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sábado, 7 de julho de 2012
Livro revela oportunidades para empresa que ouve seu consumidor
saga enfrentada por quem tenta resolver um problema por meio do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) de uma grande empresa pode render enredo de novela, repleto de drama e alguns lances de comédia. Para o jornalista americano Bob Garfield, rendeu um livro.
Em "Cenário de Caos", recém-lançado no Brasil, Garfield utilizou uma disputa com a operadora de TV a cabo norte-americana Comcast para falar de um assunto sério: a necessidade de reorganização das empresas diante da revolução digital.
A desintegração das mídias tradicionais, segundo ele, fez surgir a era do "listenomics", neologismo que resume o ambiente de relacionamento aberto entre as empresas e os seus clientes.
23.mai.07/Divulgação
A luta de quase dois anos com a Comcast para a instalação de um novo pacote de serviços serve como atestado da necessidade de um novo tipo de comportamento.
"A 'listenomics' é o futuro de tudo", escreve Garfield. "Aliás, para quem quer sobreviver nos meios de comunicação, de marketing ou na política, esse é o presente."
Na origem dessa teoria, está o que chama de derrocada da "velha mídia" (meio impresso, TV etc.), prejudicada pelo que considera métodos de distribuição obsoletos e caros e pela concorrência com cada computador pessoal conectado à internet.
Para Garfield, diante do novo cenário, o conteúdo se torna praticamente infinito, produzido por milhões de pessoas diariamente, e o marketing atinge uma eficácia inimaginável. É esse o "cenário de caos" do título da obra.
OPORTUNIDADES
Ao mesmo tempo em que alarma, Garfield usa histórias de empresários ao redor do mundo para exemplificar como essa nova realidade pode ser aplicada de forma eficiente e lucrativa pelas empresas. Logo, trata-se também de um "cenário de oportunidades".
Na Austrália, ele mostra como um grupo de amigos criou a "Blowfly", uma cerveja de "código aberto", cujos sabor, cor e até teor alcoólico foram definidos a partir de uma enquete na internet.
Na Dinamarca, conta a reviravolta vivida pela tradicional fabricante de peças de montar Lego. A companhia levou o "listenomics" ao extremo ao recrutar clientes para projetar a segunda geração de um de seus produtos, os robôs Mindstorms.
A nova linha virou sucesso de vendas e abriu um nicho de mercado até então inexplorado pela Lego, o educacional -os produtos Lego Mindstorms passaram a ser usados nas aulas de robótica.
O próprio livro foi feito de forma colaborativa. Garfield deixou um dos capítulos da obra disponível num site e se apoderou de uma das ferramentas 2.0 descritas no texto, o "crowdsourcing" (tipo de produção coletiva), para escolher a ilustração da capa.
O autor se municiou de mais de 200 entrevistas e outras centenas de dados e pesquisas para desafiar um tema já bastante debatido e que evolui em ritmo alucinante.
"Escrever sobre o mundo digital é desafiante como tentar desenhar uma corrida de cavalos", reconhece Garfield.
Seus méritos estão no olhar crítico -apurado nos 25 anos como colunista do Advertising Age, o maior site especializado em mídia e publicidade dos EUA- e na linguagem divertida, por muitos momentos autodepreciativa, com que constrói suas teses.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Vírus pode atacar 250 mil computadores do mundo todo na segunda-feira
Quase 250 mil usuários de computadores podem ficar sem acesso à internet no mundo todo na segunda-feira por causa de um software malicioso usado num golpe que as autoridades dos Estados Unidos disseram ter desbaratado em novembro.
Alguns blogs e reportagens deram grande ênfase ao risco de um "apagão" na internet. Mas especialistas dizem que apenas uma pequena fração dos computadores está sob risco, e que os provedores de acesso estarão atentos para restaurar rapidamente o serviço em caso de problemas.
Segundo eles, a ameaça é pequena em comparação a outros vírus mais difundidos, como o Zeus e o SpyEye, que infectam milhões de PCs e são usados para fraudes financeiras.
Nesta semana, cerca de 245 mil computadores no mundo todo continuavam infectados pelo "Alureon" e seus "parentes", segundo a firma de segurança Deteque. Isso inclui 45.355 computadores nos Estados Unidos.
Os vírus são programados para redirecionar o tráfego de internet para servidores DNS controlados por criminosos, segundo o FBI. Servidores DNS são ferramentas que distribuem o tráfego da internet.
Quando as autoridades derrubaram os servidores "bandidos", um juiz federal de Nova York determinou que os servidores temporários fossem mantidos enquanto as máquinas das vítimas eram consertadas.
Os servidores temporários serão desativados à 0h01 de segunda-feira (1h01 em Brasília), o que significa que computadores que não tenham sido consertados até lá não poderão mais acessar a internet.
Alguns provedores dos Estados Unidos, como AT&T e Time Warner Cable, adotaram soluções temporárias para que seus clientes possam acessar a internet usando o endereço dos servidores DNS dos criminosos.
Informações sobre como identificar e limpar infecções podem ser encontradas em um site criado por um grupo de empresas de segurança e outros especialistas: http://www.dcwg.org.
"É muito fácil de consertar", disse Gunter Ollmann, vice-presidente de pesquisas da firma de segurança Damballa. "Há muitas ferramentas disponíveis."
Muitas das máquinas que continuam infectadas provavelmente estão inativas, já que a maioria das vítimas foi notificada do problema, disse o especialista em segurança Johannes Ullrich, que mantém o chamado Centro de Tempestades da Internet, que monitora ameaças na web.
Os Estados Unidos abriram processo contra sete pessoas por orquestrarem a fraude mundial na internet. Seis delas foram presas na Estônia, e a sétima, que vivia na Rússia, continua foragida. O governo estoniano já extraditou dois dos homens para Nova York, onde compareceram à corte federal de Manhattan.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Antes do Mundial, Corinthians passará por reformulação e busca atacantes e zagueiro
Depois de uma noite histórica, o campeão da Libertadores passará por dias de reformulação em seu elenco. Duas saídas são consideradas certas no Corinthians, casos de Leandro Castán e Willian, mas a diretoria promete reposição. Outros jogadores, menos aproveitados por Tite, também devem deixar a equipe.
Atacante do Boca Juniors deixa campo irritado e rouba câmera fotográfica de jornalista
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A pouco mais de cinco meses do Mundial da Fifa, no Japão, o objetivo principal é contratar pelo menos um centroavante, já que Liedson não terá seu contrato renovado. Como Élton não vingou, os cartolas cogitam até adquirir dois atletas de área.
O problema é a escassez no mercado. Alexandre Pato era o sonho de consumo em maio, porém o Milan não topou liberá-lo.
Leandro Castán está a caminho da Roma, numa venda de 5 milhões de euros (cerca de R$ 12,5 milhões), sendo que boa parte desse montante terá como destino os cofres alvinegros. O dinheiro que vem da Itália já tem destino. A diretoria pretende investir na compra de Paulinho.
“Vou ficar. Não tenho proposta nenhuma. Nunca escondi de ninguém, enquanto não tiver proposta eu fico no Corinthians", comentou o camisa 8, cujos direitos econômicos pertencem ao Pão de Açúcar e a investidores.
Apesar de Tite ter boas opções para a zaga, como Wallace, Paulo André e Marquinhos, o Timão deve sair à procura de um zagueiro. Em Minas Gerais surgiu a notícia de um possível interesse em Revér, do Atlético. O atleta negou ter sido procurado.
Willian vai para o Metallist, da Ucrânia. A negociação ocorreu há 20 dias, porém o jogador pediu para que a assinatura do contrato ocorresse após a final da Libertadores. Outros reservas devem sair, casos do lateral esquerdo Ramon, do peruano Ramirez e do atacante Gilsinho.
Depois de altos investimentos na gestão do ex-presidente Andrés Sanchez, quando a dívida do clube se aproximou dos R$ 180 milhões, o presidente Mario Gobbi cortou gastos em 2012. Nada de gastar fortunas com reforços.
O departamento financeiro calcula que o lucro em toda Libertadores foi de aproximadamente R$ 5 milhões. Apesar das rendas altas no Pacaembu, em torno de R$ 2,5 milhões nos jogos de mata-mata, os gastos foram elevados com viagens longas (para Venezuela e México, por exemplo) e hotéis. A premiação pelo título será repassada ao elenco e comissão técnica.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Agnelo declarou 80% do patrimônio em nome da mulher
governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), declarou cerca de 80% de seu patrimônio à Receita Federal por meio de sua mulher, mostram dados de sigilo fiscal entregues à CPI do Cachoeira.
A operação contábil difere do procedimento adotado por Agnelo na Justiça Eleitoral nas eleições de 2010, quando ele declarou a totalidade do patrimônio em seu nome.
Quatro imóveis e dois carros declarados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) constam apenas nas declarações de renda da médica Ilza Maria Queiroz, com quem o petista é casado em comunhão parcial de bens.
A diferença da declaração ao TSE em relação aos dados informados ao fisco é de mais de R$ 900 mil.
Tributaristas consultados pela Folha afirmam que o procedimento não é ilegal, mas que o normal é que casais em regime de comunhão parcial de bens declarem, cada um, metade do valor dos bens adquiridos.
Agnelo, por meio de seu porta-voz, disse que a opção de declarar quase a totalidade de seu patrimônio em nome da mulher foi uma "escolha pessoal".
Há diferenças práticas na declaração de bens à Justiça Eleitoral e à Receita.
A primeira não tem poder tributário, além de não ser sua a atribuição de verificar a compatibilidade entre rendimentos e patrimônio. Essa verificação, capaz de constatar eventual enriquecimento ilícito, cabe à Receita.
O relatório entregue à CPI do Cachoeira com as declarações de renda e movimentações financeiras de Agnelo entre 2003 e 2011 destaca a existência de variação patrimonial "a descoberto" --ou seja, sem rendimentos que a justifique-- de R$ 107 mil entre os anos de 2009 e 2010.
Caso os bens não declarados por Agnelo constassem da declaração, essa variação poderia ser ainda maior.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Por segurança, Boca prepara esquema de guerra e escolhe hotel a 10 km do Pacaembu
Acostumado a disputar decisões, o Boca Juniors, adversário do Corinthians na final da Libertadores, chega a São Paulo nesta terça-feira com um esquema especial de segurança. Temendo reações de torcedores rivais, os argentinos optaram por se instalar em um hotel distante do Pacaembu, local da partida. Além disso, a delegação do clube para a final terá 100 integrantes, sendo que mais de 20 são seguranças.
A delegação do Boca tem desembarque previsto para às 12h40 desta terça-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos. De lá, os jogadores e a comissão técnica irão para o hotel Hilton, no bairro do Morumbi, onde será o QG do time.
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“Preferimos um local mais isolado. Priorizamos a segurança dos jogadores. Do hotel sairemos com escolta para o estádio e teremos total segurança”, informou o gerente de comunicação do Boca Juniors ao UOL Esporte.
Toda a delegação do Boca estará hospedada no local. Segundo a gerência administrativa do Hilton, todos os quartos contam com isolamento acústico. Com isso, os dirigentes argentinos acreditam que deixarão os jogadores do clube alheios a possíveis manifestações de corintianos que planejem saltar foguetes em frente ao local. Nas quartas de final da Libertadores, os jogadores do Vasco da Gama sofreram com a ação de torcedores, que atrapalharam o sono dos atletas.
O único treino dos argentinos em São Paulo será no Pacaembu e está marcado para às 19h. O Boca ainda não definiu se o trabalho será aberto para a imprensa.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Sony lança no Brasil ultrabooks e notebooks com novos processadores da Intel
A Sony lançou hoje no Brasil uma linha de notebooks, ultrabooks e desktops. Foram 17 modelos lançados, entre os quais estão o ultrabook Sony Série T de 13 polegadas, que vem com a recém-lançada terceira geração de processadores Core i7 da Intel.
O T 13" chega ao Brasil a R$ 3.199. Ele tem disco rígido de 320 Gbytes, memória de 4 Gbytes e bateria com autonomia de até sete horas, segundo a empresa. Pesa 1,6 kg e vem com USB Charger, recurso para carregar outros dispositivos usando a bateria do ultrabook.
Um ultrabook com especificações semelhantes, mas tela de 11 polegadas, custará R$ 2.899.
Divulgação
Notebook Sony Vaio T 13, lançado no Brasil a R$ 3.199 nesta segunda (2) junto com outros dispositivos
Três modelos de notebook da série S lançados hoje no Brasil também vêm com processadores Core i7 de terceira geração. São dois modelos de 13 polegadas e um modelo de 15, com preços sugeridos variando de R$ 3.299 a R$ 3.999.
A Sony também renovou sua linha de notebooks mais ampla, a série E, com processadores de gerações mais velhas da Intel. Os preços sugeridos variam de R$ 2.199 a R$ 3.299.
A empresa lançou ainda o All-in-One série L, um desktop com monitor de 24 polegadas, disco rígido de 1 Tbyte, memória de 6 Gbytes e preço sugerido de R$ 5.199.
Todos os aparelhos vêm com carregador USB Charger. Nenhum dos aparelhos tem tela sensível a toque.
Glauco Rozner, gerente-geral para VAIO e PlayStation da Sony Brasil, diz que a renovação das linhas de dispositivos precisa ser mais rápida para atender a uma nova tendência do mercado.
"Nossos consumidores estão trocando de PCs mais rápido. Antes, levavam uns quatro anos. Agora, algumas pesquisas já indicam média de dois anos."
Segundo Rozner, a Sony cresceu 98% no Brasil em 2011 em vendas de notebooks, e aguarda 60% de crescimento em 2012.
domingo, 1 de julho de 2012
Aliança com Microsoft e venda de rede são opções da RIM
O Conselho da RIM (Research In Motion) está sob forte pressão para considerar opções desagradáveis como a venda de seu negócio de rede ou uma aliança com a Microsoft após a fabricante do BlackBerry atrasar novamente o lançamento de smartphones da próxima geração, disseram três fontes familiares com a situação.
As ações da empresa canadense, que anunciou perdas operacionais acima do esperado no trimestre na quinta-feira (28), caíram 18% nas negociações estendidas, diminuindo seu valor de mercado para US$ 4,1 bilhões. O papel caiu cerca de 70% no ano passado.
A RIM disse que o lançamento dos dispositivos Blackberry 10 foi adiado para início de 2013, um atraso de mais de um ano em relação ao prazo inicial prometido, porque o desenvolvimento do seu novo sistema operacional mostrou "consumir mais tempo que o previsto".
O presidente-executivo da RIM, Thorsten Heins --que substituiu os executivos Mike Lazaridis e Jim Balsillie em janeiro-- iniciou uma estratégia de revisão em março que procura ligar a prosperidade da empresa com o sucesso do novo sistema operacional.
Mas o último revés aumentou a pressão sobre o conselho da RIM para explorar mais seriamente outras opções, incluindo medidas que equivaleriam a uma admissão de que sua estratégia é insustentável, disseram as fontes, que não quiseram ser identificadas.
Uma das opções seria que a RIM abandonasse seu sistema operacional próprio e adotasse o Windows 8, que ainda será lançado pela Microsoft. O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, abordou a RIM logo após a saída de Balsillie, buscando uma parceria similar com a que já possui com a Nokia Oyj, disseram as fontes.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Twitter sofre blecaute por uma hora
A plataforma de microblogging Twitter sofreu problemas técnicos nesta quinta-feira, que tiraram seu serviço do ar por cerca de uma hora.
"Usuários podem enfrentar dificuldades ao acessar o Twitter. Nossos engenheiros estão trabalhando para resolver os problemas", confirmou a empresa sediada em San Francisco em um post breve em seu blog, pouco após as 13h30, no horário de Brasília.
