários haviam se registrado com as novas regras. Os que não o fizeram podem ler, mas ficam impedidos de postar.
O Twitter está bloqueado na China, mas as redes sociais locais são bastante populares e servem como o principal termômetro da opinião pública do país.
O governo chinês afirma que a medida evitará a disseminação de rumores. Além disso, terá mais instrumentos para vigiar críticos do regime, cada vez mais reprimidos ao longo dos últimos meses.
Na internet, a maioria das centenas de milhares de comentários sobre o assunto criticava as novas regras.
"Os usuários ainda têm coragem de falar o que querem? Vou ter saudade dos bons comentários. Agora, chega uma era viciada no registro verdadeiro. A única exceção é o registro das propriedades dos oficiais de governo", escreveu o microblogueiro Xu Xin.
"Essa política reflete melhor a liberdade de expressão e, em certo grau, purifica o ambiente da weibo", afirmou o usuário Wang Yong.
A censura chinesa prioriza principalmente temas políticos, aponta um levantamento recente da Universidade Carnegie Mellon (EUA) com 57 milhões de mensagens. A maioria dos posts apagados mencionava os dissidentes Ai Weiwei e Liu Xiaobo, Falun Gong movimento religioso banido pelo governo, e convocações de protestos, entre outros assuntos politizados.
Inicialmente, a medida vale para os sites de microblogs (weibo, no termo em mandarim) com sede em Pequim.
Um deles é o Sina, o mais popular do país. Ao meio-dia de ontem, o site informou que apenas 19 milhões dos mais de 300 milhões de usuários haviam se registrado com as novas regras. Os que não o fizeram podem ler, mas ficam impedidos de postar.
O Twitter está bloqueado na China, mas as redes sociais locais são bastante populares e servem como o principal termômetro da opinião pública do país.
O governo chinês afirma que a medida evitará a disseminação de rumores. Além disso, terá mais instrumentos para vigiar críticos do regime, cada vez mais reprimidos ao longo dos últimos meses.
Na internet, a maioria das centenas de milhares de comentários sobre o assunto criticava as novas regras.
"Os usuários ainda têm coragem de falar o que querem? Vou ter saudade dos bons comentários. Agora, chega uma era viciada no registro verdadeiro. A única exceção é o registro das propriedades dos oficiais de governo", escreveu o microblogueiro Xu Xin.
"Essa política reflete melhor a liberdade de expressão e, em certo grau, purifica o ambiente da weibo", afirmou o usuário Wang Yong.
A censura chinesa prioriza principalmente temas políticos, aponta um levantamento recente da Universidade Carnegie Mellon (EUA) com 57 milhões de mensagens. A maioria dos posts apagados mencionava os dissidentes Ai Weiwei e Liu Xiaobo, Falun Gong movimento religioso banido pelo governo, e convocações de protestos, entre outros assuntos politizados.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Rio testa sistema pioneiro de tecnologia em centros urbanos
Perto da praia de Copacabana há uma sala de controle que parece algo saído diretamente da Nasa, a agência espacial americana.
Funcionários municipais, trajando macacões brancos, trabalham sem alarde diante de uma parede gigante com muitas telas --uma espécie de Rio virtual em tempo real. Imagens de vídeo chegam constantemente de estações de metrô e de cruzamentos importantes. Um programa de meteorologia traça previsões de chuva em vários pontos da cidade. Um mapa se ilumina para apontar os locais onde há acidentes de carro, falta de luz e outros problemas.
Andre Vieira - 7.nov.11/"The New York Times"
Guru Banavar, que dirigiu o projeto para a unidade Cidades Mais Inteligentes, da IBM
A ordem e a precisão parecem deslocadas nesta cidade brasileira descontraída. Mas o que está acontecendo aqui reflete um experimento ousado e potencialmente lucrativo que pode moldar o futuro de cidades em todo lugar do mundo.
O prédio em questão é o Centro de Operações Rio e seu sistema foi criado pela IBM.
O Rio está servindo de teste crucial para a empresa. Até 2050, aproximadamente 75% da população mundial deve estar vivendo em cidades. Muitas áreas metropolitanas já empregam sistemas de coleta de dados como sensores, câmeras de vídeo e GPS. Avanços na potência de computação e na análise de dados agora possibilitam que empresas como a IBM coletem e organizem todos esses dados e, com a ajuda de algoritmos de computador, identifiquem padrões e tendências.
O mercado para suprir cidades de sistemas "inteligentes" deve chegar a US$ 57 bilhões até 2014, segundo a firma de pesquisas de mercado IDC Government Insights. A IBM quer dominar uma parte disso.
Aberto pela unidade de Cidades Mais Inteligentes da empresa no final de 2010, o Centro de Operações Rio faz parte de um esforço para conquistar um lugar nesse mercado. Desde sua fundação, a unidade Cidades Mais Inteligentes já se envolveu em milhares de projetos.
EXPANSÃO ACELERADA
Cidade horizontal que se estende entre montanhas e o oceano Atlântico, o Rio de Janeiro é ao mesmo tempo uma cidade em expansão acelerada, uma cidade de praia, um paraíso, uma monstruosidade, um centro de pesquisas e uma grande obra em construção.
Gigantes do setor petrolífero como a Schlumberger vêm correndo para construir centros de pesquisas aqui, para ajudar a desenvolver os enormes campos marítimos de petróleo e de gás.