A empresa atualizou o post aproximadamente uma hora mais tarde, afirmando que "o problema foi resolvido e todos os serviços estão operando".
O Twitter, fundado em 2006, foi prejudicado em seus anos iniciais por blecautes frequentes. A companhia focou em melhorar a estabilidade de seu site em anos recentes, embora o serviço, que hospeda 400 milhões de tuítes por dia, ainda seja atingido por interrupções periódicas.
domingo, 17 de junho de 2012
Na informática, Israel é um império
Quando o site da revista "Scientific American" discorre sobre os avanços da inteligência artificial nos últimos 50 anos, destaca dois supercomputadores da IBM --o Deep Blue (que ganhou um torneio contra um campeão de xadrez) e o Watson (que ganhou um game show de conhecimentos gerais)--, mas também fala de uma empresa israelense desconhecida, a Mobileye. O poder desta última se concentra em um chip de apenas um centímetro quadrado chamado EyeO. O algoritmo do chip é capaz de interpretar em tempo real tudo que uma câmera simples instalada em automóvel captura, para evitar acidentes ou reduzir seu impacto.
A fim de comprovar seu funcionamento, saí para um passeio com Ofir Atia, engenheiro da empresa. O passeio mostrou que a câmera detecta os veículos próximos, e o EyeO calcula a velocidade relativa do mais próximo com relação ao carro em que está instalado, prevenindo com um alarme sonoro se a distância se reduzir demais. Caso o motorista não use o volante para corrigir o problema, o sistema aciona os freios. A câmera também identifica os pedestres nas calçadas, e freia automaticamente caso atravessem a rua, a fim de evitar um acidente, ou para mitigar o impacto de uma colisão, se a velocidade estiver alta demais.
Capaz de executar diversas tarefas simultaneamente, ao contrário dos homens (melhor não me referir às mulheres...), o sistema lê sinais de trânsito e aponta o limite de velocidade. Alerta quando o motorista muda de pista sem acionar o pisca-pisca. De noite, alterna automaticamente entre farol alto e farol baixo a depender do trânsito encontrado.
A câmara "observa tudo", o chip analisa o que a lente registra e dá instruções aos acionadores (actuators), que disparam alertas, apertam cintos de segurança ou acionam freios. O resultado final é uma contribuição forte para o que os especialistas designam "manejo autônomo", quando o automóvel já não precisará de nós.
Amnon Shashua, co-fundador da Mobileye, é professor de visão computadorizada e de aprendizagem mecânica (machine learning) na Universidade Hebraica de Jerusalém. Contou-me que, desde 1999 --quando sua empresa foi criada-- já previa que um dia seria possível garantir a segurança de um veículo por meio de uma única câmera --"pelo mesmo motivo que uma pessoa não fica cega se fechar apenas um olho"--, quando todo mundo mais estava convencido de que seriam necessárias pelo menos duas (o que custaria bem mais caro).
A tecnologia da Mobileye já está em uso em alguns modelos da GM, BMW e Volvo, e está disponível como opcional em carros da Citroën e Honda, entre outros. Até setembro, um milhão de veículos equipados com o sistema estarão circulando.
Shashua também conta com o interesse das autoridades norte-americanas e europeus que defendem a adoção de dispositivos de assistência a motoristas. O preço atual do sistema completo, US$ 150, já está bem próximo da cifra mágica dos US$ 100, a partir da qual os fabricantes podem passar a considerar sua integração como item de série.
O sistema da Mobileye recentemente foi incluído na lista dos 45 inventos israelenses mais importantes. Shashua me contou que "eu sabia [desde 1999] que ele poderia funcionar, mas não no ambiente universitário". Por isso, criou uma companhia para atrair os fundos necessários, com a ajuda do Yissum, o fundo de investimento da Universidade Hebraica, que ficou com uma participação em seu capital. Os negócios vão bem e a empresa pode em breve atingir valor de mercado de US$ 1 bilhão, de acordo com o site israelense Ynetnews.com.
Shashua está convencido de que, afora o Vale do Silício, o único lugar onde surge inovação é Israel. "É parte de nosso ADN como nação", ele afirma, "diferente do que acontece na Europa ou Índia. Temos os algoritmos mais avançados. Na informática, Israel é um império".
sábado, 16 de junho de 2012
Irmã de Ângela Bismarchi é assassinada com tiro no peito na madrugada deste sábado (16)
Angelina Filgueiras, irmã de Ângela Bismarchi, e o namorado foram assassinados na madrugada deste sábado (16), na cidade de Niterói (RJ), segundo informações de funcionários do Hospital Mário Monteiro. De acordo com os funcionários, o autor do crime teria sido o ex-marido de Angelina, que já estaria preso no 81º DP de Niterói.
No twitter oficial de Ângela Bismarchi, a assessoria da modelo se pronunciou no fim da madrugada, dizendo que já estão tomando providências. "Não deixe ainda a Angela tomar conhecimento da tragédia que se abateu sobre sua família", anunciou a assessoria no microblog.
Segundo relatos ouvidos por funcionários do hospital, os vizinhos de Angelina teriam ouvido disparos e pedidos de socorro. O ex-marido teria dito que se tratava de um assalto e chegou a levar Angelina Filgueiras para o hospital. No entanto, policiais suspeitaram do relato e o encaminharam para a delegacia. Procurada pelo UOL, a 81ª DP de Niterói ainda não se pronunciou sobre o caso.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Feira serve de vitrine tecnológica para o Brasil
Consolidar a imagem do Brasil como produtor de tecnologia da informação e gerar oportunidade de negócios. Esses são os principais objetivos do país na CeBIT, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo.
A edição deste ano do evento --que ocorre de segunda-feira (5) a sábado (10) em Hannover, na Alemanha-- tem o Brasil como país parceiro. O governo investiu cerca de US$ 1,5 milhão na feira, segundo a Softex, entidade que organiza a participação brasileira na CeBIT.
Johannes Eisele/France Presse
Visitante na última CeBIT, que teve mais de 4.200 empresas
Cerca de 130 instituições do país estarão na feira -cem a mais do que em 2011. Elas apresentarão, em geral, produtos para o público corporativo, como sistemas de gestão.
A Totvs, por exemplo, mostrará uma rede social para empresas. A Comprova.com levará soluções em certificação digital. A Defenda exibirá um serviço de proteção contra fraudes internas. E a Positivo Informática apresentará novidades na área de educação, como uma mesa com tela sensível ao toque.
Estarão presentes também empresas como a Embraer, a Embrapa e a Petrobras e órgãos como a Receita Federal e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O baixo número de companhias brasileiras com foco no usuário final é compreensível, diz a Softex, pois elas buscam "vendas em grandes volumes, e a participação na CeBIT contribuiria pouco".
A participação do país inclui ainda uma série de palestras e workshops que abordarão oportunidades e cenários de investimento no Brasil em áreas como as de semicondutores, de energia eficiente e de computação em nuvem.
A presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel, devem discursar hoje na cerimônia de abertura, que terá também o executivo do Google Eric Schmidt.
SEGURANÇA
Com "Managing Trust" (gerenciando confiança) como tema principal, a CeBIT deste ano terá várias discussões e novidades relacionadas a segurança. Software malicioso, riscos em celulares e tablets, vazamento de dados, gerenciamento de emergências, questões legais e impacto na economia serão alguns dos tópicos abordados.
Computação em nuvem, mídias sociais e mobilidade são outros assuntos com presença forte na programação.
A organização espera um crescimento de cerca de 3% no número de expositores em relação ao evento do ano passado, que contou com mais de 4.200 empresas e teve a Turquia como país parceiro. A CeBIT acontece desde 1986.
Palmeiras deixa decisão nas mãos de Valdivia, mas exige R$ 15 milhões por liberação
Palmeiras decidiu que não vai forçar Valdivia a ficar no clube. O UOL Esporte apurou que a diretoria aprovou o tom da entrevista coletiva do jogador e percebeu no chileno a vontade de continuar a defender as cores do Alviverde. Os cartolas, no entanto, sentem que sem a família em São Paulo há sério risco do camisa 10 querer retornar ao Chile. Por essa liberação, o clube quer ser compensado num valor de aproximadamente R$ 15 milhões.
SAIBA TUDO SOBRE O CASO VALDIVIA:
Valdivia revela assédio do sequestrador e diz que ainda não tomou decisão sobre o futuro
"No Brasil, as pessoas matam por R$ 50", afirma Valdivia; assista ao vídeo
Palmeiras pode pedir no mínimo R$ 100 milhões para liberar Valdivia de contrato
Valdivia diz que bandido celebrou sequestro e que chance de vingança atrapalha volta da mulher
Palmeirenses dedicam vitória a Valdivia e exaltam disciplina do time no Olímpico
Esse dinheiro precisará ser buscado pelo próprio jogador, caso ele opte pela saída, e representa aproximadamente os 6 milhões de euros, fora os impostos, que o Palmeiras investiu na gestão passada para tirar o atleta dos Emirados Árabes.
Apesar de ter o direito contratual de cobrar até R$ 100 milhões pela multa rescisória, o time considera injusto o valor por entender que o jogador passa por um grave problema pessoal. Até por isso, disponibilizou a Valdivia um staff composto por segurança e psicólogo.
O porta-voz entre diretoria e jogador segue sendo o gerente de futebol, César Sampaio. Nesta quinta-feira, o ex-volante fez uma reunião com membros do futebol e do jurídico para passar tudo o que ouviu do atleta.
Sampaio, aliás, já havia declarado que não pretendia convencer ninguém a ficar contra a vontade, mas tinha deixado claro que em nenhum momento deixaria o jogador sair sem nenhuma contrapartida para o Palmeiras.
Durante a primeira coletiva que concedeu no Brasil, o jogador enfatizou que está com bastante dificuldade de voltar à rotina, mas aceitou que tem um contrato com o clube e que precisa cumpri-lo. Valdivia ainda deixou claro que tem uma dívida de gratidão por tudo o que o Palmeiras fez e tem feito por ele.
Valdivia
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Corinthians vence na Vila e fica perto da final da Libertadores
Em partida com direito a golaço, expulsão do artilheiro e apagão, o Corinthians derrotou o Santos por 1 a 0 na Vila Belmiro, na ida da semi da Libertadores, e saiu em vantagem na disputa por uma vaga na final. O atacante Emerson marcou o único gol da partida.
No duelo de volta, o Santos vem a São Paulo para enfrentar o Corinthians no Pacaembu na próxima quarta-feira, às 21h50. O Corinthians joga pelo empate. O Santos precisa vencer. Se fizer 1 a 0, levará a decisão para os pênaltis. Se marcar dois ou mais gols, qualquer vitória classificará o time da Baixada Santista.
Tite diz que Corinthians está maduro por sentir a carne queimar
Após vitória, goleiro pede cuidado com o Santos para o Corinthians
Para Muricy, Neymar está cansado fisica e mentalmente
Nem sempre a gente acerta, diz Neymar após derrota
Saiba como foi o jogo
Veja a chave da Libertadores
O Corinthians não terá Emerson, o autor do gol da partida e que foi expulso aos 31min do segundo tempo.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Claro e Vivo levam melhores lotes em leilão da tecnologia 4G
A parte mais importante do leilão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) foi encerrada há pouco, com a venda dos quatro lotes nacionais da tecnologia 4G.
As maiores ganhadoras foram Claro e Vivo, que ficaram com as frequências de maior capacidade de cobertura. Os lances iniciais para cada uma dessas opções partiam de R$ 630,191 milhões.
Regra para antena de celular será padronizada
O valor pago pela Claro foi de R$ 844,519 milhões. Já a Vivo arrematou por pouco mais de R$ 1 bilhão.
As duas últimas frequências nacionais ficaram com a Tim e a Oi, que pagaram, respectivamente, R$ 340 milhões e R$ 330 milhões. O lance inicial para esses lotes era de R$ 315 milhões.
Essas quatro operadoras poderão oferecer a tecnologia 4G em todo o país. Elas serão obrigadas a ofertar o serviço também nas zonas rurais, sendo que cada uma deverá operar em uma determinada região.
O processo durou toda a manhã. O leilão continua, agora, com lotes menores em disputa. Ao todo, 273 lotes deverão ser leiloados.
VIVO
A Vivo terá, além da oportunidade de oferecer a tecnologia 4G por todo país, a obrigação de fornecer também o serviço na área rural estabelecida pela Anatel do interior dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
TIM
A TIM arrematou, apesar da faixa arrematada ter menor capacidade, devido às características da própria frequência, também poderá operar em todo o país. Ela terá como obrigação levar a tecnologia para as áreas rurais do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
CLARO
A operadora Claro, que ganhou o leilão para o primeiro lote da tecnologia 4G, terá de oferecer o serviço nas zonas rurais da região Norte, dos Estados do Maranhão e Bahia e da grande São Paulo.
OI
A Oi deverá oferecer o 4G nas zonas rurais do Centro-Oeste e do Rio Grande do Sul.
4G
A tecnologia 4G permitirá que as empresas de telecomunicações aprimorem a qualidade dos serviços de voz e banda larga. Estima-se, por exemplo, que a velocidade da internet com 4G possa superar em dez vezes a média da que é obtida atualmente com 3G no Brasil.
A evolução do sistema, no entanto, dependerá do esforço e do investimento das operadoras.
Segundo cronograma do edital, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes terão cobertura 4G até 31 de dezembro de 2016. As cidades sedes da Copa das Confederações estarão cobertas por 4G até 30 de abril de 2013. As sedes e subsedes da Copa do Mundo terão o serviço até 31 de dezembro de 2013.
ZONA RURAL
O patinho feio do leilão era a faixa de 450 MHz, que cobre a região rural. Essa opção demanda grandes investimentos em infraestrutura e oferece um retorno menor, por se tratarem de áreas menos populosas.
Para garantir o acesso também nessas áreas, o edital de licitação previa que, se não houvesse interessados, a responsabilidade por esse fornecimento seja distribuído entre as empresas ganhadoras na faixa de 2,5GHz.
Até 31 de dezembro de 2015, as áreas rurais até 30 km da sede de todos os municípios brasileiros terão cobertura na faixa de 450 MHz, com serviços de voz e dados.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Lagarde afirma que é preciso salvar o euro em menos de 3 meses
A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, afirmou em entrevista concedida à cadeia "CNN" que é preciso salvar o euro "em menos de três meses".
Segundo a "CNN", a afirmação de Lagarde é uma resposta ao prognóstico do investidor multimilionário George Soros de que a Europa tem três meses para salvar a moeda única. "A construção da zona do euro levou tempo, e é uma tarefa que está em construção neste momento", explica Lagarde.
A diretora-gerente não quis, por outro lado, tentar prever se a Grécia sairá da zona do euro - será uma questão de determinação política, afirmou -, mas desculpou-se por suas recentes declarações sobre a evasão fiscal nesse país.
"Também acredito que o cumprimento das obrigações fiscais é um instrumento necessário para reinstaurar a situação de qualquer país, entre eles a Grécia", acrescentou.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
O sucesso do ano
Difícil definir o gênero de "The Hunt for Charlie Waterfall", jogo que tem circulado na imprensa e nos blogs de uns tempos pra cá.
De início, parecia um título de estratégia, inspirado em "Civilization". No comando do gabinete do senador Demóstenes, o jogador traça planos para uma nação imaginária, negociando com colegas e votando em emendas que podem determinar, a longo prazo, o futuro do país.
Apesar do sucesso inicial, os entusiastas de "The Hunt for Charlie Waterfall" logo se sentiram limitados em Brasília, o único estágio disponível no jogo. Atendendo a pedidos, a primeira expansão incluiu novos personagens e também a fase "Rio de Janeiro", que pode ser liberada negociando o empréstimo de um jatinho particular.
domingo, 10 de junho de 2012
Banco UBS pode ter perdido US$ 350 mi no IPO do Facebook, diz CNBC
O banco suíço UBS pode ter perdido mais de US$ 350 milhões devido à oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Facebook e está preparando uma ação legal contra a Nasdaq, afirmou a CNBC nesta sexta-feira, citando fontes não-identificadas.