Unidades policiais especiais entraram em cerca de 20 favelas, em um esforço para afirmar o controle do governo e combater a criminalidade. O Rio está reconstruindo grandes estádios e construindo um sistema de ônibus, para a Copa do Mundo de 1914 e para os Jogos Olímpicos de 2016.
Esta é uma cidade em que alguns dos ricos vivem em condomínios fechados, enquanto alguns dos pobres nas favelas pirateiam eletricidade da grade elétrica.
Uma cidade às vezes atingida por desastres --naturais ou não. Temporais podem provocar deslizamentos de terra mortíferos. No ano passado um bonde histórico descarrilou, matando cinco pessoas.
No início deste ano, três prédios desabaram no centro da cidade, deixando pelo menos 17 mortos e dezenas de feridos.
As condições complexas criam um ambiente propício para a IBM ampliar seu trabalho com governos municipais. Se a empresa puder remodelar o Rio de Janeiro como cidade mais inteligente, poderá fazer o mesmo em qualquer outro lugar do mundo.
"Uma cidade inteligente é uma cidade com informação", disse Guru Banavar, 45, o executivo-chefe de tecnologia da IBM para o setor público global. "Uma vez que você tenha as informações necessárias, entenda-as e saiba o que fazer com elas, estará a meio caminho da inteligência."
O fato que catalisou a criação do centro de operações foi uma tempestade torrencial ocorrida há quase dois anos. Por volta das 4h daquela manhã, o prefeito Eduardo Paes começou a receber informações alarmantes. Deslizamentos de terra estavam ocorrendo em algumas favelas, e havia o risco de muitos mais. Houve inundações inesperadas.
Carros e caminhões estavam ilhados na água, que não parava de subir. Mas o Rio não contava com um local específico a partir do qual o prefeito pudesse monitorar a situação e supervisionar a resposta. "Percebi que éramos muito fracos", recordou.
Eduardo Paes viveu no Estado americano de Connecticut na adolescência e se lembrava que algumas cidades americanas decretavam "dias de neve", para que pudessem limpar as ruas.
Ainda na madrugada, ele começou a telefonar para estações de TV, rádios e jornais, declarando estado de emergência e recomendando à população que não saísse de casa.
"Não tínhamos planos para isso, mas funcionou", disse Paes. Sessenta e oito pessoas morreram, mas o número de mortos poderia ter sido muito maior. Mesmo assim, o prefeito decidiu que o Rio poderia fazer melhor.
Ele teve um encontro com a IBM, que tinha desenvolvido centros de controle de criminalidade para Madri e Nova York, além de um sistema de cobrança de taxa de congestionamento de trânsito para Estocolmo. Só que criar um sistema para o Rio, abrangendo a cidade inteira, era um empreendimento muito maior.
A IBM administrou o projeto em sua íntegra. Empresas locais cuidaram da construção e das telecomunicações. A Cisco forneceu infraestrutura de rede e o sistema de videoconferências que liga o centro de operações à casa do prefeito. As telas digitais são da Samsung.
A IBM incorporou hardware, software, capacidades analíticas e de pesquisas. Uma plataforma de operações virtual atua como centro de coleta e distribuição de dados, integrando as informações que chegam por telefone, rádio, e-mail e mensagens de texto. Quando os funcionários da prefeitura entram no sistema, eles podem carregar informações de uma cena de acidente, por exemplo, e ver quantas ambulâncias foram enviadas para o local.
Podem analisar informações históricas para identificar os locais onde tendem a ocorrer acidentes de carro, por exemplo. Além disso, a IBM desenvolveu um sistema de previsão de enchentes customizado para a cidade.
O prefeito disse que o projeto custou ao Rio cerca de US$ 14 milhões. Se tudo funcionar, poderá fazer do Rio um modelo de gestão municipal movida por dados.
"Queremos colocar o Rio à frente de todas as cidades do mundo em matéria de operações do cotidiano e resposta a emergências", afirmou o prefeito. Mas, segundo ele, o desafio será fazer a cidade funcionar com mais eficiência sem, entretanto, diluir o espírito que a faz ser o que é. "Não queremos ser uma Lausanne ou Zurique", acrescentou.
Marcelo Sayão - 6.abr.2010/Efe
Deslizamento de terra na favela da Mangueira, no Rio; incidente foi catalisador do novo centro de operações
PROVA DE EFICIÊNCIA
No final de janeiro, um edifício de 20 andares no centro do Rio, situado ao lado do Teatro Municipal, desabou, arrastando com ele dois outros prédios. O centro de operações entrou em ação imediatamente.
Por mero acaso, um funcionário da prefeitura estava tomando uma cerveja perto do local e avisou Carlos Roberto Osório, secretário de obras públicas e conservação da cidade. "Ganhamos um minuto graças à sorte", falou Osório. "Mas o sistema funcionou muito bem."
No centro de operações, funcionários alertaram os departamentos de bombeiros e da Defesa Civil e depois pediram às empresas de gás e de eletricidade que cortassem o fornecimento à área em volta do desastre. Outros fecharam temporariamente o metrô a partir do local, fecharam o acesso à rua, despacharam ambulâncias, alertaram hospitais, enviaram equipamentos pesados para remover os escombros e ativaram guardas civis para esvaziar prédios nas redondezas e garantir a segurança do local.
O Twitter do centro de operações alertou seus seguidores sobre as ruas bloqueadas e os caminhos alternativos possíveis. O próprio Carlos Osório dirigiu-se ao local às pressas e, de lá, postou fotos para suas contas no Twitter e no Facebook.
Pelo menos 17 pessoas morreram no desabamento. Mas a resposta coordenada da cidade foi uma vitória para o centro. "Nunca antes conseguimos reagir tão prontamente", disse Osório.
ARGUMENTOS A FAVOR
Em fevereiro, Osório estava em pé no Sambódromo, sob o calor do meio-dia, supervisionando a reconstrução do local, duas semanas antes do Carnaval.
A prefeitura tinha prometido alargar o espaço e acrescentar milhares de assentos em tempo para as Olimpíadas. Osório queria ver as obras concluídas em tempo.
Há muitas outras obras em andamento no Rio. Após décadas de descaso, o governo e empresas privadas estão investindo intensamente na modernização da infraestrutura e de serviços como os transportes.
Isso inclui um projeto de US$ 4,5 bilhões de revitalização da zona portuária, para fazer dela uma ampla área residencial, comercial e de turismo.
Em meio a tantas transformações, as autoridades enxergam o centro de operações como uma influência estabilizadora, além de ponto em favor da cidade. Carlos Osório diz que o centro de operações está sendo usado para minimizar inconvenientes e também para atrair investimentos.
O centro de operações vem recebendo muita publicidade no Brasil e no exterior. Apesar disso, muitos cariocas nunca ouviram falar dele, ou, se ouviram, não têm certeza de qual é seu papel.
Alguns se perguntam se não será tudo apenas "para inglês ver" --tranquilizar as autoridades olímpicas e os investidores estrangeiros. Outros receiam que essa vigilância toda tenha o potencial de limitar as liberdades ou invadir a privacidade dos cidadãos. Ainda outros enxergam o centro como uma solução tapa-buracos e que não resolve os problemas infraestruturais.
Numa noite de fevereiro, um incêndio começou na Visconde de Pirajá, uma rua comercial elegante em Ipanema. Alguns cariocas fotografaram o incêndio com seus smartphones. Pouco antes das 19h, a atriz Pitty Webo, que vive nas proximidades, começou a alertar seus seguidores no Twitter. Alguns minutos mais tarde, o Twitter do centro de operações informou que o trânsito estava sendo desviado da área.
A planejadora de eventos Luiza Amoedo juntou-se à multidão que acompanhava o incêndio a partir de uma praça nas proximidades. Vidraças racharam e caíram sobre a rua, espatifando-se. Carros de bombeiros chegaram e socorristas desceram de um helicóptero vermelho sobre o telhado do prédio em chamas.
A situação na rua era de caos. Ninguém tinha passado um cordão de isolamento em torno da praça ou afastado os espectadores do caminho da chuva de vidro. Uma extremidade da rua estava fechada ao tráfego, mas, na outra extremidade, um policial de trânsito direcionava os carros para darem a volta à multidão.
"O Rio está muito longe de estar preparado", comentou Amoedo com um suspiro. "Nada funciona. É um absurdo. Estamos em 2012. Isto não deveria ainda estar acontecendo até hoje."
No ano passado, um bonde descarrilou no bairro histórico de Santa Teresa, matando cinco pessoas. O governo estadual do Rio, não a prefeitura, era responsável pela manutenção dos bondes e suspendeu a circulação deles.
"O sistema que o prefeito criou vai resolver um problema quando acontecer, mas não resolve os problemas de infraestrutura", comentou Alexandre Hartz, avaliador de riscos de seguro-saúde que tomava uma cerveja no bairro. "A cultura do Rio de Janeiro é de reação, não de prevenção."
Desde os deslizamentos de terra de dois anos atrás, a cidade instalou em 66 favelas sirenes que são ligadas ao centro de operações por uma rede sem fios. A prefeitura já promoveu vários treinos de uso do sistema, nos quais voluntários ajudaram a retirar os moradores de suas casas.
Em condições reais de enchente, o centro de operações decide quando acionar as sirenes.
Mas, segundo o prefeito, é difícil para a população entender quando uma crise foi evitada. "São os problemas que poderiam acontecer e que deixam de acontecer, todos os dias", disse Márcio Motta, o subsecretário da Defesa Civil do Rio
Funcionários municipais, trajando macacões brancos, trabalham sem alarde diante de uma parede gigante com muitas telas --uma espécie de Rio virtual em tempo real. Imagens de vídeo chegam constantemente de estações de metrô e de cruzamentos importantes. Um programa de meteorologia traça previsões de chuva em vários pontos da cidade. Um mapa se ilumina para apontar os locais onde há acidentes de carro, falta de luz e outros problemas.
Andre Vieira - 7.nov.11/"The New York Times"
Guru Banavar, que dirigiu o projeto para a unidade Cidades Mais Inteligentes, da IBM
A ordem e a precisão parecem deslocadas nesta cidade brasileira descontraída. Mas o que está acontecendo aqui reflete um experimento ousado e potencialmente lucrativo que pode moldar o futuro de cidades em todo lugar do mundo.
O prédio em questão é o Centro de Operações Rio e seu sistema foi criado pela IBM.