O UBS confirmou que perdeu dinheiro devido ao IPO em 18 de maio, mas que não comentaria sobre o montante.
Em comunicado, o UBS afirmou: "Nós continuamos a considerar caminhos para recuperar nossas perdas nesse caso, mas ainda não tomamos medidas legais".
Fontes da indústria disseram originalmente que o banco sofreu US$ 30 milhões em perdas.
O UBS foi um dos quatro maiores formadores de mercado no negócio do Facebook ao lado de Automated Trading Desk, do Citigroup, Knight Capital e Citadel Securities.
Os problemas começaram quando falhas técnicas causaram um atraso de 30 minutos na abertura do IPO do Facebook, seguido por um período de duas horas durante o qual os formadores de mercado, que facilitam os negócios para os operadores, não receberam as confirmações para as ordens.
A Nasdaq afirmou na quarta-feira que vai oferecer um total de US$ 40 milhões em dinheiro e descontos para clientes prejudicados no IPO.
sábado, 9 de junho de 2012
Intel aposta em reconhecimento facial para direcionar propaganda
A Intel está apostando em tecnologia de reconhecimento facial para publicidade dirigida e numa equipe de negociadores experientes para convencer relutantes parceiros de mídia a aderirem a seu novo serviço de TV virtual.
Até o momento, no entanto, implementar o serviço vem sendo um desafio, porque a maior parte dos grandes grupos de mídia não está disposta a permitir que a Intel desmonte pacotes de programação e licencie canais e programas específicos a preço inferior ao pago pelos parceiros dessas companhias no setor de TV paga.
A Intel, maior fabricante mundial de chips, manteve sigilo sobre a estratégia para lançar um serviço enxuto de TV a cabo, mas terá de assumir riscos para iniciar atividades em uma linha de negócios completamente nova.
De acordo com cinco fontes que vêm negociando há meses com a Intel, a empresa está enfatizando um decodificador que empregaria a tecnologia dela para distinguir quem exatamente está assistindo a determinado programa, o que poderia permitir publicidade direcionada.
O decodificador que a Intel vem propondo não identifica a pessoa especificamente, mas pode oferecer dados como sexo e faixa etária e assim ajudar a direcionar publicidade, afirmaram duas das fontes.
Os planos da Intel a colocam no meio da batalha do Vale do Silício pelo controle das salas de estar. Empresas de grande porte, como Apple, Amazon e Google, acreditam que a TV a cabo dos EUA esteja aberta a mudanças por motivos que vão da mudança nos hábitos dos telespectadores ao custo crescente da produção de programas.
A TV a cabo americana movimenta US$ 100 bilhões anuais e está sob o domínio de grandes distribuidores --como Comcast e DirecTV-- e criadores de conteúdo, como Disney e Time Warner.
Embora nenhuma dessas empresas tenha feito grandes avanços no mercado até agora, a Intel acredita que conseguirá desenvolver um decodificador e um serviço de assinatura de programação de maior qualidade para prover conteúdo de TV aos telespectadores, mesmo que esse mercado seja novidade para ela.
Um serviço de TV bem-sucedido e baseado na tecnologia da Intel seria um grande passo para ampliar a presença de seu chip em aparelhos eletrônicos domésticos
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Bolsa dá US$ 40 mi por falha com Facebook
Para compensar a perda de investidores por conta de falhas no sistema no primeiro dia de negociação das ações do Facebook na Nasdaq, o conselho administrativo da Bolsa eletrônica aprovou um fundo de US$ 40 milhões.
O valor, porém, está abaixo dos mais de US$ 100 milhões que os investidores dizem ter perdido.
A proposta foi enviada ontem à SEC (equivalente dos EUA à CVM brasileira) e ainda precisa ser aprovada.
Do total, US$ 13,7 milhões serão pagos em dinheiro. O restante será concedido em descontos nos custos das transações realizadas na Bolsa nos próximos seis meses.
Esse último ponto irritou a Bolsa de Nova York (NYSE), que perdeu a disputa para negociar as ações do Facebook.
A Bolsa chamou a compensação de "profunda inconsistência nas práticas justas".
"É como obrigar a indústria a subsidiar erros da Nasdaq. Isso estabeleceria um precedente prejudicial que pode ter implicações de longo alcance para mercados, investidores e interesse público", anunciou em nota.
"Os investidores serão obrigados a negociar na Nasdaq", diz Laura DiDio, analista da consultoria Itic.
Em 18 de maio, problemas com o sistema de pregão da Nasdaq atrasaram a negociação de ações do Facebook em 30 minutos no dia de sua estreia na Bolsa. Investidores não tiveram nem compra nem venda registradas.
Estabelecidas em US$ 38 no dia anterior, as ações logo subiram para US$ 42.
As firmas não viram a variação de suas ações até duas horas depois da abertura do pregão, quando foram notificadas pela Nasdaq de que os papéis foram negociados por cotação diferente.
O pedido de reembolso deve ser encaminhado à Finra (entidade reguladora do mercado financeiro dos EUA).
Os pedidos contemplados são os de ações vendidas até US$ 42 não executados ou vendidas por esse preço, mas computadas com um valor inferior, e os das compradas por US$ 42, mas não confirmadas imediatamente.
DESCULPAS
Ontem, a Nasdaq anunciou ter contratado a IBM para rever os processos de seu sistema. Em seu primeiro posicionamento, Robert Greifeld, diretor-executivo da Nasdaq, disse ao "Wall Street Journal" que a Bolsa "deve desculpas à indústria".
Sobre as críticas de que o valor reservado ao fundo não dará conta de sanar todas as perdas, estimadas em US$ 100 milhões, Greifeld disse que a quantia foi medida com base no número de pedidos considerando só aqueles executados com preço inferior.
Desde a abertura de capital na Bolsa, os papéis do Facebook já caíram 29%.
Ontem, minimizaram a queda e avançaram 3,64%, negociados a US$ 26,81.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Google dispara aviões sobre cidades para mapear o mundo em 3D
O Google está disparando uma frota de pequenos aviões equipados com câmeras para sobrevoar diversas cidades, no mais recente movimento da companhia rumo ao seu ambicioso, e às vezes controverso, plano de criar um mapa fotográfico do mundo.
■Google anuncia Maps que funciona off-line e Earth com visual em 3D
A empresa planeja divulgar os primeiros mapas em terceira dimensão de diversas cidades até o final deste ano, afirmou o Google em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.
Reprodução
Imagem do Google Earth em 3D exibida na conferência do Google Maps
A companhia não revelou os nomes das cidades, mas fez uma demonstração de um mapa 3D de San Francisco, nos EUA, no qual o usuário pode navegar tendo uma vista aérea da cidade.
"Estamos tentando criar a ilusão de estar sobrevoando a cidade, quase como se você estivesse no seu próprio helicóptero", disse Peter Birch, um dos gerentes de produto do Google Earth.
O diretor de engenharia do Google para este produto, Brian McClendon, afirmou que a empresa está usando uma frota de aviões terceirizada destinada exclusivamente à companhia.
Questionado sobre potenciais problemas envolvendo privacidade, ele disse que essas questões são similares a qualquer coleta de imagem aérea.
Durante anos o Google operou uma frota de veículos equipados com câmeras que cruzaram o planeta para capturar imagens panorâmicas de ruas para seu serviço de mapas. Esses veículos levaram a questionamentos de privacidade em alguns países.
Em 2012, o Google desvendou que tais veículos coletaram, inadvertidamente, e-mails, senhas e outros dados pessoais das redes sem fio das residências.
Os mapas das cidades em 3D vão integrar as ferramentas móveis do Google Earth, segundo a empresa, que também apresentou uma versão do atual serviço de mapas para smartphones com Android, que dispensa a conexão à internet.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Taxas de importação afastam do Brasil fabricantes de tablets
Brasil só tinha 16 marcas de tablets disponíveis no mercado no fim de 2011, segundo a GfK -0menos do que vizinhos menores da América do Sul, como a Argentina, que tinha 39, e o Chile, com 19.
Na mesma época, respondia por mais de um terço do valor das vendas de tablets de toda a América Latina, de acordo com a Euromonitor.
ESPECIAL TABLETS
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Altas taxas de importação são o motivo principal do paradoxo. Para empresas estrangeiras que não fabricam tablets no país, vale pouco a pena trazer produtos de fora.
"Para ser competitivo no Brasil, só produzindo aqui", diz Jorge Aguiar, presidente da Sony Mobile no Brasil.
Empresas menores, com pouco capital para produzir localmente, acabam evitando o mercado brasileiro.
"Como todos sabem, o Brasil tem leis e taxas de importação muito estritas", diz Mike Hong, gerente de vendas da Yifang Digital na América do Sul, sobre a ausência no país de tablets da empresa.
Um paralelo entre tablets recém-chegados evidencia as vantagens de produzir no Brasil. O Sony Tablet, feito no país, custa R$ 1.649; o HP Slate 2, importado, sai por R$ 2.759. Nos EUA, sob a atual cotação do dólar, o modelo da HP é cerca de R$ 600 mais caro que o da Sony. No Brasil, a diferença quase dobra.
PROCESSO LENTO
Mesmo os tablets que vêm ao país costumam demorar a chegar. O Slate 2 e o Sony Tablet foram lançados nos EUA no fim de 2011 e chegaram ao Brasil só no mês passado.
"Tivemos que adaptar o produto ao país e capacitar os fabricantes locais a produzi-lo", diz Aguiar, justificando o hiato de oito meses entre o lançamento do Sony Tablet nos EUA e no Brasil.
Outra razão da demora é o processo de certificação e homologação dos produtos, que leva cerca de seis semanas. Só depois de passar por esse crivo é que um tablet pode ser comercializado no mercado brasileiro.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Tuiteiros repercutem apresentação de Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG
Um dos assuntos em destaque no microblog desta segunda-feira é a apresentação do jogador Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG.
Após sondagem do Palmeiras, o jogador acertou hoje sua tranferência para o Galo, que ainda tenta contratar o uruguaio Diego Forlán, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.
O usuário @josevitor01 comentou: "Finalmente o Ronaldinho arranjou um lugar pra ele cantar de Galo... Literalmente!".
Já para o tuiteiro @Pablo_Peixoto, "Ronaldinho vai pro Galo porque achou o Atlético Maneiro".
@MauMeirelles preferiu a ironia: "Ronaldinho Gaúcho no Atlético Mineiro? Só eu achei irônico ele ir pra terra da cachaça?".
O meia-atacante, que rescindiu contrato com Flamengo na última quinta-feira (31), concedeu uma entrevista ao "Fantástico", exibida ontem pela Rede Globo, na qual nega os supostos casos de indisciplina no clube.
Ronaldinho cobra na Justiça trabalhista uma dívida de cerca de R$ 40 milhões envolvendo o time carioca.
Bruno Cantini/Divulgação Clube Atlético Mineiro
Ronaldinho Gaúcho foi apresentado hoje e já treinou com os novos companheiros de Atlético-MG, em Vespasiano
MTV MOVIE AWARDS
Os tuiteiros também lembraram dos prêmios da 21ª edição do MTV Movie Awards", entregues na noite deste domingo em uma cerimônia realizada no anfiteatro Gibson dos estúdios Universal, na Califónia.
Os filmes "Jogos Vorazes", com quatro prêmios, e "Amanhecer - Parte 1", com dois, dominaram a disputa.
Kevin Winter - 3.jun.12/Getty Images/France Presse
O ator Taylor Lautner recebe o prêmio de Melhor Filme no MTV Movie Awards 2012, na Califórnia
E3
O mundo dos games foi destaque nas redes sociais nesta segunda-feira. A repercussão acontece um dia depois da pré-conferência on-line da E3 2012 (Electronic Entertainment Expo), que fez uma prévia dos principais jogos a serem lançados este ano.
No Twitter, as continuações das séries "Halo" e "Splinter Cell" estiveram entre os assuntos mais comentados.
Kevork Djansezian/Getty Images/France-Presse
Imagem de "Halo 4" durante apresentação da Microsoft na E3
Outra novidade tecnológica da feira apontada pelos internautas é o Nike+ Kinect Training.
Fruto de uma parceria entre a Microsoft e a empresa de material esportivo, a nova iniciativa a unir jogos digitais e exercícios físicos deve ser lançada mundialmente em dezembro.
A E3, um dos maiores eventos de games e tecnologia do mundo, começa em Los Angeles nesta terça e vai até quinta.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Em Los Angeles, feira E3 mostra as novidades no mundo dos games
Começa nesta terça (5) e acontece até quinta em Los Angeles um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, a E3 (Electronic Entertainment Expo), voltada para o mercado de games.
Microsoft, Nintendo e Sony, as três principais fabricantes de videogame, contam com conferências próprias e dividem um espaço de 350 mil metros quadrados --quase cinco vezes o tamanho do pavilhão de exposições do Anhembi, que tem 76 mil metros quadrados-- com mais de 200 expositores, como Capcom, Activision, Ubisoft e Electronic Arts.
Algumas das conferências acontecem hoje, um dia antes do início da feira.
Dezenas de jogos serão apresentados, como "God of War: Ascension", "Resident Evil 6", "Halo 4", "Metal Gear: Revengeance" e "Call of Duty: Black Ops 2".
A Nintendo revelará a versão final do Wii U e alguns jogos para o novo videogame, que inaugura a oitava geração de consoles. Um novo jogo da franquia "Super Mario" será apresentado no evento.
O console conta com um controle em formato de tablet, com tela de LCD, que poderá funcionar sem a necessidade de uma televisão.
Especula-se muito sobre o preço e a data de lançamento do aparelho, mas ainda não há posicionamento da Nintendo --ela nem sequer confirmou se essas informações serão divulgadas amanhã, em sua conferência.
SONY E MICROSOFT
Sony e Microsoft negaram que apresentarão concorrentes do Wii U. As companhias devem manter o foco em novos títulos para a atual geração de videogames. No caso da Sony, as atenções devem mirar o portátil PS Vita.
De qualquer maneira, empresas que desenvolvem games já trabalham a todo vapor na produção de jogos para o "PlayStation 4" e para o "Xbox 720".
Grandes companhias da área, como Infinity Ward (da série "Call of Duty"), Rockstar (de "GTA" e "Max Payne 3") e Blizzard (de "StarCraft" e "Warcraft"), já publicaram anúncios sobre vagas de emprego para programadores, engenheiros de software e designers de jogos.
As empresas falam abertamente em "produção para a nova geração de consoles de videogame".
Até a própria Microsoft publicou uma vaga de emprego cuja descrição mencionava "a próxima geração do Xbox". O texto foi retirado do ar. Oficialmente, a empresa diz que um novo videogame está "longe de acontecer".
Sites e blogs apostam que as grandes empresas guardam pelo menos uma grande surpresa para o evento --talvez jogos, serviços ou até mesmo hardware.
domingo, 3 de junho de 2012
Tim Cook, da Apple, sugere lançamento de produtos relacionados a TV
O executivo-chefe da Apple, Tim Cook, prometeu que a criatividade e a inovação continuarão sendo centrais no DNA da empresa, e sugeriu que os produtos a serem lançados têm relação com TV.
Cook abriu nesta semana a prestigiosa conferência All Things Digital, patrocinada pelo site de notícias sobre tecnologia do magnata da imprensa Rupert Murdoch, na cidade turística de Palos Verdes, Califórnia.
Robert Galbraith - 7.mar.12/Reuters
Tim Cook, executivo-chefe da Apple, durante evento em San Francisco em março de 2012
O executivo-chefe da Apple não quis revelar detalhes dos produtos prontos a serem lançados pela fabricante dos famosos iPad, iPhone, iPod, Macintosh e dos dispositivos da Apple TV.
Os primeiros lançamentos poderiam acontecer no próximo dia 11 de junho, na conferência global anual da Apple para programadores em San Francisco.
Segundo Cook, a Apple TV tem sido "uma área de grande interesse" para a empresa. Um total de 2,8 milhões dessas caixas que transmitem conteúdo da internet em telas de TV foram vendidas no ano passado, e quase a mesma quantidade nos primeiros meses de 2012.
O serviço de armazenamento de dados em nuvem da Apple e vínculos mais fortes com os estúdios de cinema e TV que vendem conteúdo digital poderiam apoiar essa possível nova oferta da Apple TV.
Cook, de 51 anos, citou as lições aprendidas com o falecido cofundador da Apple, Steve Jobs, que passou para ele o comando da empresa em agosto, diante do agravamento do câncer de que sofria. Entre elas, está o foco em fazer poucas coisas excepcionalmente bem, deixando de lado a mediocridade.
Cook lembrou de quando foi até a casa de Jobs para discutir seu novo cargo na direção da Apple e o ouviu falar sobre como a Disney fracassou depois que seu lendário fundador morreu e as decisões seguintes foram tomadas em função do que Walt Disney teria feito.
"Ele me olhou com aqueles olhos intensos e me pediu para nunca fazer isso, para fazer apenas o que for o certo", comentou o executivo-chefe.
Sob a supervisão de Cook, a Apple implementou um programa filantrópico que equipara as doações feitas por seus funcionários, e se envolveu em campanhas para melhorar as condições de trabalho nas fábricas chinesas de seus produtos.
O executivo-chefe citou como referências Robert Kennedy e Martin Luther King, além do diretor-executivo da Disney, Robert Iger, membro da junta diretora da Apple.
Em uma referência indireta à tentativa da Microsoft de produzir um sistema operacional que funcione em qualquer dispositivo, Cook disse que o software não pode ser a base de tablets e PCs sem que isso tenha um preço.
"Não estamos fabricando o melhor produto quando tentamos convergir. Acredito que, se tentarmos forçá-los juntos, o PC não fica tão bom quanto poderia ser. O tablet, tampouco", comentou.
Cook também citou a guerra de patentes com outras empresas, e disse que a Apple tem o direito de defender suas criações. "A Apple não pode investir toda a sua energia e cuidado em uma obra e, depois, alguém mais vir colocar seu nome nela."
O executivo-chefe assinalou que a empresa vai reforçar a conhecida política de manter seus protótipos em sigilo.
sábado, 2 de junho de 2012
'Próxima dimensão do Google Maps' deve ser anunciada em evento no dia 6 de junho
O Google enviou à imprensa internacional um convite para evento no qual pretende anunciar "uma nova dimensão do Google Maps" na próxima quarta-feira (6).
Apple vai trocar Google Maps por aplicativo próprio com modo 3D, diz site
Sites internacionais, como o "Next Web", acreditam que o convite sugere alguma novidade relacionada a tecnologia em três dimensões.
A apresentação será feita por Brian McClendon, vice-presidente do setor de Google Maps e Google Earth da empresa. O convite ainda promete novidades que vão "ajudar pessoas a ir para onde elas quiserem --tanto física quanto virtualmente".
O evento ocorrerá uma semana antes da WWDC, conferência de desenvolvedores da Apple, na qual a empresa deve anunciar um serviço concorrente do Google Maps.
Rumores anteriores sugerem que o próximo serviço da Apple também contará com tecnologias em três dimensões.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Facebook é uma 'empresa de vigilância', diz hacker que colaborou no WikiLeaks
Num painel cheio de convidados engravatados, bem em linha com a formalidade e a seriedade do tema proposto ("Privacidade e Proteção de Dados On-line: Como Empresas, Governos e Usuários Podem Promover a Privacidade On-line"), um dos participantes chamava atenção por seu visual (bermuda, tênis, tatuagens): era Jacob Appelbaum, um dos líderes do Tor Project (software que permite aos internautas se comunicar de forma anônima na rede), ex-porta-voz do WikiLeaks e especialista em informática da Universidade de Washington.
■'Smartphone é acordo com o diabo', diz super-hacker
■Rio RightsCon começa com discussões sobre progresso tecnológico e seus desdobramentos
Mas foi quando começou a falar que Appelbaum realmente roubou a cena, transformando-se numa das principais atrações do primeiro dia da Rio RightsCon e fazendo jus à alcunha de "o homem mais perigoso do ciberespaço", que a revista "Rolling Stone" lhe deu em um longo perfil.
Com um discurso fluido e engajado, o americano atacou todas as formas de controle on-line instituídas por governos e empresas, afirmou que nem questões de segurança nacional deveriam servir como argumento para restrições e vigilância na rede e ainda atacou dois dos patrocinadores da conferência, o Facebook e o Skype.
Wikimedia Commons
Jacob Appelbaum é um dos líderes do projeto Tor, rede que permite usar a internet com mais privacidade
"O Facebook é basicamente uma empresa de vigilância. Eu o chamo de 'Stasibook' [em referência à Stasi, a polícia política da extinta Alemanha Oriental], porque você está sempre espionando e delatando seus amigos."
Para Appelbaum, o principal problema é que empresas como o Facebook e o Skype limitam propositalmente a segurança e a privacidade de seus usuários, seja porque lucram com seus dados ou porque cumprem exigências governamentais.
"Sob pretexto de segurança nacional, são criadas backdoors nos sistemas [para que os usuários possam ser rastreados] que podem ser usadas por outras pessoas. Os usuários estão sendo colocados em risco pelo próprio governo. Não deveríamos enfraquecer o sistema por causa da segurança pública."
Por causa desse acesso governamental aos dados dos cidadãos, o americano disse que "cada vez que você liga para seus amigos via Skype, está colocando-os em risco." "Deveríamos rejeitar essas empresas que comprometem nossa segurança e usar outros mecanismos, como os que permitem ligações encriptadas de ponta a ponta, trocas de mensagens seguras."
Acostumado à vigilância do governo americano (desde que foram divulgadas suas ligações com o WikiLeaks) e às críticas que recebe por conta do Tor Project (que, por tornar os usuários quase irrastreáveis, acaba sendo usado também para venda de drogas e outras atividades ilegais), Appelbaum tem respostas prontas para os ataques mais comuns:
"Maus elementos podem usar o Tor assim como usam celulares, estradas. Censurar a internet não é a forma de lidar com isso. A causa da pornografia infantil não é a internet, são as pessoas que cometem esse crime. Restringir a privacidade on-line não vai acabar com os estupradores de crianças".
"Essa é uma decisão que precisamos tomar como sociedade: é melhor todos estarmos seguros [ao usarmos tecnologias de comunicação], incluindo alguns dos vilões, do que ficarmos todos inseguros. Cada vez que alguém diz que devemos abrir exceções em direitos fundamentais por questões de segurança, devemos desafiar essa noção. A internet mudou a maneira como lidamos com segurança nacional. Não são apenas os provedores que podem violar a segurança, mas qualquer um com US$ 1.000."
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Sony anuncia dois smartphones Xperia à prova d'água
Sony anunciou, nesta quarta-feira (30), dois novos modelos de smartphone da linha Xperia.
Batizados de Xperia go e Xperia acro S, ambos são à prova d'água e resistentes a poeira. Além disso, segundo a Sony, os aparelhos possuem vidro reforçado contra arranhões.
De acordo com a empresa, ambos os aparelhos serão lançados no terceiro trimestre deste ano. Os preços não foram divulgados.
Novos modelos de celular da Sony, o Xperia go e o Xperia acro S, resistentes a água e poeira
O Xperia acro S contará com tela de 4,3 polegadas (resolução de 1.280x720 pixels), câmera de 12,1 megapixels e processador de núcleo duplo de 1,5 GHz. O aparelho será lançado com o sistema Android 4.0.
O Xperia go terá tela de 3,5 polegadas, câmera de 5 megapixels e processador de núcleo duplo de 1 GHz. O celular será lançado com Android 2.3, mas a Sony garante que o usuário poderá atualizá-lo para a versão 4.0.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Samsung lança primeiro Chromebox, desktop portátil com sistema do Google
Com uma nova linha de notebooks leves desenvolvidos pela Samsung, o Google vai tentar angariar mais adeptos para um computador cujo sistema operacional gira em torno de seu popular navegador, o Chrome.
O lançamento de uma nova geração de Chromebooks, que ocorreu nesta terça-feira, dá ao Google e à Samsung uma nova oportunidade de convencer consumidores e empresas a comprar esse computador pouco convencional, em vez de optar por máquinas com os sistemas da Microsoft e da Apple.
A geração inclui uma versão nova do Chromebook, cujo primeiro modelo foi lançado no ano passado, e o inédito Chromebox, uma versão compacta, em formato de caixa, do Chromebook, que pode ser conectada a um monitor maior para exibir o mesmo sistema.
Divulgação
O inédito Chromebox (à esq.) e a nova versão do Chromebook (à dir.)
Diferentemente de computadores convencionais do mesmo tipo, os Chromebooks não têm disco rígido. Eles funcionam como terminais dependentes de uma conexão à internet.
O laptop vem com 16 Gbytes de memória flash -o mesmo tipo de memória encontrado em smartphones, tablets e alguns iPods. Duas portas USB permitem conectar HDs externos e outros dispositivos.
Os Chromebooks tiveram uma recepção inicial fria quando foram lançados no ano passado.
"Eles tinham menos a oferecer do que tablets, então eles não foram tão interessantes para o consumidor", diz Mika Kitagawa, analista do Gartner.
O Google diz que sempre teve a intenção de ir devagar com os Chromebooks, dando a seus engenheiros o tempo necessário para entender os meandros dessas máquinas e fazer as melhorias necessárias.
A nova versão do Chromebook, o Samsung Series 5 550, é 2,5 vezes mais rápida que a anterior e suporta vídeos em alta definição. Outra novidade é que ele permite editar documentos offline. Há também mais integração com a loja de aplicativos do Chrome, a Chrome Web Store.
A tela, como a da versão anterior, tem 12,1 polegadas.
O notebook só ficará à venda on-line. Nos EUA, os preços são de US$ 449 para as máquinas só com conexão Wi-Fi e de US$ 549 para as com conexão Wi-Fi e 3G.
O preço do Chromebox é de US$ 329.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Sucesso na TV, série "The Walking Dead" vira game
Sucesso na TV dos EUA e com fãs também no Brasil, a série de zumbis "The Walking Dead" rendeu um bom fruto para o mundo dos games. "The Walking Dead: a New Day", para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, tem na história o seu maior trunfo.
O roteiro é de Robert Kirkman, criador da HQ que também serviu de base para a série de televisão. Em "A New Day", capítulo inicial de um total de cinco, o jogador é Lee Everet, um ex-detento que, com a garotinha Clementine, luta para sobreviver nos arredores de Atlanta.
A jornada, que dura cerca de duas horas, faz diversas referências ao seriado e passa por locações familiares.
Um dos maiores trunfos do jogo é ir além de colocar o jogador para "apenas" matar zumbis. "A New Day" é um game de escolhas, em que frequentemente o jogador é colocado em posições difíceis, como escolher a quem salvar numa situação extrema.
O game é uma combinação de sequências de ação, quebra-cabeças e exploração do cenário. Há também um foco nos diálogos, momentos nos quais o jogador é confrontado com várias alternativas de perguntas ou respostas.
CÂMERA BIZARRA
A "New Day" não escapa de alguns probleminhas, especialmente em relação à câmera, que às vezes escolhe ângulos improváveis e até confusos, limitando a visão do cenário e dificultando a movimentação do personagem principal.
"The Walking Dead: a New Day" é comercializado apenas via download, seja no site oficial, no caso da versão para PC, ou nas redes on-line de PlayStation 3 e de Xbox 360. O preço pelo pacote de cinco capítulos é de, em média, US$ 25.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Google mostra novo motor de mapas em evento em São Paulo
O Google vai aproveitar o maior evento corporativo de geotecnologia da América Latina para anunciar seu mais novo produto ao mercado local: o Google Maps Engine.
"O Google Maps Engine é a combinação de vários serviços", diz Francisco Gioielli, gerente de vendas dos produtos de geolocalização da empresa para o Mercosul.
"Ele permite, de uma maneira muito simples, armazenar mapas e arquivos cartográficos na nuvem", diz Gioielli. "Além de armazenar arquivos, ele permite visualizá-los em camadas e compartilhá-los em tempo real."
Reprodução
Imagem da avenida Paulista, em São Paulo, no Google Street View
Para falar sobre o potencial da ferramenta, ele cita dois acordos fechados recentemente pelo Google com empresas brasileiras. "Acabamos de assinar [contrato] com a Petrobras e a Light."
Ele diz que a Light foi a primeira empresa a aproveitar o serviço no país. "Ela colocou toda a sua rede na plataforma. Agora, os funcionários podem 'levá-la' a campo, com auxílio de tablets e smartphones, e atualizar as mudanças direto da rua."
A empresa vai apresentar seu case durante o evento.
INVESTIMENTO
Para aproveitar o crescimento do mercado latino de geotecnologia, e estimulado pelo desempenho dos países da região acima da média mundial, o Google decidiu participar em peso do MundoGEO Connect Latin America 2012, que acontece de amanhã a quinta no shopping Frei Caneca, em São Paulo.
"Estaremos de forma bastante agressiva no MundoGEO", diz Francisco. "Seremos oito pessoas, sendo três estrangeiros, e teremos três iniciativas: um estande, um seminário e um workshop para desenvolvedores."
Entre os presentes, estará Clinton Libbey, diretor de mapas do Google nos EUA.
O workshop para desenvolvedores será ministrado por dois funcionários da empresa nos EUA, que virão ao Brasil só para o evento. Eles ensinarão como trabalhar com os serviços de geolocalização da empresa -Maps, Street View e Earth.
São 200 vagas, ainda não preenchidas, e a palestra terá tradução simultânea. "Dependendo da demanda, vamos tentar disponibilizar mais espaço", diz Gioielli.
COMO PARTICIPAR
A inscrição é gratuita para os workshops e para visitar a exposição de produtos e serviços do MundoGEO Connect LatinAmerica 2012.
Para participar de seminários, fóruns e cursos, a inscrição custa de R$ 500 a R$ 980.
A programação pode ser vista em aqui.
domingo, 27 de maio de 2012
Telas interativas em forma de 'papel de parede' são o futuro da TV
Você acha que seu televisor de tela plana é grande? Pois ainda não viu nada.
A maneira pela qual assistimos TV deve mudar significativamente no futuro. Um "papel de parede" modular, com funções de TV, dominará a sala de estar com telas que circundam o espectador e utilizam sua visão periférica para criar uma experiência de verdadeira imersão. Além disso, será possível usar parte da tela para programas, filmes, páginas da web ou mensagens no Twitter.
Como o telespectador poderá organizar tudo isso em sua gigantesca tela de imersão?
É o tipo de pergunta que a NDS (New Digital Systems), criadora de tecnologia de transmissão para TV paga, diz que as redes de mídia eletrônica precisarão se perguntar na próxima década --quando os televisores do tamanho da parede se tornarem realidade prática, que vá além das imagens de baixa resolução oferecidas pelos projetores ou das grandes telas planas de alto consumo de eletricidade.
"É espantosa a precisão com que a ficção científica previu o avanço da tecnologia televisiva", diz Simon Parnall, vice-presidente de tecnologia da NDS, em Staines, Reino Unido.