O Rio está servindo de teste crucial para a empresa. Até 2050, aproximadamente 75% da população mundial deve estar vivendo em cidades. Muitas áreas metropolitanas já empregam sistemas de coleta de dados como sensores, câmeras de vídeo e GPS. Avanços na potência de computação e na análise de dados agora possibilitam que empresas como a IBM coletem e organizem todos esses dados e, com a ajuda de algoritmos de computador, identifiquem padrões e tendências.
O mercado para suprir cidades de sistemas "inteligentes" deve chegar a US$ 57 bilhões até 2014, segundo a firma de pesquisas de mercado IDC Government Insights. A IBM quer dominar uma parte disso.
Aberto pela unidade de Cidades Mais Inteligentes da empresa no final de 2010, o Centro de Operações Rio faz parte de um esforço para conquistar um lugar nesse mercado. Desde sua fundação, a unidade Cidades Mais Inteligentes já se envolveu em milhares de projetos.
EXPANSÃO ACELERADA
Cidade horizontal que se estende entre montanhas e o oceano Atlântico, o Rio de Janeiro é ao mesmo tempo uma cidade em expansão acelerada, uma cidade de praia, um paraíso, uma monstruosidade, um centro de pesquisas e uma grande obra em construção.
Gigantes do setor petrolífero como a Schlumberger vêm correndo para construir centros de pesquisas aqui, para ajudar a desenvolver os enormes campos marítimos de petróleo e de gás.
Unidades policiais especiais entraram em cerca de 20 favelas, em um esforço para afirmar o controle do governo e combater a criminalidade. O Rio está reconstruindo grandes estádios e construindo um sistema de ônibus, para a Copa do Mundo de 1914 e para os Jogos Olímpicos de 2016.
Esta é uma cidade em que alguns dos ricos vivem em condomínios fechados, enquanto alguns dos pobres nas favelas pirateiam eletricidade da grade elétrica.
Uma cidade às vezes atingida por desastres --naturais ou não. Temporais podem provocar deslizamentos de terra mortíferos. No ano passado um bonde histórico descarrilou, matando cinco pessoas.
No início deste ano, três prédios desabaram no centro da cidade, deixando pelo menos 17 mortos e dezenas de feridos.
As condições complexas criam um ambiente propício para a IBM ampliar seu trabalho com governos municipais. Se a empresa puder remodelar o Rio de Janeiro como cidade mais inteligente, poderá fazer o mesmo em qualquer outro lugar do mundo.
"Uma cidade inteligente é uma cidade com informação", disse Guru Banavar, 45, o executivo-chefe de tecnologia da IBM para o setor público global. "Uma vez que você tenha as informações necessárias, entenda-as e saiba o que fazer com elas, estará a meio caminho da inteligência."
O fato que catalisou a criação do centro de operações foi uma tempestade torrencial ocorrida há quase dois anos. Por volta das 4h daquela manhã, o prefeito Eduardo Paes começou a receber informações alarmantes. Deslizamentos de terra estavam ocorrendo em algumas favelas, e havia o risco de muitos mais. Houve inundações inesperadas.
Carros e caminhões estavam ilhados na água, que não parava de subir. Mas o Rio não contava com um local específico a partir do qual o prefeito pudesse monitorar a situação e supervisionar a resposta. "Percebi que éramos muito fracos", recordou.
Eduardo Paes viveu no Estado americano de Connecticut na adolescência e se lembrava que algumas cidades americanas decretavam "dias de neve", para que pudessem limpar as ruas.
Ainda na madrugada, ele começou a telefonar para estações de TV, rádios e jornais, declarando estado de emergência e recomendando à população que não saísse de casa.
"Não tínhamos planos para isso, mas funcionou", disse Paes. Sessenta e oito pessoas morreram, mas o número de mortos poderia ter sido muito maior. Mesmo assim, o prefeito decidiu que o Rio poderia fazer melhor.
Ele teve um encontro com a IBM, que tinha desenvolvido centros de controle de criminalidade para Madri e Nova York, além de um sistema de cobrança de taxa de congestionamento de trânsito para Estocolmo. Só que criar um sistema para o Rio, abrangendo a cidade inteira, era um empreendimento muito maior.
A IBM administrou o projeto em sua íntegra. Empresas locais cuidaram da construção e das telecomunicações. A Cisco forneceu infraestrutura de rede e o sistema de videoconferências que liga o centro de operações à casa do prefeito. As telas digitais são da Samsung.
A IBM incorporou hardware, software, capacidades analíticas e de pesquisas. Uma plataforma de operações virtual atua como centro de coleta e distribuição de dados, integrando as informações que chegam por telefone, rádio, e-mail e mensagens de texto. Quando os funcionários da prefeitura entram no sistema, eles podem carregar informações de uma cena de acidente, por exemplo, e ver quantas ambulâncias foram enviadas para o local.
Podem analisar informações históricas para identificar os locais onde tendem a ocorrer acidentes de carro, por exemplo. Além disso, a IBM desenvolveu um sistema de previsão de enchentes customizado para a cidade.
O prefeito disse que o projeto custou ao Rio cerca de US$ 14 milhões. Se tudo funcionar, poderá fazer do Rio um modelo de gestão municipal movida por dados.