OLED VS. LCD
A mais recente ideia da companhia, Surfaces, toma por base o fato que a próxima geração de televisores de telas planas, baseados em OLED (diodos orgânicos emissores de luz), vai baixar de preço consideravelmente nos próximos cinco a dez anos.
As telas OLED tem uma grande vantagem: diferentemente das telas LCD, não precisam de iluminação lateral, e por isso a área de imagem pode se estender até a borda da tela. Isso significa que podem ser montadas lado a lado para criar uma superfície de exibição contínua.
"A tecnologia de telas OLED poderá ser modular, e os módulos poderão ser montados em qualquer formato desejado, não apenas em formações retangulares", disse Parnall, durante o Future World Symposium, realizado em abril em Londres.
DE R$ 25 MIL A R$ 3 MIL
Os primeiros televisores OLED, com tela de 1,4 metro, chegarão ao mercado ainda este ano pelas sulcoreanas LG Electronics e Samsung. É provável que seu preço inicial seja de oito mil libras (cerca de R$ 25 mil), diz John Kempner, comprador de TV e vídeo da cadeia de varejo britânica John Lewis Partnership.
Ele também acredita que a tendência seja de "deflação bastante rápida de preços", e antecipa que o custo deve cair abaixo das três mil libras (menos de R$ 10 mil) em dois anos. Modelos custando mil libras ou menos (aproximadamente R$ 3 mil) devem estar disponíveis dentro de cinco a dez anos.
PAPEL DE PAREDE
Usando seis painéis OLED, a NDS construiu um protótipo de tela de 3,6 metros por 1,4 metro, que quando não está em uso exibe a imagem da parede por trás dela. "É ambiente", diz Parnall.
Um servidor de vídeo encaminha conteúdo à tela sob o controle de um navegador comum no celular inteligente ou computador do usuário, e também permite que este selecione em que porção da tela deseja ver seus vídeos, a web, páginas de mídia social ou Skype. Alguns televisores atuais já podem ser controlados por meio de um aplicativo, e não só de um controle remoto, segundo Kempner.
O protótipo está exibindo o programa de talentos "X Factor" no centro da tela, com conteúdo de internet sobre os participantes na direita, um widget para votação abaixo e páginas de Twitter mostrando a reação dos espectadores à esquerda.
GRAU DE IMERSÃO
Um aspecto central da experiência está em determinar o grau de imersão que os usuários desejam. Uma família que esteja assistindo a um filme pode optar por imersão profunda, e fazer com que o filme cubra a maior parte da tela --talvez apenas com uma faixa para comentários de mídia social, abaixo.
Para menor imersão, notícias podem ser exibidas no centro, em companhia de notificações no Skype ou nas redes sociais, com conteúdo da web na periferia. Canais de som separados podem ser transmitidos ao celular ou fone de ouvido de cada usuário.
INFINITO LATERAL
Não é só a NDS que está trabalhando para mudar a maneira pela qual assistimos TV. Daniel Novy e Michael Bove, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), estão desenvolvendo um sistema de imersão chamado Infinity-by-Nine --uma referência ao formato de tela 16:9 que se tornou padrão nos televisores modernos.
"Tiramos vantagem de alguns truques de percepção", disse Bove. "A visão periférica não é sensível a detalhes, mas o é a movimentos, e o cérebro realmente deseja criar uma explicação coerente sobre aquilo que sua visão periférica e sua visão central, ou foveal, veem".
Eles empregam software de visão mecânica para analisar um filme, por exemplo, e depois gerar em tempo real um padrão móvel, de baixa resolução, que se assemelha à imagem da tela. O padrão é projetado nas paredes adjacentes e no teto.
"O espectador não contempla diretamente as imagens adicionais, mas sua presença aprofunda o senso de imersão naquilo que a tela oferece", diz Bove.
O método funciona porque, embora a percepção de cores e detalhes seja menor em nossa visão periférica, a sensibilidade a movimentos nessas fímbrias visuais continua forte.
Assim, o Infinity-by-Nine precisa apenas mover o padrão de baixa resolução com a mesma velocidade da imagem principal, a fim de reforçar a sensação de imersão espacial dos espectadores.
"Embora o efeito possa ser mais forte para aqueles que ocupam uma posição central ao assistir, também é poderoso para os ocupantes de outras posições. Temos diversos sofás na sala de teste e, quando deixamos um filme passando muitos vezes, voltamos e encontramos todos eles ocupados --e pessoas sentadas até no chão", diz Bove.
DISPERSÃO E CONTROLE
Mas o excesso de informação pode distrair --e até incomodar-- alguns espectadores. É por isso que Valentin Heun, também do MIT, está experimentando um sistema chamado FocalSpace, que usa as câmeras de profundidade do Microsoft Kinect.
O sistema usa o aparelho da Microsoft para perceber em que direção o espectador está olhando e reforçar dinamicamente o contraste e a cor das imagens nesse ponto, tornando aquela porção da tela mais clara e facilitando a concentração.
O Kinect e outros sistemas parecidos também poderiam controlar o sistema NDS, talvez oferecendo grau de controle superior ao de um aplicativo. A Samsung já permite controle de gestos e voz no seu modelo inteligente ES8000, recém-lançado.
"Os gestos são uma forma mais natural de fazer esse tipo de coisa", diz Chris Wild, vice-presidente de tecnologia na produtora de software interativo Altran Praxis, de Bath, Reino Unido. "Movimentos de mão e olhos oferecem escopo mais amplo e uma gramática mais completa para o controle fino de telas grandes, se comparados aos controles de tela de um celular inteligente."
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Facebook lança aplicativo concorrente ao Instagram para celulares
mês e meio após comprar o Instagram por US$ 1 bilhão, o Facebook lançou nesta quinta-feira (24) o Facebook Camera, aplicativo da rede social para aplicar filtros a fotos e compartilhá-las.
Segundo um porta-voz da empresa, pode haver uma "competição saudável" entre ambos os aplicativos.
Como no Instagram, o Facebook Camera possui uma linha do tempo própria e permite aos usuários do Facebook compartilhar imagens e aplicar diferentes filtros a elas.
Divulgação
Aplicativo Facebook Camera, do Facebook, que compartilha imagens de maneira semelhante ao Instagram
DIFERENÇAS
Há algumas particularidades em relação ao Instagram. O Facebook Camera tem 14 filtros, consegue fazer o upload de várias imagens simultaneamente e possui forte integração ao Facebook, com ferramentas que permitem marcar amigos e publicar as fotos diretamente na rede social.
Já o Instagram, que conta com mais de 50 milhões de usuários, tem 17 filtros, ferramentas de ajuste de briho e possibilidade de compartilhar apenas uma imagem por vez.
Reprodução
Montagem compara as timelines dos aplicativos Facebook Camera (à esq.) e Instagram, ambos do Facebook
APENAS PARA IOS
Por enquanto, o novo aplicativo do Facebook está disponível apenas em países de língua inglesa e somente na App Store, loja de aplicativos da Apple.
De acordo com o site "The Verge", o Facebook ainda não comentou o lançamento do aplicativo em outras plataformas, como Android e Windows Phone.
CONCORRÊNCIA
Segundo o site "TechCrunch", um porta-voz do Facebook disse que a empresa está comprometida em desenvolver o Instagram de forma independente, e que ambos devem ter uma "competição saudável".
A aquisição do Instagram pelo Facebook ainda está sendo investigada pelo FTC (Comissão Federal do Comércio, na sigla em inglês) e, portanto, a compra ainda não está completamente concluída.
LIGHTBOX
No último mês, o Facebook também contratou a equipe de desenvolvedores do Lightbox, outro aplicativo para compartilhamento de imagens.
Em um post oficial, os desenvolvedores do Lightbox revelaram que estavam "unindo forças" com o Facebook para criarem novos produtos.
No mesmo post, anunciaram que o aplicativo será completamente descontinuado dia 15 de junho deste ano.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
'Diablo 3' bate recorde com 3,5 milhões de cópias vendidas em 24h
game "Diablo 3" é o jogo de PC que vendeu mais rápido na história, de acordo com a Blizzard, produtora da franquia. A empresa afirma que, só nas primeiras 24 horas, foram vendidas 3,5 milhões de cópias do título. O jogo foi lançado mundialmente em 15 de maio.
■'Diablo 3' é ótimo, mas tropeça ao depender demais da internet
■Servidores de 'Diablo 3' falham no dia de lançamento do jogo
■Blizzard divulga carta pedindo desculpas por falhas nos servidores de 'Diablo 3'
O número ainda não considera os mais de 1,2 milhão de participantes da promoção "World of Warcraft Annual Pass", que garantiu uma cópia de "Diablo 3" a quem assinasse um ano de outro game da empresa, o "World of Warcraft".
A Blizzard afirma que, de acordo com registros internos da empresa e relatório de parceiros-chave de distribuição, na primeira semana o jogo alcançou 6,3 milhões de vendas.
Reprodução
"Diablo 3", jogo de RPG de ação da Blizzard
"Nós ficamos definitivamente espantados com a quantidade de pessoas ao redor do mundo empolgadas para pegar sua cópia de 'Diablo 3' e jogar assim que o game foi lançado", afirmou Mike Morhaime, executivo-chefe e cofundador da Blizzard.
"Nós também nos lamentamos por nossas preparações, que não foram suficientes para garantir a todos uma experiência ininterrupta", disse Morhaine, se referindo às falhas de conexão que também marcaram a estreia do jogo. O cofundador da Blizzard ainda reafirmou o compromisso da empresa em garantir estabilidade no game.
CONTAS HACKEADAS
Na última semana, alguns jogadores começaram a reportar à Blizzard problemas com hackers dentro do game.
Entre as vítimas, muitas reclamaram que tiveram seu "ouro" (moeda virtual do jogo) roubado.
Em resposta, a Blizzard afirmou que já está investigando as acusações e apurando os fatos. "Nós estamos levando a situação extremamente a sério desde o início e estamos fazendo tudo o que é possível para verificar como e em que circunstâncias esses comprometimentos estão acontecendo", disse a empresa em resposta oficial.
As preocupações com hackers precederam o lançamento, ocorrido nesta terça (22), do sistema da Casa de Leilões do game, que permite a jogadores venderem entre si itens do jogo, inclusive com dinheiro real. No Brasil, o sistema possibilita aos jogadores negociarem apenas com o dinheiro virtual de "Diablo 3".
quarta-feira, 23 de maio de 2012
SAP compra empresa de computação na nuvem por US$ 4,3 bilhões
A SAP, gigante dos software corportativos, comprou por US$ 4,3 bilhões a Ariba, empresa californiana de plataformas para o comércio eletrônico.
A aquisição vai possibilitar à empresa alemã criar novas soluções em computação na nuvem para manter distância da rival Oracle.
"A compra da Ariba criará uma rede de negócios do futuro, direcionando valor diretamente aos nossos clientes e fornecendo ferramentas sólidas para impulsionar o crescimento da SAP na nuvem", declararam em comunicado os co-diretores-executivos da SAP, Bill McDermott e Jim Hagemann Snabe.
A Ariba teve receita de US$ 444 milhões em 2011. A empresa desenvolve tecnologia para auxiliar empresas de comércio a negociarem por meio da internet.
No ano passado, a SAP já havia dado um passo rumo à nuvem, com a compra da SucessFactors por US$ 3,4 bilhões.
Em 2010, reforçou sua capacidade de fornecer infraestrutura de rede com a aquisição da Sybase, por US$ 5,8 bilhões.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Google lançará cinco dispositivos da linha Nexus em 2012, diz jornal
Google planeja lançar a nova versão do seu sistema operacional móvel em cinco dispositivos com a marca proprietária Nexus, entre smartphones e tablets, segundo uma reportagem do "Wall Street Journal".
Isadora Brant - 27.mar.12/Folhapress
Samsung Galaxy X, atualmente o topo de linha entre os smartphones da linha Nexus, do Google
A reportagem não identifica as fontes, mas diz que elas estariam "familiarizadas com o assunto".
Os aparelhos estariam disponíveis no mercado americano até o dia de Ação de Graças, cuja data neste ano é 22 de novembro.
A empresa teria planos de vender os aparelhos desbloqueados e por meio de sua loja virtual, a Google Play.
Todos os aparelhos seriam dotados do sistema Android 5, de codinome Jelly Bean ("jujuba").
A estratégia é diferente da adotada com os outros aparelhos da linha, como o Samsung Galaxy X e o HTC Nexus One, que foram lançados em diferentes momentos, com a exclusividade da etiqueta do Google --ao menos temporariamente.
As atuais parceiras do Google são Motorola (adquirida pela empresa de buscas no ano passado), Samsung, HTC, Sony e Asus --que, segundo rumores, está desenvolvendo um tablet da linha Nexus.
A ampliação da linha Nexus teria interesse comercial. Ao vender um aparelho desbloqueado (e com o sistema Android sem modificações), o Google pode evitar que operadoras bloqueiem ou insiram aplicativos no smartphone antes que ele chegue ao consumidor.
Atualmente, a Verizon Wireless impede que os smartphones com Android que comercializa tenham o aplicativo de pagamento digital Google Wallet.
Uma das fontes da reportagem também afirma que, através de parcerias entre o Google e as fabricantes, os aparelhos podem chegar às prateleiras mais rapidamente --o que ajudaria na briga por participação no mercado de dispositivos portáteis contra a Apple.
domingo, 20 de maio de 2012
ShopAfrica53, uma empresa com ambições continentais
Alto e forte, alegre, aparentemente indolente, esse homem a quem todos apresentam como o Bill Gates africano tem mais um trunfo guardado na manga, como seria de esperar.
Depois de ter conquistado fama graças a uma companhia de software para empresas, esse empresário ganense está mudando de registro e vai lançar uma empresa nova com objetivo duplo: ajudar as pequenas e médias companhias do continente a vender seus produtos no mundo e, ao mesmo tempo, contribuir mais do que qualquer programa de assistência poderia para o desenvolvimento africano.
Herman Chinery-Hesse criou a SoftTribe.com em 1990, logo depois de concluir seus estudos nos Estados Unidos e de deixar seu primeiro emprego no Reino Unido. Formado em engenharia, ele já então havia compreendido que era possível fazer muitas coisas úteis com computadores e, depois de uma aposta em noite de carteado, decidiu convencer as companhias de Acra, sua cidade natal, de que contratá-lo para facilitar seu ingresso na era da informática seria bom negócio.
Mas em uma economia 70% controlada pelo governo, o mercado é sempre limitado. Ainda mais quando o objetivo é conseguir um importante contrato tradicional... em lugares onde as multinacionais contam com os mecanismos de pressão necessários para influenciar aqueles que tomam as decisões, e com isso obtêm bons resultados. Chinery-Hesse encontrou situações parecidas em outros mercados africanos nos quais tentou ingressar.
Por isso, decidiu buscar novos clientes com um modelo de negócios diferenciado e tecnologia adaptada às circunstâncias. Os programas da SoftTribe agora estão disponíveis em nuvem e podem ser baixados mesmo por quem disponha de banda muito limitada.
Para conquistar as pequenas e médias empresas, ele desistiu de contratos anuais e optou por receber apenas uma comissão mínima por transação realizada --no caso de uma frota de ônibus, apenas 1% sobre cada bilhete vendido. Os ganhos de sua companhia crescem à medida que cresce a venda de passagens.
A evolução é o início de uma nova estratégia. "Para mudar a África, é precisa mudar a maioria dos africanos, afetar a base da pirâmide", ao menos a porção dela constituída pelas pequenas e médias empresas, diz Chinery-Hesse.
O projeto mais importante que ele tem no momento é o ShopAfrica53.com, um site ao estilo do eBay cujo objetivo é "servir como intermediário às pequenas empresas", ele me explicou, na varanda de sua casa.
Sites em diversos países africanos permitirão que vendedores anunciem e compradores procurem produtos. As transações serão realizadas via mensagens de texto.
A falta de uma rede bancária para realizar compras e vendas online tornou necessário criar um sistema que Chinery-Hesse batizou de African Liberty Card, um cartão de raspadinha que a ShopAfrica53 produz e colocou em circulação. O cartão permite carregar dinheiro instantaneamente em um celular, e com isso realizar compras. Um exemplo perfeito da necessidade de criar infraestrutura, com a qual se deparam todos os empresários africanos, a exemplo de Bright Simmons, que falou do assunto na semana passada (artigo de 18 de novembro).
A logística cabe inteiramente a empresas convencionais de courier, como a DHL, FedEx e outras. "Elas sabem como retirar um pacote em um morro qualquer e entregá-lo em Zaragoza, Toulouse ou Miami", explicou Chinery-Hesse. "Não preciso me preocupar com esse assunto". O custo é financiado "pela diferença entre os salários da África e os da Europa e Estados Unidos".
O empresário reconhece que seu projeto precisará de certo tempo para se impor --talvez cinco anos. "Mas será mais efetivoa que qualquer assistência externa que possamos receber no período. Não conheço país algum que se tenha desenvolvido por força de assistência externa. É uma cortina de fumaça. Nós faremos melhor, e acima de tudo com dignidade".
sábado, 19 de maio de 2012
Ações do Facebook sobem menos de 1% no dia da estreia
Em um dia de forte volatilidade, as ações do Facebook chegaram a anular os ganhos perto do fechamento do pregão e terminaram o primeiro dia de negociações na Bolsa com ganho inferior a 1%.
A companhia estreou no pregão eletrônico da Nasdaq nesta sexta-feira, com um salto de 10,52% em seu preço inicial, a US$ 42 (R$ 84).
Facebook prevê risco para investidor com anúncios, apps e processos
Facebook levanta US$ 16 bilhões com oferta de ações
Conheça sete fatos curiosos sobre o Facebook
Minutos após a abertura, o preço recuou um pouco e passou a pairar em torno de US$ 40,50 (alta de 6,57%), até retornar ao patamar de US$ 38 puxada por queda acentudada (13%) das ações da empresa de jogos Zynga, que tem no plataforma.
Analistas especulam que a companhia tenha sido alvo de movimentos especulativos, em que os investidores aplicaram na Zynga como uma transição até o início das negociações do Facebook.
Os papéis da rede social de Marck Zuckerberg fecharam em US$ 38,23, uma alta de 0,6%, frustando as expectativas dos investidores de uma valorização superior a 10% na estreia. A elevação era esperada, dado o apetite mostrado pelos investidores e o interesse da mídia na abertura de capital.
Ao todo, a empresa e seus acionistas antigos, que investiram no site nos seus primeiros anos de vida, colocou a venda 421,2 milhões de papéis --a maior parte dos quais havia sido reservada com corretoras por grandes investidores institucionais.
O investidor que adquirir papéis da companhia vai se deparar com ações de uma empresa que depende essencialmente de anunciantes para lucrar, mas espera perder parte deles ao focar suas forças nas plataformas móveis.
A rede social ainda não achou a fórmula para converter em dinheiro seus 901 milhões de usuários ativos, coleciona processos e depende quase exclusivamente de seu fundador, Zuckerberg, para definir seu rumo em um cenário ultracompetitivo.
Riscos como esses e outros não estão só em análises de consultorias nem no ceticismo da concorrência: o próprio Facebook afirma que pode ser "prejudicado significativamente" por eles.
"Nosso negócio está sujeito a inúmeros riscos, e é preciso levá-los em conta cuidadosamente antes de decidir investir", escreve a empresa no documento de registro na SEC, a reguladora americana.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Conheça a Zynga, a 'fantástica fábrica de games' que quer conectar 1 bilhão de pessoas
Entrar na sede da Zynga em San Francisco é como entrar em um dos jogos que a companhia desenvolve para redes sociais. A recepção é uma cabana de troncos inspirada por uma edificação virtual de "FrontierVille". Há até caveiras de bois e lanternas antigas como decoração.
Ao passar por essa fronteira, os convidados percorrem um túnel iluminado e chegam ao enorme saguão principal.
Sede da empresa Zynga, em San Francisco
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David Paul Morris/Bloomberg
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Funcionários da Zynga assistem fazem aula de desenho na sede da companhia, em San Francisco (EUA) Leia mais
Jeff Chiu - 11.out.2011/Associated Press
Mark Pincus, CEO da Zynga
Olhando para cima, é possível ver os pisos superiores do edifício, como se fossem níveis de jogo a superar --e cada piso significa um jogo em que a empresa trabalha.
O presidente-executivo, Mark Pincus, me espera à porta. Ele é uma espécie de guia de parque de diversões em minha visita. "Eu me vejo como um Willy Wonka", diz, meio brincando, apontando para a fábrica de jogos que criou, em vez da fábrica de chocolates do personagem da literatura e do cinema.
"Esse saguão era imenso, silencioso e horrível. Decidimos fazer dele um espaço lúdico e comunitário."
Agora a área abriga uma Winnebago, casa sobre rodas decorada com imagens associadas à Zynga, uma área para jogar basquete, uma quadra com grama artificial para esportes e um minipalco decorado por 13 pôsteres de cachorros de funcionários.
AMOR AOS CÃES
A nome da empresa é uma homenagem a Zinga, um buldogue que Pincus teve. Enquanto conversamos, passam por nós cachorros de todos os tamanhos e formas, conduzidos pelos donos -200 animais de estimação têm crachás personalizados da Zynga para acesso ao edifício.
Pincus, 46, trabalhava de jeans e camiseta em um banco de investimento antes de se tornar empresário no setor de tecnologia.
Seria possível afirmar que o edifício de sua empresa, com 62 mil metros quadrados, representa o florescimento da criatividade que Pincus tinha de sufocar em sua carreira precedente.
Ele tem planos ambiciosos para a conversão de um grande saguão na ponta oposta do edifício. "Estou pensando em criar um parque coberto --quero que a sensação seja a de estar no Central Park [de Nova York], com bancos, uma pista para que os cachorros possam correr, áreas tranquilas. Creio que podemos criar um espaço ao mesmo tempo espetacular e íntimo."
DIVERSÃO E TRABALHO
O plano tem muito de "CityVille", o jogo social mais popular da Zynga, no qual os participantes constroem a cidade de seus sonhos. A sede da empresa tenta encarnar esse espírito, com café da manhã, almoço e jantar gratuitos, happy hours, bar esportivo, academias de ioga e de ginástica e cinema. Os funcionários são estimulados a decorar o espaço de trabalho.
"Gosto de dizer que estamos tentando construir uma casa na qual desejamos viver." Dessa forma é possível compreender o caos organizado da empresa: combinar real e virtual, diversão e trabalho, escritório e residência.
Além dos cachorros por toda parte, Carmen e Georgia, as filhas gêmeas do fundador, vão ao escritório duas vezes por semana e participam das reuniões da empresa desde um mês de idade.
E todo mundo tem a chance de representar outros papéis --Pincus deseja que todos os funcionários saibam o que é ser o presidente. Por isso, uma nova empresa, com equipe autônoma, é criada para cada jogo planejado.
FORÇA DO FACEBOOK
Pincus fundou a Zynga em 2007, após participar da criação de outras três empresas de tecnologia.
O crescimento da nova empresa vem sendo fenomenal, ajudado pela popularidade das redes sociais. Ela tem 290 milhões de usuários ativos de seus jogos no Facebook, mais de seis vezes o total combinado de seus rivais. A Zynga abriu capital em dezembro, conquistando avaliação de US$ 7 bilhões.
Mas o preço das ações da empresa tem oscilado --a abertura iminente do capital do Facebook motiva altas, e dúvidas quanto à capacidade do grupo para continuar criando sucessos como "FarmVille" e "Words with Friends" resultam em baixas.
COMPRA INFELIZ?
Também surgiram dúvidas quanto à aquisição da OMGPOP por US$ 200 milhões em fevereiro. A companhia criou o jogo "Draw Something", que teve 35 milhões de downloads nas sete primeiras semanas de lançamento, mas que já dá sinais de ter sido só uma moda passageira.
"Talvez não tenhamos grande resultado no primeiro trimestre, mas os investidores podem esperar que no futuro ela [OMGPOP] influencie positivamente nossos resultados e nossa estratégia."
A estratégia tem por base a ideia que "brincar" --o termo que Pincus usa para se referir aos jogos sociais-- é uma nova mídia, da mesma forma que a TV foi um dia. A Zynga quer conectar 1 bilhão de pessoas para que elas brinquem em todas as categorias de jogos, da mesma forma que a TV cobre todos os tipos de programa.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Brasil tem 33% das moradias com internet
Brasil ocupa a 63ª posição no ranking de 154 países que mais têm domicílios com acesso à internet, segundo novo mapa da inclusão digital divulgado nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
De acordo com o levantamento, 33% das moradias brasileiras contam com acesso à rede munidial. O país fica atrás do vizinho Uruguai (57ª) e do Chile (53ª), e à frente do México (89ª), África do Sul (108ª) e Índia (126ª).
Os quatro primeiros países com mais moradias com acesso à rede mundial são Suécia, Islândia, Dinamarca e Holanda. Lá, mais de 90% dos domicílios têm acesso à internet. A Suécia, melhor colocada, tem 97% das casas com internet.
Ainda não há comparativo do Brasil no ranking porque os dados foram coletados pela primeira vez no Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o responsável pelo levantamento, o pesquisador Marcelo Neri, o Brasil está em cima da média mundial de acesso à rede mundial.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Fotos de Dieckmann nua tiveram 8 milhões de acessos; saiba como proteger as suas
Em cinco dias, as fotos vazadas na internet em que a atriz Carolina Dieckmann aparece nua tiveram pelo menos 8 milhões de acessos únicos. A estimativa, um alerta sobre como é preciso saber proteger os arquivos mais íntimos, foi feita pela ONG Safernet, em uma pesquisa divulgada à Folha.
■Especialistas dão dicas para evitar 'efeito Carolina Dieckmann'
■Apple está dez anos atrás da Microsoft em segurança, diz especialista
■Leitor diz que Carolina Dieckmann quer se promover com fotos
■Polícia identifica hackers que divulgaram fotos da atriz
O estudo foi realizado para dimensionar a capacidade de propagação de imagens na rede e fez medições entre a noite do último dia 4 (data em que as imagens vazaram) e a tarde do dia 8.
INTIMIDADE NA REDE
Fotos de Carolina Dieckmann nua tiveram 8 milhões de acessos; saiba como proteger as suas
Processo para remover dados pessoais armazenados em sites é lento e caro
Ronaldo Lemos: Somos todos Carolina Dieckmann; não existem mais dispositivos 'pessoais'
O número é 35 vezes a tiragem da revista "Playboy" no Brasil, que publica 228 mil exemplares por mês.
O estudo da Safernet constatou ainda que o pacote inicial de 36 fotos virou um conjunto de pelo menos 50 mil imagens, que, ao longo do período de monitoramento, se espalharam na rede por 211 domínios em 113 provedores de internet, localizados em 23 países.
"Os dados são desanimadores. Essas fotos vão se eternizar na rede. Não tem como tirá-las de lá", diz Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da ONG Safernet, que monitora casos de crimes cibernéticos no Brasil.
Os números podem ser maiores. A pesquisa foi feita só na web, sem contar fotos compartilhadas por e-mail e serviços P2P, como o BitTorrent. Também ficaram de fora mídias físicas, como CDs e DVDs, pen drives e HDs externos para os quais as imagens podem ter sido copiadas.
Para chegar aos dados, a Safernet procurou pelo nome original dos arquivos em buscadores como o Google e em mecanismos de pesquisa dentro de sites. Além disso, usou programas que varrem a internet à procura de imagens digitalmente similares.
"Casos assim são emblemáticos e têm um caráter pedagógico. Eles servem para alertar sobre os cuidados que temos que ter com informações privadas", diz Oliveira.
PRECAUÇÕES
Mas que cuidados são esses? O que fazer para que textos, fotos e vídeos íntimos fiquem bem guardados?
"A única forma de proteger seus arquivos sensíveis é a criptografia", diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil. Programas que fazem isso embaralham o conteúdo de arquivos, que só se tornam compreensíveis por meio de senha.
Outra coisa que pouca gente sabe: apenas arrastar um arquivo para a lixeira não o apaga do disco. Para isso é necessário um software do tipo triturador, que escreve informações sobre o bloco do HD que abrigava o dado.
"Se você quer guardar dados sensíveis no computador, precisa seguir algumas práticas importantes de segurança", diz Fábio Assolini, analista da Kaspersky Lab.
domingo, 13 de maio de 2012
Preparativos para fabricação de TV da Apple estão em andamento, diz Foxconn
Na inauguração de uma fábrica da Foxconn em Xangai nesta semana, Terry Gou, presidente da empresa, afirmou que a companhia está se preparando para o lançamento de uma TV da Apple.
A informação é do jornal "China Daily", que esteve no evento.
No discurso, Gou ainda disse que as recentes parcerias da Foxconn com a japonesa Sharp, que produz televisões, fazem parte dos preparativos para o lançamento do novo aparelho.
Reprodução/Cult of Mac
Ilustração de como seria a TV da Apple. Imagem feita pelo designer Dan Draper para o site "Cult of Mac"
O jornal diz que, segundo relatos, a TV de alta definição será construída com alumínio e contará com recursos como o FaceTime, aplicativo da Apple para conversas em vídeo, e o Siri, assistente com reconhecimento de voz.
A Foxconn é uma das principais fabricantes de produtos da Apple.
Rumores sobre o televisor da Apple já haviam sido levantados por Walter Isaacson, biógrafo de Steve Jobs, cofundador da marca. Segundo o autor, Jobs estava trabalhando em um modelo de televisão que integrasse os serviços da empresa.
sábado, 12 de maio de 2012
Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos
Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de raio-X.
O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.
O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens.
Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.
A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de raios-X, montando uma imagem em 3D. Foi assim que os cientistas compreenderam o mecanismo.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Preparativos para fabricação de TV da Apple estão em andamento, diz Foxconn
Na inauguração de uma fábrica da Foxconn em Xangai nesta semana, Terry Gou, presidente da empresa, afirmou que a companhia está se preparando para o lançamento de uma TV da Apple.
A informação é do jornal "China Daily", que esteve no evento.
No discurso, Gou ainda disse que as recentes parcerias da Foxconn com a japonesa Sharp, que produz televisões, fazem parte dos preparativos para o lançamento do novo aparelho.
Reprodução/Cult of Mac
Ilustração de como seria a TV da Apple. Imagem feita pelo designer Dan Draper para o site "Cult of Mac"
O jornal diz que, segundo relatos, a TV de alta definição será construída com alumínio e contará com recursos como o FaceTime, aplicativo da Apple para conversas em vídeo, e o Siri, assistente com reconhecimento de voz.
A Foxconn é uma das principais fabricantes de produtos da Apple.
Rumores sobre o televisor da Apple já haviam sido levantados por Walter Isaacson, biógrafo de Steve Jobs, cofundador da marca. Segundo o autor, Jobs estava trabalhando em um modelo de televisão que integrasse os serviços da empresa.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
EUA querem radiação baixa em teste infantil
FDA (agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) está pressionando fabricantes de dispositivos para exames de tomografia computadorizada, raios-X e similares a produzir equipamentos que minimizem a exposição de crianças e jovens à radiação.
Além disso, o órgão publicou na internet uma orientação a pais e responsáveis, incentivando-os a perguntar aos médicos se existem opções de exames que não usem radiação. A agência pede também que a família fique atenta às doses de radiação que as crianças recebem.