"Queremos colocar o Rio à frente de todas as cidades do mundo em matéria de operações do cotidiano e resposta a emergências", afirmou o prefeito. Mas, segundo ele, o desafio será fazer a cidade funcionar com mais eficiência sem, entretanto, diluir o espírito que a faz ser o que é. "Não queremos ser uma Lausanne ou Zurique", acrescentou.
Marcelo Sayão - 6.abr.2010/Efe
Deslizamento de terra na favela da Mangueira, no Rio; incidente foi catalisador do novo centro de operações
PROVA DE EFICIÊNCIA
No final de janeiro, um edifício de 20 andares no centro do Rio, situado ao lado do Teatro Municipal, desabou, arrastando com ele dois outros prédios. O centro de operações entrou em ação imediatamente.
Por mero acaso, um funcionário da prefeitura estava tomando uma cerveja perto do local e avisou Carlos Roberto Osório, secretário de obras públicas e conservação da cidade. "Ganhamos um minuto graças à sorte", falou Osório. "Mas o sistema funcionou muito bem."
No centro de operações, funcionários alertaram os departamentos de bombeiros e da Defesa Civil e depois pediram às empresas de gás e de eletricidade que cortassem o fornecimento à área em volta do desastre. Outros fecharam temporariamente o metrô a partir do local, fecharam o acesso à rua, despacharam ambulâncias, alertaram hospitais, enviaram equipamentos pesados para remover os escombros e ativaram guardas civis para esvaziar prédios nas redondezas e garantir a segurança do local.
O Twitter do centro de operações alertou seus seguidores sobre as ruas bloqueadas e os caminhos alternativos possíveis. O próprio Carlos Osório dirigiu-se ao local às pressas e, de lá, postou fotos para suas contas no Twitter e no Facebook.
Pelo menos 17 pessoas morreram no desabamento. Mas a resposta coordenada da cidade foi uma vitória para o centro. "Nunca antes conseguimos reagir tão prontamente", disse Osório.
ARGUMENTOS A FAVOR
Em fevereiro, Osório estava em pé no Sambódromo, sob o calor do meio-dia, supervisionando a reconstrução do local, duas semanas antes do Carnaval.
A prefeitura tinha prometido alargar o espaço e acrescentar milhares de assentos em tempo para as Olimpíadas. Osório queria ver as obras concluídas em tempo.
Há muitas outras obras em andamento no Rio. Após décadas de descaso, o governo e empresas privadas estão investindo intensamente na modernização da infraestrutura e de serviços como os transportes.
Isso inclui um projeto de US$ 4,5 bilhões de revitalização da zona portuária, para fazer dela uma ampla área residencial, comercial e de turismo.
Em meio a tantas transformações, as autoridades enxergam o centro de operações como uma influência estabilizadora, além de ponto em favor da cidade. Carlos Osório diz que o centro de operações está sendo usado para minimizar inconvenientes e também para atrair investimentos.
O centro de operações vem recebendo muita publicidade no Brasil e no exterior. Apesar disso, muitos cariocas nunca ouviram falar dele, ou, se ouviram, não têm certeza de qual é seu papel.
Alguns se perguntam se não será tudo apenas "para inglês ver" --tranquilizar as autoridades olímpicas e os investidores estrangeiros. Outros receiam que essa vigilância toda tenha o potencial de limitar as liberdades ou invadir a privacidade dos cidadãos. Ainda outros enxergam o centro como uma solução tapa-buracos e que não resolve os problemas infraestruturais.
Numa noite de fevereiro, um incêndio começou na Visconde de Pirajá, uma rua comercial elegante em Ipanema. Alguns cariocas fotografaram o incêndio com seus smartphones. Pouco antes das 19h, a atriz Pitty Webo, que vive nas proximidades, começou a alertar seus seguidores no Twitter. Alguns minutos mais tarde, o Twitter do centro de operações informou que o trânsito estava sendo desviado da área.
A planejadora de eventos Luiza Amoedo juntou-se à multidão que acompanhava o incêndio a partir de uma praça nas proximidades. Vidraças racharam e caíram sobre a rua, espatifando-se. Carros de bombeiros chegaram e socorristas desceram de um helicóptero vermelho sobre o telhado do prédio em chamas.
A situação na rua era de caos. Ninguém tinha passado um cordão de isolamento em torno da praça ou afastado os espectadores do caminho da chuva de vidro. Uma extremidade da rua estava fechada ao tráfego, mas, na outra extremidade, um policial de trânsito direcionava os carros para darem a volta à multidão.
"O Rio está muito longe de estar preparado", comentou Amoedo com um suspiro. "Nada funciona. É um absurdo. Estamos em 2012. Isto não deveria ainda estar acontecendo até hoje."
No ano passado, um bonde descarrilou no bairro histórico de Santa Teresa, matando cinco pessoas. O governo estadual do Rio, não a prefeitura, era responsável pela manutenção dos bondes e suspendeu a circulação deles.
"O sistema que o prefeito criou vai resolver um problema quando acontecer, mas não resolve os problemas de infraestrutura", comentou Alexandre Hartz, avaliador de riscos de seguro-saúde que tomava uma cerveja no bairro. "A cultura do Rio de Janeiro é de reação, não de prevenção."
Desde os deslizamentos de terra de dois anos atrás, a cidade instalou em 66 favelas sirenes que são ligadas ao centro de operações por uma rede sem fios. A prefeitura já promoveu vários treinos de uso do sistema, nos quais voluntários ajudaram a retirar os moradores de suas casas.