O crescimento da exposição à radiação é uma preocupação crescente, especialmente entre os mais jovens, uma vez que isso pode aumentar as chances de desenvolver câncer no futuro.
Especialistas americanos elogiaram a medida.
"Exames por imagem são muito valiosos, mas nós provavelmente podemos fazê-los com menos radiação", disse Dorothy Bulas, do Centro Nacional de Medicina Infantil.
Embora esses exames sejam essenciais para diversos diagnósticos, alguns especialistas alertam que pode estar havendo um certo exagero na hora de prescrevê-los. Em muitos casos, a tomografia e o raio-X poderiam ser substituídos por testes sem radiação, por exemplo.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Um terço dos brasileiros acessa o Facebook pelo celular
Apenas 32% dos brasileiros que estão no Facebook acessam a rede social por smartphones. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo site socialbakers.com, 15,1 dos 43,6 milhões de usuários do país usam dispositivos móveis entrar no site.
O Brasil é o sexto colocado em acessos móveis absolutos no mundo, mas em números relativos está bastante abaixo da média. Dos 901 milhões de usuários ativos no Facebook, 488 milhões (54% do total) entram na rede social via celular.
Reprodução
Aplicativo do Facebook para smartphones com Android
O país está atrás de EUA (105,9 milhões), Indonésia (28,8 milhões), Índia (23,4 milhões), Reino Unido (20,6 milhões) e México (15,9 milhões) em conexões móveis.
Em número de usuários, perde só para os Estados Unidos (que têm 157,2 milhões de cadastrados).
Depois do Brasil, completam as dez primeiras posições Alemanha (12,4 milhões), França e Turquia (12 milhões) e Canadá (10,2 milhões).
DOMÍNIO AFRICANO E ASIÁTICO
Se considerada a proporção de usuários que utilizam a rede social por celular em relação ao total de usuários do país, o Brasil está muito longe dos primeiros colocados.
Enquanto um terço dos brasileiros acessam o site em aparelhos móveis, na Nigéria essa proporção chega a 81,2% dos usuários.
Completam a lista, dominada por países asiáticos e africanos, Brunei (80,8%), África do Sul (80,5%), Malawi e Papua-Nova Guiné (78,3%), Namíbia (76,7%), Botswana (75,4%), Zâmbia (73,9%), Japão (72,1%) e Cingapura (71,8%).
Divulgação
Tela do aplicativo do Facebook para iPad
POR SISTEMA OPERACIONAL
Segundo o socialbackers.com, o iOS é o sistema operacional mais utilizado para acessar o Facebook via smartphones.
Pouco menos de um quarto dos usuários (24%) que entram na rede social têm celulares ou tablets com o sistema --19% via iPhones e 5% via iPads.
O Android aparece na segunda posição (com 19%), seguido de celulares que têm recursos limitados de navegação na internet (17%), telefones BlackBerry (8%) e outros (32%).
USUÁRIOS ATIVOS
No mês passado, o Brasil ultrapassou a Índia e se tornou o segundo país em número de usuários.
Completam o "top 10" Índia (45,8 milhões), Indonésia (42,2 milhões), México (33 milhões), Reino Unido (30,8 milhões), Turquia (30,7 milhões), Filipinas (27,2 milhões), França (24,3 milhões) e Alemanha (23,5 milhões).
terça-feira, 8 de maio de 2012
Lenovo lança TV inteligente na China
O que não é capaz de mudar ao longo de quase 50 anos? Foi por volta de 1965 que expressões como ""máquina de fazer loucos" e "caixinha de idiotices" foram cunhadas para descrever os pequenos televisores de tubos de raios catódicos e o conteúdo que veiculavam, tido por muitos como estúpido.
Em 2012, porém, estamos na era da "televisão inteligente", um modelo de tela LED plana esguio, elegante e grande que permite conexão com a internet e que o usuário baixe filmes, jogue videogames e converse pelo Skype.
As televisões inteligentes são o mais recente motivo de briga entre gigantes da eletrônica como Apple, Samsung Electronics e Lenovo; todos se esforçam por capturar o interesse e o dinheiro de consumidores ávidos por conteúdo 3D e em telas de alta definição sem precisar sair de casa.
O mais recente lançamento desse mercado foi feito pelo Lenovo em Pequim na terça-feira. A segunda maior fabricante mundial de computadores exibiu seu televisor inteligente K91, com tela de 55 polegadas; os convidados puderam ler microblogs, jogar partidas simuladas de tênis e assistir ao filme ""A Origem".
Embora relativamente bem estabelecidos em outros mercados, os televisores inteligentes estão demorando a ganhar impulso na China devido às restrições ao conteúdo e porque o conceito é relativamente novo.
A série K será a primeira linha de televisores inteligentes do Lenovo, e a companhia decidiu lançá-la em seu mercado de origem porque afirmou que é mais fácil negociar acordos de conteúdo na China.
""Estivemos muito ocupados, nas últimas semanas, semeando o futuro", disse Yang Yuanqing, presidente-executivo e do conselho do Lenovo. "Nossa companhia quer ser não só um importante fornecedor de computadores como líder mundial no fornecimento de aparelhos para acesso a Internet aos consumidores".
A companhia talvez precise lutar para recuperar o atraso diante de concorrentes fortes como a Samsung e a Apple, que estão apresentando produtos nessa categoria. Outra companhia sul-coreana, a LG Electronics, segunda maior fabricante mundial de televisores, pretende lançar TVs com acesso à internet nos Estados Unidos este mês, usando a plataforma Google TV.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Rio+20 é teste para novo centro de defesa cibernética; leia entrevista com general
entrevista abaixo, o general José Carlos dos Santos, comandante do CDCiber (Centro de Defesa Cibernética), detalha a implantação do novo órgão, que faz sua estreia na Rio+20, a Conferência da ONU para Desenvolvimento Sustentado, a partir de 20 de junho, reunindo cerca de uma centena de chefes de Estado e governo.
*
Folha - Vejo que o sr. está com "Cyber War", de Richard Clarke. Acabou de ler?
José Carlos dos Santos - Estou no finalzinho. Às vezes uso até como fonte de consulta, porque apresenta muitos conceitos doutrinários e mesmo históricos, sobre o que ele considera que já começou, que é a guerra cibernética, embora eu não concorde. Até a questão do termo, ele é mais impactante...
É bom para vender livro.
É. Mas o que nós temos, na realidade, é uma nova arma, a arma cibernética. É uma arma de guerra, mas essa é bem diferente das demais, principalmente porque não tem fronteiras, há dificuldade de identificar o atacante. Realmente é um novo campo de batalha.
Clarke diz que um episódio de derrubada de energia no Brasil teria sido um ataque.
Ele cita, sim, um apagão no Brasil, mas não entra em muitos detalhes. Cita vários casos semelhantes nos Estados Unidos. É uma vulnerabilidade. É uma ameaça, sim, porque, com a automação dos sistemas, a telemetria pela internet está sendo cada vez mais comum. Hoje, a distribuição de energia é baseada em uma central de controle, em que você pode ligar, desconectar, desviar, pode redistribuir, tudo por uma rede de computadores. O sistema mais conhecido para controle industrial é o Escada, da Siemens, que permite o controle de hardware por meio de um software, de forma reduzida é isso. Como todo software pode ser alvo de um ataque cibernético, nós consideramos, sim, no futuro, essa possibilidade. Mas imaginarmos que haverá um ataque ao país, derrubando sistema elétrico, eu acho uma hipótese um pouco distante. Nós teríamos de estar num contexto de guerra, em que houvesse interesses adversários tentando paralisar nossa produção industrial paralisando nossa distribuição de energia elétrica. Mas teoricamente é possível, sim, causar um dano grande a um sistema de distribuição elétrica, principalmente pela automação e pelo uso intensivo, cada vez maior, das redes de computadores para controlar sistemas industriais, energia, tráfego aéreo.
Outro dia mesmo, como cliente, eu sofri o problema de uma companhia, cujo sistema caiu. Alguém pode até dizer, "ah, foi um ataque hacker". É possível, é possível. A partir do momento em que a gente fica dependente das redes de computadores, tudo é possível. Isso leva as empresas, as agências governamentais, as Forças Armadas a ficarem atentas e buscar maneiras de nos precavermos contra essa hipótese.
Mais recentemente, Clarke afirmou que o episódio Stuxnet, o vírus que atacou no Irã, foi a abertura da caixa de Pandora.
É. E outras coisas piores virão.
Márcio Neves/Folhapress
O general José Carlos dos Santos, comandante do CDCiber (Centro de Defesa Cibernética)
Aquele vírus focava...
Especificamente o sistema Escada.
Exatamente. O Brasil tem usinas nucleares desenvolvidas em projetos com a Alemanha. É uma das coisas que o sr. estuda hoje?
Nós estamos começando a estudar o assunto. O assunto é totalmente transversal, interessa não só à Defesa, mas à sociedade como um todo. Não conheço o sistema que controla Angra, mas, de qualquer forma, a distribuição da energia passa por esse sistema Escada. Então esse assunto está se tornando, sim, um assunto de preocupação de várias agências. Nós estivemos recentemente, no ano passado, na Eletrobrás para conversar sobre o assunto. Fizemos uma visita também ao sistema financeiro, no caso, a área de segurança do Banco do Brasil, trocando ideias sobre isso. E temos já algum trabalho, do próprio Rafael Mandarino, do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), alertando para essa hipótese e a necessidade de conscientizarmos gerentes de TI, empresas, agências, para que seja tomada alguma medida de proteção desses sistemas.
O Exército hoje trabalha por projetos. Ele tem alguns projetos denominados estratégicos. O setor cibernético é um deles; o Proteger, que trata exatamente da proteção das infraestruturas críticas, aquela preocupação com a segurança física, proteção das hidrelétricas, dos gasodutos, torres de transmissão, é outro; o Sistema de Proteção de Fronteiras, Sisfron, é um outro projeto estratégico; a viatura blindada Guarani, que implica no reequipamento de toda a força terrestre, um produto nacional. Enfim, temos sete projetos estratégicos e somos um deles. Eles se entrelaçam, a partir do momento em que esses sistemas de transmissão, de telemetria, de controle e monitoramento passam pelo setor cibernético. Como monitorar de forma segura? Como não termos esses nossos sistemas invadidos por pessoas não autorizadas? É uma preocupação inicialmente no aspecto gerencial, de que há necessidade de prover essa segurança. Então, eu acredito que, na evolução, nós teremos uma integração de todos os sistemas, em alguma central, vamos supor, do Ministério da Defesa para os sistemas militares e de alguma agência civil voltada para essa estrutura.
Nessa estrutura, em que parte entra o CDCiber?
O CDCiber é o dever de casa do Exército. Porque, com a Estratégia Nacional de Defesa, os setores cibernético, nuclear e aeroespacial foram colocados no mesmo patamar de importância estratégica para o país. E no prosseguimento dos estudos sobre o assunto o Exército recebeu a incumbência de integrar e coordenar, no âmbito das Forças Armadas. O CDCiber foi uma dedução, do Comando do Exército, de uma missão que ele tinha que cumprir.
E vai ser integrado com Aeronáutica e Marinha?
O Ministério da Defesa ainda não decidiu como isso vai ser feito, apenas definiu que o Exército é responsável pela integração e coordenação no âmbito das Forças Armadas. Da mesma forma que a Marinha o é para o setor nuclear, e a Força Aérea Brasileira, para o setor espacial. Dividiu as tarefas. Nosso Ministério da Defesa é relativamente novo. Ele distribuiu as tarefas como uma forma de otimizar os procedimentos, de melhor aproveitar os recursos. E o que estamos fazendo, em termos de coordenação e integração, é estudar o modelo de outros países, procurando as fontes de consulta que temos a respeito. Temos diversos modelos, mas todos eles apontam para uma necessidade de integração de Forças Armadas, e essa é a intenção do Ministério da Defesa: que no futuro possamos ter um setor cibernético integrado. E esse papel de sugerir medidas, propor ações, elaborar projetos, é do Exército.
A primeira preocupação nossa foi adquirir expertise, então em 2010 foi ativado o Núcleo do Centro de Defesa Cibernética. O Exército, para criar um novo órgão, precisa modificar a sua estrutura regimental, e isso só é feito mediante uma chancela presidencial. Foi feita uma proposta de criação do Centro de Defesa Cibernética, atualmente essa proposta está no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que logicamente estuda as implicações orçamentárias e de planejamento integrado do governo, e de lá vai para a Casa Civil, para a sanção presidencial. É um processo um pouco longo, começou em 2010 e ele não se concluiu ainda. Nós estamos aguardando. Independente desse decreto, o Exército ativou um núcleo em 2010 e esse núcleo começou a elaborar um programa para a implementação. Esse programa inicial era constituído de oito macro-projetos, bastante ambiciosos, mas necessários. Na parte inicial, de capacitação, começamentos já em 2010 a capacitar o nosso pessoal, realizando cursos.
No IME (Instituto Militar de Engenharia)?
Em várias instituições. Por exemplo, o GSI há três anos tem promovido um curso de gestão de segurança de informação e comunicações, que é oferecido às agências governamentais e ao Ministério da Defesa. É um curso de especialização, com duração de cerca de 400 horas, feito em parceria com a Universidade de Brasília. Tivemos a formação da terceira turma neste ano, para gestores de alto nível, 180 profissionais. Também alguns cursos de nível técnico, inclusive com empresas estrangeiras. No ano passado, por exemplo, a Offensive Security ministrou um curso aqui para militares das três forças, para segurança ofensiva. O que é segurança ofensiva? Você tem que conhecer as técnicas de ataque, para poder melhor defender as suas redes. Atacar redes não é essa a nossa política. A nossa política é de defesa, até coerente com a postura do país. Então nós formamos um núcleo de cerca de 30 militares, nas operações de segurança de rede, conhecendo os instrumentos de ataque. Também um curso voltado para defesa cibernética/guerra cibernética. Aí usamos o termo guerra porque é voltado para operações militares. Essa parte de capacitação é um dos grandes projetos.
Outro é de defesa cibernética. Os primeiros investimentos do Exército foram no sentido de incrementar, melhorar a capacidade de defesa das nossas redes corporativas. E como isso pode ser feito? Adquirindo, por exemplo, produtos na prateleira, "on the shelves". O Centro Integrado de Telemática do Exército, que é um órgão central, é o responsável pela instalação, exploração e manutenção de uma rede de telemática que permeia todo o território nacional, ligando mais de 600 organizações militares. Nós temos as nossas redes corporativas que precisam de uma certa confidencialidade e mesmo de segurança de que os ativos de informação terão o acesso dificultado a pessoas não autorizadas. E isso é feito capacitando nosso pessoal, comprando produtos de prateleira. Um dos mais conhecidos, para defesa de rede, é o IPS ou sistema de prevenção de intrusão. É um produto que está aí à venda e tem sido adquirido para a proteção das nossas redes. Por exemplo, uma página do Exército hospedada numa empresa terceirizada é menos segura do que uma página hospedada no nosso sistema interno. Uma empresa privada normalmente não tem investido tanto, até por uma questão de custo-benefício, como nós temos investido em segurança da informação. Nós inclusive temos sofrido alguns ataques de hackers, paralisando nossa página, e assim que possível essa página do Exército vai migrar para as nossas redes corporativas. Uma vez a cada dois, três meses, ela é paralisada por um ataque simples de se fazer.
Como é feito o ataque?
Um servidor tem uma determinada capacidade de atendimento de requisições. É o acesso à página, quando você digita o endereço ele vai acessar aquele servidor. Se esse servidor tem uma grande capacidade, ele logicamente vai resistir por mais tempo ao ataque. Mas, com as técnicas hoje de ataque bastante simples, uma delas é o que se chama de negação de serviço distribuído, os hackers conseguem espalhar em computadores de usuários um programinha que, sem o usuário saber, quando ele se conecta, começa a rodar e fazer requisições de acesso à página atacada. Com as botnets, redes de robôs, você consegue fazer milhares e milhares de requisições simultâneas, inundando o provedor, até que ele paralisa. Isso já foi feito e é quase inevitável nas maiores empresas do mundo. As agências de segurança, inclusive NSA, FBI, CIA, já sofreram esse tipo de ataque. A Sony.
Do PlayStation.
O famoso ataque do ano retrasado, do PlayStation. Instituições bancárias, no Brasil. Senado. Esse ataque praticamente não tem limites. E para que a gente consiga algum sucesso temos que investir. Então os investimentos iniciais do Exército foram nesse sentido, de aumentar a segurança das nossas redes.
E vocês fizeram uma licitação, compraram um antivírus da BluePex.
Isso. Ainda na parte de capacitação, para a experimentação doutrinária um dos equipamentos utilizados para treinar o nosso pessoal são os simuladores. Já temos um simulador israelense, da Elbit, que está sendo utilizado e preparado para os cursos que vão ser realizados ainda neste ano. Só que esse é um produto crítico. Então foi feita uma licitação e uma empresa nacional, a Decatron, foi a vencedora para desenvolver um simulador nacional. É uma das tecnologias que consideramos críticas e que devemos dominar. A outra, certamente, é o antivírus. Outra companhia brasileira já começou o desenvolvimento do antivírus nacional, que deve receber o nome de DefesaBR, para a defesa das nossa redes. Não só as redes de tempo de paz, as redes corporativas, mas também visando um emprego militar no futuro, na defesa das redes estabelecidas para uma campanha militar. Por que o antivírus é crítico? Porque ele permeia todo o software da máquina. Você tem que ter a certeza de que não tem nenhuma backdoor, nenhum instrumento de captação de ativo de informação. É a mesma preocupação, por exemplo, de quando foi montada a nossa urna eletrônica. Ele tem que passar por um processo de auditoria, para ver seus componentes, se o programa que vai rodar não tem nenhuma backdor ou trapdoor, que são formas de se alterar dados ou capturar dados não autorizados. Então, são dois produtos, mas estão sendo considerados críticos e nós procuramos parceiros para desenvolvê-los.
Falei de capacitação e defesa cibernética, agora a parte de inteligência. Existem hoje ferramentas que nos permitem monitorar uma rede. "Ah, isso é ilegal." Não, você vai monitorar as informações que estão disponíveis na grande rede. Existem hoje ferramentas que indicam tendências. Monitorando as redes sociais, você pode identificar alguma tendência que traga informação importante para a defesa, como nós tivemos um exemplo nas ocorrências da Primavera Árabe.
Geralmente em busca de palavras, palavras-chaves.
Palavras-chaves. São ferramentas de inteligência em que também investimos. A própria parte de inteligência nos levou a investir na instalação de uma sala-cofre, que provê a segurança lógica e física de ativos de informação. Por exemplo, nossos backups estão física e logicamente protegidos numa sala-cofre. Foi feito um investimento nesse sentido. E, como eu disse, podemos adquirir ferramentas que nos permitem monitorar o que está acontecendo na rede. Ferramentas que nos dizem, "olha, o acesso está crescendo, não é normal tal nível de acesso". Aí nós vamos convocar nossos técnicos e ver, "daqui a uma hora nossa rede vai cair, a não ser que a gente tome alguma medida para evitar, selecionando os acessos".
E já existe o equipamento?
Já existe, sim. O próprio IPS, que faz de forma automática uma análise de rede e começa a selecionar as requisições. Eu cito até o exemplo do Richard Clarke, na questão da Geórgia. Por ocasião da penetração militar russa, em 2008, houve simultaneamente uma paralisação das páginas governamentais da Geórgia, de modo a impedir talvez uma repercussão do que estava acontecendo, mundo afora, diminuindo protestos etc. Foram alvos selecionados. Os georgianos, a partir do momento em que perceberam, tentaram migrar para outros provedores, baseados fora da Geórgia.
Nos Estados Unidos.
Estados Unidos, ele cita. Então, algumas medidas podem ser tomadas. Isso na parte de inteligência.
Na parte de apoio tecnológico, nós temos o Centro de Desenvolvimento de Sistemas. Quando vamos desenvolver um determinado projeto, é lá que vamos contar com engenheiros militares, que vão desenvolver as linhas códigos de acordo com os padrões que podemos estabelecer, de acordo com os requisitos operacionais, técnicos, para um determinado sistema. É um parceiro nos nossos projetos. Na parte de pesquisa, que você perguntou, entra o Instituto Militar de Engenharia. Ele faz pesquisa elegendo temas para os formandos, na área de mestrado, doutorado. Por exemplo, aí avulta de importância o domínio das técnicas de criptografia. São assuntos que interessam diretamente ao setor cibernético. O IME deve fazer uma parceria com a UnB, de modo a que possamos desenvolver projetos que atendam não só aos militares mas também às agências de governo. Como eu disse, é um assunto que permeia toda a sociedade.
Temos outros projetos, um deles é a própria construção do Centro de Defesa Cibernética, o espaço físico. Estamos ocupando, nos próximos dias, o espaço de uma unidade que está sendo extinta, o Centro de Documentação do Exército, numa questão de racionalização interna, que está passando todo o seu acervo para o Arquivo Histórico do Exército, lá no Rio. O espaço foi disponibilizado no final do ano passado e estamos já com as obras bastante adiantadas para ocupar, aqui no próprio QG. Esse é um outro projeto, que é a estruturação do CDCiber. Como a construção de uma sede requer recursos e tempo, essa sede provisória acreditamos que, até a construção do centro, vai nos atender plenamente, até porque ainda não atingimos 40% do efetivo previsto.
E qual é o efetivo que vocês buscam?
Imaginamos um núcleo, porque no nosso modelo de setor cibernético não atuamos sozinhos. No centro propriamente dito, em torno de 130, 140 pessoas.
No final, quando estiver implantado.
No final, quando estiver totalmente implantado. Já estou com 35 e aos poucos estamos crescendo.
Todos militares do Exército, ainda não tem...
É, este é o Centro de Defesa Cibernética, por enquanto, do Exército. Se no futuro o Ministério da Defesa decidir que vamos exercer também o papel de Centro de Defesa Cibernética das Forças Armadas, é perfeitamente viável e até consta das diretrizes do Ministério da Defesa que tenhamos, nesse centro, militares da Marinha e da Força Aérea, como acontece com o Centro de Treinamento para Operações de Paz, no Rio. Hoje no Rio temos uma unidade que prepara militares para missões externas.
Da ONU.
Da ONU. Onde trabalham instrutores e monitores das três forças. E é uma organização do Exército lá no Rio. Imaginamos que isso venha a acontecer também conosco. Isso vai de encontro ao modelo que observamos no exterior. Estive recentemente na Inglaterra, onde fui convidado a fazer uma palestra sobre os nossos projetos na Conferência de Defesa Cibernética e Segurança de Redes, no final de janeiro, e tivemos a oportunidade de fazer uma visita ao ministério britânico da defesa e ao órgão operacional de defesa cibernética, a cerca de três horas de Londres, onde vimos esse ambiente, em que militares das três forças estavam trabalhando em conjunto, mais civis de empresas contratadas. A infraestrutura de telemática é uma coisa em que hoje as empresas estão totalmente envolvidas. Imagina-se que algo semelhante deva ocorrer no futuro, em que teríamos militares das três forças trabalhando em conjunto, e serviços prestados por empresas habilitadas.
O Cyber Command americano está sendo implantado...
Já está implantado.
Sim, mas eles também estão construindo um prédio, que ainda estaria para ser terminado.
É, o Cyber Command é de 2009 e eles foram colocados no comando estratégico americano. Na estrutura militar lá, eles têm o comando estratégico e um dos órgãos subordinados é o comando cibernético. Esse comando cibernético tem ascendência sobre os órgãos das quatro forças, porque além de Exército, Marinha e Aeronáutica eles têm lá também os marines, que lá é como se fosse uma quarta força armada.
Mas aí a NSA (Agência Nacional de Segurança) também participa.
Plenamente. O comandante da defesa cibernética americana é o diretor da NSA. É o general Keith Alexander. Ele acumula a função de diretor da NSA e comandante da defesa cibernética.
Houve uma série de discussões sobre os papéis civil e militar na defesa cibernética americana.
Ainda existe isso e me parece que os americanos estão atualmente dando ao DHS, o Departamento de Segurança Interna, a responsabilidade da difusão das práticas de defesa de redes no meio civil, não só as agências governamentais, mas também no setor produtivo americano. Grande parte dos serviços públicos lá são providos por empresas. Na distribuição de energia elétrica, no Brasil, nós temos a Eletrobrás. O nível de privatização nos Estados Unidos é maior, então há uma preocupação de que haja alguma legislação que obrigue as empresas privadas a obedecer requisitos mínimos de segurança. O Richard Clarke expressa bem essa preocupação. Mas isso passa por uma grande discussão política: até que ponto as empresas privadas têm que se submeter às regras impostas pelo governo na segurança cibernética, uma vez que isso requer investimentos de grande porte? Vamos passar esse custo, aumentando os impostos? Há uma discussão grande, lá também, a respeito disso. Mas me parece que está bem definido quem é o encarregado de conduzir o assunto fora das Forças Armadas, seria o DHS, Homeland Security.
No Brasil, esse papel institucional é do GSI, mas, como somos uma iniciativa pioneira, a partir do momento em que o Exército criou o Centro de Defesa Cibernética algumas coisas, principalmente de caráter operacional, o GSI está dividindo conosco. Já estamos colaborando, por exemplo, para o aperfeiçoamento do curso que está sob a gestão do GSI. Estamos em conjunto com a UnB discutindo esse curso, adaptando, aperfeiçoando. A nossa interação com o GSI é grande. Outro exemplo dessa interação é a rede de segurança da informação e criptografia. É uma rede acadêmica que estava sob a coordenação, a supervisão do GSI. O Exército está recebendo a gestão dessa rede, que reúne pesquisadores, universidades, institutos de pesquisa. É uma rede bastante consolidada no meio acadêmico e que pode servir como instrumento de integração do meio militar com o meio civil.
Márcio Neves/Folhapress
Operador realiza testes no Centro de Consciência Situacional, a "sala de crise" do CDCiber
E o papel do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)?
O Serpro é um prestador de serviços para várias agências do governo, principalmente na infraestrutura de redes. Assim como o Exército tem seu próprio órgão, que é o Centro Integrado de Telemática, o Serpro o é para alguns órgãos governamentais.
Mas não tem integração? Porque eles cuidam de sites que são atacados.
As coisas estão acontecendo. Por exemplo, na Rio+20 o órgão encarregado da especificação da rede foi o Serpro, mas nós conversamos bastante antes. Então, estamos trabalhando, tenho recebido aqui o pessoal do Serpro, temos ido ao Serpro e trocado ideias, informações. E vamos estar juntos na Rio+20. O CNO (Comitê Nacional de Organização) da Rio+20 fez uma licitação e uma empresa privada é que vai montar a estrutura de telecomunicações. Nós estamos colaborando na especificação de requisitos de segurança, exercendo uma coordenação dos órgãos. Sob a coordenação nossa, temos o Serpro, a Polícia Federal, temos os órgãos estaduais e municipais. Então, quando se fala em coordenação de redes, um centro de coordenação, a responsabilidade é nossa. É a nossa primeira experiência real, de colaboração com uma agência civil, no caso específico o MRE, responsável pela organização da Rio+20. É um modelo.
O Ministério das Relações Exteriores.
É, o Itamaraty é o organizador e nós estamos colaborando com a segurança cibernética. Sugerimos o modelo de monitoração da rede, baseado até num modelo utilizado nos Jogos de Inverno de Vancouver, de 2010. Partindo daquele modelo, montamos uma estrutura física e lógica, de modo a colaborar com a segurança.
A Rio+20 é tida como uma espécie de teste de infraestrutura para a Copa do Mundo e os Jogos.
E eu diria que, em termos de repercussão, ele é tão importante quanto a Copa e os Jogos. Talvez até, em termos de participação mundial, seja mais crítica do que os outros eventos. Porque vai reunir cerca de cem chefes de Estado e governo, presidentes e primeiros-ministros, então tem uma representatividade mundial muito grande. Tem o aspecto de segurança da rede, porque certamente os governos usarão essa rede para trocar informação com suas bases, nos seus países. Os aspectos de segurança da informação e até de disponibilidade dessa rede serão críticos para o sucesso da Rio+20. Estamos procurando colaborar com a organização, sugerindo um modelo de monitoração e até algumas medidas que constaram do edital para a contratação de uma companhia que vai prover a estrutura de telemática. Por exemplo, a estrutura deverá contar com sistemas de prevenção de intrusão. Isso tudo estamos acompanhando.
O chefe do Estado Maior das Forças Armadas americanas esteve no Brasil e, no retorno, mencionou como uma das esperanças de cooperação exatamente a defesa cibernética. Como é que está sendo feito esse encaminhamento, não só com os Estados Unidos, mas com outros países?
Além de o setor cibernético exigir uma integração no nível nacional, para que uma defesa seja efetiva há necessidade de integração entre países, porque os tipos de ataques vão se repetir. Os ataques que hoje são feitos às redes americanas ou de qualquer outro país deverão ser os mesmos tipos ou semelhantes. O setor cibernético não tem fronteira. O movimento hacktivista tem até uma nuance filosófica, como os anarquistas no início do século 20, combatendo o controle de governos. Isso hoje passa pela internet também. No movimento hacktivista, os mais conhecidos advogam que a internet deve ser um espaço livre de controle governamental, um espaço de troca de ideias e que qualquer controle governamental vai restringir as liberdades individuais.
Essa discussão é comum no Brasil, nos Estados Unidos. Hoje a Pipa e a Sopa, dois projetos de lei, são uma discussão muito grande nos Estados Unidos, como no Brasil está sendo feita uma discussão em relação ao marco civil da internet, que basicamente diz o seguinte, "primeiro temos que cuidar dos direitos do cidadão". E tem o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que busca proteção para as redes, para os sistemas bancários, procurando responsabilizar não só autores de ataques mas também as prestadoras de serviço. A partir do momento em que se discute se elas serão obrigadas a manter os registros de acesso durante três anos, isso já é encarado, pelos que defendem total liberdade, como uma forma de monitorar o cidadão. É uma discussão filosófica, política.
Que está em andamento.
Está em andamento. A solução vai ter que passar pelo Congresso, porque interfere realmente na vida dos cidadãos, na vida das empresas até, porque manter registro durante anos tem um custo. Tudo isso ainda é motivo de discussão na sociedade. Nós temos, logicamente, acompanhado tudo isso, porque tem implicações diretas na formulação das nossas políticas. Mas de maneira geral a nossa política é de defesa cibernética. É de defesa, de modo a podermos preservar nossos ativos e, numa situação de guerra, evitarmos que as nossas redes caiam, num tipo de ataque que já se teve, negação de serviço, ou mesmo de expropriação de dados confidenciais, numa operação de guerra, que dariam vantagem para o adversário.
Vamos ao CDCiber?
Eu só esclareço que estamos em obras, realmente obras civis. Mas já temos alguma coisa para mostrar. E a primeira delas, que inclusive esperamos ter já em funcionamento na Rio+20, é justamente dar aqui, ao Comando do Exército, condições de verificar em tempo real o que está acontecendo na Rio+20, em termos de monitoramento de rede. Estamos terminando a montagem do chamado Centro de Consciência Situacional, que é um centro de decisão ou, por enquanto, de acompanhamento do que se passa na Rio+20. O primeiro emprego dele é daqui a daqui a menos de dois meses.
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