Em condições reais de enchente, o centro de operações decide quando acionar as sirenes.
Mas, segundo o prefeito, é difícil para a população entender quando uma crise foi evitada. "São os problemas que poderiam acontecer e que deixam de acontecer, todos os dias", disse Márcio Motta, o subsecretário da Defesa Civil do Rio
quinta-feira, 15 de março de 2012
Pensado para tablets, Windows 8 vai mal em PCs tradicionais
Que tal experimentar, de graça, o novíssimo sistema operacional da Microsoft?
Antes de aceitar a proposição, tome nota: é uma versão de testes, que ainda tem arestas a serem aparadas e não está disponível em português --só em inglês, alemão, chinês, francês e japonês.
Preparado mesmo assim? Vá a preview.windows.com para baixar o Windows 8 Consumer Preview (prévia para consumidores).
Para visualizar este conteúdo é preciso atualizar o seu Flash Player.
Composta pelos multicoloridos "tiles" (azulejos), a nova interface, que se chama Metro e foi desenvolvida com tablets em mente, causa uma ótima primeira impressão. Na prática, porém, fica claro que a Microsoft precisa fazer ajustes para provar que o Metro também é uma boa solução para PCs tradicionais.
Apesar do redesenho radical, o Windows 8 ainda inclui a velha conhecida área de trabalho e é compatível com praticamente todos os programas que rodam no Windows 7. Mas alternar entre o Metro, com suas formas retangulares e cores chapadas, e a área de trabalho tradicional, cujas texturas remetem ao Windows 7, expõe a esquizofrenia do novo sistema.
Os elementos do Metro são grandalhões, o que é bom em tablets, mas um desperdício em um PC com mouse, que permite grande precisão.
Além disso, boa parte da interação com o Windows 8 em touchscreens se dá deslizando o dedo a partir das extremidades da tela, gestos que nem sempre são bem transpostos para a combinação teclado/mouse ou touchpad.
O Internet Explorer, que no Windows 8 vem em duas versões --uma com a interface Metro e outra tradicional--, ilustra bem o problema. Na versão Metro, os sites ocupam a tela inteira, e é preciso clicar com o botão direito para ver miniaturas das abas abertas e alternar entre elas. Adequada para tablets, a interface é ineficiente --e irritante-- em PCs tradicionais.
Por ainda não estar finalizado, o Windows 8 não deve ser usado como sistema primário. Mas é uma boa oportunidade para começar a se habituar à nova cara do velho sistema, cuja versão final está prevista para o fim do ano.
Antes de aceitar a proposição, tome nota: é uma versão de testes, que ainda tem arestas a serem aparadas e não está disponível em português --só em inglês, alemão, chinês, francês e japonês.
Preparado mesmo assim? Vá a preview.windows.com para baixar o Windows 8 Consumer Preview (prévia para consumidores).
Para visualizar este conteúdo é preciso atualizar o seu Flash Player.
Composta pelos multicoloridos "tiles" (azulejos), a nova interface, que se chama Metro e foi desenvolvida com tablets em mente, causa uma ótima primeira impressão. Na prática, porém, fica claro que a Microsoft precisa fazer ajustes para provar que o Metro também é uma boa solução para PCs tradicionais.
Apesar do redesenho radical, o Windows 8 ainda inclui a velha conhecida área de trabalho e é compatível com praticamente todos os programas que rodam no Windows 7. Mas alternar entre o Metro, com suas formas retangulares e cores chapadas, e a área de trabalho tradicional, cujas texturas remetem ao Windows 7, expõe a esquizofrenia do novo sistema.
Os elementos do Metro são grandalhões, o que é bom em tablets, mas um desperdício em um PC com mouse, que permite grande precisão.
Além disso, boa parte da interação com o Windows 8 em touchscreens se dá deslizando o dedo a partir das extremidades da tela, gestos que nem sempre são bem transpostos para a combinação teclado/mouse ou touchpad.
O Internet Explorer, que no Windows 8 vem em duas versões --uma com a interface Metro e outra tradicional--, ilustra bem o problema. Na versão Metro, os sites ocupam a tela inteira, e é preciso clicar com o botão direito para ver miniaturas das abas abertas e alternar entre elas. Adequada para tablets, a interface é ineficiente --e irritante-- em PCs tradicionais.
Por ainda não estar finalizado, o Windows 8 não deve ser usado como sistema primário. Mas é uma boa oportunidade para começar a se habituar à nova cara do velho sistema, cuja versão final está prevista para o fim do ano.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Site vietnamita obtém iPad novo antes da hora e publica vídeo
site vietnamita Tinhte.vn obteve, antes de todo o compartilhar mundo, uma unidade do iPad novo, que só chega oficialmente nesta sexta-feira (16) aos EUA e a mais nove países.
Além de produzirem um vídeo, que você vê abaixo, eles confirmaram que o tablet tem RAM de 1 Gbyte –o dobro do iPad 2.
Além de produzirem um vídeo, que você vê abaixo, eles confirmaram que o tablet tem RAM de 1 Gbyte –o dobro do iPad 2.
'Enciclopédia Britannica' acaba com edição impressa e se torna 100% digital
Em mais um sinal do crescente domínio do mercado editorial digital, a mais antiga enciclopédia em língua inglesa que ainda é impressa está se movendo plenamente para a era digital.
A "Enciclopédia Britannica", que é impressa desde que foi publicada pela primeira vez, em Edimburgo (Escócia), em 1768, afirmou nesta terça-feira (13) que vai acabar com a publicação de suas edições impressas e continuar com as versões digitais disponíveis on-line.
Reprodução
Site da "Enciclopédia Britannica", que acabou com a edição impressa para se tornar tecnologia 100% digital
O carro-chefe, a edição impressa com 32 volumes, disponível a cada dois anos, era vendido por US$ 1.400. Uma assinatura on-line custa cerca de US$ 70 por ano, e a empresa lançou recentemente aplicativos que variam de US$ 1,99 a US$ 4,99 por mês.
A empresa disse que vai manter a venda de edições impressas até que o estoque atual de cerca de 4.000 conjuntos se esgote.
"A edição intel impressa tornou-se mais difícil de manter e não era o melhor elemento físico para oferecer a qualidade do nosso banco de dados e a qualidade do nosso editorial," disse Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica Inc., à Reuters.
A "Enciclopédia Britannica", que é impressa desde que foi publicada pela primeira vez, em Edimburgo (Escócia), em 1768, afirmou nesta terça-feira (13) que vai acabar com a publicação de suas edições impressas e continuar com as versões digitais disponíveis on-line.
Reprodução
Site da "Enciclopédia Britannica", que acabou com a edição impressa para se tornar tecnologia 100% digital
O carro-chefe, a edição impressa com 32 volumes, disponível a cada dois anos, era vendido por US$ 1.400. Uma assinatura on-line custa cerca de US$ 70 por ano, e a empresa lançou recentemente aplicativos que variam de US$ 1,99 a US$ 4,99 por mês.
A empresa disse que vai manter a venda de edições impressas até que o estoque atual de cerca de 4.000 conjuntos se esgote.
"A edição intel impressa tornou-se mais difícil de manter e não era o melhor elemento físico para oferecer a qualidade do nosso banco de dados e a qualidade do nosso editorial," disse Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica Inc., à Reuters.
terça-feira, 13 de março de 2012
Nokia lançará tablet com Windows no segundo semestre, diz jornal
Segundo o jornal taiwanês "Digitimes", a Nokia lançará um tablet ainda em 2012 --mais especificamente, no último trimestre do ano. O aparelho teria como sistema operacional o Windows 8, da Microsoft.
O jornal cita fontes anônimas ligadas ao fornecimento de peças da Nokia e afirma que o aparelho contará com processador de dois núcleos da Qualcomm e terá tela de 10 polegadas.
Rick Wilking/Reuters
Steve Ballmer (Microsoft), Stephen Elop (Nokia) e Ralph de la Vega (AT&T) seguram o smartphone Lumia 900
A Nokia, que já conta com parceria da Microsoft na área de smartphones, com o Windows Phone, teria feito um pedido de 200 mil unidades do aparelho à fabricante chinesa Compal Electronics.
O jornal cita fontes anônimas ligadas ao fornecimento de peças da Nokia e afirma que o aparelho contará com processador de dois núcleos da Qualcomm e terá tela de 10 polegadas.
Rick Wilking/Reuters
Steve Ballmer (Microsoft), Stephen Elop (Nokia) e Ralph de la Vega (AT&T) seguram o smartphone Lumia 900
A Nokia, que já conta com parceria da Microsoft na área de smartphones, com o Windows Phone, teria feito um pedido de 200 mil unidades do aparelho à fabricante chinesa Compal Electronics.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Mundo do vídeo on-line é uma bagunça, diz engenheiro do Google
mundo do vídeo on-line é uma bagunça, e lidar com ela é um dos maiores desafios das empresas do setor, disse Jeremy Doig, diretor de engenharia do Google.
Em palestra realizada na CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até sábado em Hannover, Doig afirmou que a grande variedade de tecnologias --codecs, containers, formatos, bitrates, resoluções, dispositivos -- de vídeo disponível impõe muitas dificuldades técnicas.
Nigel Treblin/Associated Press
Participantes da CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até sábado em Hannover (Alemanha)
As pessoas fazem upload de vídeos de diferentes fontes e formatos, e a plataforma precisa suportar toda essa diversidade. "Você não pode virar as costas." Segundo Doig, o codec dominante no YouTube é usado em apenas 28% dos vídeos --ou seja, limitar-se a suportar o padrão mais popular é inviável.
"A realidade do mundo é que nós temos que oferecer suporte a esses diferentes formatos se estamos neste negócio [do vídeo on-line]", disse o engenheiro. Isso tem um custo, "ninguém gosta de criar mais complexidade", mas é necessário.
Para ele, o "sistema flexível" do YouTube --mais de cem formatos já foram suportados ao longo dos anos-- é um dos responsáveis pela larga vantagem do site sobre os concorrentes no mercado.
A multiplicidade não é um problema apenas na chegada dos vídeos, mas também na saída: os meios de distribuição e reprodução são muito diversos, o que acrescenta mais complexidade.
"Todos os protocolos e mecanismos que as pessoas usam hoje são baseados nesta ideia da televisão da década de 1950 segundo a qual você transmite [o conteúdo] uma vez, e todo o mundo recebe a mesma coisa e vê a mesma coisa em todos os pontos de recepção. E isso não é verdade", disse Doig. Por isso, os custos para oferecer vídeo on-line com boa qualidade podem ser bem altos.
Doig lamentou a falta de mecanismos eficientes para intel medir a qualidade da transmissão de vídeo pela internet. Enquanto o setor de televisão dispõe de várias ferramentas para isso, "para o on-line, não há nada". Não há um mecanismo que informe qual dispositivo ou serviço é melhor para vídeo, tudo é muito subjetivo, disse. "Se você não pode mensurar, não consegue melhorar."
Todos esses desafios --e outros, como a necessidade de conexões mais rápidas-- compõem um cenário complicado. "Mas nós gostamos desses problemas", brincou o engenheiro.
Em palestra realizada na CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até sábado em Hannover, Doig afirmou que a grande variedade de tecnologias --codecs, containers, formatos, bitrates, resoluções, dispositivos -- de vídeo disponível impõe muitas dificuldades técnicas.
Nigel Treblin/Associated Press
Participantes da CeBIT, feira de tecnologia que ocorre até sábado em Hannover (Alemanha)
As pessoas fazem upload de vídeos de diferentes fontes e formatos, e a plataforma precisa suportar toda essa diversidade. "Você não pode virar as costas." Segundo Doig, o codec dominante no YouTube é usado em apenas 28% dos vídeos --ou seja, limitar-se a suportar o padrão mais popular é inviável.
"A realidade do mundo é que nós temos que oferecer suporte a esses diferentes formatos se estamos neste negócio [do vídeo on-line]", disse o engenheiro. Isso tem um custo, "ninguém gosta de criar mais complexidade", mas é necessário.
Para ele, o "sistema flexível" do YouTube --mais de cem formatos já foram suportados ao longo dos anos-- é um dos responsáveis pela larga vantagem do site sobre os concorrentes no mercado.
A multiplicidade não é um problema apenas na chegada dos vídeos, mas também na saída: os meios de distribuição e reprodução são muito diversos, o que acrescenta mais complexidade.
"Todos os protocolos e mecanismos que as pessoas usam hoje são baseados nesta ideia da televisão da década de 1950 segundo a qual você transmite [o conteúdo] uma vez, e todo o mundo recebe a mesma coisa e vê a mesma coisa em todos os pontos de recepção. E isso não é verdade", disse Doig. Por isso, os custos para oferecer vídeo on-line com boa qualidade podem ser bem altos.
Doig lamentou a falta de mecanismos eficientes para intel medir a qualidade da transmissão de vídeo pela internet. Enquanto o setor de televisão dispõe de várias ferramentas para isso, "para o on-line, não há nada". Não há um mecanismo que informe qual dispositivo ou serviço é melhor para vídeo, tudo é muito subjetivo, disse. "Se você não pode mensurar, não consegue melhorar."
Todos esses desafios --e outros, como a necessidade de conexões mais rápidas-- compõem um cenário complicado. "Mas nós gostamos desses problemas", brincou o engenheiro.
domingo, 11 de março de 2012
Brasil quer integrar internet com países sul-americanos
Os ministros de Comunicação dos membros da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) devem ratificar hoje em reunião em Assunção, no Paraguai, o plano de trabalho para integrar as redes de banda larga da internet entre os vizinhos, por meio de um anel óptico, informa reportagem de Helton Simões Gomes publicada na Folha desta sexta-feira.
A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Em conjunto com o Plano Nacional de Banda Larga, o anel óptico "aumentará a capacidade e barateará o custo das conexões", afirmou a presidente Dilma Rousseff, na abertura da feira de tecnologia CeBIT, em Hannover, na Alemanha.
Outra iniciativa citada por Dilma para ampliar a infraestrutura tecnológica é a contratação da construção de cabos submarinos ainda neste ano para ligar o país aos EUA, à Europa e à África. Eles levam dados de internet do Brasil para outros países.
Hoje é necessário cruzar o oceano Atlântico para acessar do Brasil sites hospedados em países como Colômbia e Equador. A informação ruma aos EUA, por meio de um cabo submarino, e depois retorna, por outro cabo, pelo oceano Pacífico. No caso do Peru, o trajeto tem mais de 8.000 km. Com o anel, a distância cairia para 2.000 km.
A velocidade nesses casos aumentará de 20% a 30%, afirma Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério das Comunicações.
A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Em conjunto com o Plano Nacional de Banda Larga, o anel óptico "aumentará a capacidade e barateará o custo das conexões", afirmou a presidente Dilma Rousseff, na abertura da feira de tecnologia CeBIT, em Hannover, na Alemanha.
Outra iniciativa citada por Dilma para ampliar a infraestrutura tecnológica é a contratação da construção de cabos submarinos ainda neste ano para ligar o país aos EUA, à Europa e à África. Eles levam dados de internet do Brasil para outros países.
Hoje é necessário cruzar o oceano Atlântico para acessar do Brasil sites hospedados em países como Colômbia e Equador. A informação ruma aos EUA, por meio de um cabo submarino, e depois retorna, por outro cabo, pelo oceano Pacífico. No caso do Peru, o trajeto tem mais de 8.000 km. Com o anel, a distância cairia para 2.000 km.
A velocidade nesses casos aumentará de 20% a 30%, afirma Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério das Comunicações.
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